The cute one

31 Capítulo 31


Notas iniciais
Vocês já cometeram um erro de grafia tão errado, mas tão errado, que tem pesadelos com ele de tão estúpido e gritante? srgoureihbhh Frustração batendo na porta.

A semana de provas começou e Jirou e Katsuki eram os únicos felizes na turma A. Com as provas, os dois eram liberados um pouco mais cedo. Eles estudavam com afinco nesses momentos, fazendo de tudo para aprender todos os assuntos bem rápido. Assim eles tinham a noite livre para ficarem juntos. Bem, quase todas as noites. Bakugou às vezes dormia estupidamente cedo para compensar os dias em que se privou do sono. Mas valeu a pena.

Foi uma semana de descobertas. Os dois concordaram que o quarto de Bakugou não era o melhor lugar para ficarem. A primeira das descobertas era que os dois podiam ser um pouco barulhentos em alguns momentos e Kyouka ficava muito desconfortável quando tinham pessoas por perto, mesmo que estivesse em outro cômodo. O quarto de Jirou era o mais isolado, consequentemente mais privado para os dois.

A segunda descoberta foi que definitivamente Jirou precisava tirar o uniforme antes dos dois se encontrarem. Eles realmente tentaram manter as coisas em um nível mais tranquilo, sem se exceder. E Kyouka descobriu que Katsuki podia ficar bem mais... proativo, quando ela usava o uniforme da escola. Isso também desencadeou a terceira descoberta, que os fizeram criar uma regra de que, se está coberto, deve permanecer coberto. Nada de deslizar as mãos por debaixo da roupa, ou mesmo tirá-las. Nenhum dos dois conseguia pensar direito depois disso.

Outra descoberta foram alguns pontos específicos do corpo que eles encontraram um no outro os quais os faziam enlouquecer. Eles também precisaram definir zonas proibidas, as quais nunca deveriam ser tocadas pelo bem da sanidade e dignidade dos dois.

O mais divertido de tudo isso, para Katsuki, era que ninguém realmente se importava de vê-los subindo juntos para o quarto de Jirou e ficando por lá durante quase duas horas antes de dormir. Os amigos mais próximos até mesmo bagunçavam que eles eram o casal mais sem graça de todos os tempos. Ashido reclamava que eles nem sequer se abraçavam direito. Bakugou a mandava arrumar um namorado e cuidar da vida dele ao invés de se intrometer na relação dos dois.

Sim, eles não eram um casal amoroso na frente dos outros. E eles também tinham seus momentos separados. Ambos tinham grupinhos diferentes, então eles nem mesmo almoçavam juntos a maioria das vezes. Quando estavam entre os amigos, o máximo que faziam eram sentar um ao lado do outro e, às vezes, Bakugou a envolvia com um braço ou Jirou o usava para se aquecer.

Obviamente Katsuki não era burro, ele logo percebeu que isso dava uma enorme vantagem para eles. Bakugou viu como Iida sempre cuidava para que Deku e Cara de Lua não ficassem sozinhos por muito tempo. Os dois eram um casal meloso, tímidos, mas melosos. Isso chamava muita atenção. O que não faziam os dois menos casal do que eles.

Por isso Bakugou ficou um pouco surpreso quando, na hora do almoço, enquanto se servia no refeitório principal, Tetsuna Tokage tentou flertar com ele. Era um dia especial, o diretor estava fazendo aniversário e todos foram convocados para almoçarem fora de seus dormitórios para comemorar com uma refeição mais elaborada.

Bakugou estava na fila, à frente de Kirishima e antes de Tokage, esperando com impaciência enquanto não chegava sua vez. Ele, Kirishima e Kaminari haviam chegado bem depois do restante da turma A, então acabaram se servindo depois da turma B inteira. Agora aqui estava ele, tendo que ouvir Tokage puxando assuntos desnecessários.

— Então, qual doce você gosta? – ela continuou com um sorriso divertido.

— Não.

— Hm? Isso não é exatamente uma resposta – Ela caminhou pensativa enquanto pegava uma bandeja. Eles seriam os próximos. – Não conheço um doce chamado “Não”.

— Eu não gosto de doce – Bakugou rosnou irritado.

