The half that should not exist...
5 Projeto máquinas de desespero.
Notas iniciais
_Me desculpe... Meu querido irmão... — depois dessas palavras ele simplesmente se jogou do penhasco.
_ELLEN! — Gritava o albino. Naquele momento ele tentou alcança-la. Era como se tudo estivesse em câmera lenta. Ele estendeu a mão para pega-la, mas ele não conseguiu. Seus joelhos cederam no mesmo momento, fazendo com que Allen se ajoelhasse no chão, com a mão direita apoiada e a esquerda esticada em direção a garota que acabará de cair. _N-não pode ser... — Dizia o jovem paralisado.
_A-Allen... — uma voz meio familiar sou em seus ouvidos. _Allen por favor... — De repente uma fita negra envolveu o braço esquerdo do albino. _Por favor me ajude...
_Ellen?! — Diz Allen tentando entender a situação. Logo o corpo do albino começa a se mexer sozinho. Ele começa a puxar a fita que era um pouco familiar. _Ei... O-o que está acontecendo?! Por que meu corpo está se mexendo sozinho... — Dizia Allen. E quando finalmente conseguiu puxar a garota. Allen a pega e coloca em seus braços. Acariciando seu rosto e olhando para ele apenas, até ele olhar para o braço da garota. _O-o que é isso... Crown Clown?! — O garoto ficou ainda mais paralizado ao ver o Crown Clown no braço da garota. _Ei! Ellen o que isso significa?! Ei!
_Eh... Me desculpe. Eu sabia que uma hora você iria descobrir... — Dizia a garota. Colocando as suas duas mãos no rosto de Allen, a albina aproximou a testa dele à dela junto de lágrimas. _Eu me lembro agora... O motivo. De eu ter vindo para à Ordem. Esse motivo era você Allen... O meu querido irmão.
_Mas como assim? Eu, seu irmão?! — Dizia confuso.
_É isso mesmo senhor Walker. Ellen-Sama é a sua irmã. Na verdade sua irmã gêmea. — Explicava o moreno segurando um gurda chuva.
_Tonny... — Murmurou a garota sorrindo. _Allen me deixe ir com ele. — Pedia a jovem para o albino.
Allen se levantou e ajudou ela a se levantar, mas quando o albino se virou para Tonny seu olho esquerdo se ativou revelando uma alma de Akuma diante de Tonny.
_Fique atrás de mim Ellen! — Dizia Allen ativando a innocence. _Tonny, você é um Akuma? Mas como?
_Hime você desativou? — Perguntou o moreno para a jovem.
_Eu acho que ela desativou quando eu me transformei "nela" — Explicava a albina. _Ei! Allen não o machuque por favor! Ele é- foi interrompida quando Allen saiu para atacar Tonny.
Entretando Allen teve de parar, quando uma certa albina se pôs entre ele e Tonny, impedindo o albino de ferir o moreno. _Não permitirei que o machuque! Se quiser mata-lo vai ter de me matar antes. — Disse Ellen. _E observe mais atentamente! A alma dele não é igual as outras! Por acaso você vê sofrimento nela?!
Allen para por um momento. E ao olhar mais atentamente para Tonny, vê o que exatamente Ellen disse. A alma dele não estava sofrendo, e sim sorrindo. O mais estranho era a aura emanada daquela simples alma, ela estava feliz e não parecia ser uma alma de akuma.
_Não pode ser... Como isso é possível?! — Perguntava Allen.
_Se você se acalmar. Eu prometo que irei lhe explicar... Então por favor... Allen... — Pedia a jovem. Allen então desativou sua innocence. _Vamos entrar primeiro. Venha... — Dizia a garota agarrando a mão do albino.
Depois de entrarem na Ordem e irem ao quarto do albino. Ellen se sentou em uma cadeira, e Tonny permaneceu em pé ao lado da albina e Allen se sentou em sua cama.
_Então... Você poderia me explicar, o por que, dele ser assim? — Falava Allen. _E por que de você possuir o Crown Clown? E a história de eu ser seu irmão.- Completava o garoto.
_Eh... Por onde começo... — A jovem colocava sua mão esquerda atrás da cabeça. _Que tal eu contar uma pequena história sobre o Conde? Entretanto, antes de tudo, me prometa uma coisa Allen. — O albino acenou confirmando. _Não fale a ninguém o que estou prestes a revelar ok? Só irei contar a você, por ser meu irmão. Na verdade nem deveria, mas... — A garota para por um instante. _Estou sendo clara? — Allen confirmou mais uma vez sem questionar. _Tudo bem então... Irei lhe falar...
