The cute one

1 Capítulo 1


Notas iniciais
Oh, antes de mais nada. Bakugou vai ser um filho da puta algumas vezes. Jirou também não vai ser um doce de pessoa. Os dois são muito novos e idiotas ainda. Eles vão amadurecer ao decorrer da fanfic.

Midoriya estava caminhando com sua mãe pelo supermercado. Desde que começaram as férias de inverno – uma semana atrás — e a UA os deixou passar essas duas semanas em casa, ele não tem saído do lado de Inko. Tudo que o jovem herói pode fazer com a mãe, ele faz, inclusive supermercado.

Ele estava na sessão de congelados quando ouviu a voz de Bakugou. Eles moravam próximos, então não foi nenhuma surpresa saber que ele estava ali. A surpresa foi com quem ele estava gritando.

— Porra, não, nós vamos levar açúcar mascavo!

— Eu não quero saber o que você quer, sua mãe mandou levar açúcar normal, então nós vamos levar açúcar normal – foi a resposta monótona de Jirou.

— Kachan? Jirou-chan? Tudo bem? – Midoriya cumprimentou surpreso e confuso.

— Não, essa coisa pequena quer me fazer vomitar de tanto doce! – Bakugou respondeu mal-humorado.

— Oi, Midoriya, tudo bem? Essa é sua mãe? – perguntou Jirou ao ver a Inko entrando no corredor – Prazer, Midoriya-san, eu sou Jirou Kyouka, estudo com seu filho – cumprimentou ela com um sorriso.

— Não confia nessa bochechuda cínica, tia – Bakugou resmungou com certo respeito à mãe de Izuku.

— Por quê? Ela parece ser uma boa pessoa – Inko argumentou docemente.

— Não ligue pra ele, Midoriya-san, — Menosprezou Jirou, então sussurrou para Inko – Ele pode chorar como um bebê às vezes.

— O que você está sussurrando aí, orelha?!

— o que vocês estão fazendo aqui? – perguntou Midoriya meio nervoso com o temperamento de Bakugou

— A bruxa velha pediu pra comprar açúcar.

— Ela faz um cupcake tão gostoso que eu poderia matar por ele – Kyouka suspirou lambendo os lábios. – E Bakugou quer estraga-los colocando açúcar mascavo – ela deu um olhar assassino para o Katsuki.

Midoriya se encolheu e deu um passo para trás, ele sabia que Bakugou era agressivo, porém, os fones de Jirou eram algo a se temer, e eles estavam erguidos e apontados para Katsuki.

— Porra, se quiser morrer de diabetes, é problema seu – ele resmungou enfiando as mãos no bolso. – Agora vamos, a bruxa velha está esperando.

Nisso Katsuki arrastou Jirou sem ao menos deixar a garota se despedir com algo melhor que um aceno e um “tchau” distante.

Midoriya não pensou muito nesse assunto. Ficou feliz de Katsuki ter mais um amigo além dele e Kirishima, embora ele saiba que Kaminari e Sero façam parte do Bakusquad, ele ficaria surpreso se qualquer um deles aparecesse na casa de Bakugou.

Ele ignorou o que aconteceu até que ele acordou no fim de semana antes de voltar à UA e sua mãe disse que encontrou Mitsuki no caminho de volta para casa, convidando-a para vir almoçar, incluindo Bakugou, com eles. Não era incomum, as duas mulheres eram muito próximas – não é atoa que Deku e Katsuki cresceram juntos – pois sempre precisaram cuidar dos filhos sozinhas. Mesmo que o pai de Bakugou fosse mais presente, ele ainda almoçava no trabalho, por isso o convite se estendeu apenas à mulher e seu filho.

Três horas depois, Midoriya estava ajudando sua mãe a por a mesa quando percebeu que havia um prato a mais.

— Mãe, somos apenas quatro – lembrou Midoriya.

— Não, querido, Mitsuki me enviou uma mensagem dizendo que esqueceu um amigo de Bakugou que iria para lá hoje, eu disse que mais um não seria problema, então estão vindo os três.

Não demorou muito para a campainha tocar e Deku oferecer-se para receber os convidados. Para sua surpresa, o amigo que ele julgou ser Kirishima, na verdade era Kyouka.

— Eai, garoto, cadê sua mãe? – cumprimentou Mitsuki esfregando a cabeça de Midoriya bruscamente

— Na cozinha – informou Midoriya com a voz esganiçada – Bom vê-la de novo, Mitsuki-san.

