The last whisper

6 A vida de Eleanor


Notas iniciais
Espero que gostem. Achei esse capítulo meu ruim, mas vai lá.

P.V Eleanor.

Apoiei minhas costas da maneira mais confortavel em uma arvore. Respirei fundo, sentia que devia contar pra ele um pouco. Precisava desabafar.

Esperei as lembranças se agruparem e por incrivel que pareça eu saberia contar praticamente como se tivesse sido ontem

–Meu pai era um homem muito rico. dono da maioria das terras da cidadezinha onde moravamos, minha mãe era uma mulher doce e caridosa com todos, eles eram o tipico casal imperfeito que se completava. Mas isso não o impediu de cometer um deslize, deslize esse que foi fatal. Como eu ia entender da proporção das coisas? Eu era a filha caçula deles, e talvez se eu tivesse dado mais importancia para o que acontencia ao meu redo eu pudesse ter salvado nossas vidas — minha voz nesse momento era um sussurro abafado e foi quando Thomas teve uma reação improvavel, ele me abraçou, e foi um abraço seguro que me fez ver que eu faria de tudo para salvar o meu primeiro amigo. — Não tenho do que reclamar de meus pais. Eles sempre foram otimos pra mim e além do mais eu tinha meu porto seguro que era e sempre vai ser minha irmã mais velha Eudinne. Nós eramos inseparaveis, sabe? Carne e unha. Confidentes.Naquele dia eu mal falei com ela. Estavamos brigadas por algum motivo idiota. -estava dificil falar, as lágrimas caiam rapidamente e eu poderia chorar um rio inteiro.

–Eleanor, você não precisa continuar.

–Eu sei, mas eu quero continuar — e eu realmente queria. — Bom, ela namorava já a alguns meses e naquele maldito dia tinha marcado de ir andar de barco com ele. Céus eu devia ter impedido ela de ir, deveria ter tentado. Mas meu orgulho não me deixou. A droga do meu orgulho. E enquanto ela estava lá, eu estava em com meus pais, e aquela mulher asquerosa apareceu. Me lembro perfeitamente de suas palavras.

–Então Robert, sentiu minha falta? Eu não sabia quem ela era e nem porque meu pai ficou tão palido assim que ela entrou.

–V-vai embora ele falou — ela apenas riu sem humor. -Depois que você me usou quer que eu vá embora? Muito feio isso meu querido.

–Pai o que está acontecendo?

–Eleanor vá agora pro seu quarto.

–"Vá" é a única coisa que um homem mandão como você sabe dizer? -dava pra sentir a raiva crescendo em cada palavra que ela dizia. -Chega -ela gritou de repente, e seu grito me fez estremecer e levar as mãos aos ouvidos pela dor.- Vamos ao que interessa. — ela virou de frente pra mim e seu sorriso estava distorcido e cheio de odio. -Você Eleanor Dinkler será condenada a maldição eterna do renascimento, como punição pelos atos de seu pai Robert Dinkler, e uma vez lançada esta maldição terrivel jamais será quebrada. As luzes piscaram forte e assim como surgiu ela desapareceu.

–Me lembro de ter caido de joelhos no chão com as mãos cobrindo meu rosto, lembro de meus pais abraçados em mim chorando descontroladamente. E na minha opinião o pior ainda estava por vir. Me tranquei em meu quarto e lá fiquei o resto do dia. Como eu pude ser tão egoista? Fiquei lá pensando apenas em mim, e nem ao menos me dei conta de que minha tão amada irmã estava muito atrasada. Meu pai mandou homens em sua procura, e voltaram com a pior notícia: o barco estava destroçado. Os corpos nunca foram encontrados. Eu esperei ela voltar sabe? Esperei sentada no sofá, mas ela nunca veio. As vezes eu acordava no meio da noite e corria pro quarto dela, eu podia ouvir sua voz. Ela amava cantar, sempre teve uma voz incrivel pra isso.

–Ell eu sinto muito — Thomas me abraçava com força, transmitindo carinho.

–O que dói mais é que eu não tive a oportunidade de dizer tchau pra ela, nem ao menos de dizer o quanto a amo. Porque eu deixei que meu orgulho fosse maior, e ai está um erro na humanindade. Estamos sempre deixando que pequenas coisas nos afastem das verdadeiras pessoas. Eu aprendi isso da pior forma. E mesmo aprendendo eu errei de novo. Deixei meus pais, fui egoista a esse ponto outra vez. Eu sabia que eles precisavam de mim, mas eu precisava urgentemente de minha irmã. Eu quis morrer da mesma maneira que ela, sentindo o que ela sentiu. Tomei alguns comprimidos de minha mãe e fui para o mar. O mar que levou ela de mim.

–Eu sei que deve ser difícil, mas você não teve culpa. -o moreno me disse, e em momento algum ele me soltou de seus braços.