Notas iniciais
Oi oi pessoal.Fiquei feliz em receber comentários construtivos e favoritos,mesmo que não sejam muitos. Prometo que vou me esforçar para melhorar mais e mais. Aliás, muito obrigado aos que tem conversado comigo por mensagens e vem sendo tão legais e compreensivos. Bom, acho melhor esclarecer o narrador:Não será necessariamente observador em todos os capítulos.Pretendo mostrar a história do ponto de vista de vários personagens então nem sempre será em 3ª pessoa. A respeito do enredo, quero desenvolver ele lentamente então me perdoem se as coisas demorarem um pouco para ficarem claras.Sobre as músicas que eu tinha citado, dessa vez vou recomendar "THE ORAL CIGARETTES「狂乱 Hey Kids!!」" e Choumiryou - Lost One no Goukoku (Chequem a letra dessa aqui, vale a pena) Obrigado pela atenção e boa leitura ^^

Um garoto?! Por que diabos tem um garoto no telhado da casa abandonada? O próprio nome já diz que é abandonada, deveria estar vazia. Sem contar que aquilo fica bem atrás da mansão. Será que é um ladrão? Acho que não, ele parece um colegial. Bom, não que isso o impeça de ser um ladrão...de qualquer forma, é perigoso ficar nesses lugares e ele tem uma vista direta para o meu quarto, se fosse um pervertido ele... pensando bem, a quanto tempo minha janela está aberta...? MEU DEUS, como se não bastasse ter um garoto desconhecido e estranho com um notebook no teto da casa de trás, ele pode ter me visto nua?! Ninguém nunca ensinou ele que não se entra em lugares abandonados e não se sobe em telhados? E onde estão os seguranças em uma hora dessas?

Sentei na beira da cama, me afastando da janela e respirei fundo. Sinceramente...o que eu estava fazendo ficando desesperada desse jeito? Nem parecia eu mesma... de qualquer forma, não posso deixar um garoto vadiando do outro lado da minha janela. As minhas opções são ligar para os seguranças ou mandar ele ir embora eu mesma. Se eu chamar os seguranças, ele com certeza vai se encrencar mas se eu não chamar... é verdade que ele parece inofensivo, mas nem tudo é o que parece, não é?

Continuei sentada por um tempo enquanto pensava na melhor opção e acabei optando por chamar ele eu mesma. Não é como se ele pudesse pular de uma casa para outra e me sequestrar ou nada assim. Claro que eu considerei a possibilidade de ele estar armado, mas provavelmente só era um garoto que fugiu de casa. Sendo assim, fiquei de pé encostada na parede, bem ao lado da janela e estiquei a cabeça para o lado lentamente, fazendo com que meu rosto aparecesse aos poucos. Assim que meus olhos encontraram o garoto, ele já estava me encarando com uma cara curiosa. Talvez pelo choque de não esperar que ele me visse de primeira, instintivamente escondi meu rosto novamente. Quando controlei os meus reflexos e saí de trás da parede outra vez, ele já havia fechado o notebook e parecia apenas esperar que eu aparecesse outra vez. No instante em que abri a boca para falar algo, pude ver um sorriso...não, mais como uma risada baixa e discreta, quase inaudível se formar em seu rosto por alguns instantes antes que ele pulasse daquele telhado e começasse a andar na direção oposta da avenida principal.

Pensei em gritar algo, em chama-lo, mas algo me dizia que ele com certeza não olharia para trás. Continuei olhando na direção que ele havia seguido até que ele fosse completamente engolido pela escuridão daquele beco. “É uma rua sem saída” era o que eu queria falar, mas a mesma voz me dizia que não seria um problema para ele.

–Realmente existem pessoas estranhas por aí –Eu dizia em voz alta para mim mesma enquanto me deitava na minha cama, suspirando e pensando no que tinha acabado de acontecer-

Pensando bem, eu mal vi o rosto dele. Quer dizer, pude ver por alguns instantes, mas o capuz não me deixava ver muito, principalmente depois que ele fechou o notebook... talvez se eu não tivesse entrado em desespero quando vi ele da primeira vez, tivesse prestado mais atenção e a luz da tela ajudaria a ver o rosto do tal garoto... não que eu me importasse, mas é verdade que não pude evitar me sentir curiosa. Está bem escuro... deve ser bem tarde.

Me lembro de pensar em como seria o rosto dele por alguns instantes antes de tudo ficar escuro.

~Manhã seguinte~

Sentia meus olhos pesados com a luz que saia da janela. Esqueci de fechar ela, estava com muito sono. Na verdade, esqueci de muitas coisas. Será que o meu pai ficou irritado por ter chegado e me visto dormindo? Sinceramente, não acho que ele ligue muito. Bom, considerando que acordei com a luz e não com o despertador, deve ser mais cedo do que o comum. Esse tipo de coisa acontece bastante no verão já que o sol nasce mais cedo.

