The end of Days
1 Capítulo 1
Me lembro de um barulho alto, e logo depois de gritos agudos...
Havia acontecido um acidente de carro... Mas não era apenas um acidente, daqueles que acontecem durante chuvas ou depois de uma “Happy Hour” bem sucedida. O motorista do caminhão havia sido infectado por um vírus desconhecido até a atualidade, mas esse vírus o levou a morte e depois o trouxe a vida novamente, porém não havia memórias ou uma mente humana racional, ele se transformou no que chamamos de zombies — talvez o chamamos assim apenas por causa das histórias fictícias que sempre foi levada para a humanidade. Parece mentira, mas o que aconteceu, não foi apenas uma história fictícia, ou uma ilusão barata, aquilo foi a realidade e é isso que estamos vivendo até agora.
A infecção não parou, logo o infectado saiu transmitindo a doença, em um círculo vicioso, e assim que passado, foi impossível pará-lo.
O vírus deu início no Japão, com suspeitas de ser a doença da “Vaca Louca”, ou outra pandemia como peste negra que logo teria uma cura ou um fim repentino... Ainda a suspeitas que o vírus da “Vaca Louca” teve uma evolução até os dias de hoje, se tornando um vírus que poderia acabar com um mundo inteiro. Mas ainda não sei como um vírus chegou tão longe...
Até alguns dias atrás eu era apenas uma garotinha que estavas prestes a se formar no Fundamental II, as únicas coisas com que eu me preocupava, era ficar bonita e permanecer magra para que pudesse entrar em meu vestido para a formatura, mas não foi muito bem como o planejado, no mesmo dia de minha formatura, esse acidente, havia acontecido, acabando com o dia em que eu havia sonhado a anos.
Ainda não posso acreditar que eu continuo viva, nunca pensei que meu emocional poderia aguentar alguma coisa dessas, aliás, isso é horroroso e ninguém merece passar por isso sozinho, mas... Nunca fui sortuda.
- Ri baixo –
Aqueles desastres escolares e vergonhosos eram bem melhores que este.
Desembainhei minha katana assim que comecei me aprofundar naquela escuridão. Já havia me acostumado com essa rotina louca, o cheiro deles não me incomodava mais, e já não me importava com o sangue em minha roupa, por algum motivo, eu queria continuar viva, mas ainda não sei o porquê, não sei porque quero continuar...
Katana = Espada japonesa
Não havia mais energia, aliás, todos os trabalhistas morreram ou fugiram quando tudo começou, ou seja, em todos os locais que não há janelas – nesse prédio há algumas, mas não clareia muito -, ficaria um breu tanto quanto de dia, tanto de noite, o que sempre dificultava minha entrada em bons locais, que “parecem” seguros.
Liguei minha lanterna, quando a escuridão começou a ficar mais intensa, os gemidos que eu ouvia da porta, agora estavam bem mais altos. Eles podem estar em qualquer lugar, a qualquer hora, não se cansam, por tanto não precisam dormir, não sabem o que fazem, por isso vagam por ai sem objetivos. Seus neurônios, não funcionam mais, talvez um ou dois, os que fazem permanece-los vivos, ou mortos, não sei bem em qual estado estão.
Meu costume do interruptor ainda não havia passado, aquela idiotice de tentar acender a luz ou chamar o elevador mesmo sabendo que não havia energia, era exatamente o que eu fazia todas as vezes que entrava em lugares diferentes — não faz muito tempo que acabou a luz...
Já deixei vários locais, por conta dos estragos que eles –zombies- causaram, ou invadindo ou quebrando a “barreira” que eu tentava construir para afasta-los, fazendo me abandonar o local e partir para outro repetidamente.
Não é fácil permanecer na estrada, onde você pode ser uma presa fácil...
Dirigi-me a porta que localizava as escadas, tentei abri-la, mas estava trancada.
Olhei envolta, e meu Deus, este lugar está uma bagunça, mas isso não vem ao caso no momento, tenho que me concentrar e achar alguma coisa que me leve para cima, de preferência o último andar... Mas isso não resolve essa bagunça!
Levei um susto ao ouvir um barulho alto, que me tirou rapidamente de minhas neuras, me dando um susto. Virei imediatamente para verificar de onde vinha esse barulho, e pude ver que o barulho vinha das portas onde havia as escadas. Ainda bem que não abri a porta, poderia ter morrido, ou pior, virar um deles.
Esse prédio não tem tubulações — um dos meus lugares preferidos e consequentemente seguros de andar, é como aqueles desenhos, só que mais tensos e reais.
Me virei novamente, e dei-me de cara com as escadas de emergência.
- Mas é claro! – Disse batendo em meu joelho, como uma caipira faria, ri da quilo, e pulei na escada de emergência.
Em alguns prédios dos Estados Unidos, a escada de emergência é localizada do lado de fora do prédio.
E assim comecei subi-las freneticamente.
Como eu imaginava havia alguns zombies nas escadas, mas foi fácil se livrar deles, um empurrãozinho foi mais que o suficiente.
Assim consegui chegar no último andar. Tentei abrir a janela, mas estava trancadas.
Rasguei um pedaço do meu vestido e enrolei na mão, logo em seguida soquei o vidro fazendo-o quebrar, assim entrei no meu local desejado.
- Quem é você? – Um homem perguntou com a arma apontada a mim.
Haha, pessoas, nunca pensei que ficaria tão decepcionada em vê-las.
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