The last love

14 Capítulo 13: mais difícil do que parece


Notas iniciais
Oi gente, eu fiquei dias sem postas porque não tava conseguindo, tive que virar meu notebook de cabeça pra baixo pra conseguir reconfigurar o navegador (a autora é quase uma negação em computador gente rs ) vamos ao capítulo

Cheguei em casa na ponta dos pés, na esperança de Caroline não me ver. Eu não estava em condições de responder nenhuma das perguntas invasivas dela! Todos os meus esforços foram em vão, pois ela estava sentada no sofá com uma xícara de chocolate quente na mão.

—Onde a senhorita estava Elena Gilbert?! — ela perguntou como minha mãe na minha época de adolescência.

Eu não conseguia evitar aquele sentimento jovem de culpa.

—Hã... Eu...

—Você passou a noite com ele? — ela levantou.

Abaixei a cabeça, estranhamente envergonhada.

—Sim.

—Posso fazer uma pergunta?

Ergui o queixo, e assenti.

—Você fez amor com ele, e gostou. Dá pra ver nesse brilho no teu olhar. Se você gosta tanto dele, porque não assume logo que o quer ao seu lado?

Aquilo me pegou de surpresa. Era uma ótima pergunta. Mas eu não tinha consciência de respondê-la.

—Você não entende. Não adianta tentar explicar.

—Não, eu nunca vou entender porque você está sacrificando seu coração, e muito mais importante, está sacrificando seu filho, uma vez que sabe que seu maior desejo é vê-los juntos!

Meus olhos queimavam diante da invasão das lágrimas. Caroline estava inteiramente certa, e isso doía. Porque eu amava o babaca do Damon; doía porque eu estava decepcionando a mim e ao meu maior tesouro, meu filho.

—Caroline, me deixa em paz!

Corri o corredor em direção ao meu quarto. Fechei a porta do quarto num barulho quase ensurdecedor, e me agachei atrás da porta. Liberei as lágrimas presas em meus olhos. Pareciam queimar meu rosto como se fosse chuva ácida.

Eu estava magoando meu garotinho, e isso estava fazendo meu coração ficar cada vez mais apertado, porque eu o amava mais que tudo. Mas nesse caso, eu não podia fazer sua vontade, como sempre.

Fazia bem uns cinco minutos que eu me encontrava no chão chorando e lembrando-me de tudo que havia passado desde o primeiro dia que eu encontrei Damon, quase uma vida inteira atrás, quando ouvi batidas suaves na porta chamando pela “mamãe”.

Limpei meu rosto, respirei fundo algumas dezenas de vezes antes de abrir a porta, até enfim ver meu pequeno me olhando com expectativa.

—Mamãe, eu tô com fome.

Sorri aliviando-o. Eu sabia que ele havia ouvido minha conversa com a madrinha dele, e que arranjara essa desculpa de estar com fome para saber se sua “mamãe” estava morrendo dentro do quarto.

—Então vamos preparar o café da manhã do meu príncipe. Que tal leite e pão?

Jeremy me mostrou suas belas covinhas — iguais às do pai — e recusou minha proposta.

—Eu prefiro leite e bolo, mamãe.

—Hum... Então vamos fazer! — disse pegando-o no colo.

Damon Salvatore

Uma semana depois...

—Meio inacreditável? — Alaric perguntou incrédulo — NÃO! Isso é totalmente inacreditável.

Enruguei o cenho com a dor de cabeça que começava a aparecer.

—Filho? — repetiu para si mesmo acho que pela terceira ou quarta vez.

—Isso mesmo, Ric. Filho.

—Como assim filho? — perguntou para si mesmo se jogando com vontade no sofá.

—Vou ter que explicar desde o começo então, não é?! — falei tentando me segurar — Vamos lá! É assim: o papai coloca a sementinha dentro da mamãe e...

—Rá-rá. Que engraçado, Salvatore! — ele me cortou antes que eu pudesse terminar minha explicação altamente educativa — Será que você não entende?

Ele levantou e veio me encarar de perto.

—Essa mulher não pode, simplesmente, fazer isso. Jogar uma criança na sua vida. Você já parou pra pensar que ele pode não ser seu filho? Elena foi embora porque quis, ela pode ter ido embora porquê... — ele parou tentando procurar uma explicação plausível dentro de sua cabeça — Estava grávida de outro cara... — fez cara de quem havia tido uma ideia genial — E aí agora ela quer jogar a criança pra cima de você, porque sabe que você sempre a amou.

—EU NÃO SOU A MERDA DE UM ADOLESCENTE IDIOTA! — gritei alto demais.

—Será que você pode tentar falar mais alto? Eu acho que o pessoal lá da cozinha ainda não ouviu.

