Notas iniciais
A música da Molly, tem uma parte incompatível, por assim dizer, na música retrata uma mãe solteira, mas Molly não é, então só relevem essa parte, porque de resto eu acho que combina com ela... Até a próxima...

Molly Weasley — Rockabye, Clean Bandit ft. Sean Paul e Anne-Marie.

Molly acreditava que o dia mais feliz de sua vida era o dia de seu casamento.

Ela lembrava de tantos detalhes, da música, das pessoas que escolheu para presenciar esse momento de alegria, das comidas, da alegria em si, e do um minuto de silêncio, concedido aos seus gêmeos...

Mas estava errada.

Nada nunca se compararia ao momento em que pegou seu filho no colo.

Depois de tanta dor, e sofrimento, convenhamos, ela segurou aquela coisa pequena, de cabelos tão ruivos, e mesmo com os olhos semi-abertos, via-se um filetinho de um azul profundo.

Ele lembrava tanto Arthur, tanto Molly.

Sua pele parecia ao mesmo tempo porcelana, ao mesmo tempo um pêssego, as mãozinhas gordas, os cílios longos, e assim como a sombrancelha, cor de fogo.

Molly nina-va sua pequena criança. Mas o garoto continuava a chorar.

— Ele não sabe que está seguro... — Arthur disse do batente da porta. Ele agora tinha outros olhos, ainda mais amorosos que antes.

— Querido, ninguém nunca irá te machucar, querido. Eu vou te dar todo o meu amor. Ninguém importa como você... Você vai crescer e ter uma boa vida. Eu vou fazer o que tiver que fazer... Nana nene, nana nenê, eu vou te balançar... Nana nenê, não chore. Tem alguém aqui com você. Nana nenê, nana, eu vou te balançar, nana nenê, não chore, nana nenê....

— Eu vou te dar todo o meu amor, Gui, todo ele...

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Anos se passaram e garoto já tinha seis anos, um irmão mais novo, e outro na barriga da mãe.

Ela sempre na luta diária de ensinar tudo o que podia para seus pequenos.

Mas uma noite, Gui chorava escondido em sua cama, embaixo das cobertas, mostrando apenas os movimentos de suas fundadas.

Ela se aproximou, tirou seus sapatos, deitou na cama e o abraçou.

— Durma, não se incomode em chorar. Levante a cabeça, levante- a para o céu, querido. Anjos te cercam, e apenas secam seus olhos meu pequeno...

Ela o apertava ao máximo tentando manter o frio para fora do cobertor.

— Nana nenê, não chore... Tem alguém aqui com você, nana nene, nana.

Ela cantarolou a mesma música que cantava para ele quando bebê, até ele parar de chorar e permitir-se sonhar com os mais profundos oceanos, e os mais estrelados céus...

Apartir daquele momento, o pequeno soube que estava protegido.

Ele soube que nada o faria mal, pelo menos não com seus pais por perto...

Molly, mesmo não sabendo, era a heroína de seus filhos, todos eles.

Doce, amável, e acima de tudo, para ela, mãe. Era o que ela era.

E o amor de um parceiro, por mais incrível e tão bom, ainda não se compara ao amor genuíno de ser mae. Amor verdadeiro machuca, dói. Mas nada se compara a quando você virá mãe, porque ser mãe é se expôr ao amor, a dor, a tristeza, ao medo, a alegria, ao cansaço, a poder ver seu filho ou filha dizendo mamãe pela primeira vez...

Nada.

Ser mãe é uma alegria para quem sonha com isso, e um medo incomparável de falhar...