The cute one
4 Capítulo 4
Sábado de manhã geralmente Jirou está no grupo de estudos com Momo, Kaminari, Ashido, Hakagure e Sero. Quando acabaram os estudos, todos estavam bem cansados mentalmente, exceto, talvez, Momo, que ajudou os amigos com as matérias.
— Cara, é impressão minha ou o assunto de matemática foi o pior? – comentou Sero.
— com certeza – suspiraram todos.
— Mas chega de tristeza, por que agora, nós vamos jogar Red Dead Redempiton 2!! – Comemorou Kaminari erguendo os braços.
Jirou gemeu e deslizou na cadeira exausta.
— Eu acho que vou ficar devendo, caras, eu estou morta.
— Tem certeza? Qual é? É o jogo mais comentado dos últimos tempos – insistiu Kaminari.
O loiro achava que quanto mais amigos por perto melhor, e Jirou era uma amiga bem próxima. Porém Kyouka não estava muito interessada em ter uma competição de vídeo game, muito menos sendo uma espécie de intrusa no Bakusquad, ela gostava da companhia dos garotos, mas eles eram um grupo, assim como ela tinha o dela. E no momento? Um chá e conversa fiada com Yaomomo parecia muito tentador.
— É, tenho certeza. Desculpa, pessoal, fica para a próxima – ela dispensou-os levantando da cadeira e se espreguiçando.
Jirou começou a andar ao lado de Yaoyorozu. Ashido e Hakagure estavam conversando animadamente sobre um dorama que ambas gostavam a poucos passos de distância das duas. Quando chegaram perto do elevador, Momo pediu que Kyouka a acompanhasse até a cozinha um instante, o que a garota punk não negou à amiga.
— Eu sei que eu perguntei isso uma dúzia de vezes essa semana, mas...
— Eu estou bem, Momo – Jirou riu da amiga encostando-se no seu ombro – Sério, eu pareço estar mal? Doente ou algo assim?
— Você está dormindo cedo, comendo pouco, falando menos e ouvindo rock soft – enumerou Yaomomo nos dedos – Eu sei que tem alguma coisa acontecendo, eu não preciso saber o que é se não quiser me contar, mas se eu puder ajudar, só precisa me dizer.
— Porcaria de vida em dormitórios – suspirou Jirou esticando os braços – Não foi nada, ok? Vai passar, eu já estou até na fase da aceitação – brincou Kyouka com um sorriso arteiro.
— Aceitação de...
— Ei, orelha! – Bakugou gritou da sala comum.
— Puta merda! – Jirou pulou olhando ao redor – Droga, não tem nem para onde correr. Essa cozinha não tem rota de fuga?! E se acontecer um incêndio?!
— Kyo-chan, se acalme, o que foi? – Yaomomo segurou-a pelos ombros franzindo o cenho.
— Você não foi a única querendo ajudar – ela respondeu com uma careta aflita – Bakugou quer que eu vá jogar vídeo game com ele e os outros caras.
— Apenas diga não – sugeriu Momo
— Eu tentei – ela gemeu em choro – Não adiantou muito. Ele é uma droga nisso.
— Podia tentar dizer isso, talvez funcione.
— Não dá. É tão difícil vê-lo ajudar alguém, e ele está se esforçando tanto para ser uma pessoa legal que eu não quero desencorajá-lo.
— Você não pode salvar o mundo, Kyouka – Repreendeu Momo torcendo a boca.
— Aí está você. – Bakugou disse ao entrar na cozinha – Pikachu disse que você não vem, eu disse para escolher, não tem que ser com aqueles idiotas.
Kyouka abriu e fechou a boca várias vezes em busca de uma desculpa
— Desculpe, Bakugou, nós estávamos planejando tomar um chá – Momo interpôs – e conversar um pouco sobre... o que aconteceu.
Bakugou relaxou o rosto em compreensão, ergueu o queixo e endireitou a coluna.
— Ela sabe? – Bakugou perguntou olhando de lado para Kyouka. A garota apenas gemeu rapidamente em concordância e acenou com a cabeça – Então... Você não quer jogar?
— Eu... eu acho melhor ir com a Momo – tentou Kyouka, os fones remexendo-se involuntariamente – Pelo menos desta vez.
— Tch. Ok – Bakugou resmungou virando as costas.
De repente ele parou e caminhou em direção à geladeira, retirou um embrulho marrom e retangular, do tamanho de uma caixa de sapatos e alisou o papel do embrulho.
— Parece que eu vou ficar diabético sozinho – Katsuki disse arrogante. Isso atraiu a atenção da garota.
— Isso é o que eu estou pensando? – Jirou piscou e deu um passo à frente.
— Eu pedi para a bruxa velha mandar alguns – Kyouka esticou a mão para alcançar o embrulho – Ah, ah, ah. Eles são para competir, só come quem joga – negou ele esticando o embrulho acima de sua cabeça.
— Você odeia esses cupcakes – ela choramingou tentando alcança-los inutilmente – Não seja um idiota e me dê um.
— Não. Cabelo de merda também gosta deles, o segundo lugar do jogo ganha essa porcaria, porque o primeiro lugar serei eu.
— Seu bastardo manipulador – ela resmungou cruzando os braços. Yaomomo escondeu uma risadinha fazendo Kyouka a olhar – Momo... nós podemos adiar o chá? – ela pediu com um rubor e enrolando os dedos nos fones.
