The life of Fionna
6 Capitulo 6: Casa nova...
Notas iniciais
Acordei cedo, não queria que o Gumball me visse, estava chateada pelo que ele disse ontem, tomei banho e vesti uma calça jeans escura, com uma camiseta branca, uma sapatilha e um casaco. Amarrei meu cabelo com um rabo de cavalo no topo da minha cabeça e fui preparar o café da manhã. Minhas tentativas de não fazer barulho foram em vão, derrubei uma panela, e o som da queda acordou Gumball, ele fez uma cara de espanto:
– Fionna...O que você está fazendo?
– Nosso café da manhã oras...- falei olhando para a panela, não queria olhar para sua cara.
– Toda arrumada?! E a essa hora? ainda são 6hr00min eu só vou trabalhar as sete, a comida vai estar fria até lá...-eu o interrompo.
– Ahh Gumball, pare de reclamar. Eu vou sair, vou na imobiliária, não tenho previsões de que horas eu volte, se quiser não faço para você.
Pude ver sua surpresa estampada em seu rosto.
– Vamos Gumball me responda, vai querer que eu faça ou não?
– Vou...
– Depois não reclame...- disse colocando mais um ovo na frigideira. Nesse instante ele se dirigiu ao banheiro, tomei meu café o mais rápido que eu pude, estava prevendo suas reclamações a mesa, e minha paciência com ele não está muito boa hoje. Consegui sair antes que ele saísse do banheiro, segue meu caminho até a imobiliária, chegando lá levo um susto logo de cara, tinham alguns panfletos de apartamentos expostos na vitrine,estavam uns perto dos outros,sem deixar brecha para o interior do local, os preços absurdos, meu dinheiro não dava nem para o mais barato deles, quando vejo uma brecha, uma mão retirou um panfleto na minha frente, e colocou logo após outro panfleto, só que nesse o preço era justo a quantia que eu tinha, 200 mil. Tinha que procurar um emprego o mais rápido o possível, ficaria sem dinheiro depois de comprar o apartamento, pensei. Então o dono da mão saiu da loja e foi a meu encontro, era um senhor com roupas normais, um suéter com uma calça jeans, e seu sapato de couro.
– Vi que se interessou nesse, gostaria de visitar?! Prazer George.- Fala ele estendendo sua mão.
– Claro o mais breve o possível, prazer Fionna.
– Pode ser agora? -respondeu George.
– Pode, estou ansiosa.
Entramos no seu carro, seguimos para perto de um lago e pude ver uma construção antiga, uma especie de hotel, então ele disse:
– Chegamos, eu não aconselho esse apartamento, ele é antigo, e é longe do resto da cidade.
– Não se preocupe, eu o amei.
Subimos até o 7 andar onde ficava o apartamento, número 201, quando entramos levei outro susto, hoje meu dia está repleto de sustos, já havia uma pessoa olhando o apartamento, mas não era qualquer pessoa, era Marcy. Corri até ela.
– Nossa você tinha razão o destino prega peças e...- ela me interrompe.
– Perdão mas quem é você?! — Cai no chão olhando para seu rosto.
– Como assim?! você não lembra de mim? — falei com voz de choro, então ela ri.
– Fionna, desculpa é porque você está diferente, você trocou de roupa.
– Claro eu tomei banho ontem.
– Eu também.
– Então porque você continua com a mesma roupa?
– Por que eu não tenho outra, eu só trouxe minha guitarra. — aquilo me deixou perplexa.
– Então se você não se importar nos vamos dar uma olhadinha no apartamento também. — disse George para o corretor da Marcy, que aparentava ser bem jovem.
– Minha cliente ainda está se decidindo. — minha deixa, fui olhar o apartamento, me encantei com exatamente tudo.
– Enquanto ela decide nos podíamos...- o interrompo.
– Amei!! Quero comprar agora.
– Espera eu cheguei primeiro. — Disse Marcy indignada.
– Mas você ainda esta se decidindo...- falei em um tom sutil.
– Não estou mais, vou compra-lo.
– Mas Marcy, eu preciso dele.
– Porque você não mora com seu namorado? Eu não tenho onde ficar, preciso mais do que você que tem a ele.
– Mas é exatamente isso...Ontem nos brigamos, ele não tem como nos sustentar, e não me deixa morar com ele, se eu não morar aqui, acho que ele terminará comigo...- Falo desabando no chão novamente, não podia estar acontecendo, eu não queria mas comecei a chorar, quando senti um abraço confortante, levantei a vista e vi Marcy.
– Já que vocês são tão amigas, porque não dividem esse apartamento? O preço cairá pela metade. — Seria perfeito, teria a companhia de Marcy e ainda pagaria a metade do preço, ou seja 100 mil reais, me restaria muito.
– Nos aceitamos...-soltei.
– Não fale por mim, enquanto nossa privacidade?
– Só colocar uma fechadura diferente em cada quarto, vocês só terão contato se quiserem já que um quarto é de um lado da casa, e o outro do outro lado.
– Pare de falar asneiras, você vai aceitar morar com essa estranha que você nem lembrava o nome dela a principio?! E que é chorona desse jeito, ela quer te enganar.- Falou o corretor, tentando fazer a cabeça de Marcy.
– Pare de falar assim, você é um egoísta que não olha além de seu umbigo, por isso que é sozinho, você não tem sentimentos?- Falou ela voando em cima dele.
– Olhe quem fala, não foi você quem acabou de dizer que não tinha ninguém, e que não tinha para onde ir?Não pode falar de mim, apenas tentei ajudar a ver o que está acontecendo, esses idiotas estão fazendo sua cabeça.- Marcy agora soltou a jaqueta dele, abaixou a cabeça com uma cara triste.
– O único idiota que eu vejo aqui é você, saia daqui... — responde baixo apontando para a porta.
– Depois não diga que não avisei. — ela bateu a porta na cara dele.
– pode deixar que eu mesmo cuido das fechaduras elas chegarão amanha, enquanto isso vamos cuidar do pagamento. Dividimos exatamente tudo conta de água, luz, aluguel, tudo. Então combinamos de nos mudar no dia seguinte pela tarde, depois que as fechaduras forem colocadas. Já era tarde voltei para a casa de Gumball, quando cheguei ele estava lá, havia preparado o jantar, eu não tinha almoçado e estava morrendo de fome.
– Então como foi na imobiliária?
– Comprei o apartamento e combinei com a Marcy de me mudar amanhã a tarde, você me ajuda?
– Espera, Marcy é aquela garota do avião que você comentou? você vai morar com uma estranha?
– Arg...Lá vem você com essa história novamente, ela não é estranha somos amigas.
– Claro, você pode confiar certamente em uma pessoa que conheceu em um avião, e que conversou com ela por volta de 2 horas, isso que é uma amizade verdadeira.- Falou ele ironicamente.
– Tem opção melhor?
– Sim, sobre essas circunstancias você fica aqui comigo, assim não dormirá com uma estranha do lado, eu trabalharei mais, mas você não ficará lá...
CONTINUA PRÓXIMO CAPITULO...
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