Levantei lentamente e suspirei assim que percebi que havia amassado toda a roupa do jantar de ontem. Sou mesmo uma idiota, dormindo de janela aberta, descoberta e sem pijamas. Se continuar assim, vou ser tonta o suficiente para pegar um resfriado no verão.

Comecei a andar, me dirigindo ao meu mancebo e peguei o uniforme recém passado pendurado no mesmo. Levei ele até o closet que ficava logo após o banheiro do meu quarto, onde eu costumava me vestir. Assim que havia deixado ele no closet, entrei no banheiro e tomei uma ducha rápida. Assim que estava seca vesti o uniforme da escola na mesma ordem de sempre: Camisa, saia, gravata, meias. Gostava de seguir uma rotina, é algo de família, eu acho.

Assim que terminei de colocar as meias, percebi os sapatos no chão, ao lado do pequeno sofá no closet. Diferentemente de ontem, eles estavam secos e limpinhos. Tem um lado bom em ter seus sapatos jogados na piscina todas as semanas. Quando terminei de me arrumar, voltei ao meu mancebo, onde peguei a minha mochila e depois até a minha escrivaninha, onde peguei a minha lição de casa, guardando a mesma. Antes de sair, me lembrei que tinha que fechar a janela. Mesmo sendo verão, nunca se sabe quando pode chover.

Quando alcancei a janela percebi um post it amarelo colado na janela. Nele estava escrito... “É feio espiar os outros sabia? Senti minha privacidade sendo invadida, senhorita stalker -_- P.s. Você ficou fofa com aquele roupão cor de rosa”

O que?! Aquele...aquele garoto. Quando ele deixou isso aqui?! E quem é o stalker aqui?! Acho que ele está invertendo os papéis! E ele...se ele me viu de roupão... não consegui evitar me sentir envergonhada e irritada ao mesmo tempo. Além de estranho ele era um grande pervertido cara de pau, e ainda tem a coragem de reclamar que eu fiquei olhando...aquele sem vergonha.

Não conseguia parar de xingar ele mentalmente enquanto batia os pés pelo corredor até a escada. Eu devia estar com um bico realmente enorme porque a criada que me esperava na porta com o meu bento me olhou com uma cara estranha antes de começar a falar

–Bom dia senhorita, acordou bem cedo. A senhorita está bem? –Ela disse me entregando o bento, que rapidamente coloquei na mochila enquanto assentia-

– S-Sim estou bem. Estou indo, até mais tarde –Disse saindo com pressa-

Pude ouvir um itterasshai [Nota da autora: Significa volte logo] baixinho vindo da porta, mas queria me distanciar depressa. Tinha medo de acabar falando algo sobre o bilhete ou sobre o garoto.

Enquanto andava até o caminho da escola, me lembrei que não havia perguntado sobre o meu pai. Não é como se fosse tão preocupante assim. De vez em quando ele tem que ficar fora durante a noite, por culpa do trabalho. É verdade que normalmente ele nos avisa, mas pode ter havido algum imprevisto...? De qualquer forma, papai é um adulto. Não tenho que me intrometer se ele passa a noite fora. Talvez ele só esteja arrumando uma esposa nova.

Depois de andar por um tempo, cheguei na escola. Podia perceber que tinha chegado mais cedo só pela quantidade de pessoas (que era bem pequena). Sendo assim, me dirigi ao meu armário e peguei os livros necessários. Enquanto pegava os livros, percebi colado em um dos livros (Mais especificamente o livro correspondente à primeira aula) um post it dizendo: “É feio não responder quando alguém diz volte logo -_- P.s.Te vejo em breve”

O QUE?! Será que aquele garoto era mesmo um stalker?! Talvez eu se eu tivesse falado com os seguranças eles tivessem tomado uma providencia. E o pior é que é alguém da escola! Será que eles querem levar o bullying mais longe dessa vez?!

Antes que eu percebesse, tinha começado. Eu estava claramente tendo um ataque de asma e algumas pessoas já estavam olhando. Antes que elas pudessem reagir eu peguei a bombinha de asma na mochila e depois que usei a mesma, a minha respiração se estabilizou e os olhares desviaram. É raro eu ter crises de asma por causa de emoções, acho que fiquei assustada mesmo. Sou realmente uma idiota. Quer dizer, deve só ser mais um idiota da escola. Um dos que joga meus sapatos na piscina ou que pega o meu bento escondido. Esse tipo de ser humano inferior late e não morde.

