The chosen one
25 Capitulo 25 - I have a plan.
– Papai?
Ele sorriu e se levantou, vindo em minha direção.
– Oi, gatinha. – Ele disse suavemente.
– Você é um rebelde? – Perguntei, ainda incrédula.
–Surpresa – Falou em tom de brincadeira. – Vem cá, vou te explicar.
Ele sentou na cadeira que estava quando eu cheguei e eu sentei em outra próxima. Ele tomou um longo fôlego antes de começar.
– Seu tatara tatara tatara tatara... avô foi um dos fundadores do grupo. E desde então ele foi passando para um de seus filhos esse legado. Meu pai era um rebelde, e meu avô era um rebelde e por assim foi por gerações. Eu pensei que Kota seria o próximo, mas... – A voz do meu pai sumiu. – Enfim, aqui estou eu.
Ele falava como se tudo fosse ‘simples assim’. Meu pai era um rebelde. Todo esse tempo ele tem sido um rebelde e eu não sabia.
Mas isso explica muita coisa. Os livros surrados que meu pai tinha, as historias que nos contava, o porquê parecia tão perturbado no jantar que ouviu sobre a seleção, os desaparecimentos no castelo e tantas outras coisas.
– Mamãe sabe? – perguntei.
– Você e eu sabemos que ela enlouqueceria se soubesse disso. – Ele riu
Eu sorrir, imaginando minha mãe se um dia soubesse imaginasse isso. “Shalom Singer, me diga que você não é um rebelde!” Isso certamente iria acabar mal para meu pai. Olhei e vi que ele me observava.
– Senti sua falta, pai.
– Eu também, querida. Eu também.
– Como esta o castelo? – ele perguntou – Maxon já escolheu a princesa?
Com essas simples palavras deixei meu rosto cair, fitando o chão, me impedindo de chorar. Algo sobre Maxon bagunçava todos meus sentimentos. Ultimamente tenho chorado com uma facilidade que chega a me irritar.
– Certamente não serei eu.
– Isso é bom, certo?
Neguei. A ultima vez que estava em casa, antes da Seleção, eu não queria se uma Um. Antigamente pensar em participar da Seleção me embrulhava o estomago. E agora eu não queria sair. Como explicaria para meu pai agora?!
– Pensei que você não queria ser princesa.
– E eu não queria! – Disse. Lagrimas começaram a cair – Ainda não quero. Mas Maxon me fez acreditar que eu podia.
Ele ficou mexendo em meu cabelo, e um silencio se estabeleceu.
– Eu também acredito que você pode ser a rainha. – Confessou, sem hesitação – Você é uma líder nata, America. E eu me orgulho tanto de você.
Eu lhe dei um sorriso, agradecida pela confiança dele em mim.
– De qualquer forma, não importa mais. Eu o perdi.
– Como assim?
Fiquei espantada por meu pai não saber. Ele realmente não sabia sobre o Aspen?!
Então eu contei tudo para meu pai. Contei sobre a casa na arvore, sobre ele me mandar para seleção, como ele foi para o castelo e sobre as ultimas horas. No final, eu já havia quebrado minha promessa de não chorar mais.
– Vem cá – Meu pai me puxou para um abraço – Você ama o Maxon?
Minha voz não saiu, como sempre para essa situação, e minha cabeça assentiu.
– Então ele vai te perdoar.
Meu pai sempre foi otimista. E por um momento eu queria ser como ele. Queria me apegar aquela possibilidade.
– Eu nunca disse a ele. – Admiti, afundando minha cabeça em seu peito.
– O que?
– Que o amava. Eu nunca disse. E agora, acho que não terei mais oportunidade.
– Lembra que eu conversei com ele no castelo? – Perguntou. Concordei, indicando para que continuasse – Tenho certeza que ele sabe como você se sente. Ele ama você, America. E isso é tudo que eu quero. Que você case com alguém que você ame e que te ame também. Explique tudo para ele, sem mais segredos ou mentiras. Não tenha medo de falar sobre seus sentimentos também, querida. O amor te liberta. Você vai ver como tudo vai se encaixar.
Meu pai emitia uma energia e sinceridade na voz tão forte que me fez segura que tudo acabaria bem.
– E como esta a May? E o Gerard? Oh, céus, mamãe esta enlouquecendo com Astra? May me mandou uma foto dela. – Falei, mudando de assunto.
– A May esta, bem... Ela é a May. – E caímos na gargalhada. Meu pai me contava animadamente as coisas que aconteceram enquanto estive fora. E foi quase como se estivesse por lá.
Nosso momento foi interrompido quando Zach, Jeremy e Alexis entraram na sala.
– Desculpe interromper, mas o conselho quer uma resposta. – Alexis disse.
Zach olhou cautelosamente para mim e só então entendi sobre o que aquilo se tratava.
Eu havia ouvido e visto demais sobre os rebeldes. Eu descobri o porque lutavam e que eu tinha aliados ali. E aquilo só me fez certa da minha escolha.
– Eu vou ajudar vocês. – Informei, enquanto cada um pegava seu canto na mesa.
– Ótimo! – Exclamou Zach. – Você precisa de ajuda para carregar os livros ou voc...
– Não vou entregar o livro a vocês. – O interrompi.
– Mas, America, você acabou de dizer que iria ajudar. – Jeremy falou.
– E vou.
Todos me fitaram, ansiosos com a continuação do meu pensamento.
– Eu tenho um plano. – Senti um sorriso determinado surgir em meu rosto.
Eu sempre quis o fim das castas. E agora que esta ao meu alcance, não desperdiçaria aquilo.
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