Ele havia tentado ignorá-la e não funcionou, ele pensou que respondendo curtamente ele conseguiria se livrar dela. Não é como no dormitório ou em um treino que ele poderia ameaça-la para fazê-la calar a boca. Katsuki estava no meio do refeitório principal, onde os professores tinham todo acesso do mundo. E ele descobriu cedo que, se ele fizesse alguma coisa errada, ele seria duplamente punido, uma vez pelo sensei e outra por Jirou. E vai por mim, ele ficava mais frustrado com a segunda.

— Sério? Nenhum doce? Nem chocolate? – Ela indagou surpresa.

— Só cala a porra da boca – Ele suspirou mal-humorado enquanto começava a se servir.

— Qual é, me dê alguma coisa. Eu estou tentando flertar com você aqui – Tokage sorriu descaradamente.

Isso fez Bakugou hesitar um segundo antes de processar a informação. Ela não sabia que ele tinha namorada? Ou sabia e não ligava para isso? Ah, foda-se, problema dela.

— Saí daqui – Ele desprezou continuando a se servir.

— Hm?

— Eu não estou interessado, me deixa em paz – Ele respondeu com o cenho franzido.

Kirishima estava ouvindo tudo com uma risada presa. Normalmente Bakugou já teria explodido a garota para longe. Mas desde que ele e Jirou começaram a namorar, Kyouka mostrou a ele que às vezes o sarcasmo e o desprezo são ataques mais violentos.

Por falar em Kyouka, ela não estava alheia à situação. Com sua peculiaridade aprimorada ela conseguiu ouvir toda a conversa. E ela também estava a apenas alguns passos do local, em uma mesa com Yaomomo, Mina, Tsui e Hakagure. Jirou não deu muita atenção no começo, até porque, com a quantidade de gente no refeitório, ela ouviu um murmúrio muito alto para sequer filtrar qualquer conversa. Contudo, quando ouviu a voz de Bakugou ela deu uma pausa no seu almoço e focou no namorado.

Quando Jirou ouviu a clara intenção de Tokage, ela se irritou, levantou bruscamente, batendo as mãos na mesa e andando até eles rapidamente. As garotas não entenderam a reação repentina da amiga e a observaram se aproximando de Bakugou.

— Ei, Katsuki, você demorou – Kyouka disse, colocando suas mãos no antebraço do garoto enquanto ele segurava sua bandeja. Seus olhos inexpressivos era a única forma de manter a calma e não gritar com a outra garota por ousar sequer falar com seu namorado.

— Tch. Culpa do Cabelo de Merda – Ele indicou Kirishima com a cabeça enquanto o ruivo conversava conspirativamente com Kaminari.

— Vem almoçar comigo hoje? – Ela convidou com a voz monótona.

— Tá – Bakugou encolheu os ombros.

— Oi, Jirou, certo? – Tokage cumprimentou com um aceno rápido para não derrubar sua bandeja.

— Sim. E você é Tokage. – Jirou respondeu, enrolando o indicador no fone e tentando não agredi-la. – Então, se você não se importa, nós já estamos indo – Jirou começou, apertando o braço de Bakugou mais perto de si e o encarando – Se terminamos de comer rápido, ainda podemos ter algum tempo só para a gente.

Bakugou sorriu divertido. Ele conseguiu perceber no segundo que Jirou o convidou para almoçar que ela estava com ciúmes. E devia ser dos grandes, porque ela não estava conseguindo esconder nem um pouco de Katsuki. Ele quase agradeceu à Rabo de Lagarto por isso. Bakugou geralmente era o ciumento do relacionamento e às vezes ele pensava que Jirou não tinha medo de perdê-lo como ele tinha dela. Não é como se Bakugou estivesse sempre rodeado de garotas, para início de conversa, ainda assim, ele se sentiu um pouco aliviado.

— Oh, ahn, claro – Tokage arregalou os olhos e desviou o olhar ao perceber o que estava acontecendo – Então, ahn, eu vou indo. Tchau – Ela deu uma aceno rápido e começou a andar rapidamente para longe.

— Então, como vai o casal mais mal-humorado da UA? – Kaminari apareceu abraçando os dois e sorrindo da situação. – Como você se sente depois da primeira crise de ciúmes, Jirou – Ele continuou juntando suas bochechas com a dela.

