The legend of guardians
19 O veredito final
Notas iniciais
Os escolhidos e os guardiões haviam acordado a um tempo, mesmo não estando totalmente recuperados eles quiseram treinar no Vale das almas. Justine e Irith haviam retornado ao campo das almas, dirigindo seus passos para a arvore das almas. Chegando abaixo da copa da grande arvore, ambas estendiam suas mãos, junto a suas armas, para o alto. Uma aura branca intensa cobria os corpos da duas, que fechavam seus olhos e diversos flahs de diversos tons começavam a sair de suas armas, alocando-se na copa da arvore. tal começava a brilha em um tom mult-colorido, aos poucos a planta ia sugando aqueles flash's que nada mais eram do que as almas daqueles que forma mortos em batalha por Frostwar. Elas ficavam na arvore das almas, aguardando a hora de seu julgamento. As duas então se afastavam indo para o templo das almas. Laferd, Basilissa e Menesi observava o grupo a treinarem.
— Eles já estão bem recuperados, mas ainda não totalmente. — observava Laferd. — Seria melhor que ficassem mais um tempo abrigados no templo.
— Estou de acordo, Laferd! — concordava a arcanjo voltando a atenção para o juiz. — Eles são fortes, no entanto seria perigoso que lutassem sem terem recuperado suas forças por completo.
— Sim, ainda mais pelo fato de Vough ter despertado Kharis. — Completava o juíz da harmonia.
— Kharis... Da ultima vez em que ela entrou em batalha ela causou uma grande catastrofe. — dizia Basilissa, após um pesado suspiro. — O que me intrigou foi ela ter adormecido, mas espeficicamente ela pareceu ter sido selada.
— Ela adormeceu assim como Vough a um tempo o fez. — explicava Laferd. — Quando ela caiu em Frostwar junto com Kagura, não ficou inconciente como a pequena. Kharis tem plena conciencia de quem é e de seus poderes.
— Por isso, ao vir para Frostwar ela já estava com uma intensa aura aniquiladora e com uma enorme sede de batalha. Kharis também veio com uma espada muito perigosa, que acabou ficando perdida em algum lugar de Frostwar. — Completava Justine, se aproximando junto com Irith.
— Os Threstic's, de forma indireta, provoucou Kharis a usar uma grande quantidade de poder. — explicava Irith. — Então Vough lutou contra ela e usando os poderes dos Threstic's, dentro da Holocaust, mandou Kharis para uma pequena dimensão, na onde, foi obrigada a adormecer.
— Uma espada... — resmunagava Basilissa, estando pensativa. Aos poucos fitava cada juiz em sua volta. — Então, sem essa espada Kharis, mesmo que ainda muito forte, não tem seu total poder?
— Kharis assim como Vough, não depende de sua arma para ter mais poder. — respondia Justine. — Ainda não sabemos as própriedades daquela arma, apenas observamos que Kharis pareceu mais insana quando estava com a espada.
— Ironicamente, depois de Kharis ter sido mandada para essa suposta pequena dimensão, não sentimos a presença aniquiladora da espada. — Completava Irith, estando pensativa.
— Algumas armas costumam apenas a ativar suas própriedades com seus devidos usários. — comentava Basilissa. — Pode ser o caso dessa espada.
— Provavelmente esse é o caso. — Confirmava Laferd.
— Seria bom que encontrassemos essa espada antes de qualquer aliado de Meyfen ou até mesmo da própria Kharis. Mas, não sabemos onde ela pode estar... — Dizia Basilissa, estando pensativa.
— Sim, mas tenho certeza que na hora certa virão as devidas táticas para cada problema em Frostwar. — Dizia Irith em tom otimista.
— Irith tem razão, Basilsissa. Então, procure manter a calma. — concordava Laferd. — Bem, após o treinamento o julgamento da alma de Kyozaki deve ser feito. Sei que ele ainda seria muito útil, afinal ele conhece muito bem as artimanhas de Vough. Mas, ele já se esforçou muito e sua alma pode acabar perdendo todas as forças e se dissipar.
Basilissa soltava um longo suspiro pesado, porém sabia que o juiz da harmonia tinha razão, em seguida dizia:
— Sim, é melhor que ele finalmente descanse. Ao menos a Aury pode vê-lo novamente. E muitas coisas puderem serem reveladas.
— Por fim, o banimento de Kyozaki para a Terra teve significados importantes. — Completava Laferd. — Eu irei para o tribunal. Assim que o treino terminar Kyozaki deverá ser levado para lá.
