The first snow

20 Memórias corrompidas


Notas iniciais
Boa leitura ^.^

Kanda Yuu POV

Yuki? A morena ri se deitando em minha cama e agarrando o travesseiro.

Você lembra que Clair falou que eu era muda quando pequena, não é bem assim, eu só não era muito falante. Sento-me no pé da cama. — E quando eu falava, nunca era muito alto, por isso quando conheci o nii-chan, ele me perguntou meu nome e eu murmurei Fuyuki, mas ele só pegou o final, daí o Yuki.

Ele só foi descobrir muito depois que era Fuyuki, e quando me perguntou se eu me importava de ser chamada de Yuki, eu só balancei a cabeça, então ele suspeitou que eu não ligasse. Ela ri se lembrando de quando era pequena, a diferença em sua atitude é gritante, Fuyuki era tão apática e indiferente, irreconhecível.

E hime? A morena senta na cama ainda agarrando o travesseiro.

Até hoje eu não sei direito, para mim é por causa do quanto eu gostava de neve, quer dizer, ninguém ficava mais feliz que eu quando nevava, entretanto as meninas diziam que era por que o nii-chan gostava de mim. Fuyu pondera por um segundo. — Mas isso não faz nenhum sentido.

Olho-a incrédulo, distraída não chega nem perto de descrevê-la, obviamente o tal James é apaixonado por ela, porém ela realmente acredita que isso é impossível. Vejo que ela pensa que o motivo pelo qual ele era tão simpático era por ser filho da professora Mary Anne e que ela o havia pedido para que se aproximasse de si, me pergunto como pode ser tão desligada.

Desculpa. Estava tão focado que não notara sua aproximação, ela se sentara ao meu lado e olhava fixamente para as mangas da camisola amarela que vestia, havia ficado gigante uma vez que era de Catherine, então ela brincava com o tecido. — Eu fiquei brava com o que aconteceu, quer dizer, realmente não me deixa nem um pouco feliz fugir, mas isso não é culpa sua e na verdade você só fez isso pelo meu bem, então ao invés de ficar brava eu tinha era que ter te agradecido, por isso desculpa e obrigada Yuu.

A morena fecha os olhos e encosta a cabeça em meu ombro, sua mente está mais tranquila, então a sinto tremer e ela começa a rir.

Eu estou com sono de novo! Comenta rindo e afastando a cabeça para olhar para mim. — Acho que é você que me dá sono, você é quentinho demais.

Arqueio uma sobrancelha, porém acabo por rir junto dela, é estranho o como é fácil rir junto de Fuyu, apenas vê-la rindo me faz rir, provavelmente são seus sentimentos que terminam por passar para mim, ainda assim, tenho rido muito nos últimos tempos e isso é estranho.

Com licença. Viramo-nos para a porta, onde o Knight se encontra. — O jantar está pronto.

Fuyuki pula da cama com um sorriso no rosto e seguimos para fora do quarto, descemos as escadas e vamos para a sala de jantar, na mesa há tigelas com sopa. Durante o jantar os três conversam sobre seu passado juntos, me pergunto em que momento Fuyu mudou, em todas as histórias de logo que ela chegou, Fuyuki era quieta e distante, mas em algum momento as coisas mudaram e ela começou a se aproximar dos outros e terminou por fazer amizade com todos do orfanato.

Ah, obrigada. Diz a morena pegando o casaco que a entrego e o colocando, eu já podia dizer apenas por vê-la se encolher que ela estava com frio.

Acho melhor irmos dormir, já está ficando tarde. Fala Catherine olhando o relógio.

Todos nos despedimos e Fuyu segue pare o quarto da ruiva, entro em meu quarto com uma sensação estranha, algo não me agrada, algo está fora do lugar, obviamente Fuyuki não sentira nada, porém tem algo errado.

Acordo ao sentir uma forte aura maligna, akumas?

Sento-me na cama e pego Mugem, checo Fuyuki, ainda está dormindo em seu quarto, a sede de sangue só parece aumentar mais a cada minuto, o que quer que seja deve estar se aproximando. Concentro-me, parece vir de dentro da casa, a sensação me é familiar… A mente de Fuyu me chama, ela está tendo um pesadelo, levanto-me e fazendo o mínimo possível de barulho sigo até o quarto em que ela está.

Fuyuki. Chacoalho-a levemente, tampo sua boca no momento exato em que ela acorda, seus olhos disparam para mim e ela se acalma, retiro a mão. — Foi um pesadelo.

Ela aquiesce e olha para Catherine dormindo em um colchão no chão, a morena se levanta e saímos do quarto, uma vez fora do mesmo ela solta um suspiro.

Fazia tempo que não tinha destes. Comenta se sentando no sofá, a sensação ruim continua a me atormentar. — Yuu, você está estranho, tem algo errado?

Ela é incapaz de notar tal aura maligna, porém não deixa escapar uma mínima mudança de atitude, sorrio, ela realmente é uma garota estranha.

Eu senti a presença de akumas. Os olhos dela se arregalam e ela se concentra na inocência.

Não sinto nada, para ser bem honesta, nem a inocência estou sentindo. Ela tenta novamente e o resultado é o mesmo, a morena me olha intrigada. — Não consigo encontrar a inocência.

Fuyuki coloca os pés no sofá e abraça as pernas, suspirando.

Não é a primeira vez que acontece. Digo tentando conforta-la.

É, toda vez que exagero isso acontece. Ela suspira, deitando ainda abraçada as pernas. — Eu preciso aprender a controlar a inocência.

Sua voz entrega cansaço, porém ela não deseja voltar a dormir, enquanto ficamos em silêncio volto a me concentrar na sede de sangue, ela está muito perto, porém não consigo saber o local exato.

Yuu, você… Um barulho na escada faz Fuyuki parar, olhamos para o topo da escada. — Nii-chan?

O loiro murmura algo muito baixo, apenas quando ele chega ao final da escada consigo entender, o tempo inteiro ele estivera repetindo a palavra ódio, puxo a morena do sofá e no momento seguinte o mesmo estoura.

A inoFinalmente reconheço a fonte de toda aquela sede de sangue. — Inocência, eu odeio a inocência!