The end

3 O riso é o melhor remédio


Notas iniciais
Sabem quem está feliz com os comentários? EU TO AMANDO OS COMENTÁRIOS ♥ Não são muitos, mas me motivam mesmo assim :3 Era para ter terminado esse capitulo ontem a noite, mas eu fiquei com sono e não deu pra terminar :/ Mas aqui estou eu e.e Boa leitura :3

Eu não posso afogar meus demônios,

eles sabem nadar.

Ficamos mais ou menos uma hora jogando poker até quando eu decidi que não queria mais jogar. Já tinha passado da meia-noite e eu estava com sono e também não tinha tomado meu remédio que eu tinha trago no bolso da minha calça.

– Eu não acredito que ela ganhou todas! – Reclama Gray, enquanto bebe um pouco de whisky.

Erza ri de Gray e se levanta, dando um tapa na cabeça dele.

– Eu disse que ela era boa.

– Pelo menos não foi em você que derramaram whisky. – Reclama Natsu. Na verdade, não foi muito bem uma reclamação já que ele ria e parecia não se importar.

Gray revira os olhos. Ele não mudou nada nesses dois anos.

Erza se abaixa e coloca seus braços em volta do pescoço de Jellal. Ela sussurra alguma coisa no ouvido dele e depois deposita um beijo em sua bochecha.

Lanço um olhar de aversão pra eles. Não importa quantas vezes eu veja alguém se beijar, seja em filmes ou pessoalmente, eu acho estranho. Erza me dizia que era porque eu nunca tinha experimentado, mas não estou muito afim de mudar minha opinião sobre isso.

Tento não demonstrar mais nenhuma reação sobre Jellal e Erza. Vou até Natsu, que estava guardando as fichas e as cartas.

– Natsu, onde fica o banheiro?

– Exatos 13 passos depois da porta do porão. – Ele diz sem olhar para mim, ainda concentrado em arrumar as coisas.

Vou andando em direção a escada sem falar com ninguém. Coloco a mão no bolso de trás de minha calça e sinto que meu remédio ainda está lá. Ótimo.

– Lucy! – Chama Natsu, chegando perto de mim e colocando uma de suas mãos em meu ombro. Assim que ele encosta em mim eu me afasto dele, como se estivesse assustada. – O banheiro deve estar todo sujo de vômito, sempre acontece, mas você pode usar o do meu quarto. E eu aproveito e troco essa camiseta fedendo a whisky.

Não sei se ele estava com segundas intenções ao me dizer isso, mas ele parecia ser verdadeiro.

– Pode ser. – Se ele tentar qualquer coisa comigo, eu acerto direto na jugular.

O sigo até o andar de cima, onde dava para um corredor.

Ele entra na segunda porta a direita e eu o sigo novamente.

O quarto dele tinha paredes brancas, uma cama de casal com edredom preto, alguns detalhes que enfeitavam o quarto e uma enorme estante repleta de livros. Pelo que vi, os tipos iam de Guerra e Paz até Zumbis x Unicórnios.

– Você gosta de livros? – A pergunta dele me faz despertar do transe causado pelos livros.

– Ah, — desvio o olhar – sim.

– O banheiro fica ali. – ele aponto para a porta que está do lado esquerdo do quarto.

Não respondo nada, só ando em direção ao banheiro.

Assim que entro logo tranco a porta. Tiro a pequena cartela de comprimidos que está no meu bolso e precioso uma capsula para faze-la sair. Vejo um copo sob a pia de mármore e o pego e o encho com a água da torneira.

Me encaro no espelho. Meus olhos estavam diferentes, pareciam estar brilhando. Meus lábios sorriam de vez em quando, sem motivo algum.

Solto um suspiro.

– O que não me mata... – jogo a pílula na boca e tomo um gole de água depois – me fortalece.

Minha mãe sempre dizia isso antes de tomar remédio e antes de entrar num consultório médico. Acabei pegando a mesma mania.

Tiro uma parte da minha camisa xadrez e observo meus braços no espelho. Eu mesma tentava evitar ver meus braços ou qualquer outra parte do meu corpo, eu me sentia mais fraca do que já sou, e detesto me sentir fraca.

Vou até a porta e a abro, com a cabeça baixa. Saio para fora e fecho a porta, logo levanto a cabeça e olho para Natsu.

Logo congelo. Ele estava com sua calça jeans e nada mais. Sem querer, encaro aquele abdômen malhado bronzeado e seus fortes braços.

– Algo de errado? – Ele questiona, enquanto ri.

– Oh, Deus! – Exclamo e logo me viro e fico encarando a porta do banheiro.