— Tch. Você vai morrer pela boca, orelha – Debochou Bakugou caminhando para fora da cozinha.
Acabou que a tarde foi bem divertida. Jirou estava um pouco desconfortável no começo, se sentindo uma intrusa. Por sorte, Kaminari a conhecia muito bem e garantiu que ela fosse incluída como uma convidada especial. Nenhum deles tinha jogado o jogo antes e aprenderam juntos.
Bakugou, como sempre, aprendeu rápido e os derrotou de forma humilhante em todas as rodadas da partida. Depois quase uma hora jogando, quando todos já estavam bem familiarizados com o jogo, Bakugou abriu o embrulho que havia trazido e proibido qualquer um de tocar. Dentro haviam 12 cupcakes, divididos em dois andares, cada um com seis cupcakes.
Eles iniciaram as partidas online e, quem ficasse em primeiro lugar ganharia dois cupcakes, o segundo lugar ganharia um. No total eles jogaram seis rodadas, cada uma durando quase 20 minutos. Bakugou ganhou o primeiro lugar nas seis e abdicou das “bombas nojentas de açúcar”, deixando assim, ao final das primeiras rodadas, outros seis cupcakes na espera.
Para a surpresa de todos, quando o grupo iniciou a sétima rodada sem Kirishima (eram quatro controles, aquele que ganhava o cupcake saia para que outra pessoa pudesse competir) Bakugou anunciou que aquele foi o último cupcake da competição.
— O quê? Por quê?! – exclamou Kaminari que havia retornado agora para o jogo.
— Os outros são da orelha – contou ele, como se isso explicasse tudo.
— Meus? O quê?
— A bruxa velha mandou – ele encolheu os ombros – Tá no papel do embrulho.
Kirishima era o mais perto do papel jogado no chão e rapidamente o pegou.
— “Seja lá qual a merda que você fez, é melhor consertar, os seis de cima são seus, os de baixo são da cabeça roxa”? – Kirishima leu.
— É, sou eu – confirmou Jirou pulando para a caixa e mordendo o primeiro cupcake que alcançou – Oh, deus, ela colocou chocolate derretido dentro – Kyouka gemeu de boca cheia – Eu amo sua mãe.
— EEEEEEI, não é justo! Por que sua mãe mandou os melhores para Jirou? – protestou Kaminari
— Pergunte da bruxa, não de mim!
— E como sua mãe conhece a Jirou em primeiro lugar? – perguntou Sero.
— A Orelha virou mendiga nas férias e minha mãe decidiu alimentá-la – resmungou Bakugou com o controle nas mãos, ele queria voltar a jogar logo. Kyouka revirou os olhos com a resposta do amigo.
— Meus pais não estavam em casa, então eu visitei algumas pessoas – ela explicou antes de dar outra mordida.
— Você não me visitou – choramingou Kaminari
— Você mora em outra cidade, Jamming Whey.
— Ponto justo.
— Vocês podem começar essa merda logo?! – gritou Bakugou fazendo os garotos assumirem os controles.
— Não é atoa que o Bakugou sabe cozinhar. Se eu soubesse que seria o último, teria comido mais devagar – suspirou Kirishima.
— O melhor de tudo? Bakugou odeia a comida de Mitsuki-san – comemorou Jirou balançando a cabeça de um lado para o outro – Mais para mim – ela cantou antes de pegar um segundo cupcake.
— Tch, você comeria qualquer porcaria que colocassem na sua frente.
— Continue sendo um idiota – provocou Jirou – Eu ainda vou roubar sua mãe.
— Ei Jirou, divide com a gente – pediu Kaminari com olhos de cachorrinho.
— Presta atenção na merda do jogo, Pikachu! – repreendeu Bakugou – Eu não vou salvar sua bunda duas vezes.
— Desculpa! – Resmungou ele – Vai Jirou, divide a comida da sogra!
Isso fez Kyouka engasgar com um pedaço do cupcake e tossir violentamente algumas vezes.
— Ei, você está legal? – perguntou Kirishima decidindo se devia largar o jogo para ajudar a amiga.
— Sim, sim, sim – ela acalmou-o engolindo com esforço, depois limpando a garganta – Não foi nada. – ela acrescentou sem olhar para os garotos, tinha certeza que seu rosto era um tomate maduro.
Kaminari começou a rir, contudo, um tapa de Bakugou na nuca o fez parar e prender o riso. De repente Kyouka não se sentiu tão à vontade no cômodo, começou a mastigar o cupcake mais lentamente e com certa culpa. Não queria que pensassem errado do gesto gentil da mãe de seu amigo.
Jirou sabia o porquê dos cupcakes extras, o recado no embrulho lhe deu uma ideia, ainda por cima, mostrou que Bakugou assumiu uma culpa que não era sua. Kyouka sorriu ao pensar que o garoto explosivo preferia passar por um idiota grosseiro que deixar saberem suas boas ações.
— Ei, garotos, tomem – ofereceu Jirou entregando um cupcake para cada um. Os três comemoraram.
— Ei! O que você está fazendo?! – protestou Bakugou irritado.
— eu não quero morrer sozinha – Ela respondeu dramaticamente com um sorriso sarcástico.
— Dê a eles depois da partida, droga! Ainda temos cinco minutos online!
Eles jogaram mais um pouco antes de Jirou sair, os garotos ainda continuaram lá por algum tempo, entretanto, ela realmente não estava mais no clima. De qualquer forma, valeu a pena ter se intrometido no Bakusquad uma vez.
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