The cute one
30 Capítulo 30
Notas iniciais
Bakugou estava sentado no sofá do salão comum. Boa parte da turma A estava ali, eles tiveram uma pequena regalia de tempo hoje. Present Mic teve um resfriado e, graças a sua peculiaridade, ele precisou ser isolado de todos, ou ele poderia estourar seus tímpanos com um espirro. Não havia professor disponível e Aizawa não estava interessado em ocupar seu tempo de descanso para cobrir Yamada. Então eles ganharam duas horas do dia com apenas um exercício do livro para fazer.
Como ele ajudou o Bakusquad a entender a porcaria do exercício, todos o arrastaram para o salão comum para jogar cartas e relaxar um pouco. Bakugou não se importou com isso até Jirou descer com Yaomomo e se juntar a eles no salão comum. Agora Bakugou estava pensando que foi uma péssima ideia ter topado ficar com esses idiotas, ele poderia estar com Jirou agora.
Katsuki a observou sentar no sofá com os joelhos dobrados e o fone plugado no celular. Música era a forma dela de relaxar, e Bakugou tinha certeza que ela só desceu porque as outras garotas insistiram, assim como ele.
Em algum lugar no bolso de Katsuki, seu celular vibrou. Ele piscou um pouco surpreso com isso antes de pegar o aparelho e perceber que era uma mensagem. De Jirou, dizendo “Você está encarando”. Bakugou sorriu arrogante. Ele realmente estava encarando, e ainda assim ele não percebeu que ela estava digitando, Kyouka nem sequer moveu um músculo do rosto enquanto isso.
Outra vibração, outra mensagem. “Pare. É embaraçoso”. Katsuki bufou uma risada antes de responder “Foda-se. Eu não posso” Não demorou para receber a resposta “Por quê?”. Bakugou pensou um pouco. Eles estavam juntos a um par de meses agora, apesar de eles terem dado alguns passos para frente, Katsuki ainda não queria pressionar a garota, então ele realmente não queria assustá-la com algo indecoroso (mesmo que fosse verdade) “Porque você tá gata”.
Bakugou enviou e sorriu satisfeito ao ver o rosto de Jirou corando violentamente enquanto ela escondia o celular com as mãos e se encolhia ainda mais, olhando para os lados para garantir que ninguém mais veria a mensagem. Katsuki mandou uma nova mensagem “Deixe esses idiotas aqui. Vamos para o meu quarto”.
Jirou puxou o celular discretamente, ainda corando com receio do que as novas mensagens teriam. Ela leu e olhou Bakugou discretamente antes de responder “Vai primeiro, eu vou depois”. Ela ficava muito constrangida quando as garotas a viam saindo com Bakugou e sorriam maliciosamente, mesmo eles nunca tendo feito nada em público além de um abraço.
Bakugou simplesmente levantou e foi embora. O Bakusquad observou-o indo embora sem entender o motivo. Entretanto, esse era Bakugou, ele não precisava de motivos sólidos para fazer o que quisesse. Então eles aceitaram. Pouco depois, quando Momo estava bem entretida com Todoroki, Ashido estava muito interessada nas cartas e todos pareciam ocupados, ela discretamente saiu de cena e subiu as escadas até o primeiro andar, de lá pegou o elevador para o quarto de Bakugou.
— Você demorou – Ele reclamou puxando-a para dentro.
— Eu posso voltar outra hora, se preferir – Ela debochou revirando os olhos.
Bakugou não se deu ao trabalho de retrucar. Ele sabia que Jirou poderia levar uma conversa sarcástica por horas se tivesse alguém para fazê-lo. Por isso Katsuki tratou de beijá-la com firmeza antes que a garota resolvesse discutir.
Kyouka não deixou por menos, deslizando as mãos pelo namorado e o puxando para si. Depois desses poucos meses de namoro, Jirou aprendeu a torturar Bakugou com algumas carícias específicas, como arranhar seu couro cabeludo e a base da nuca. Sempre tinha uma resposta brusca dele com isso. Desta vez não foi diferente. Bakugou a empurrou contra a porta, pressionando-a com vontade. Porém, suas mãos ficaram espalmadas contra a madeira, a uma bela distância de Jirou.
Não era que ele não a quisesse tocar. Pelo contrário, ele queria até demais. Por isso ele aprendeu que devia manter as mãos afastadas em algumas ocasiões, ou poderia passar dos limites outra vez. Eles continuaram assim por algum tempo até Jirou quebrar o beijo para respirar.
