The cold lands

1 Você é minha família


Notas iniciais
PARE E LEIA A NOTA
Espero que gostem :D
Apenas vou citar umas coisas importantes:
A fanfic vai ser contada pelas 4 personagens( este primeiro é de Leigh)
Darei Spoiler ( sou uma pessoa ótima)
Alguns personagens de Riordan irão aparecer, mas a maioria dos personagens me pertencem.
Prometo não matar como o Riordan....
AGORA PODE LER

Doía, doía mais do que qualquer ferimento de espada, doía mais do que ser esmagada por um gigante, doía mais do que qualquer veneno de górgona, aquelas palavras frias ainda estavam frescas em minha mente: VOCÊ NÃO É NADA, GAROTA. PARA DE ACHAR QUE SIGNIFICA ALGUMA COISA, PELO AMOR DE DEUS.

Foi há muito tempo, mas descobri que não é verdade o que dizem a respeito do passado, essa história de que podemos enterrá-lo. Porque, de um jeito ou de outro, ele sempre consegue escapar.

Fazia dezessete anos que eu não via meu pai(fui abandonada aos 4), não sabia se estava vivo ou morto, se tinha construído uma nova família, apenas sabia que estava sozinha. Música Clássica soava pelo chalé de Afrodite, que agora era calmo, porque ás 6:30 A.M, você escuta barulho de secador, gritaria por causa de sapatos, joias caindo no chão... É o caos.

Ouvi o barulho de alguém batendo na porta, pulei do beliche e a abri, e lá estava ele, com seu cabelo bagunçado, seu sorriso torto e sexy. Soltei um maldito suspiro indesejado.

— O que houve? Estava chorando... Por quê?- ele perguntou, sua voz tinha um perceptível tom de preocupação.

-Por que... Os fantasmas do meu passado estão me atormentando, eu só... O que quer aqui, Josh? – eu disse o puxando para dentro do chalé e fechando a porta.

— Lhe trouxe almoço, vim te ver, seus irmãos falaram que você estava mal e Pipes, me mandou vir te trazer comida. Eu ia trazer apenas uns docinhos e ela brigou comigo dizendo: “Leve para ela CO-MI-DA, nada de doces, dê estes doces para ela depois que ela comer”. — ele disse tentando imitar a voz de Piper, oque soou estranho -Agora me diz, eu imito ou não imito bem a Pipes?

-Parecia mais uma doninha com dor de barriga- eu disse em meio a gargalhadas. –Não tente me fazer rir, por favor.

-Pare de viver do passado, você é museu? Não! –ele tinha um tom autoritário, mas era calmo. –Leigh eu te amo e é isso que importa você tem a mim, seus amigos e irmãos, você TEM uma família, pare de se lamentar por pessoas que não lhe deram valor. Você é minha família, eu sou sua família, nós campistas somos parte da maior família que já existiu neste mundo. Somos antigos, somos meio deuses e meio humanos, SOMOS INTEIRO HEROIS!

Dei risada da pose que ele fez, e suspirei.

-Eu só queria esquecer tudo o que aconteceu no meu passado, eu só tinha quatro anos e meu pai me abandonou, eu só quero esquecer... – comecei a chorar e ele me abraçou forte. Seus braços eram quentes e protetores, eu me sentia segura.

-Eu vou te beijar. Até você esquecer seu nome, esquecer tudo. – ele cumpriu com a palavra, tocou meu rosto e o puxou para si, seu beijo era intenso e carinhoso, era como se não houvesse um amanhã. Separamo-nos em busca de ar, ele pegou o pote com comida e me entregou. – Sabe quem está no acampamento?

— Não quem? –falei colocando uma garfada de macarrão ao molho branco na boca.

-Amy e Briana, as vi trabalhando nos campos de morangos, vieram sete meio sangues romanos para cá. – ele sorriu e eu quase me engasguei... Deuses esse filho de Apolo ainda me mata um dia.

— Isso é incrível, como você faz isso? –eu disse, sorri e coloquei outra garfada na boca.

-O que? –ele perguntou.

-Para ter esse sorriso lindo.

— Simples eu sorrio pensando em você. –ele olhou para o lado de fora e suspirou-tenho que ir, equitação com Pégaso, te vejo a noite na fogueira?

-Talvez até antes, vou sair para caminhar e pensar um pouco... Eu amo você- eu disse, dei eu beijo nele e caminhamos até a porta.

-Pense bem, até mais tarde então, eu amo você mais do que você imagina. – ele abriu a porta e me deixou sozinha.

(...)

Passei o resto do dia andando pelo acampamento. Subi a colina meio sangue, mas não sai da barreira. Olhei para baixo, havia muitas crianças ali. Eu fiquei as observando, elas saltavam e apostavam corrida. E pensei que todas aquelas crianças um dia iam crescer (se não morressem em batalha ou fora do acampamento, rude eu sei, mas infelizmente essa é a vida de um meio sangue), iriam estudar em Nova Roma, iriam casar e ter filhos e isso os tornaria pessoas felizes, mas não completamente, porque ninguém é feliz por completo.