The end of the world

2 Corram! Eu estou infectado!


Notas iniciais
Hey hey gente! Aqui está mais um episódio dessa história. Quem será o infectado de hoje? Bom, até breve~~

Roberto: PEGUE SUAS COISAS E VAMOS EMBORA! — adentra meu pai no quarto

S/n: O que está acontecendo? O que foram aqueles tiros? E o que era aquilo??

Eu nunca tinha visto meu pai daquele jeito. Seu olhar era de uma preocupação fora do comum, os olhos vermelhos e uma tentativa quase falha de segurar as lágrimas.

Roberto: Lembra da notícia dos alimentos contaminados pela radiação? Eles foram consumidos, e quem os consumiram se transformaram no que eles chamam de “Demônios Antropófagos”. Eles mudaram, MUDARAM! Seus rostos em decomposição, os olhos brancos, ossos expostos. Estão horríveis! Verdadeiros demônios! — Se senta na beira da cama com os olhos encharcados de lágrimas — Eu o vi antes de sair de casa. Ele estava horrível! Ele avançou em cima de mim com uma voracidade que nunca tinha visto antes. Posso afirmar que aquele não era meu Lucas.

S/n: Lucas? O NOSSO LUCAS?

Lucas era nosso vizinho há 6 anos. Brasileiro e órfão desde seus 14 anos, sua vida foi dolorosa, principalmente pelo bullying constante, mas ele nunca parou. Com seus 20 anos, decidiu terminar a faculdade em CNFC (College Foundation of North Carolina, ou em português, Fundação da Faculdade da Carolina do Norte) e se mudou para Beaufort desde então. Meu pai ficou extremamente ligado com Lucas e praticamente o adotou. Ele era realmente muito especial.

Roberto: Vamos! Por mais triste que eu esteja, não posso lamentar agora. Precisamos fugir daqui. — levanta — Sua mãe está lá embaixo bloqueando a passagem da porta da frente e arrumando a água e as comidas para levarmos. Sairemos pelos fundos.

S/n: E o que vamos fazer? A gente nem tem pra onde ir.

Roberto: O decreto do governo é que nos afastemos das áreas urbanas o mais rápido possível. Por isso, vamos pra casa do tio George.


A casa do Tio George... Como explicar? Uma casa/sitio no meio cercada por matos. O único ponto de acesso é era uma rua de terra (aproximadamente 6km) localizada em um dos pontos da avenida estadual. A casa é muito bem equipada. Em seu "quintalzinho", o tio George passa a maior parte do tempo plantando e colhendo. É ótimo já que temos não podemos comer qualquer coisa por aqui. Só tem um único problema: os dois não se dão nem um pouco bem. Certa vez, nos meus 6 anos, eles brigaram fisicamente pelo último pedaço de pizza no meu aniversário... No final, eu que comi a pizza. Mas essa não era a questão, e sim como sobreviveríamos até lá.

S/n: Mãe? A senhora está bem? — falo descendo as escadas com minha mochila nas costas.

Stephany: Sim, eu acredito. O Luc-

S/n: O papai contou — a interrompo de maneira seca — Ele contou…

Roberto: Amor, você pegou comida e água?

Stephany: Peguei os mais antigos. Não vou confiar nas compras da semana passada! Quanto à água, leve os garrafões para o carro.

???: SOCORRO! SOCORRO! TIRE ESSA COISA DE CIMA DE MIM!

S/n: O que foi isso?

Stephany: Parece ter vindo de lá de trás.

Roberto: Fiquem aqui. Eu vou ver o que está acontecendo.



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~ 10 minutos depois ~

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S/n: Isso já está demorando. Não acha estranho esse silêncio todo? Por que não vamos lá ver o que está acontecendo?

Stephany: Você ainda pergunta? E seu pai pediu para que ficássemos aqui até ele voltar… Ah que se foda! Ele não manda em mim! — Exclama minha mãe indo em direção a porta dos fundos.

Stephany: AI MEU DEUS!

Corro o mais rápido que posso e encontro a seguinte cena: Meu pai, deitado no chão, sangrando com uma enorme ferida em seu ombro direito, suas pernas e costa mais pareciam ter sido rasgadas por um leão faminto, e seus olhos... brancos!?

Roberto: Corram… Eu acho que… fui infectado — disse com extrema dificuldade.

Sinto minhas mãos sendo agarradas e meu corpo sendo puxado. Minha mãe me puxou e saímos de casa o mais rápido que podemos, deixando meu pai para trás. Não posso acreditar. O que pode ter acontecido em 10 minutos que o fez ficar daquela maneira? Meu pai, morto por aquelas coisas infernais! Eu nem sei se posso dizer se de fato ele está morto ou vivo! Por que Deus? Por que permitiste isto com meu pai!? Suas últimas palavras… Por você, eu irei lutar até o final.

Notas finais
Obrigada por lerem até aqui. Vejo vocês na próxima~~
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.