—Eu não sou um otário apaixonado, cara. Tenho 26 anos, sei muito bem o que tô fazendo. Eu amo aquela mulher e aquele garoto esperto e que é um doce de criança é meu.

—Ok, Damon. Agora vamos focar na situação principal. FOCA, SALVATORE. FOCA!

Apertei o cenho até a dor ficar maior do que a que latejava na minha nuca.

—Você precisa fazer um teste de DNA. — ele falou baixo.

—Acho que não precisa. — respondi uns segundos depois.

—CLARO QUE PRECISA! — gritou de novo.

Tentei me acalmar contando até dez, mas não fui bem sucedido.

—Ele é mesmo meu filho.

—Como tem tanta certeza?

—Ele tem uma mancha... nas costas... igual a minha, da Rose e do Stefan... e a de um monte de gente da minha família.

—Como se isso explicasse muita coisa. – debochou.

—Eu não posso fugir. Use seu lado advogado, Ric. Essa é uma prova concreta e eu preciso, dizer baseado nos fatos que... eu sou culpado. – tentei aliviar um pouco a tensão com uma brincadeira, mas de nada adiantou.

Eu estava em minha cozinha tentando uma nova receita. Estava tentando combinar chocolate, limão e morango num só bolo com sorvete. Louco, eu sei, mas Jeremy gostava desses três sabores, e eu queria fazer para ele. Como se fosse inevitável me lembrei de quando estava testando minha torta de limão. Quer dizer, é mais certo dizer que é a torta de Elena uma vez que eu a adaptei com seus ingredientes preferidos.

Eu fazia de tudo que fosse possível para agradar meu filho e sua mãe. Mas uma hora com toda certeza, eu cansaria de correr atrás dela, mesmo que meu coração nunca fosse cansar de querê-la.

Eu estava encostado na lateral do carro, enfrente a escola do meu filho quando eu avistei uma figura que jamais confundiria. Fui andando silenciosamente por trás dela, quando sussurrei em seu ouvido.

—Eu já te disse o quanto você fica linda de verde?

Ela pareceu tomar um susto ao me ouvir, e então se virou, fitando-me.

—O que faz aqui?

—Eu vim buscar meu filho, que ideia! — ironizei sabendo que ela ficaria revoltada.

Como esperado, ela me mandou um olhar raivoso.

—Eu sei imbecil!

Eu ri alto, e depois, tirei meu amado e estiloso Ray-Ban.

—Eu te falei ontem que eu viria buscá-lo.

Elena pareceu lembrar-se disso, então apenas fitou o chão.

—Eu vou levá-lo pra casa. — ela anunciou.

Que mulher ruim! Não esquece a droga da armadura um segundo sequer.

—Onde tá seu carro? — perguntei após observar que seu carro não estava estacionado perto do colégio como quase sempre era.

Minha morena me olhou feito criança que foi contrariada.

—Eu vim de taxi, mas eu posso muito bem ir de metrô com o...

—Eu levo vocês até em casa. — interrompi.

—Não precisa! — ela negou na mesma hora. Cristo, que mulher chata! Quem em plena sanidade recusa uma carona, quando a opção é cruzar metade da cidade de metro com uma criança de seis anos?

Ah, essa pessoa é Elena Gilbert!

—Eu já disse que eu vou levar vocês.

—Por quê? Por acaso, eu te pedi alguma ajuda? — a revoltada me olhou levantando a sobrancelha. Ela fez isso de propósito, eu sabia! Ela sabia que eu odiava quando ela fazia isso; tomava um ar de superioridade que me irritava.

—Pelo simples fato que eu não vou te deixar arrastar meu filho pra dentro de um metrô!

—Seu filho, seu filho! Olha aqui...

No mesmo segundo, vimos nosso garotão vir correndo até nós. Seus olhinhos verdes estavam brilhando com uma probabilidade de seus pais terem se entendido. Opção essa que eu queria muito que fosse verdade.

—Papai-mamãe! — ele exclamou sem dar intervalo, transformando um uma só palavra.

—Ae, garotão! Como foi seu dia? — disse pegando-o no colo, enquanto Rebeca tirava sua mochila de suas costas.

—Foi muito legal pai! Eu fiz um monte de desenho e na hora do recreio, eu brinquei à beça com meus amigos!

Meu filho ria feliz, e isso me deixava todo bobo.

—E eu não recebo atenção? Vou te deixar morar só com seu pai, então! — Elena se fez de magoada, mas do jeito que era ciumenta, não duvido nada que estivesse mesmo.

Jeremy revirou os olhos.

—Mamãe, não seja dramática! — com essa eu tive que rir. Pelo menos alguém concordava comigo que ela era dramática. — Eu amo você e o papai igual.

