The half that should not exist...
7 Capítulo Seis: O inesperado acontece
Notas iniciais
_O que está acontecendo comigo... — pergunta Kanda para si mesmo.
O japonês decide ir até a albina para recuperar a sua preciosa Mugen. E ao andar nos enormes corredores da Ordem, Kanda tenta achar o quarto da albina. E ao percorrer o percurso, o moreno começou a ouvir o barulho de chuva, logo se ouvia também alguns raios e trovões. Entretanto algo estranho lhe ocorreu. A cada raio ou trovão que Kanda ouvia uma dor de cabeça lhe atormentava, até um momento, onde um estrondo forte fez o japonês cair de joelhos ao chão com suas mãos na cabeça. O que era incomum para Kanda. O moreno se perguntava o que lhe estava acontecendo, pois já não entendia mais nada. Logo a dor passou, mas toda vez que os raios e trovões estouravam no céu, a cabeça do jovem doía. Ao chegar em frente ao quarto da albina Kanda tentou bater, mas antes que pudesse fazer alguma coisa, a porta do quarto se abriu de leve revelando estar apenas encostada. Então o japonês entra sem mais nem menos, e ao olhar o quarto percebe algo de errado, algumas das coisas estavam jogadas e havia cacos de vidro espalhados pelo chão do cômodo. O que era estranho. Além do vidro estilhaçado havia uma pequena quantidade de sangue. O moreno curioso seguiu o rastro de sangue que o levou para o pequeno armário que ficava do lado ao contrário da cama. Kanda então tenta abrir o guarda-roupa, mas algo o pega de surpresa.
Um trovão fez um barulho tão alto que na hora do clarão Kanda apenas viu algo avançando para cima dele o derrubando no chão e fazendo-o bater a cabeça na parte de madeira da cama. O moreno colocou uma das mãos sobre a parte da cabeça que havia batido, com seus olhos fechados, entretanto antes de abri-los Kanda sentiu um perfume conhecido, e também algo lhe abraçava com tanta força que era difícil de respirar. Então ao abrir os olhos viu uma albina que o abraçava fortemente, e estava com sua preciosa Mugen nas costas. A garota percebeu a falta de barulho, então se pôs a olhar para cima, onde viu um japonês bem próximo à ela. O que a fez corar no mesmo instante.
_Poderia sair de cima de mim. Pirralha. — Diz Kanda ao perceber que a albina havia voltado a realidade. _E devolver a Mugen. — Completa o moreno ao encara-la.
A jovem se desculpou e saiu de cima do jovem. Entretanto ambos ainda estavam sentados no chão. Ela retirou a espada de suas costas e a esticou na tentativa de devolve-la, mas um clarão seguido de um barulho fez com que ela caísse novamente em cima do rapaz só que dessa vez algo inesperado aconteceu.
Seus pequenos lábios entraram em contato aos do japonês que estava tão surpreso quanto ela. Seu rosto parecia um tomate de tão corado. Na verdade ambos. Alguns segundos se passaram, e finalmente os dois se separaram, ambos encaravam o chão. Seus rostos em tons avermelhados, e um silêncio traumatizante. Nenhum dos dois se atreveu a quebrar o silêncio até mais raios e trovões fazerem o serviço, porém a garota começara a tremer sem parar a cada estouro. O moreno ao perceber a situação em que a garota se encontrava decidiu fazer algo surpreendente até mesmo para ele.
Enquanto a albina tremia por causa dos raios um certo japonês a trouxe até seus braços assim escondendo o rosto da jovem em seu tórax. A jovem não entendeu nada, mas quando mais um clarão veio a jovem apenas se encolheu mais para dentro do calmo abraço.
_Tenha calma... Eu estou aqui. Não precisa ter medo. — Foram essas palavras a saírem da boca de Kanda Yuu. Nesse mesmo instante podia perceber que a albina ficará totalmente calma, e se sentindo mais e mais segura.
Depois de algumas horas a chuva começará a parar pouco a pouco. E nesse período os dois jovens adormeceram. Ao acordarem, ambos ao mesmo tempo. Percebendo como estavam, logo se separaram, e o silêncio mais uma vez tomou conta daquele quarto. Kanda apenas pegou sua espada e saiu do quarto da albina sem ao menos dizer um obrigada. Ellen se levantou e olhou para um espelho, e no mesmo momento que ela tocou os lábios, percebeu que a sua mão direita que havia cortado há alguns momentos atrás, estava enfaixada, Ellen saiu de seu quarto a procura do japonês, mas ele já havia ido embora. A albina então decidiu voltar, e pensar em como enfrentaria Kanda.
~X~
Enquanto isso Kanda voltava até seu quarto as presas. Empurrando tudo a sua frente. Não se importava com o que, ou, quem estivesse no caminho. A única coisa que lhe importava, era que tinha se chegar em seu quarto o mais rápido possível. Ao chegar em seus aposentos o japonês fechou a porta com tanta força que a porta parecia que ia cair. Só não caiu, pois a força foi tanta que a porta ficou presa.
Kanda se deitou em sua cama colocando o braço sobre a cabeça cobrindo seus olhos. E na tentativa de cobrir o rosto corado.
_Mas que raios deu em mim?! — Perguntava o japonês para si mesmo. _O que tem de errado comigo? Não consigo entender... Por que estou com esse sentimento. — Retruca Kanda para si mesmo.
O japonês então decide tomar um banho para tentar esquecer o que tinha acontecido.
~X~
No dia seguinte ao acordar, Kanda faz sua higiene matinal. Logo indo em direção ao refeitório, pegou seu soba e sentou no lugar de costume. Percebe que uma certa albina não estava lá. Por enquanto.
