The heart Never Lies
10 Sábado fora do normal
Era sexta feira á tarde e estavam todas na casa de Mandy menos Luíza que estava no caminho.
–Aiiin, por que esse baile tinha que ser no próximo final de semana? Não podia ser amanhã? –Leticia reclamou. –Eu não tenho lugar nenhum para ir amanhã.
–E você também não teria no próximo se o baile fosse amanhã. –Anne zombou.
–Eu tenho uma coisa bem divertida pra fazer! –Isabella sorriu.
–Não me diga que você vai jogar de novo com aquele fedelhos se não... –Mandy ia dizendo.
–NÃO! Nada a ver –Isabella começou a falar. – Eu vou até aquela biblioteca mais do outro lado da cidade de ônibus, só para devolver um livro que eu aluguei, vou me diverti fazendo o tempo passar.
–Nossa que diversão... –Mandy zombou gargalhando e levando uma almofadada de Isabella. Até que Luíza entrou no quarto.
–Obrigada sra. Coosgrove –Luíza agradeceu a mãe de Mandy, fechou a porta do quarto e se virou para elas. –Oi gente!
–Oi. –Todas disseram em um coral.
–Então aonde você tava? –Leticia perguntou.
–Ham... Com o Tom, em uma praia... –Ela começou a dizer. –E...
–E...? –Mandy tentou completar.
–o Tom me pediu em namoro, estamos oficialmente namorando. –Ela deu um sorrisinho de lado.
–AI QUE MARAVILHA, NAMORANDO! –Anne pulou em cima dela lhe dando um abraço. –Espera... É com o Fletcher?...
–É. –Luíza comfirmou.
–AH DROGA! O que você tem na cabeça? Ele é um loser! –Anne disse a soltando.
–Eu não sou como vocês... Eu não me importo com isso sabe... –Luíza falou se sentando ao lado de Isabella na cama.
–Legal, parabéns... Acabo de acabar com a minha reputação mais felicidades. –Isabella falou a abraçando.
–Maravilha... –Leticia resmungou.
–Olha gente... Se vocês quiserem parar de falar e andar comigo tudo bem... Eu entendo, eu faço esse sacrifício por ele! –Luíza falou abaixando a cabeça.
–Não! Nós não seriamos suas amigas de verdade se te deixamos por um loser invisível como o Fletcher, não é nenhum garoto que vai estragar nossa amizade... Mais eu ficaria mais feliz se você estivesse com o Jonh, apesar dele ser um loser ele é menos invisível que o Tom e... É um fofo! –Mandy falou.
–Obrigada meninas por me entenderem, mais o Tom é o menino da minha vida... Eu amo ele demais! –Luíza falou.
–Nossa, até chorei aqui agora... QUE LINDO! –Isabella falou sorrindo e Luíza gargalhou.
–Eu te amo Luíza, mais não me conformo com você namorando com um loser, ele não merece! –Anne falou.
–Eu o amo... entenda Anne! –Luíza falou.
***
No dia seguinte Tom havia levantado cedo, sabia que iria chover então pegou o carro de sua mãe e foi dar uma volta para clarear as ideias.
Parou em um jardim um pouco longe demais, se sentou em um banco, iria ficar ali até que a chuva caísse e depois iria comer um sorvete e anoite talvez levar Luíza para lanchar... Luíza... O pensamento caiu como um pedra em sua cabeça, estava sentindo peso na consciência de fazer Luíza gostar tanto dele e ele bem... Estava confuso, ele gostava de Luíza ela era a garota perfeita para ele antes dele notar a... Isabella... Aquele nome lhe doía a garganta, ela não tinha saído da sua cabeça e ele não sabia por que depois de tanto odiá-la ele estava a amando tanto, ela não era tão legal com ele como aconteceu há dois dias atrás, e quando ele viu o outro lado dela... Aquilo mexeu com ele por completo. Não... Ele não podia fazer aquilo com Luíza, ela havia dito que o amava no dia anterior, e ele bem... disse o mesmo mais ele sabia muito bem que foi meia verdade, ele não sentia tanto assim por ela... Ele estava á iludindo, não podia fazer isso... Não com ela que é tão legal com ele!... E o pior de tudo era que Isabella e Luíza eram uma tão bonita quanto à outra... Gotas de chuva começaram a cair em seu rosto, ele foi correndo para o carro, poderia ficar resfriado.
Tom ficou andando pelas redondezas mesmo, até que chegou em uma rua meio deserta, só se viu algumas pessoas em lanchonetes em volta da rua e havia uma biblioteca logo atrás dessa lanchonetes. Tom viu uma menina com um, sobretudo preto bem acolchoado, o capuz cobria sua cabeça para não se molhar com a chuva, e usava um all star preto... Tom conhecia bem a pessoa que usava aquelas roupas.
Parou o carro ao lado da garota.
–Entra no carro logo. –Ele falou sorrindo e abrindo a porta do passageiro.
–Eu? –Isabella gargalhou. –Eu nunca vou entrar no carro do Fletcher, credo. –Brincou.