Ela continuou fazendo bico, até o momento que ela abriu aquele sorriso que me tirava de órbita.

—Meu filho, nós vamos...

—De carro com o papai. — interrompi a tempo. Eu sentia seu olhar me fuzilando.

—SÉRIO??

Eu sorri, assentindo.

O moleque pulou arriscadamente de meu colo, e correu para abrir a porta do carro. De longe destravei o carro, e ele foi logo entrando, se acomodando no banco de trás.

—Você é um idiota! — ela exclamou perto do meu ouvido enquanto andávamos até meu carro.

—Eu também te amo meu amor. Agora fingi que é uma pessoa normal, e sorri pro seu filho. Ele tá feliz, então não tente destruir a alegria do moleque, pelo simples fato que dormiu comigo e agora tá bolada porque quer mais.

Assumo que disse isso mais para implicar que outra coisa. Mas meu sermão pareceu funcionar já que ela saiu marchando até o carro, e batendo a porta com força. Ela estava me provocando, pois ela ficava incrivelmente sexy quando estava com raiva.

O trajeto foi calmo, apesar de às vezes Elena parecer fora do ar. A curiosidade me ruía de uma forma infantil. O que podia estar passando por aquela cabeça? Eu sabia que não teria a chance de saber.

Ao chegar no apartamento de Elena, meu filho correu para dentro de casa, arrastando-me junto. Ele sempre fazia questão de me mostrar todos os seus brinquedos, e jogos, enquando sua mãe não tinha a decência de me oferecer nem um café. Que mulher ruim!

Eu já estava indo embora — porque dona Elena não fez questão nem de disfarçar seu incomodo com minha presença — quando senti meu celular vibrar no bolso de minha calça jeans. Me surpreendi ao ver quem era.

—Oi Rebekah.

—Oi tesão. Tudo bem com você? Você sumiu, me abandonou. — ela disse rindo.

—Eu tô bem, sim. Hã... Onde você tá?

Por que não tomar um drink com ela?!

—Por que?

Se eu estivesse com ela, posso jurar que ela estava com a testa franzida.

—Eu quero tomar um drink com você. Conversar, relembrar os velhos tempos.

—Hum... Pode ser muito interessante.

Duas semanas depois...

Rose estava enchendo minha paciência para que nossa família soubesse que eu era pai. Não fazia muito sentido na minha mente, mas eu era independente, e nada que nossos pais pudessem dizer ia fazer diferença. Por isso, naquele sábado, toda minha família — toda mesmo! — iria almoçar lá em casa. Preferi que Jeremy não estivesse presente; sabe-se lá o que aquele bando de loucos podia fazer.

Fiz uma bela macarronada, e pus vinho carbenet para acompanhar. Dez minutos antes do horário marcado, minha família estava na minha porta.

—Boa tarde família! — exclamei realmente feliz e nervoso.

—Então, meu filho... Tem uma notícia boa, é? — meu pai tentou me persuadir a falar.

—Sente-se e coma primeiro Senhor Giuseppe.

Fiz questão que Rose e Nick — meu cunhado, e nem queira saber qual é o nome dele — estivessem no tal almoço para garantir que o povo não me arrancasse o pescoço.

Todos comiam felizes, e eu suava frio. Depois da sobremesa, minha mãe puxou o bonde para a sala. Logo minha irmã ficou impaciente, e resolveu tentar introduzir logo o assunto.

—Damon, fala logo!

—Falar o que? — Stefan, agora com dezesseis anos, perguntou curioso.

—Eu...

—O Damon é pai! — Rose Marie soltou de uma vez, me fazendo ficar ainda mais nervoso, e agora puto da vida.

—Como é que é? — minha mãe gritou.

—Eu tenho um filho. — confirmei.

Na mesma hora vi Dona Lilian empalidecer, e virar os olhos, desmaiando. Logo foi aquela gritaria na minha casa.

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—Então é verdade? Eu achei que fosse uma piada sem graça por parte da sua irmã.

—Uma criança não é algo de mau-gosto, mãe.

—Mas o susto é. — ela me cortou.

—Bem, a senhora já viu que não é brincadeira, já contei toda a história... — me levantei da mesa.

—Você já pensou em fazer um exame de DNA? — perguntou ainda sentada.

Olhei-a espantado.

—Não.

—Deveria... pode não ser seu filho, querido. Tantos anos; e aquela menina te deixou sem se importar com seus sentimentos. Uma egoísta, isso sim. Talvez tenha ido embora grávida de outro homem e agora voltou para lhe importunar...

—Porque vocês acham isso? — tentei manter a calma porque era minha mãe.

—Quem está incluído no “vocês”? — perguntou cruzando os braços.

