The flowers

20 Capitulo 20


Ser mãe de primeira viagem não é fácil, você vai surtar! – diziam. Mas nenhum deles conhecia o pai do bebê. Peter estava definitivamente surtando. Eu não podia ficar fora do alcance de seu olhar de forma alguma. Isso tudo por conta dos pesadelos que eu estava tendo. Não contava os detalhes pra ele, é claro. Achava melhor esquecer o assunto e preferia que fosse de tal forma. O quarto mês trouxe consigo muita insegurança. Eu estava à poucos meses de segurar o meu pacotinho ruivo nos braços, e estava feliz demais por aquilo, ansiosa e amedrontada. Com medo de dar errado. Muito medo!

— É uma menina – o medico anunciou – Já escolheram o nome?

Encarei o homem ao meu lado. Ele tinha os olhos presos na telinha aonde mostrava a pequena.

— Alisson – ele disse.

Sorri.

— Belo nome – comentou.

Fomos liberados do hospital e seguimos direto para o shopping, segundo Peter, quanto mais cedo comprássemos as coisas, mais prevenidos seriamos. Eu não concordava, mas estava animada para ver as coisas da minha bebê. Ele enrolou um dos braços na minha cintura e caminhamos até ele parar em frente a uma das vitrines. Me puxou para dentro da loja e me entregou um pequeno lobinho de pelúcia exatamente como Malia. Pude ver seus olhos brilharem por um momento.

— É lindo – murmurei depositando um beijo rápido nos seus lábios – Você quer levar?

Ele concordou.

— Quero que seja o primeiro presente dela – confessou.

— Ela vai amar – falei, pegando o bichinho em mãos.

Passamos um bom tempo escolhendo cada pequeno detalhe para o quarto – e as roupinhas da nossa filha. Depois fomos comer algo na praça de alimentação, eu simplesmente devorei o meu sorvete, e no fim voltamos para a casa, com as compras em mãos. Malia estava jogada de qualquer forma no sofá. Me sentei ao seu lado enquanto Peter subir com o restante das coisas.

— Malia – chamei lhe mostrando o ursinho de pelúcia – Seu pai comprou. Foi o primeiro presente da Alison.

— Alison? – indagou – É uma menina?

— Sim! Gostou?

— Eu amei! – disse me abraçando com força, e segurando o lobinho em mãos – Eu amei o bichinho também.

Peter disfarçou o sorriso ao ouvir a filha falar.

— Compramos praticamente tudo, Lydia me levou a falência – reclamou sentando ao meu lado.

— Você insistiu! – me defendi.

— Estou brincando, ruiva.

— A escola está um saco sem você, Lydia. Não tem ninguém pra me ajudar com aqueles cálculos enormes. Quer dizer, Stiles até tenta, mas não é a mesma coisa.

— Claro que não é se vocês começam a se beijar no meio da explicação – eu provoquei, fazendo Peter rosnar.

— Falando em namorado, tenho que ir – ela disse se levantando.

Peter a fuzilou com o olhar.

— Onde você pensa que vai, Malia? – perguntou.

Rolei os olhos.

— Ver o meu namorado – falou – E dar a noticia de que é uma menina, ele vai amar!

Sorri.

— Você volta? – perguntei.

— Como assim “você volta?” – indagou – É claro que ela volta! As dez, Malia, tá me ouvindo? As dez!

— Aham! Amanha as dez, entendido.

Eu ri enquanto ela sumiu entre a porta.

Peter ia voltar a gritar mas puxei o seu rosto afundando nossas bocas. Ele relutou de inicio, mas o prendi e ele nem se quer fez menção. Apertou a minha cintura com força, me puxando para o seu colo. Me afastei, mordendo a sua boca de leve. Ele bufou.

— Odeio quando faz isso.

Eu sabia que odiava quando eu usava meus poderes para ajudar Malia.

O puxei para mais perto novamente.