The last of us - A luta pela vida
1 Prólogo - O surto
Carina começou a sentir fortes contrações de repente, todos se assustaram, até mesmo as pequenas Cristina e Mayara, que brincavam na parte de fora da casa. Rapidamente o pai de Cristina, apresado, foi ligar o carro que estava na garagem, enquanto os outros ajudavam Carina, que gritava devido às contrações, a andar, e todos correram para o carro, até mesmo as crianças, que não tinham com quem ficar se espremeram para caber no veículo. Rapidamente chegaram ao hospital, desceram apressados do carro, enquanto a moça ainda gritava pela dor, seguravam-na pelos braços e apoiavam suas costas, enquanto andavam em direção à recepção do hospital, deixando as meninas no veículo, junto com o irmão de Mayara, Luís que era 5 anos mais velho, e que sempre cuidava das meninas quando era preciso.
Enquanto levavam a moça para a sala de parto, os pais conversavam empolgados sobre o bebê:
— Não imaginei que viria mais cedo. – Disse a mãe de Cristina, sentada no sofá da sala de espera, mexendo em uma bolsa branca que levava.
— Eu estou tão feliz, nós poderemos acompanhar isso, só espero que não demore muito. — Afirmou o pai de Carina, que parecia o mais nervoso de todos, segurando firme um copo com água.
Enquanto isso, no carro, as garotas se entretinham escrevendo em alguns pedaços de papéis coisas sem sentido e Luís lia um jornal que estava no banco de trás, quando viu em uma página, informações sobre o vírus chamado cordyceps do qual falavam sempre na TV, depois de ler o artigo, sem se importar com o que tinha acabado de ler, apenas olhou para fora do carro, observando as pessoas, que de repente começaram a correr sem rumo enquanto gritavam desesperadamente, e então o garoto viu um homem com uma aparência estranha atacando as pessoas que conseguia alcançar, assustado, sentou no banco do motorista, e ligou o carro, pois por sorte esqueceram a chave no veículo, colocou o pé no acelerador sem se importar, pois sabia o que estava acontecendo. Viu o homem louco entrar no hospital, mas naquele momento, pensando apenas em si mesmo e nas meninas, dirigiu para fora do bairro, vendo pelo caminho carros batidos, casas em chamas e policiais por todos os lados, atirando em todos que pareciam estar infectados com o tão temido vírus, vendo que a cidade estava um caos, apenas continuou dirigindo, olhou rapidamente para as meninas, que parecendo não perceber o que estava acontecendo, continuavam com suas brincadeiras.
Sem olhar para trás, com a respiração pesada e o coração acelerado, o garoto sentia o desespero de não saber o que fazer, e a única certeza que tinha era de que deveria sair daquela cidade o mais rápido possível. Luís começou a dirigir totalmente sem rumo, e pelo caminho avistou coisas que jamais sairiam de suas cabeças! Pessoas loucas com as roupas rasgadas, com fungos brotando em seus corpos, correndo pelas ruas e devorando toda aquela gente que tentava fugir, matando-as, casas pegando fogo, e pânico. Ele viu sua cidade, a cidade a qual o acolheu desde a infância ser dominada por essas coisas incontroláveis. O garoto queria apenas sair logo dali, para evitar que as pequenas garotas vissem tudo aquilo, que por sorte estavam distraídas desenhando. O jovem dirigiu até encontrar a entrada de uma floresta, que ficava depois da cidade e parecia segura, pois o carro já não tinha mais gasolina para continuar. Procurou algo dentro do carro para se defender, mas achou apenas um canivete com detalhes azuis dentro do porta-luvas e saiu do carro guardando-o no bolso da calça jeans. Agachou-se, torcendo para que as garotas dentro do carro não fizessem barulho, pois a qualquer momento uma daquelas coisas poderia aparecer. Seguiu andando ao redor do veículo, olhando por entre as árvores e por sorte não ouviu nenhum som estranho, voltou então para o carro a fim de tirar, a fim de tirar as garotas dali e procurar algum lugar onde pudesse encontrar combustível.
