The life of Fionna

3 Capitulo 3: Marcy...


Notas iniciais
bem...não sei se ta ficando bom, estou fazendo meu melhor, então la vai mais um....

Pov.Marcy:

Passei tanto tempo só, que já me desacostumei a me socializar. Meus amigos se afastaram de mim, apenas Marshall continuou, ainda me lembro do que ele havia dito quando eu ainda trabalhava naquela loja de discos: ''por que você não vai com ele? pois se você não for, eu também não vou...não quero tocar meu baixo para outra voz, a nao ser a sua...'' aquela memoria ainda mexia comigo, eu não podia ir com ele, enquanto ele se tornava famoso com sua guitarra eu permaneceria na mesma, eu simplesmente não aceitava, queria ser reconhecida por meu talento também, Flama nunca entenderá.

Bati a porta com força peguei minhas malas, queria ir o mais rápido que eu pudesse para o aeroporto, não queria passar mais um minuto nessa cidade, sem ser notada, queria ir para capital, fazer minha própria fama, então é isso que eu farei. Sem pensar muito comprei a passagem do voo mais próximo, eu havia chegado cedo, ainda estavam abastecendo o avião, quando avisto uma feição que reconheceria em qualquer canto, era a de Simon, ele anda muito diferente, não me trata como antes, mal o vejo, aparentemente fora de si. Quando falo com ele, me chama de Gunter, isso me entristece, se ele ao menos lembrasse de mim, então finjo que não o vi, passo e posso escutar ele chamar "Gunter..." repetidas vezes.

Sento em uma das ultimas poltronas, eu e minha guitarra somente, ultimamente anda acontecendo muitas coisas, e pretendo não ter contato com mais ninguém, ponho meus fones de ouvido, e fico olhando as pessoas passando no aeroporto, cada pessoa tem sua vida, fico observando seus movimentos, não percebo o tempo passar, escuto algo que parece a aeromoça falando que já vamos decolar, mas não prestei muita atenção nisso, aumentei o volume, somente quando sinto um peso no meu colo tiro meus fones, quem será essa garota?! E porque ela está no meu colo?

Antes que eu pudesse reagir de qualquer maneira ela empurrou minha guitarra, que naquele instante estava sobre ela, e se levantou se desculpando, eu deveria ter perguntado se ela estava bem, minha guitarra não é tão leve quanto aparenta ser, mas não tive coragem, apenas a vi gaguejar, que me fez ficar sem jeito e agora mais que nunca, não me permitiria negar esse lugar para ela:

– ....er...m...m...me desculpe....eu só.... — Eu a interrompo, fazia uma pequena ideia do que ela queria.

– Se esse lugar está ocupado? — Então pergunto, sei que ela seria incapaz de perguntar qualquer coisa do gênero, pelo menos do meu ponto de vista.

– Sim...Eu queria saber se posso ficar com ele? — que pergunta estranha para pedir um lugar, não a questiono, decido entrar na dela:

– Claro, ele é todo seu! — dou uma piscada para tirar esse clima pesado, ela fica corada, é meio engraçado como ela fica sem jeito por qualquer coisa. Tiro minha guitarra de sua poltrona e a encosto na minha, ela era a unica coisa que eu tinha, sem roupas a não ser a do corpo, apenas minha guitarra. Quando retorno minha visão para ela vejo-a digitando com uma velocidade sobrenatural, me espanto, e acho que ela também percebeu que estou espantada:

– O que houve? — percebi seu tom preocupado.

– Nada...Só que você digita muito rápido... — tentei mudar minha expressão, mas olhando para ela eu não conseguiria, aquela expressão de preocupação me traz memorias ruins, olho pela janela, assim me concentro melhor:

– Não entendo esses jovens de hoje em dia...

– Ei eu já sai do colegial viu...

– Você?! Te daria no máximo 14.

– Pois saiba você que eu fiz 18 hoje viu?! — Aquela informação foi como uma pancada na minha cabeça, como assim?!

– Hoje, serio?! Eu também...- Fiquei a fitando, tentando processar a ideia, então percebo o quanto isso é hilario, como o destino consegue unir pessoas assim?! Solto uma gargalhada.

– Que ironia do destino não? — Espero sua resposta.

– Uhum... — Lembrei que não havíamos nos apresentado ainda, como ela não tomou nenhuma iniciativa, então eu tomo:

– Por falar nisso, prazer Marceline Abadeer, mas pode me chamar de Marcy.

– Ah, me chamo Fionna...

"Estamos passando por uma turbulência, por isso vamos nos atrasar. Agradeço a compreensão de vocês passageiros e boa viagem."

– Ahh, não eu não posso me atrasar, ele está me esperando...- Procuro entender quem está a esperando, isso é um absurdo, eu não estou invadindo sua privacidade pensando uma coisa dessas?

– Quem?! Seu namorado? Esse da mensagem? — Deixei escapar, não acredito que perguntei isso, se já era invasão pensar, avalie perguntar algo do gênero, como sou tola.

– Sim... — a principio me assusto com o fato dela responder, então decido me aprofundar mais, se ela não quisesse se expor não responderia.

– E porque vc esta tão longe dele?

– É uma história longa...

– Bem, parece que com essa turbulência teremos uma viagem longa... — Ela aparentou ficar contente em ouvir isso, eu também, afinal eu ocuparia minha mente em outros assuntos, então foquei em escutar cada detalhe de sua história, não queria parecer entediada, talvez ela pensasse que eu quisesse falar, eu não queria me expor, não agora, então apenas a escutei, deixando-a falar isso até que me fez bem. Foi como se eu já a conhecesse a muito tempo, uma amizade como a de Marshall, gosto de sua companhia, será isso mesmo que eu sinto por ela?...

CONTINUA PRÓXIMO CAPITULO...

Notas finais
espero que esteja boa, estão gostando? pois eu estou adorando escrever! beijinhos ~NANA