Depois de terminar seu soba, Kanda tenta sair do refeitório, mas ao ver Ellen entrando e procurando algo. O japonês desejava não estar ali naquele momento. E logo a albina acha o que estava a procurar. Indo em direção ao moreno. Ellen se aproxima de Kanda, e o olha nos olhos. O japonês tenta ao menos se desculpar, mas antes que pudesse abrir a boca, Ellen lhe dá um tapa na cara.
_Isso é por não bater antes de entrar. — Em seguida outro tapa. _E esse é por... — A garota para ao lembrar de que não estavam sozinhos. E vai embora levando aos puxões seu irmão, e acompanhada de Lenalee.
Em meio toda aquela confusão, Lavi foi em direção ao japonês que ainda estava parado e sem reação com a atitude da albina. Ele tenta perguntar para o moreno, mas Kanda o ignorou, e foi em direção a garota.
Enquanto isso. A albina já estava em seu quarto junto de Lenalee e de Allen. Que fora forçado. A garota trancou a porta, e verificou se realmente estava trancada. Em seguida a garota se vira, e ao mesmo tempo suspira ao se apoiar na porta. Olhares confusos e curiosos estavam a sua volta.
_Ellen-Chan... O que aconteceu agora pouco? — Perguntou a chinesa inconformada, entretanto curiosa pelo fato. _O que o Kanda fez com você?! Me conte, pois eu darei uma lição nele... — Fora interrompida quando a albina sorriu sarcasticamente. O que acabou por parecer sombrio. _Ellen-Chan? Você está...
_É claro que estou... — Respondeu a albina. _É só que... só que... — Lena já impaciente ajudou a amiga a desabafar. _Eu e o Kanda nos beijamos...
_O-o quê?! — Disseram Allen e Lenalee juntos.
_S-se beijaram?! — Disse Allen se levantando rápido. _Co-como assim?! Me explique isso Ellen...
_Tudo bem, mas se acalme... — A albina finalmente começa a falar.
~X~
_Resmungava o japonês ao andar apresado em direção ao quarto da albina. _Eu irei mata-la...
Kanda estava realmente furioso com a albina, mas ele não conseguia parar de pensar no beijo. E ele gostaria de se desculpar, mas seu orgulho não o permitia. Assim ao chegar na porta do quarto da albina, o japonês bate e espera Ellen abrir, mas... Em vez da albina abrir a porta, um certo Moyashi a abre e encara Kanda com um olhar mortal.
_Allen me deixe falar com a pi... — O moreno é interrompido quando Allen o pega pela gola da camisa e o prensa na parede. _Arg... Me solta Moyashi maldito...
_Não vou te soltar BaKanda. Não enquanto você se explicar... — Allen o ameaça. _O por que de você ter beijado a minha irmã... — Realmente o albino estava enfrentando o japonês que nunca fora ameaçado por Allen.
_Allen! Solta ele... — Grita a albina ao perceber que seu irmão não estava normal. _Droga... Desculpa Allen por isso... — Diz a garota ao injetar uma pequena droga que faz o albino se acalmar e voltar a si.
_O-o que aconteceu... — Fala o garoto que percebe o que estava a fazer. _Me desculpa, Kanda... — Diz o rapaz ao soltar o japonês que nada faz, apenas vai em direção a albina.
_Você vem comigo. — Sussurra o moreno ao pegar no braço de Ellen.
A albina concorda e acompanha Kanda até o quarto do japonês. Que ao entrar tranca a porta.
_Agora pirralha você me explica o que está acontecendo. — Fala o moreno ao se apoiar na parede. _O que houve com o Moyashi? — Ellen nada lhe respondeu. _Me diga! — Nada. _Então terei de recorrer a isso. — Fala o moreno ao caminhar em direção a garota que tenta recuar, mas é prensada na parede. _Me diga o que está havendo pirralha... — Diz Kanda ao aproximar o rosto ao da jovem. E antes que pudesse chegar ao limite...
_Allen está aumentando a sincronização... — Diz a albina. _Ele já passou dos 100%. E depois dos 200% efeitos colaterais começam a afetar o hospedeiro. Força, temperamento foram os efeitos do Allen. — Explica a albina. _E quanto mais você sincroniza, mais efeitos o afetam. E eu tenho uma "droga" que para os efeitos colaterais. — Completa a albina.
_Se é isso tudo bem. — Diz o japonês. _Agora você terá de me explicar TUDO. Sobre você e aquele tal de Tonny. — Diz Kanda bem próximo ao ouvido da albina. "O-o que eu estou fazendo?!" _E não esqueça de nada...
~X~
Algumas horas se passaram e Ellen finalmente volta para seu quarto. Onde dois indivíduos estavam à sua espera.
_Ellen-Chan está tudo bem com você? O que aconteceu, você está meio pálida... — Dizia a chinesa ao ir em direção a albina que estava cambaleando.
_Estou bem... Apenas preciso me deitar e preciso do Tonny... — A albina fala ao cair nos braços de seu irmão e de Lenalee.
Assim Allen ficou ao lado da irmã até Tonny chegar, em seguida o moreno pegou uma mochila e retirou alguns frascos e pílulas. E assim misturando algumas, que por fim colocou em uma seringa, e injetou no braço direito da albina. Ela então acordou um instante depois um pouco preocupada.
_O-o quê... — Ela parou e viu Tonny ao seu lado. _Aconteceu de novo... Droga! — Disse a menina.
_Ellen o que aconteceu de novo?! — Pergunta o albino.
_Eu meio que... – Para a albina por um instante ao sentir uma dor em seu peito. _Estou morrendo... — Falou a albina ao colocar a mão sobre a do irmão sorrindo.
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