Fiquei totalmente hipnotizada por aquele... Ah, como eu odeio não achar a palavra certa. Agora estou constrangida dos pés a cabeça.

Ele começa a rir mais ainda, como se fosse a coisa mais engraçada do mundo. Esse idiota.

– Pode se virar.

Não queria me virar e correr o risco de ele me ver com o rosto vermelho, mas ou era isso ou ficar encarando a porta do banheiro.

– Você é um idiota. – digo, tentando não encara-lo.

– Eu não fiz nada de mais.

Eu iria responde-lo, mas acabo ficando tonta. Minha visão fica embaçada e começo a cambalear, acabo me apoiando na parede para não ir de encontro ao chão.

– Lucy? — Sinto as mãos fortes de Natsu me segurando. Ele me ajuda a andar até sua cama e a me sentar.

Coloco minhas mãos em minha cabeça e tento suportar a dor. Odeio quando surge uma dor de cabeça de repente, porque além de me deixar maluca, meu corpo acaba ficando um pouco mais frágil e eu geralmente caio no chão.

– Eu... – tiro as mãos da cabeça e respiro profundamente. O remédio está fazendo efeito, finalmente. – Eu estou bem.

Olho para ele e vejo uma feição de preocupação.

Por que isso? Ele mal me conhece.

– Eu sei que sou demais, mas não precisava desmaiar.

Começo a rir de repente. Não sei se foi por causa do que ele acabou de dizer ou por outra coisa, mas eu só sei que comecei a rir. Isso era tão bom.

– Você é meio estranha. – Ele diz e sorri, mostrando seus caninos afiados. – Numa hora você está quase batendo as botas e na outra está gargalhando.

Finjo que me sinto ofendida e coloco a mão sobre meu peito e abro a boca.

– Eu? Estranha? – Solto um “ra, ra, ra” – Não sou eu quem se entope whisky e depois fica com cheiro de guaraná.

Ele ergue uma das sobrancelhas.

– Então você percebeu? – Ele morde o lábio. – Eu não bebo, então coloco guaraná nas minhas garrafas de bebidas.

Então era isso? Tenho que admitir que ele foi esperto. Eu bem que poderia ter feito isso com Levy, assim aquele projeto de gente não teria ficado bêbada.

Calma aí... Eu deixei uma Levy bêbada por mais de uma hora com gente que ela nem conhece!

– Ai meu Deus! — Me levanto rapidamente da cama. — Levy, eu tô indo!

Escancaro a porta do quarto de Natsu e começo a descer as escadas o mais rápido possível. Eu ainda estava um pouco tonta, mas tenho certeza de que Levy está mais.

Chego na sala e começo a vasculhar com meu olhar. Logo me deparo com ela dormindo de bruços no sofá.

Ando até ela, um pouco aliviada. Me agacho ao lado dela e vejo seu rosto. Tinham desenhado coisas no rosto, a maioria eram coisas obscenas, a coisa mais normal que tinha era um óculos que desenharam com lápis de olho ao redor dos olhos dela.

– Levy. – Começo a chacoalhar ela, mas a única resposta que tenho são resmungos. – Levy!

Mesmo gritando ela continua resmungando pra mim. Não, eu não vou perder a paciência.

Vejo um copo com energético nos pés do sofá e o pego. O seguro sob a cabeça de Levy.

– Se não for por bem, — começo a virar o copo – vai por mal.

Ela levanta rapidamente, com o rosto todo molhado.

Não sei se ela ia me matar ou não, ela estava com uma dor de cabeça enorme pra cogitar fazer alguma coisa contra mim.

⤜(๏Ѡ๏)⤏

Passou-se meia hora e Levy ainda está no banheiro limpando a cara para depois podermos ir embora.

Todo mundo já tinha do embora, e os que ainda não tinham ido, Natsu os expulsou.

– Foi um noite incrível, não? — Natsu se senta ao meu lado no sofá.

– Já tive noites melhores.

Ele ri.

– Impossível, essa é a primeira noite que passo com você.

Balanço a cabeça, não acreditando que ele tem um ego enorme desses.

– Você se acha demais.

Ele apoia os cotovelos nas pernas.

– Quer carona para casa? — Ele fala mais sério agora. – Táxis não passam por aqui essa hora.

Me encanto por tudo que me causa

sentimentos confusos

Notas finais
Meu boy de Fairy Tail é o Sting, mas sou completamente apaixonada pelo Natsu (principalmente naqueles episodios maravilhosos que ele tá sem camisa ( ͡° ͜ʖ ͡°)) Aguardo comentários e.e Até o próximo :3