The cold lands
10 Reencontro - Leigh
Dei um grito frustrado e meio esganiçado, estava chorando e Briana tentava me acalmar. Peter, Jenna e Amy cantavam música de estrada, para ser mais certa eles cantavam “A roda do ônibus”, fazia 3 horas que estávamos flutuando no mar em um bote salva vidas médio.
–Peter – falei e ele se virou para mim rindo.
–O que? – perguntou ele – sua boca está roxa.
–Eu sei – suspirei. – Tem certeza que o Leo e a Caly estavam no Canadá?
–Tenho Leigh – disse ele sorrindo – eles vão chegar, eu prometo.
– Nunca prometa nada a ninguém Peter – falei e encostei a cabeça no ombro de Briana, a última coisa que vi antes de cair no sono foi Peter e Jenna falando algo sobre meu... Pai.
Acordei sozinha no... Alasca? Sim eu estava sonhando, não podia estar no Alasca, não sozinha. Ouvi um grito de dor vindo de dentro de um buraco na geleira, eu conseguia passar por ali. Levantei-me do chão e corri, com cuidado, o gelo parecia frágil.
–Leigh? – gritou uma voz de garoto– Cadê você?
– Peter? – gritei de volta.
–Sim sou eu, onde você está?
–Eu não sei... Eu... Eu não sei.
–Siga o som da minha voz.
–Não faça isso Leigh. – Gritou Briana saindo de dentro da abertura na geleira, o braço dela sangrava. – O Peter morreu, não é ele.
– E-ele morreu? – perguntei incrédula e ela assentiu. – C-como?
– Eu o matei. – disse Amy chorando, ela saiu do mesmo lugar que Briana. — POR QUE? – gritei.
– Eu... Um espirito... Um Eidolon.
– Tori... Ela o amava. –falei – eu via isso nos olhos dela, como vou explicar isso a ela? Como?
– E-eu sinto muito.
–CUIDADO – gritou Briana e algo me atingiu na cabeça.
Acordei com uma luz forte em meu rosto, estava em um quarto. Levantei da cama, estava com uma roupa nova, estava com um vestido azul em um estilo infantil, coloquei o pé em uma coisa... All star deduzi, olhei para baixo sim era meu all star calcei-o rapidamente e sai do quarto, dando de cara com Peter e Jenna.
– Bom dia gata. –disse Jenna – Seu namorado já mandou umas 300 mensagens de Íris e Peter tem uma novidade.
– Qual? – perguntei.
– Tori, ela me mandou uma mensagem de Íris... Parecia preocupada... Comigo. – disse Peter ficando vermelho e eu sorri de orelha a orelha. – ela disse: Espero que chegue vivo, tenho algo para falar com você.
– Ela vai se declarar. – falei e passei a mão na testa. – Que calor é esse?
–Festus. – respondeu Jenna. – ele deu problema e bem... Ele está cuspindo fogo de mais, Caly e Leo estão tentando conserta-lo.
– Entendi... Onde Amy se encontra? – perguntei inquieta, eu conhecia essa casa.
– Terceiro andar. – respondeu Peter, sorri para eles e sai andando pelo corredor, um desenho na parede me chamou atenção, me assentei no chão. Era uma menininha, um homem e uma mulher... Pai, mãe e filha.
Flashback On
Peguei minha caixa de giz de cera na mesinha de princesa e sai para o corredor, estava com um vestidinho azul e all star preto, com um sorrisinho no rosto, eu havia visto minha mãe, em sonho, mas ainda assim era minha mãe. Assentei-me no chão e comecei a me desenhar, desenhei meu pai e minha mãe, eu estava no meio de mãos dadas com ambos, escutei passos vindos do gigante corredor e me levantei.
– Oi filinha. – disse meu pai. – o que está fazendo?
– Desenhando. – sai da frente do desenho – é nossa família.
Ele congelou olhando para a parede, mas depois sorriu.
– Vamos tomar soverte – perguntou ele.
– Xim. – falei sorridente e ele me pegou no colo. – te amo papai. – apertei o nariz dele.
–Também te amo, minha princesa.
Flashback Off.
