The cute one

29 Capítulo 29


Notas iniciais
Misericordia, ficou curto. Mas tudo bem, e de agora em diante as coisas vão dar uma esquentada ºxº esse ainda é tranquilo, mas os próximos capítulos vão justificar o motivo dessa fanfic ser +16

Bakugou estava inquieto. Essa porra de semana estava tensa demais. Os estágios estavam cada vez mais pesados e ele precisou tirar um tempo extra para ajudar aquele imbecil do Cabelo de Merda. Esse idiota estava cada dia mais burro, como ele não conseguia entender aquela merda de história?!

Enfim, fazia quase duas semanas que ele nem sequer falava com Jirou. Ambos passavam o dia inteiro ocupados ou com muita gente ao redor para poder realmente aproveitar o tempo juntos. Eles estavam com muito dever de casa e a garota também estava estudando muito com Yaoyorozu.

Esse era o primeiro dia da semana que ele realmente conseguia respirar um pouco e descansar em sua cama. Bakugou tinha acabo de fazer a última das 14 páginas do trabalho de geografia e esticou suas costas para se espreguiçar.

Ele olhou no relógio, perto das nove da noite. Não havia nada para fazer agora, e ele não estava com tanto sono assim. Orelha não era do tipo que dormia cedo. Talvez ele pudesse aparecer por lá, para tocar um pouco de bateria, ou chama-la para jogar vídeo... Ah foda-se, quem ele estava tentando enganar, ele queria prendê-la contra parede e beijá-la até desmaiar.

Com isso, Katsuki ergueu-se com pressa, desceu as escadas porque não conseguiu esperar o elevador e praticamente correu até o quarto de Jirou. Não havia ninguém na sala comum, provavelmente todos fazendo seus trabalhos, Bakugou bateu uma única vez na porta de Jirou e entrou com pressa.

Kyouka estava sentada cadeira na escrivaninha, vários papéis espalhados na mesa e uma caneta na mão.

— Ei, O que... – Jirou nem conseguiu completar seu cumprimento.

Bakugou segurou suas bochechas com uma mão e a beijou com força, deixando Kyouka com os olhos arregalados.

— Bafugou, eu fenho, fafalho fara... – Jirou tentou explicar, porém Bakugou não deu espaço para que a língua de Kyouka articulasse qualquer palavra.

Katsuki a moveu um pouco deixando-a com as costas na escrivaninha, curvando-se sobre ela para encaixar melhor o beijo. Jirou passou os braços pelo pescoço dele, ela também sentia sua falta e não é como se ela não pudesse terminar o trabalho depois, certo? Afinal, já estava quase terminado.

Jirou nem sequer sabia quanto tempo eles estavam assim quando começou a sentir a falta de ar cobrar seu preço. Ela tentou se afastar um pouco para respirar, contudo Bakugou a tinha em uma posição muito apertada para que ela conseguisse fazer qualquer movimento sem a permissão do garoto. Ela soltou um gemido de aviso e o empurrou levemente nos ombros, não funcionou muito bem.

— Bakugou – Ela chamou conseguindo um segundo com o rosto afastado antes dele retomar seus lábios – Eu... eu... prefiso resfirar – Ela tentou.

Katsuki não pareceu dar ouvidos. Jirou então fechou os dentes na língua do garoto em uma mordida dolorida que o fez recuar com um grunhido.

— Desculpa – Kyouka ofegou apoiando-se na escrivaninha – Eu precisava respirar – Ela explicou o encarando com os olhos bem abertos.

Katsuki corou, ele percebeu que novamente exagerou e Kyouka precisou mordê-lo para fazê-lo parar. Porra, ele não tenho nenhum caralho de autocontrole nessa merda?!

— Ok, terminei – Ela disparou puxando-o de volta e o beijando com força.

— Porra – Ele bufou com uma risada. Ele não esperava isso dela.

Ele não estava reclamando, só não era esperado. Isso não quer dizer que Bakugou não vá aproveitar o momento e encontrar uma posição mais anatomicamente confortável. Katsuki a puxou para fora da cadeira e a colocou em seu corpo, circulando sua cintura com os braços.

Com o tempo Bakugou também ficou com a respiração pesada e começou a empurrar Jirou para trás inconscientemente. Eles só pararam quando as costas de Jirou bateram na escrivaninha e ela espalhou seu trabalho de geografia pelo chão.

— Droga – Ela xingou juntando tudo apressadamente. – Argh, me desculpa, eu realmente tenho que terminar isso ainda – Ela mordeu o lábio em frustração.

— Tch. Se eu estivesse ajudando já estaria pronto – Ele resmungou como uma oferta para ajuda-la.

— Talvez – Jirou brincou com um sorriso – Ou eu poderia nem sequer ter começado com você aqui. Acho que nunca vamos saber.

— Quanto falta? – Ele aproximou-se dela, próximo demais.

— Muito, se você continuar aqui – Ela o empurrou tentando esconder o rosto corado – Saia.

— Porra nenhuma – Ele reclamou fazendo beicinho – Qual foi a última vez que você ao menos falou comigo, Orelha? – Ele argumentou puxando-a para perto.

— Você esqueceu o que Aizawa-sensei disse se nossas notas caírem? – Jirou resmungou cruzando os braços.

— Tch. Qual o ponto de manter uma permissão para namorar se nós não conseguimos namorar? – Katsuki rosnou frustrado.

— Oh, não seja dramático – Ela bufou beijando o levemente.

Quando Kyouka quebrou o beijo, Katsuki retomou-o segurando-a. Jirou riu um pouco, deixando Bakugou continuar a beijá-la por algum tempo.

— Ok, chega! – Ela ordenou com os olhos fechados, isso era mais para ela do que para Bakugou realmente.

— Tá! – Ele bufou frustrado, soltando-a a contra gosto.

Com um último suspiro resignado Katsuki sorriu e deixou-a sozinha para continuar seu trabalho. Jirou quase se arrependeu de tê-lo mandado embora. Agora esse trabalho parecia incrivelmente entediante comparada com a atividade de antes. Mas ela precisava de FOCO. Quanto antes ela terminasse essa porcaria, mais cedo ela poderia estudar. Ela não era um gênio como Momo ou Bakugou, ela precisou se esforçar e muito para manter a 5ª posição. Sim, ela subiu duas posições, Kyouka realmente não queria a punição que Aizawa prometera, além do mais, Jirou realmente sentia que Bakugou merecia o melhor, ela quis se esforçar ao máximo para ser alguém que merecia Katsuki.

Ele realmente escolheu namorá-la. Ela! De todas as garotas, ele a escolheu! Jirou reclinou-se na cadeira com um sorriso bobo. Às vezes ela não acreditava que realmente teve a sorte de gostar de Bakugou e ele também gostar dela. Justo quando ela pensou que seria estupidez alimentar esse sentimento. Ela sorriu para si, e pensar que eles poderiam estar juntos há mais tempo, que burrice!

Bom, pelo menos agora estava tudo bem. Ela precisava voltar o foco para esse trabalho, porque Kyouka também merecia o melhor, e estava na hora de acreditar em si mesma.