The diary of a demon
1 Prólogo
As vezes é um tanto difícil admitir a si mesmo que está errado. Para mim não é uma tarefa fácil... Errar é algo que ninguém deseja e que ninguém aceita.
Demorei tanto tempo para perceber que errei, agora meus erros nada significam. Por quanto tempo vou fugir dos meu erros? Por quanto tempo vou fugir da verdade? Não sei. Eu não sei.
Não tenho medo dos pecados que cometi, nem orgulho. As coisas que fiz foram os erros que me condenaram. Vocês imaginam algo além da morte? Não, não quero dizer algo bom. Deixe-me organizar as coisas...
Primeiramente ninguém quer morrer. Ninguém aceita de fato a morte. Todos temem a morte. Não adianta se convencer do contrário. Não adianta me convencer do contrário. Todos tem medo.
Talvez porque ninguém realmente sabe se a morte vai ser boa ou ruim. Ninguém sabe se vai ter uma morte lenta, se vai sentir dor ou se vai chorar. Ninguém tem certeza de nada.
Cientistas comprovam: "A figura morte nunca nos deixa indícios". Apenas um morto pode dizer se a figura da morte existe ou não. Um vivo ou um ex-morto não podem afirmar nada. A morte só aparece depois de ter certeza que sua magia aconteceu. A morte é cruel. Se ela te quer ela simplesmente te tem.
Vocês imaginam algo pior que a morte? Algo pior do que a dor de morrer? Isso é meio difícil de imaginar. Para vocês, humanos normais, é difícil pensar em algo pior do que a morte. Se você pensou no inferno... Não, pior do que o inferno. Estou dificultando as coisas, não estou? Desculpe-me, é apenas uma mania...
Eu não fui condenado ao céu nem ao inferno. Minha casa agora não é a sua casa, não é a casa de anjos ou de seres horríveis. Eu não tenho casa. Eu nunca fui um animal ou uma planta. Eu nunca fui do bem ou do mal. Eu existo, não sou invisível. Eu tenho duas formas e uma nem anjos conseguem ver sem queimar. Não sou vampiro, mas tenho cede de sangue humano. Não sou um monstro mas tenho vontade de matar. Acho que você já descobriu, não é mesmo?
Apenas saiba que não sou um demônio comum. Eu já fui um anjo. Como me tornei demônio? Vocês vão descobrir. Foi de uma maneira ridícula e significativa. Eu quis? Fui condenado a assumir outra forma; não quis. Doeu? No momento certo falarei em detalhes a dor que senti.
Não espero que leia, isso é um diário pessoal. Mas se ler do começo ao fim, quero que lembre do meu nome e da minha história.
Me chamo Johansson Chevalier, ou Johan, ou John. Esse é meu diário. O diário de um demônio.
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