Luís olhou para as meninas, pensando no que faria, e foi para o banco de trás, onde as garotas estavam e olhou para Cristina, pensando no que diria a ela e a Mayara. Cristina olhava atentamente para ele, segurando uma caneta vermelha e um papel. O garoto respirou fundo e finalmente falou:
— Nós vamos fazer uma pequena viagem. — Colocando as mãos nos joelhos. — E não veremos a mamãe e o papai por algum tempo.
Cristina ficou séria, ainda olhando para Luís. — Para onde nós vamos? Por que a mamãe e o papai não podem vir com a gente?
Mayara, que estava olhando pela janela para a folha de uma árvore que mexia por causa do vento, virou-se na direção de Cristina, Colocou a mão direita na cabeça da menina e disse:
— Cris, é claro que ele vai levar a gente para um lugar divertido e depois vamos ver nossos pais novamente, e o bebe da Carina. — Cristina voltou a sorrir, se sentindo tranquila por ouvir aquilo.
— Mas vocês terão que se comportar durante a viagem, ou então não poderemos chegar lá. — Luís afirmou, tentando não demonstrar o quão assustado estava.
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Permanecendo juntos, saíram do carro, caminhando para dentro da floresta, usando o celular de Luís para iluminar o caminho, o qual não tinha nenhuma iluminação durante a noite. As duas meninas, confusas por aquela repentina viagem, estavam apenas ansiosas, imaginando para onde iriam, enquanto o garoto também tentava imaginar para onde iriam. Por sorte sabia que tinha uma cidade ao oeste, e que poderia já estar infestada de infectados, mas era sua única opção e logo ficaria sem iluminação. Então, mantendo as garotas em silêncio, foi capaz de levá-las até perto de um pequeno rio que ficava perto da cidade para qual estavam indo. Era possível ver as luzes de um dos bairros ao longe, o garoto respirou aliviado, então começou a pensar nos outros, que tinha deixado para trás, se sentindo mau, sabia que se tivesse voltado para o hospital ninguém teria sobrevivido, se sentiu culpado, e então uma lágrima ameaçou cair, mas o garoto conseguiu evitar, enxugando os olhos com a camisa.
Estavam quase chegando ao destino, quase na entrada da cidade, quando ouviram um som de andar, Luís parou imediatamente, agachou-se, colocando o dedo indicador na frente da boca, enquanto chamava a atenção das garotas, as levando para trás de uma árvore que parecia ser bem velha, o som continuou e o garoto segurava as duas meninas, tampando suas bocas, tentando ver o que apareceria. Viu então um homem com os olhos virados, com a pele estranhamente cheia de coisas que pareciam pequenos cogumelos, e suas veias estavam saltadas, era com certeza um infectado e Luís preferiu não sair dali até que aquela coisa sumisse.
Depois de um bom tempo escondidos, o garoto viu que seu celular logo desligaria, tinha que se apressar, então pegou as garotas e correu o máximo que pode:
— Vamos fazer uma brincadeira? — Ele disse, se alongando.
Cristina logo se animou, dando pequenos pulos. — Vamos, vamos. Qual?
— Quem chegar por último naquela entrada ali. — O garoto apontou para entrada da cidade. —Terá que fazer algo que os outros dois pedirem.
Imediatamente as garotas começaram a correr, e Luís as seguiu, as meninas pareciam se divertir com a brincadeira e o garoto se sentiu aliviado pelas duas não estarem com o mesmo medo que ele estava sentindo. Chegando primeiro, Mayara foi a primeira a ver os infectados por toda a parte, sem saber o que realmente eram, se aproximou de um deles:
– Moço, eu ganhei, eu ganhei. — A garota pulava. — Ao ver aquilo, Luís segurou Cristina e correu o mais rápido que pode até a garota, a pegando quando ela começou a correr, e os outros infectados, velozes, começaram a persegui-los, o garoto já não aguentava mais o peso das duas crianças, quando em fim um homem alto e barbado, que não parecia ser um infectado, os puxou para dentro de um prédio abandonado, o homem fechou a porta do lugar, os deixando trancados, e as duas garotas começaram a chorar e foi possível ouvir sons de tiros. O garoto em fim percebeu que não poderia protege-as da morte, talvez nem mesmo do medo.
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