Voltei a me sentar, pelo visto a conversa não tinha acabado. É, ela estava muito cismada. Há muito tempo eu não conversava com minha mãe, na verdade desde que o caçula nascera, eu não conversava com minha mãe. Mas ela estava mudada, muito mudada.

—Ric também teve essa ideia. — confessei.

—Talvez porque seja óbvia. — deu de ombros — Pode ser difícil pra você ter as lembranças da sua adolescência voltando, tudo bem, eu entendo. Filho, eu te entendo, mas por favor, use a cabeça. Não se deixe influenciar pelo sorriso inocente dessa criança, e pela esperança de ter Elena de volta. Use a sua racionalidade e...

Porque todos eles insistiam em me fazer lembrar o quanto foi e o quanto ainda era difícil ficar sem ela?

—Mamãe, eu não tô aqui perguntando a ninguém a opinião de vocês. Eu tô apenas comunicando que há mais uma criança na família. E digo mais: quem nessa família abrir a boca para insinuar que Jeremy não é meu filho, considere-se excluído de minha vida.

Minha mãe arregalou a boca, e meu pai assumiu a posição de proteção para ela.

—Olha o respeito com sua mãe. Ninguém tá aqui pra dizer que ele não é seu filho. Se você tem essa certeza, o resto não é da conta de mais ninguém. — nesse momento vi minha mãe mandar um olhar reprovativo.

—Ah, Meu Deus, isso não pode tá acontecendo na minha família!

—Mãe...?! — até Stefan reprovou o comportamento da minha mãe.

Porque ela estava agindo assim, Deus? O que tinha de errado?

—Eu tenho certeza que você tá metida nisso, né Rose Marie? Você sabe disso desde quando?

—É claro que eu sabia mamãe! Damon tinha mais quem pra compartilhar? A senhora? O que aconteceu com a senhora? Tá nojenta e intolerante. É só uma criança, pelo amor de Deus! O mundo não tá desabando por causa disso; todos vocês deviam estar levantando as mãos pro Céu. — minha irmã desabafou de uma vez só.

Minha mãe avançou.

—Você, Rose Marie, dobre a língua pra falar comigo. Vocês não têm a menor noção do que acontece ou deixa de acontecer na minha vida. Se vocês querem agir como se um filho bastardo fosse a melhor coisa do mundo, ótimo. Só não contem comigo pra participar desse teatro.

—Lili... — meu pai tentou, mas minha progenitora esquivou o braço, e pegou a bolsa no sofá do lado oposto ao que estava.

—Mamãe, vai ser assim? — perguntei sentindo meus olhos queimarem. Apesar de todas as nossas diferenças, ela ainda era minha mãe, e eu não a queria como inimiga.

Ela suspirou.

—Parece que sim.

—Ótimo. Só depois não lamente por ter me perdido de vez.

Meu coração doeu. Eu jamais esperava isso da minha mãe. Era a mesma mulher que tinha me criado, ela era doce. Sempre foi. Eu não entendia aquela atitude tão hostil, tão agressiva da mesma mulher que havia me ensinado que a família sempre vinha a cima de tudo.

Ela andara até a porta, e quando ia girando a maçaneta, minha irmã explodiu de vez.

—Mãe! A senhora vai mesmo fazer isso?

Silêncio.

—A SENHORA TÁ PERDENDO SEUS FILHOS! MAMÃE, A SENHORA TÁ NOS PERDENDO, POR QUÊ? QUAL É O MOTIVO DESSA HOSTILIDADE TODA?!

—Cala a boca, Rose! Você nunca foi o exemplo de pessoa para ninguém! — vi a visão de minha mãe ficar vermelha, e suas veias alterarem. — QUEM É VOCÊ PRA DIZER QUE EU TÔ HOSTIL?!

—Eu sou sua filha, mãe! Sou uma das pessoas que tá vendo a senhora se transformar em alguém que nós, sua família, não reconhecemos.

—Vocês não têm o direito de dizer nada. Se vocês acham que estão bem crescidos pra me julgar, tudo bem. Eu me sacrifiquei a vida toda por vocês, pelo bem dessa família. Agora, eu só digo uma coisa: mãe também tem sentimento, quando vocês quiserem se redimir comigo, eu posso não querer nunca mais olhar na cara de vocês.

Minha mãe estava séria demais. Estressada demais.

Irreconhecível.

—Mamãe, a senhora tá ouvindo o que tá dizendo?!

—Eu já ouvi demais, Rose.

—Mãe, o Damon precisa de você. Eu preciso de você.

—Devia ter pensado nisso antes.

—Lilian...

—Eu sei que não sou bem vinda aqui, então... Tchau pra vocês.

—Mãe...!

—Adeus.

Notas finais
As tretas familiares começam agora hahahahahahahahhahahahhahha reviews? Até o próximo :-*