— Você sabe que pode tocar, certo? – Ela debochou apoiando as mãos nos braços esticados de Bakugou.
— E você sabe que não é uma boa ideia, Orelha – Ele retrucou roçando a boca entreaberta no maxilar da garota.
— Bem, talvez não seja tão ruim assim – Kyouka pegou as mãos dele as colocou em sua cintura.
— Kyouka... – Ele alertou apertando a pele da garota e empurrando um pouco o corpo contra ela.
Jirou o beijou com fome. Ele raramente falava seu nome, e isso acendia todas as luzes em seu cérebro quando ele fazia. Bakugou começou a deslizar suas mãos pelo corpo dela e de repente as espalmou na madeira novamente. Kyouka riu ao perceber o que aconteceu. Ela precisou quebrar o beijo com a risada.
— Desculpa – Ela pediu ainda segurando o riso – Mas sério, não precisa se segurar tanto.
Ela não ia admitir, mas isso era um pedido. Ela ficava muito frustrada quando ele a beijava e parava repentinamente. Ou pior, quando ele simplesmente saia do quarto sem nem sequer explicar o porquê. Claro, Jirou não demorou a perceber que ele saia por respeito a ela, para não fazer mais do que ela queria. Mas porra! Ela queria que ele continuasse.
— Tem certeza? – Ele perguntou com dúvida, a sobrancelha erguida em desconfiança.
— Claro que eu tenho – Kyouka confirmou com a voz rouca, puxando-o lentamente para mais um beijo.
Bakugou hesitantemente a segurou contra a porta. Deslizando as mãos pela cintura da garota, uma região bem conhecida por ele. À medida que o beijo ia aprofundando, Bakugou começou a ampliar a zona de seu toque, afinal, ela tinha dito que tudo bem, certo? Ele desceu um pouco mais as mãos e Jirou não fez nenhuma objeção. O que deu mais confiança a Bakugou.
Eles estavam com a respiração pesada, Bakugou sentiu seu cérebro flutuar pela falta de oxigênio. Ainda assim ele não queria parar. Jirou precisou respirar um pouco, por isso Katsuki deixou sua boca livre por alguns segundos, vagando pelo pescoço e a base da orelha. Quando ele retomou seus lábios, Bakugou também desceu suas mãos para os quadris de Jirou, fazendo a garota quebrar o beijo e enrijecer o corpo com surpresa.
— Porra, eu disse que não era uma boa ideia – Ele soltou-a dando um passo para trás.
— Não, não, está tudo bem – Ela se apressou em dizer, puxando-o de volta – Eu só... não esperava. Você pode... continuar – Ela corou e desviou o olhar.
— Tem certeza? – Ele estreitou os olhos.
— Sim, sim. Só... eu posso ficar um pouco surpresa – Jirou avisou em um murmúrio enquanto seus fones se uniam – Mas não se preocupe. Eu digo quando for para parar. – Ela o olhou com o canto dos olhos, um pouco envergonhada.
Ela não podia negar que era um pouco assustador. Não quer dizer que não fosse bom. Jirou era tímida, sim, é verdade, mas ela ainda é uma adolescente, droga! E vocês já viram o namorado dela? Ele pode virar a cabeça de qualquer um!
Bakugou bufou uma risada e esfregou o nariz bruscamente no maxilar de Jirou. Depois ele ergueu o rosto dela com uma mão e a beijou com vontade, de novo e de novo, até que eles retomaram o ritmo que tinham quebrado. Katsuki deslizou novamente as mãos para os quadris da garota, desta vez sem nenhuma surpresa ou objeção, e ele começou a mover os seus contra o corpo dela enquanto aprofundava o beijou.
Kyouka gemeu satisfeita e mordiscou o lábio de Bakugou, fazendo o garoto grunhir. Katsuki apertou os quadris de Jirou com força, empurrando os seus contra ela com tanta vontade que empurrou a garota para cima, deixando-a quase na ponta dos pés. Não que ela precisasse de apoio, Bakugou a tinha tão apertada contra a porta que Jirou estava segura entre ele e a madeira.
Não foi preciso muito tempo para que Bakugou descesse as mãos até a coxa da garota e a erguesse com um solavanco, encaixando-se entre as pernas de Kyouka. Jirou novamente ficou surpresa, não pelo movimento, ela realmente já esperava por isso, a surpresa foi sentir uma proeminência entre as pernas de Bakugou.