Não... Não podia ser. O que eu estou fazendo aqui? Escutei passos no fim do corredor. Não por favor... Não. Então ele surgiu, ele vesti uma roupa casual, bermuda branca e camisa da adidas preta, ele parecia abatido e alguns cabelos brancos estavam avista.
Meu coração estava a mil por hora, eu suava, mas não era mais pelo calor que vinha das chamas de Festus. Ele me encarou e seus olhos brilharam fortemente, eles se encheram de lágrimas e uma ousou escapar.
– Filha? – perguntou ele, a voz dele continuava a mesma, calma, grossa e doce ao mesmo tempo. – Me desculpe querida... Eu estava... Bêbado, eu não sei o que eu disse que fez você, uma menininha de apenas quatro anos sair correndo por Vancouver... Sozinha, eu sinto muito.
Levantei-me, o que eu estava fazendo? Caminhei até ele... Leigh! Para trás. O abracei afogando meu rosto em sua camisa, seu cheiro continuava o mesmo, uma mistura de hortelã e gengibre, eu estava chorando, eu estava o abraçando. Ele passava a mão pelo meu cabelo, ele me afastou e me olhou nos olhos.
–Você está tão grande, tão linda, claro isso veio de Afrodite, não de mim – ele riu e sorriu – minha princesa, eu lhe procurei... Eu espalhei cartazes, mas – a voz dele falhou. – sua mãe nunca quis me dar o endereço do acampamento... O que eu certamente hã disse para, digo, gritei para você?
–Você gritou – minha voz saiu falha – Você gritou... Você não é nada, garota. Pare de achar que significa alguma coisa, pelo amor de Deus.
– Querida me desculpe... E-eu estava alterado. – disse ele e eu fiz “Shh” e o abracei, ele colocou o queixo sobre minha cabeça.
– Já passou papai. – o senti sorrir e alguém gritou no fim do corredor:
– Senhor Dasovic, sua coleção de armas realmente é demais. – era Amy – Leigh... Hã desculpa.
– Tudo bem Amy. – respondi. – Quantas armas o senhor tem agora?
– Perdi a conta... – respondeu ele rindo. – Obrigada Amy, você viu as de bronze celestial?
– Sim vi – respondeu ela com os olhos brilhando. – são melhores que as dos acampamentos.
(...)
Passamos o resto do dia conversando, meu pai havia casado com Lorena Müller Dasovic, eles haviam tido gêmeos, Noel e Uriah, eles eram um amor, assim como Lorena , que chorou ao me ver, como se eu fosse sua filha perdida.
– 5:00 P.M – gritou Peter – vamos dar uma volta na cidade Leigh? As garotas estão lá fora.
Meio relutante concordei e segui Peter.
– Seus irmãos são legais. – disse ele.
– Sim são, não ouse contar pra ninguém, mas a Lorena está grávida de novo.
–SÉRIO? – perguntou ele e eu assenti – Vou passar o ano aqui, cara você foi embora disso aqui? Duas piscinas uma aquecida e a outra normal, uma biblioteca gigantesca, uma mini sala de cinema, nove quartos... WOW é muito para falar.
Eu ri da cara dele.
– Gostou do quarto de hospedes?
– Sim... Cara é gigante. – ele olhou pra mim rindo – você já era problemática desde pequena.
Revirei os olhos e continuei andando, passamos pela cozinha onde as duas cozinheiras nos cumprimentaram e nos entregaram uma cesta de piquenique e um pano.
Quando chegamos ao jardim da casa, as meninas riam de alguma piada que Leo fizera e Caly estava de cara amarrada.
– Vamos logo – reclamou ela. – Pare de falar sobre isso Leo.
– Sim senhora – disse ele. – olha lá, quem vem. É o seu Peter da perna fina e a Josefina.
Revirei os olhos e dei dedo.
– Nossa... Vou falar isso para a rainha da beleza, ela vai amar saber que a irmã dela anda mostrando o dedo. — ele se virou pra Caly e eles deram as mãos. – vamos Caly?
– Tchau gente. – disse ela e foram até Festus.
– Tchau. – respondemos em Uníssono, minutos depois Festus saiu em um voo até Long Island e nós saímos para as ruas de Vancouver.
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