Bakugou não expressou nada além de um gemido ligeiramente cordial e entrou, deixando Kyouka um pouco envergonhada para entrar por último.

— Desculpe vir assim, Midoriya – Ela começou segurando a ponta de seus fones – Eles só me disseram que viriam para cá quando eu cheguei.

— Tudo bem, Jirou-san! Você é muito bem-vinda – Midoriya sorriu cordialmente – Eu só fiquei um pouco surpreso, não sabia que vocês eram tão próximos.

— Não somos – ela negou com um sorriso sem jeito — Meus pais saíram em turnê no começo da semana com a banda para quem eles compõem, eles pensavam que eu ia estar nos dormitórios durante as férias, então acompanharam o show. – Kyouka explicou

— Ela virou uma parasita – acusou Bakugou surgindo ao lado deles e assustando Midoriya – E a bruxa velha resolveu alimentá-la.

— você é um parasita na minha casa desde que nasceu – Mitsuki gritou da cozinha – A garota ao menos tem senso de humor!

— Você está na casa dos Bakugou, Jirou-chan? – perguntou Midoriya rindo da reação explosiva de Bakugou à defesa de sua mãe

— Não, eu continuo tendo minha casa, e uma tia minha fica lá também, mas quando os meus pais saíram eu não tinha motivos para ficar lá, então passo a maior parte do tempo na casa da Yaomomo ou da Ashido. Essa é a segunda vez que visito Bakugou. Kirishima deveria vir também, mas alguma coisa aconteceu e ele desmarcou.

Eles comeram tranquilamente, ou o mais tranquilo que uma mesa com dois Bakugou pode ser, e depois conversaram por um bom tempo. Quando já passava das seis da tarde, Kyouka já havia visto dezenas de fotos de Midoriya e Bakugou bebês, ouvido histórias vergonhosas dos dois e rido até a barriga doer.

— Então, nós tivemos que levantar às 3 da manhã para trocar os bonecos dos dois ou nenhuma de nós duas iria dormir – concluiu Mitsuki rindo.

Kyouka estava chorando de rir, ela tinha se contido no começo, por medo e respeito ao Bakugou, contudo, no primeiro momento em que percebeu que Mitsuki não deixaria o garoto explodi-la em mil pedacinhos, Jirou deixou o riso sair descaradamente.

— Ok, já chega dessas suas histórias de velho! – resmungou Bakugou remexendo-se no sofá.

— O que foi, baby boy, você quer seu ursinho? – provocou Jirou enxugando uma lágrima.

Bakugou pretendia levantar e ataca Kyouka, porém Mitsuki riu e apertou a garota, bagunçando os cabelos roxos em uma estranha demonstração de afeto.

Midoriya também estava envergonhado, ele esperava com todas as suas forças que Jirou não comentasse com ninguém sobre todas essas histórias, foi por isso que, antes de todos irem embora, ele chamou Kyouka à parte.

— Desculpe por tudo isso – ele começou nervosamente – Mitsuki-san é a melhor amiga da minha mãe, às vezes elas exageram nas histórias.

— Não se preocupe, All might Jr. – brincou Kyouka com o apelido infantil que fez Midoriya corar – Eu não vou contar nada para ninguém.

— Obrigado – ele suspirou e baixou a cabeça quase chorando de alívio. – Kachan mataria a nós dois se alguém soubesse disso

— Oh, relaxe, Bakugou é durão, mas você pode lidar com ele – ela consolou-o com uma resposta espirituosa – Vou te contar um segredo – ela sorriu travessa e olhou ao redor antes de baixar a voz – Antes dos meus pais viajarem, Bakugou nos visitou para tocar um pouco. Ele foi... bem, você sabe, Bakugou, — ela encolheu os ombros – e também tem a história do festival esportivo etc, meu pai não vai muito com a cara dele e faz questão de mostrar, Bakugou é totalmente ok com a minha mãe, mas ele mal respira quando meu velho está na sala.

Midoriya ficou surpreso. Ele sabia, por algumas fotos no instagram da Uraraka, como eram os pais de Jirou, e não podia imaginar Katsuki tendo qualquer mudança de comportamento perto do músico.

— Eu sei, certo? – Kyouka respirou uma risada – Eu...

— Ei, orelha! – Bakugou gritou da porta – Eu quero terminar minhas séries e a bruxa velha só vai me levar de volta depois de te deixar! Então vem logo!

Ela se despediu rapidamente de Ikuzu e Inko antes de correr para o carro e afivelar bem o cinto de segurança. Ela sabia que ele salvaria sua vida com Mitsuki dirigindo.