Basilissa acenava positivamente com a cabeça. Em uma breve reverencia o juiz se retirava. Após um tempo treinando, os escolhidos e os guardiões o cessam e caminham em direção a Basilissa. Logo a arcanjo tomava a palavra calmamente:
— Pude observar que estão mais recuperados, porém é melhor que fiquem no Templo das almas por mais um dia.
— Mas, mestra... Enquanto estamos aqui Meyfen causará mais destruição a Frostwar. — Contestava Louise.
— Eu entendo a sua preocupação, Louise. — respondia Basilissa calmamente e fitando a menor. — Para que a paz de Frostwar seja restaurada é necessário que todos vocês estejam bem.
— A mestra Basilissa tem razão. — Apoiava Kyozaki, se pondo ao lado da arcanjo.
— Kyozaki, você deve ir ao tribunal das almas para Laferd lhe julgar e assim, que você possa, finalmente, descansar em paz.
— Ainda queria fazer muito mais por Frostwar, mas sei que isso é necessário... — Concordava Kyozaki.
Aury dava alguns passos em direção ao paladino, dizendo:
— Eu honrarei o seu nome, pai! E também tudo o que me ensinou!
Ouvindo as palavras de sua própria filha, Kyozaki sorria e dizia:
— Sei que vai, Aury. Você me orgulha muito!
Ele dava uma breve pausa fitando a todos ali presente para então continuar a falar:
— Adeus a todos!
Antes que o paladino pudesse se virar de costas aos demais e seguir o caminho em direção ao Tribunal das almas, Aury se aproximava mais e dizia:
— Eu irei com você ao tribunal!
Basilissa e Kyozaki soltavam um longo suspiro. Mesmo que não tivesse uma forma física, o paladino levava a mão direita ao topo da cabeça da menor, dizendo:
— Infelizmente, somente a alma que será julgada e os juízes podem entrar no tribunal.
Aury soltava um longo suspiro e acabava lagrimejando, enquanto falava:
— Tudo bem, sei que estará em um ótimo lugar, pai!
— Aury... Não importa o que você faça daqui pra frente, eu vou te amar sempre. — O paladino dizia tais palavras em um timbre de voz terno, fitando diretamente os olhos da menor.
A garota deixava mais diversas lagrimas descerem de seus olhos, aos poucos secava suas lagrimas com as mãos e sorria para o seu pai. Então calmamente Kyozaki se afastava e seguia o caminho a seguir.Em pouco tempo Kyozaki estava de frente a uma grande porta dubla e branca ornamentada em dourado, esta se abria com uma mágica usada por Laferd. Ele estava sentado em uma cadeira na grande mesa central e fitava calmamente o paladino se aproximando e tomando a palavra:
— Aqui estou, para que seja me dada a devida sentença, Laferd!
— Kyozaki Starlight, anteriormente banido de Frostwar pela acusação de traição. Esta que foi provada ser falsa e fazer parte do plano maquiavélico de Vough para, mais tarde, ter o caminho livre e supostamente "despertar" os Threstic's. — dizia o juiz da harmonia fitando o paladino. — Você passou o resto de sua vida na terra, um mundo que vivem seres sem poderes e completamente diferente dos que vivem em Frostwar. Devido a pertencer a uma linhagem de seres mágicos, resididos em Frostwar, sua alma não adormeceu junto a seu corpo físico; já que somente, nós, os juízes das almas
Laferd dava uma pausa em seu discurso, folheando um grande livro em sua mesa, logo parando e lendo por um momento. Após um breve momento, voltava a atenção para Kyozaki:
— Kyozaki Starlight, você foi um grande e glorioso paladino que fez diversos prodígios a Frostwar! Já sabendo que os maquiavélicos Threstic's almejavam destruir essa dimensão procurou alertar a Ordem do equilíbrio, que cegos pela versão falsa dos fatos, ditas por Vough, lhe acusaram como traidor. Porém, seu regresso a Frostwar, graças aos escolhidos, revelou toda a verdade. Agora, tua alma deve descansar em paz!
Terminando de falar, um circulo mágico surgia no topo da cabeça de Kyozaki, logo em seguida um sino badalava inúmeras vezes. Laferd se levitava e movia a grande marreta para o alto e depois para frente, neste momento o circulo se transformava em um portal dourado. Do lado de fora do Templo das almas, todos viam uma luz dourada emanar do tribunal.
— O julgamento terminou...
— Tenho certeza que Kyozaki irá descansar em um lugar de paz. — Dizia Safiya.
— Sim, meu pai era muito bondoso. — Dizia Aury, após um suspiro.
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