— Cala a boca, Jamming Whey – Ela o espetou com seus fones o fazendo recuar com um gritinho agudo.

— Haaã? Não se preocupe, Togake-san, aquele ignorante não sabe de nada – Eles ouviram a voz de Monoma um pouco distante deles.

Bakugou, Jirou, Kaminari e Kirishima viraram-se para ouvir, claramente era o que Monoma queria. Porque ele estava em pé enquanto mais dois alunos da Turma B e Tokage estavam sentados. A garota lagarto estava particularmente irritada com a exibição de Monoma. Ela provavelmente acabou de explicar a situação constrangedora em que se meteu e o idiota achou que precisava fazer alguma coisa.

Katsuki estreitou os olhos e deu um passo para frente, com intenção de atacar a Máquina de Xérox. Jirou ainda estava com as mãos em seu braço e o segurou levemente, fazendo-o ponderar. Monoma não valia o esforço. Além do mais, se eles comessem rápido, ainda teriam tempo a sós, certo? Palavras de Jirou, não dele.

Monoma, observando com uma pitada de frustração que sua provocação não funcionou, decidiu mudar a tática. Se Bakugou o estava ignorando por causa de Jirou, então ele só teria que provocar a garota, assim irritaria os dois, certo?

— Jirou-san, não precisa fingir que alguém suporta esse bruto – Monoma começou com o veneno escorrendo em um sorriso debochado – Ele não merece ser poupado da humilhação da rejeição.

— Monoma, já chega – Um dos garotos da turma B pediu.

Bakugou novamente se irritou, dessa vez precisando seu um puxão mais brusco de Kyouka para não atacá-lo. Afinal, do que esse idiota estava falando? Foi Tokage que foi rejeitada, não Bakugou.

— Ora, parece que temos alguém de coleira por aqui – Monoma baixou o tom de voz para aumentar a provocação, ele estava quase conseguindo uma resposta dos dois – Jirou-san, eu não a julguei como alguém que pratica chantagem. Embora todos da classe A pareçam ter um segredinho sujo escondido.

— Cala essa boca, Máquina de Xérox! – Bakugou berrou.

— Não ouça esse idiota! – Jirou sibilou puxando-o com força – Você realmente quer perder seu tempo com alguém tão inútil?

— Cara, ele não vale a pena – Concordou Kirishima.

— Vamos, temos mais o que fazer – Jirou o puxou novamente.

— Ele está ofendendo você, porra. Ninguém ofende minha namorada na minha frente – Ele rosnou largando a bandeja na primeira mesa que viu.

— Bakugou, não faça nada estúpido – Ela o repreendeu irritada.

— Namorada? – Monoma tratou com indiferença, admirando suas unhas – Decidiram isso agora? Nunca estão juntos, nunca se tocam, nem sequer usam o primeiro nome – Ele continuou com uma risada debochada – Qual dos dois está fingindo isso por pena?

— Oh, só cale a boca – Jirou bufou com os fones inquietos, ela também já estava perdendo a paciência. Cadê a Kendo quando se precisa dela?

— Não é minha namorada, ahn? – Bakugou debochou com um olhar altivo – Então só observe.

Com um puxão brusco, Katsuki puxou Kyouka pelo queixo para um beijo. Jirou arregalou os olhos surpresa por alguns segundos. Todo o seu sangue subiu para suas bochechas ao perceber o que estava acontecendo BEM NO MEIO DO REFEITÓRIO PRINCIPAL. Quando Bakugou a soltou, ele recuperou sua bandeja e a olhou novamente.

— Vamos – ele chamou começando a andar. Deixando Monoma continuar uma provocação que ele ignorou.

— Não precisava fazer isso aqui – Ela balbuciou com a cabeça baixa e encolhida com a vergonha. – Aqui é parte da escola, Aizawa-sensei...

— Não está aqui. – Bakugou cortou – Eu pego a punição do Saco de Dormir Ambulante, pegue sua comida, eu vou esperar com o Cabelo de Merda. Não é difícil achar a cabeça dele.

Notas finais
desculpa, eu realmente queria exibir esses dois em algum lugar público.