The cold lands

6 Surpresa - Jenna


Estávamos em Sacramento, Argos nos deixara em Ohio, nenhum monstro havia nos atacado, por enquanto e isso era estranho. Passamos a noite em Sandusky, em um hotel simples. Alugamos um New beetle preto e a caixa de mantimentos estava em uma carreta para transporte de Jet ski, Leigh estava dirigindo e Briana estava no banco do carona trocando as estações de rádio.

–Meus deuses! Briana deixe em uma rádio merda, pare de mudar! –gritou Amy do meu lado -Se você não parar de mudar eu vou espancar você.

– Estou procurando uma rádio que contenha músicas boas. –respondeu Briana rindo.

–Calmez chère Amy –disse Leigh — la violence ne résout rien.

–Leigh! Eu não falo francês. – respondeu Amy ríspida –fale em nossa língua, por favor.

– Eu disse para que se acalma-se, violência não resolve nada – respondeu Leigh sorrindo, Briana trocou de rádio e ela e Leigh se entreolharam e começaram a cantar:

Boy you can say anything you wanna

I don't give a shh, no one else can have ya

I want you back

I want you back

Wa-want you, want you back

I broke it off thinking you'd be cryin'

Now I feel like shh looking at you flyin'

I want you back

I want you back

Wa-want you, want you back

Elas cantavam e faziam os gestos, eu ria e Amy as olhava, queria saber o que ela estava pensando, mas a cara dela já dizia tudo: Meus deuses, por quê? Elas são loucas?

Quando enfim a música acabou Amy pareceu rezar, então “R U Mine?” começou a tocar, Amy e eu gritamos que nem duas loucas então enfim começamos a cantar:

I'm a puppet on a string

Tracy Island, time-traveling diamond

Cutter shaped heartaches

That comes to find you

For in some velvet morning

Years too late

She's a silver lining, lone ranger riding

Through an open space

In my mind, when she's not right there beside me

(…)

–E está vai para Leigh, pedida por Josh de Long Island. – a voz do locutor disse no final da música –Mas primeiramente vamos ouvir a mensagem que ele deixou para ela.

Eu, Amy, Briana e Leigh arregalamos os olhos; o Josh devia ter ligado do celular de Annabeth... Leigh resmungou algo em francês, provavelmente um palavrão e deu uma bela buzinada, de deixar qualquer um surdo, ela estava com raiva e olha que é filha de Afrodite.

– Oi Leigh, eu sei que possivelmente você está ouvindo está rádio, assim como todos os dias e eu desejo a você e as meninas um ótimo dia e que tenham sorte e sucesso nesta missão, BRIANA O TYLER TE AMA e eu amo a Leigh, Amy cuide dela por mim.

–Que gay – resmungou Amy –lembrem assim que voltarmos para o acampamento eu vou descer o tapa nele.

–E eu vou ajudar, que merda ele tem na cabeça? –gritou Leigh.

–Ué, filha de Dite? Tem certeza que você filha dela né? –Briana perguntou com sarcasmo.

– Leigh o Josh te ama, e a música que ele escolheu para você foi “Out Of The Woods”, curta esse momento. –continuou o locutor.

A música começou e Leigh finalmente sorriu, e começou a cantar junto com Taylor Swift...The rest of the world was black and white; but we were in screaming color; and I remember thinking. (…)Remember when you hit the brakes too soon; Twenty stitches in a hospital room; When you started crying; Baby, I did too; But when the sun came up; I was looking at you; Remember when we couldn't take the heat; I walked out, I said "I'm setting you free”; But the monsters turned out to be just trees; When the sun came up; You were looking at me.

(...)

Chegamos a Alameda ás 14h22min, Amy deu graças a Deus quando descemos do carro.

–Vamos comer alguma coisa, estou com fome. – disse Amy –Já podemos abrir a caixa de mantimentos Briana?

–Sim, sim... Abram a caixa. – respondeu Briana enquanto saía do carro – O iate está logo ali... Mas antes vamos comer, vamos ver o que Tyler colocou de bom.

Amy soltou a caixa da corda e Leigh entregou a chave para ela, Amy girou a chave três vezes e o cadeado abriu, Amy e eu abrimos a tampa e as meninas estavam atrás.

–O QUE? –gritamos em uníssono, a cena era a seguinte: Havia comida na caixa e algumas já abertas e a caixa tinha cheiro de suor e por quê? Porque certa pessoa se encontrava lá.

– PETER... – gritou Amy – O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO AÍ?

–Bom ver você também Amy – disse ele se levantando – estou aqui para ajudar vocês na missão.

– E quem por todos os deuses, pediu a sua ajuda? –perguntei com um sorriso debochado.

– A Leigh. – disse ele apontando para ela que arregalou os olhos.

–Quando isso? – ela piscou os olhos fortemente – Eu não me lembro disto...

–Foi em um sonho meu você disse que precisava de ajuda na missão — ele sorriu – queria ajuda para voltar para o acampamento.

Leigh revirou os olhos e se dirigiu até um cara que estava ali por perto, reparei que ela usava o charme só pela cara de cachorro pidão que o garoto fazia segundos depois Leigh voltou o cara a acompanhava, ela pegou nossas coisas no New Beetle e entregou a chave para o cara que ajudou-nos a retirar a caixa de mantimentos de cima da carreta para transporte de Jet ski, ele ligou o carro e deu partida.

–Ele vai levar o carro de volta para Sandusky, foi fácil convence-lo –disse ela sorrindo.

–Peter podia muito bem ter feito isso. –disse Amy.

–Precisamos da ajuda dele – defendi.

–Verdade –concordou Briana – lembra-se do final da profecia Amy?

–Sim –respondeu Amy — sem amigos falharás, e apenas com magia, retornarás... Ele é a magia.

Nós arrastamos a caixa de mantimentos para perto do Iate que tinha um letreiro gigante escrito: Mória.

– O túnel negro? – perguntei e Briana riu.

–É... Minha mãe e seus nomes criativos para iates – disse Briana –vamos descobrir o porquê deste nome.

Ao embarcarmos no iate Peter arregalou os olhos, assim como todas nós, Briana apenas bufou e revirou-os. O iate era pequeno... Mas luxuoso, havia uma piscina e ao adentrarmos mais um pouco passamos por uma sala e uma minicozinha, passamos por um corredor escuro, onde apenas conseguíamos ver a porta de três quartos que eram iluminadas por luzes florescente roxas, o que explicou o nome do iate, os quartos eram dois de casal e um de solteiro, eu e Amy dormiríamos juntas em um Briana e Leigh em outro e Peter ficaria sozinho. Fomos até a cabine de comando e Peter disse umas palavras estranhas e BAM o iate desatracou do caís.

–O que você fez? – perguntou Briana.

–Um feitiço, o iate nos levará até o Alasca por um caminho menos perigoso e desviará de tempestades e só irá para quando pedirmos. – respondeu Peter.

–Certo – Amy assentiu – vamos nos arrumar nos quartos.

– Eu preciso de um banho – disse Peter – ficar dois dias trancado em uma caixa não é nada legal.

Leigh fez cara de nojo e forjou vomitar.

–Me lembre de não comer aquelas coisas. –disse Leigh.

Ela e Briana saíram juntas da cabine e provavelmente foram para a cabine delas, Peter saiu alguns segundos depois e Amy foi junto conversando com ele sobre parar no Canadá, para tentar encontrar o pai de Leigh que fora morar por lá. Não sei se isso daria muito certo, mas tínhamos que tentar. Desci segundos depois, mas fui para proa do iate e fiquei encarando o mar e as docas enquanto nos afastávamos de Alameda.