Raiva. Muita raiva. Eu cansei dessas pessoas, oficialmente. Assim que guardei a bombinha fechei o armário com força e saí batendo os pés em direção a minha sala. Amassei o papel e joguei fora na primeira lixeira que encontrei. Não vou deixar esses stalkers de quinta me assustarem. Eles ameaçam muito e no final só conseguem me observar e jogar sapatos na água, tsc.

Quando cheguei na sala já estava mais calma. Odeio quando as emoções explodem, me incomoda não ter 100% do controle sobre mim mesma. Me sentei na minha cadeira. Ela era na fileira ao lado da janela e era a terceira mais perto da lousa. Percebi que algumas pessoas tinham escrito na lousa. Eram só nomes ou coisas estupidas na tentativa de serem fofas, a questão é que era a minha semana como ajudante de sala e a lousa não poderia ficar daquele jeito quando os professores chegassem ou eu seria punida. Até porque, o motivo de eu sair tarde ontem (E de ter sido tão fácil para jogarem os meus sapatos na piscina sem que eu percebesse) foi porque estava limpando esta lousa. Sendo assim, me levantei e me dirigi até a frente da sala.

–Com licença pessoal. Tudo bem se eu limpar a ousa agora? Não quero que a professora fique brava com a gente –Disse enquanto sorria olhando a turma-

– Sim sim, Yukino. Obrigado por se preocupar –Alguns responderam em couro enquanto outros concordavam avulsamente-

Como eles concordaram, eu comecei a limpar a lousa com um apagador. Embora alguns alunos fossem idiotas comigo, no geral as pessoas eram legais comigo. Algumas eram claramente falsas e outras me odiavam, mas muitos realmente gostavam de mim. Não é como se eu desse muitos motivos para me odiarem. Mesmo assim, era raro ter amigos. Eram todos apenas colegas, com exceção da Mio, que aliás, ainda não tinha chegado.

Assim que a lousa estava limpa eu me sentei. Pouco depois Mio chegou correndo na sala, pouco antes da batida do sinal. Ela se sentou atrás de mim ofegante e resmungando “ainda bem ainda bem ainda bem...”. Resumidamente esse era o tipo de pessoa que Mio era: Estabanada, atrapalhada, mas confiável e uma ótima conselheira. Falar com ela com certeza era relaxante

–Bom dia Yuki-chan – Mio finalmente ergueu o rosto e me disse ainda ofegante. Assim que eu ouvi ri baixinho olhando para ela-

–Bom dia Mio-chan. Acordou tarde outra vez? Quer um pouco do meu chá? –Ela riu me olhando e afagou minha cabeça enquanto ria-

–Yuki sempre sendo gentil. Não obrigado, eu estou bem –Ela sorriu e eu sorri de volta-

–Mio-chan, falando em gentileza conheci...bem, na verdade eu vi, alguém nada gentil e... – Assim que eu comecei a falar fui interrompida pelo sinal e pela professora entrando na dala- Te falo mais tarde –Cochichei enquanto virava para frente-

– Bom dia alunos –A professora disse assim que chegou em sua mesa-

– Bom dia professora –Todos responderam em coro-

–Hoje temos um novo aluno para apresentar- Quando a professora terminou essa frase os cochichos automaticamente começaram. Até porque já fazia um tempo que as aulas haviam começado e era estranho alguém entrar assim- Entre, por favor – A professora disse um pouco mais alto e então a porta da sala correu, se abrindo.-

Depois que a porta se abriu algo meio estranho aconteceu... por um segundo eu não tinha certeza do que estava vendo. Era um garoto, eu via um garoto, mas ao redor dele...por onde ele passava...era estranho. Não é como se eu estivesse dentro de um mangá shoujo e tivesse visto estrelas. Simplesmente por onde ele passava as coisas, a atmosfera... mudavam. O que não faz sentido, mudanças não são visíveis. Eu me sinto uma idiota por ter sentido isso mesmo que tenha sido por menos de um minuto mas aconteceu e, sinceramente... me intrigou

–Bom dia, meu nome é Aizen Kimihiro. –Ele dizia com um sorriso fraco- Cuidem bem de mim – Com certeza ouvi algumas garotas fazendo comentários depois disso-

Sobre ele...bom, cabelos escuros, olhos claros, sorriso não muito legitimo, mas aparentemente inofensivo. Por alguns instantes nossos olhares se encontraram e eu diria que com certeza vi a expressão no rosto dele mudar mas, de repente, outra coisa me chamou a atenção. A diretora entrava na sala e me olhava com um olhar que eu já tinha visto antes...quando a minha mãe tinha morrido...

Sinceramente, não queria ter ouvido o resto.

Notas finais
Por favor continuem comentando, mesmo se já tiverem comentado no primeiro capítulo, isso me ajuda bastante. Obrigado por passarem o seu tempo lendo este capítulo ^^ Vejo vocês logo logo
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.