~X~
À muitos milênios atrás, quando as memórias do Conde do Milênio despertaram. Um jovem de uma família nobre foi o escolhido. E assim começou. Em um belo dia na mansão do Conde uma festa estava a ser planejada, pois ele iria mostrar para seus seguidores do que ele era capaz.
Ao anoitecer o jovem estava à se preparar, e então quando o momento chegou, ele foi até seus seguidores, e mostrou a todos o que poderia ser de grande ajuda. Digamos que era basicamente um pequeno projeto. E esse projeto se chamava "As máquinas de desespero", em outras palavras "Akumas".
Ao começar o Conde havia escolhido 10 "candidatos", e foram separados em dois grupos. Em um dos grupos seriam criados do desespero. Enquanto o outro do amor. Os cinco primeiros foram pelo simples gesto de amor, o que criou criaturas muito parecidas com humanos, logo na primeira fase. E enquanto o grupo do desespero, digamos que pareciam mais armas do que humanos. Todos aplaudiram ao sucesso do jovem. Entretanto o garoto não gostou muito de seu querido experimento, principalmente o que fora criado pelo sentimento de amor. E então ele apenas criou suas máquinas pelo desespero. Assim Conde teve sempre ao seu lado os seus leais e invenciveis "Guarda-Costas" O que acabaram por ser conhecidos como "Gādianmireniamu". Em outras palavras Guardião do Milênio.
~X~
_Então é isso... — Diz a albina. _E sobre o meu braço... Me desculpe, mas não consigo me lembrar ao certo. Parece que na minha ultima luta contra O Conde do Milênio, acabei por perder partes da minha memória. — Fala a albina. _E o fato de eu ser sua irmã. Bem... Não posso lhe contar, ainda. Porque nem mesmo eu sei exatamente o que houve. A única coisa que sei sobre nossa família, é que Mana era nosso tio.
_Espera um momento. Como assim mana é nosso tio? — Pergunta Allen.
_Desculpa... Mas eu não sei. — Explica a jovem.
_Entendo... — O albino para por um momento. _Então... Como Tonny pode ser diferente dos outros? Ele ainda é um Akuma. — Questionava Allen.
_Senhor Walker, eu sou um coletor e não devorador. — Diz o moreno, entretanto o albino não o entende de primeira. _Irei lhe explicar. Os akumas que você conhece são devoradores. Eles matam para obterem a alma dos humanos. Enquanto a mim e aos outros guardiões somos coletores. Nós esperamos à alma se enfraquecer, e depois que um humano morre, nós pegamos a alma que já estava prestes a ir. Essa maneira você evolui mais rápido. Porém os outros não gostam de esperar. Por isso você vê a minha alma em paz. Ela aceitou e desejou se tornar o que é agora, por isso ela não sofre. — Explica Tonny.
_Sim, mas como isso é possível? — Fala Allen. _Mas se você é um Guardião do Milênio, por que você não está a proteger o Conde?
_O Conde me concedeu à Ellen. Assim posso protege-la, e apenas ela pode me controlar, nem mesmo o Conde é capaz de me controlar agora. — Explica o moreno.
Enfim o albino entendeu e aceitou o fato. Entretanto ficaria de olho em Tonny, pois Allen tinha suas duvidas. Ele até poderia ter aceitado o fato dele ficar ao lado de Ellen e protege-la, mas o que mais lhe preocupava era o fato de ter descoberto que tem uma irmã gêmea. E que ela andava com um Akuma, e possui o Crown Clown. O que era bastante suspeito. O que ele também se incomodava era o que Tonny havia dito. "O Conde me concedeu à Ellen...". Allen estava mais confuso do que antes.
_Tonny como assim o Conde concedeu você à Ellen? — Perguntou o albino.
_Tonny, não sabe o motivo ao certo. E eu não me lembro. — Respondeu Ellen.
O albino não estava convencido. Entretanto agora tinha de se manter calado em relação ao moreno.
~X~
Enquanto os três conversavam, atrás da porta do quarto de Allen, havia um certo japonês que acabara de ouvir tudo. Então ele apenas se virou e foi em direção a seu quarto. Ao adentrar no cômodo, o moreno se sentou em sua cama deixando sua espada ao seu lado, colocou suas mãos sobre o rosto. "Como assim Tonny é um akuma?! E como assim a pirralha é irmã do moyashi?!" Eram as perguntas que formavam em sua mente. Logo o japonês se deita, e levanta sua mão esquerda para cima.
_Eu irei descobrir... — Foram as palavras a saírem de seus lábios. _ E farei com que você me conte tudo... Pirralha. — Completa Kanda ao fechar os olhos.
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