–Não é meu... Tecnicamente... –Ele falou rindo.
–Então é de quem? -Isabella falou chegando um pouco para trás.
–É da minha mãe... –Ele gargalhou. –Acho que conta né?
–Bem... –Isabella olhou para os lados. –Acho que sim. –E entrou no carro.
–Legal. –Ele falou ligando o carro novamente e percebendo que Isabella estava molhada, ela ficava linda daquele jeito. –O que você fazia por aqui, e o principal... Sem o Dougie?
–Eu não tinha nada pra fazer hoje, então eu fui me diverti. –Isabella explicou.
–Se diverti? –Tom perguntou.
–É — Ela sorriu. –Andar em um lugar um pouco longe, de ônibus e depois de a pé sem o Dougie é a minha diversão, ele é chato... Parece que é meu pai me vigiando.
–Sei bem como é isso... –Tom falou.
–Eu fiquei sabendo que você está oficialmente namorando com a Luíza... –Isabella tocou no assunto.
–Pois é, eu... Preciso dela sabe... –Tom sorriu sem graça.
–OWWWWWWWWWWN. –Isabella exclamou sorrindo.
–Olha não fique dando esses ataques de fofuras por que é extremamente irritante. –Tom gargalhou.
–Tão irritante quanto perder pra mim no videogame? –Isabella zombou.
–NÁÁÁH! –Os dois caíram na risada.
Tom parou e uma estrada de chão cheia de barro com a água lá em cima, não dava para o carro passar ali, iria atolar então Tom desligou o carro e respirou fundo.
–Teremos que esperar, aqui não passa mais! –Ele lamentou.
–DROGA! Não tem outro caminho? –Isabella perguntou.
–Ter... Até tem, mas é só depois dessa lamaceira! –Tom falou.
–Esperar dentro desse carro com o loser é o que eu não vou fazer. –Isabella falou gargalhando e abrindo a porta do carro.
–EI! Espera aonde você vai? –Tom gritou quando Isabella já estava fora do carro.
–Me diverti! –Isabella fechou a porta e foi em direção á um posto abandonado.
–AI MEU DEUS! –Tom exclamou saindo do carro e seguindo Isabella.
***
Enquanto isso...
DIN-DON, a campainha da casa de Isabella foi tocada e a vovó atendeu.
–Olá senhora Poynter... A Isabella está? –Anne perguntou.
–Ham... A Isabella...? Ela foi devolver um livro numa biblioteca um pouco longe daqui e... –Vovó ia dizendo.
–AH É VERDADE! Ela comentou ontem, eu que fui burra e me esqueci, desculpe o incômodo, senhora Poynter, depois eu irei ligar para ela se necessário ok? –Anne perguntou.
–Não... Não minha querida, ela já deve está a caminho... Pode esperar lá no quarto dela e se sentir á vontade, sei que sabe a senha do notebook dela e pode usar! –Vovó explicou.
–Ham... Jura senhora Poynter? Puxa! Muito obrigada mesmo! Agradeço! –Anne falou entrando dentro da casa.
–Que isso minha querida por nada... –Vovó fechou a porta atrás de si.
Anne chegou até o quarto de Isabella e fechou a porta, se sentou na mesinha de computador e ligou o notebook.
***
Isabella e Tom estavam sentados no chão do posto conversando, a chuva não parava de cair e a lamaceira na estrada de chão estava cada vez pior.
–... E a única coisa que valeu a pena aquela noite foi que ele sabia dançar, mais foi uma vergonha e creio eu que seja por ele ser tão bocó que a Anne odeia tanto ele! –Isabella falava com Tom.
–Ah vai... Dougie tem seus momentos de esperteza! Ele já pegou quase todas as meninas do ensino médio! –Tom falou sorrindo e mostrando sua covinha.
–é... Ele é um safado... –Isabella falou.
–O Dougie é lindo demais! –Tom falou imitando gay e fazendo Isabella rir.
–Nossa... –Isabella gargalhou. –Sim... Ele é lindo pra quase todas as meninas que veem ele, mais eu já vi ele babando enquanto dormia então... –Isabella e Tom começaram a rir.
–Você e Dougie são muito diferentes, ele é loiro do olho verde e vermelho, claro né... E você morena dos olhos escuros e branca que até machuca as minhas vistas... Como isso? – Tom perguntou olhando para Isabella.
–Acho que eu puxei mais a família do pai sabe... Minha mãe era muito parecida com a minha avó e a mãe do Dougie igualmente, pelo menos por foto era né... E está ai a razão por eu ser a ovelha negra da família! –Isabella sorriu no final.
–Mas... –Tom falou se aproximando de Isabella. –Eu tenho certeza que a parte de chamar atenção é igual, aliás... É maior. –Tom deu aquele sorriso seduzente que conquistava qualquer garota do mundo.
–Tom você tá me cantando?! –Isabella falou dando uma gargalhada muito alta.
