The end of the Line- Asylum
1 Capítulo 1
Notas iniciais
10(1) - Cassie Rodriguez
10(2) - Mackensye Cook
10(3) - Mike Stonem
Cassie (Numero 1) — Síndrome do pânico e terror noturno.
— " Começou desde o dia em que nasci, tenho quinze anos e essa doença é algo genético, algo do qual não sei se tive orgulho de puxar. No começo eram apenas pesadelos, eu acordava gritando e assustada e só me acalmava quando via a luz invadir o meu quarto. É como se de dia eu pudesse ser uma garota normal e de noite eu fosse uma possuída. Mas o dia não me ajudava muito, minha mãe sempre estressada, eu nunca via meu pai e também não tinha vida social. A vida inteira fiquei apenas fugindo de mim mesma, me imaginando em outros lugares. Talvez eu tenha feito a coisa certa, todo esse negocio de matar a minha mãe sabe? É por isso que estou aqui não é? Eu acordei aos gritos como sempre, mas dessa vez eu gritava o nome dela. Não conseguia puxar o ar direito, ela chegou no meu quarto e não me lembro de nada depois. Só me lembro de estar na cozinha com uma faca na mão, sem saber como cheguei ali e então eu matei ela, sem motivo, eu matei por um desespero de seguir as ordens do meu corpo, e as ordens diziam claramente para mata-la. Meus pulsos estavam arranhados pela minha própria unha e eu estava completamente fora de mim. O engraçado é que me lembro disso, normalmente não me lembro de coisas como essas. Apenas do que é feito pela minha total vontade... Talvez isso seja algo digno de se lembrar. Minha mãe merece... Eu não sou louca. Sou apenas diferente, era o que ela sempre dizia. " — Comecei a chorar e então me levantei da cadeira saindo da sala e batendo a porta atrás de mim. Eu não tinha mais nada a declarar.
Mackensye Cook (numero 2) — Esquizofrenia e Cleptomania
-"Meu nome é Mackensye, eu tenho quinze anos, e eu acho que tudo começou quando eu tinha uns quatro anos eu sentia que se não pegasse alguma coisa das pessoas que eu gostava elas esqueceriam de mim pra sempre, eu fui expulsa de três pré-escolas por causa disso, mais até ai era tudo bem, as coisas só ficaram realmente ruins quando eu fiz oito anos e as vozes começaram, as vozes de fora diziam que era porque a minha mãe tinha me deixado cair do berço quando eu tinha dois anos, e isso fez um dano extremo no meu cérebro, as vozes diziam coisas ruins, diziam que eu tinha que machucar as pessoasmemachucar, acho que aquilo aliviava a minha pressão, sabe, me cortar, mas os meus pai descobriram uns dois anos atrás e me colocaram na terapia, isso melhorou eu acho, as vozes ficaram quietas por uns meses, eu me senti normal nesse tempo, tipo, eu podia sair na rua e ninguém me dizia nada ruim, até tive um namorado nesse tempo, mas eu perdi tudo isso quando uma das vozes voltou, a pior, a voz que me mandava machucar as outras pessoas, eu lutei contra ela, eu juro que lutei, lutei com todas as minhas forças, mas não tive escolha, eu não tive escolha! A voz não me deixava em paz nem um segundo, até nos meus sonhos aquele...monstro,eu fiz...eu matei a minha professora, a voz queria alguém,qualquerpessoa, e eu fiz, e a voz não parou, então eu procurei ajuda, e acho que isso ajudou meu irmão, porque ele também quis ajuda." — eu me levantei, não tinha mais nada pra mim lá, a psicóloga me encarou com aqueles olhos cor de nada enquanto eu saia.
Mike Stonem (numero 3) — Bipolaridade e vicio em cocaína e álcool
-“Bom, meu nome é Mike, eu tenho dezesseis anos, meus pais morreram quando eu tinha oito anos, eu fiquei em um orfanato por seis meses até que um casal resolveu me adotar, até aí eu fui feliz, não era como se eu gostasse da minha nova “família”, eu os odiava, mas eu podia ir para a escola, podia nadar, e tinha amigos. O problema começou quando eu fiz nove anos e os meus “papai” e “mamãe” resolveram mudar a família para Pequim, até aquele dia, eu não tinha nada contra os meus irmãos adotivos, mas os meus tutores se tornaram mais ocupados lá, então geralmente eram eles quem cuidavam de mim, eu sei que isso pode parecer normal, mas não era, eles me violentavam física e mentalmente, além disso meu pai se tornou completamente obcecado com o fato de eu gostar de nadar, ele queria que eu começasse a treinar profissionalmente, e foi isso que eu fiz, mas em Pequim é muito frio o tempo todo então o meu professor dava conhaque para que os alunos pudessem nadar sem ter uma hiporternia ou coisa do tipo, eu gostava muito de nadar, e era muito frio, então eu fiquei viciado em menos de um ano. As drogas vieram quando eu tinha quatorze anos, eu usava para aliviar o estresse da escola. Ano passado meu pai descobriu que eu era bipolar, ele é um politico importante em Pequim, não podia ter alguém como eu na casa dele, então ele descobriu esse lugar, me inscreveu sem me avisar e me contou com cara de quem ganha na loteria, eu não discuti, eu realmente queria voltar para os estados unidos, sinto falta daqui, me lembra dos meus pais, eu realmente amava eles, acabei, posso ir conhecer as enfermeiras agora? Ouvi dizer que americanas são gostosas.” – terminei, o psicólogo ria do meu comentário final, e com um aceno ele me dispensou e eu saí daquela sala como quem confessa saí da sala de interrogatório.
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