Ela até quebrou o beijo como da primeira vez. Porém Bakugou retomou rapidamente, empurrando cada vez mais rápido contra suas pernas. Jirou até pensou em manda-lo parar, mas o atrito estava tão bom... Argh, ela se culpou mentalmente por ser tão fraca e ceder a esses impulsos. Talvez mais alguns minutos não vá fazer mal, não é mesmo?
Mal Jirou se acostumou com a ideia e Bakugou a carregou para a cama. Kyouka entrou em pânico por alguns segundos antes de Bakugou sentar-se com ela em seu colo e continuar a apertá-la e beijar seu pescoço. Bem, de tudo, pelo menos ela teria a opção de simplesmente sair, certo? Não é como se ele a tivesse prendido contra a cama. Ela podia parar a qualquer momento. A QUALQUER. MOMENTO. Não precisava ser agora.
Kyouka começou a mover os quadris quando percebeu que Bakugou não estava fazendo isso. As mãos do garoto estavam deslizando por sua costa e em algum momento alcançou a barra de sua blusa e decidiu se esgueirar por baixo dela, vagando pelo seu abdômen. O cérebro de Jirou ainda tentou alarmá-la de alguma forma. Mas honestamente? Ela não estava nem aí. Bem, não estava até o momento em que ela ouviu o som do elevador deixando alguém no andar.
Ela congelou com medo, em um milésimo de segundo ela pensou em todas as possíveis complicações de ser pega na situação atual, tentou lembrar se a porta estava trancada ou não, se seja lá quem for estava vindo para acusa-los. Há quanto tempo eles estavam ali?
Bakugou estava alheio a tudo isso. Ele não ouviu absolutamente nada, provavelmente não ouviria uma explosão nem que acontecesse do seu lado, estava muito entretido por ali. Jirou suspirou aliviada ao ouvir os passos de Kirishima atravessando o corredor e caminhando para longe da porta de Bakugou. Isso ao menos serviu para lembra-la do bom senso.
— Bakugou – Ela chamou empurrando-o pelos ombros. O garoto apenas a apertou com mais força – Bakugou, para – Jirou deu dois tapinhas no ombro dele.
— Por quê? – Ele gemeu em frustração, imaginado o que teria feito para fazê-la recuar.
— Kirishima acabou de subir – Kyouka informou remexendo-se desconfortavelmente.
O movimento só frustrou Bakugou ainda mais, o garoto beijou o pescoço dela e gemeu um pouco quando empurrou os quadris contra ela novamente.
— Bakugou, sério. Kiri está no quarto dele – Ela o repreendeu, porém não o afastou, ela também não estava muito feliz em parar.
— E daí? Ele fica lá e nós aqui.
Ela gemeu com os olhos fechados quando Katsuki novamente deslizou as mãos pelo seu corpo.
– Por favor, para. Ele pode ouvir a gente – Ela grunhiu a contra gosto.
— Ele não é você, orelha, ele não vai ouvir nada – Bakugou argumentou com a voz rouca ao pé do ouvido dela.
Porra, ele era mais persuasivo do que Jirou gostaria. Quando a garota percebeu, era ela quem estava subindo a camisa de Katsuki.
— Humf. Pare – Ela rosnou puxando os cabelos dele – Eu tenho a impressão de que vamos acabar fazendo alguma coisa que não devíamos se continuar por mais tempo.
Bakugou grunhiu frustrado e desabou sua cabeça no pescoço de Jirou.
— Mais cinco minutos, orelha – Ele pediu, a voz ressoando na pele de Kyouka.
— É sério, Katsuki – Ela alertou usando o primeiro nome. O que significava problemas ou uma boa recompensa. Pelo tom, Bakugou sabia que eram problemas.
— Você é a única que ainda está em cima de mim – Ele lembrou-a sem mover um músculo.
Jirou revirou os olhos e afastou-se do garoto rapidamente. Ela tinha a impressão de que não conseguiria fazê-lo se fosse mais devagar. Bakugou apenas jogou-se na cama com uma expressão irritada e os braços estirados sobre a cabeça.
— Te vejo no jantar – Ela despediu-se com um sorriso.
Agora Bakugou sabia como ela se sentia quando ele simplesmente sumia sem motivos. E se essa era a sensação que ele sentia quando fazia isso, Jirou não se irritaria mais com ele por fazê-lo.
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