–Eu...? N... Estou. –Ele disse por final ficando vermelho e fazendo Isabella rir mais ainda.
–Deve ser por isso que nós não queríamos que você ficasse com a Luíza, eu falei pra você não fazer nada disso... Mais vou te livrar dessa, mais uma e a Luíza vai ficar sabendo hein... –Isabella falava morrendo de rir.
–Que graça tem isso? –Tom falou ainda vermelho.
–É só que... Todas as pessoas acham que eu caio nessa história de sorriso sedutor, mais para falar a verdade eu sempre sei como é a jogada dos outros. –Isabella falou parando de rir por final.
–Ei! Será que agente consegue entrar nessa conveniência? –Tom perguntou se levantando e apontando para a lanchonete abandonada que ficava no posto.
–Você não vai...? –Isabella perguntou preocupada.
–Vou. –Tom confirmou indo em direção á lojinha.
–Ai Tom... Isso é um perca de tempo! –Isabella falou se levantando e o seguindo.
Tom tentou tirar ás tábuas que ficavam na porta e impediam á entrada, uma delas inclusive quase caiu em cima dele fazendo Isabella (que estava logo atrás dele) rir muito. Quando Tom tirou a ultima tábua se virou de uma vez fazendo Isabella e ele ficarem cara a cara...
Os dois ficaram por um tempo respirando o perfume um do outro, Isabella ia dar um passo para trás, mas Tom a segurou pelo rosto.
–Tom... –Ela tentou impedir que acontecesse o que estava prestes a acontecer.
–Eu gosto do seu perfume... –Ele falou sorrindo.
–Tom, por favor... –Isabella falou, mais já era tarde demais, Tom já havia aproximado seu rosto ao dela e encostado os lábios no dela. –Tom para! A L... –Tom a pegou pela cintura aproximando-se mais um pouco dela e a beijando. –Tom Para! –Isabella falou tomando folego e se soltando dele.
–Desculpe... –Tom falou tomando consciência do que havia feito.
–Desculpe? Ai me Deus! Tom você... Você é namorado da Luíza! –Isabella gritou.
–Eu sei... Eu sei tá legal? Desculpe, é tudo culpa minha... –Tom ia dizendo.
–Não! É culpa minha também eu deixei... EU SABIA QUE IA DAR ALGO ERRADO... SABIA! –Isabella pareceu desesperada. –É melhor eu ir... Tchau.
–Não, espera ai, a chuva ainda não passou! –Tom falou.
–Prefiro andar quilômetros, sozinha e na chuva do que trair á uma amiga ok? –Isabella falou e saiu andando indo para fora do posto.
***
Anne estava entediada de esperar Isabella, ela estava demorando demais, e vinha uma forte chuva de onde ela vinha, já estava ficando preocupada.
Foi ao banheiro.
–Just dance, gonna be okay... –Anne cantarolava, até que ouviu um ‘BAQUE!’ e depois uns roncos de como se alguém estivesse dormindo dentro da banheira de Isabella. –OOOI? Tem alguém ai... AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHH! –Anne gritou após ver Dougie deitado dormindo na banheira de Isabella, este acordou na mesma hora e gritou também.
–AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHH! VOVÓ INVADIRAM A NOSSA CASAAAAAAA! –Ele gritava se levantando da banheira.
–EU NÃO INVADIR A SUA CASA! –Anne girou tampado a boca dele.
–O QUE VOCÊ FAZ AQUI?! –Dougie gritou mais alta ainda.
–O QUE VOCÊ FAZ AQUI?! –Anne gritou também.
–EU NÃO SEI! MAIS SAI DA MINHA CASA! –Dougie gritava desesperado.
–EU TO NO QUARTO DA ISABELLA ESPERANDO POR ELA! –Anne gritou, e a vovó apareceu na porta do banheiro.
–Mais o que está havendo aqui? –Vovó perguntou.
–VOVÓ ELA É LOCA! ELA ME FORÇOU A BEIJA-LÁ NA ESCOLA E AGORA INVADIU A NOSSA CASA E FICA ME PERSEGUINDO TIRA ESSA LOCA DAQUI! –Dougie falou abraçando a avó.
–Mais... Isso é mentira... –Anne tentou explicar.
–Você forçou o meu neto a te beijar foi isso? –Vovó não olhou com uma cara muito feliz para Anne.
–NÃO! Senhora Poynter ele está inventando! –Anne entrou em desespero.
–É VERDADE VOVÓ, ACREDITA EM MIM! –Dougie fez cara de choro.
–Você está chamando meu neto de mentiroso...? –Vovó falou um pouco brava.
–É tudo mentira, vovó. –Isabella apareceu atrás da avó.
–AH! FINALMENTE! –Anne exclamou.
–Dougie para de provocar a Anne tá legal? E nunca mais durma da minha banheira... Agora vaza daqui! –Isabella falou dando um peteleco na cabeça de Dougie.
Vovó e Dougie se retiraram do quarto e Isabella fechou a porta.
–Assunto de emergência com você, Anne.
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