The big four in Hogwarts - O Torneio Tribruxo
16 Segredos são revelados.

Na manhã de Sábado, vários alunos acordaram animados pois iam passar o dia em Hogsmeade. Jack, particularmente estava ainda mais animado, amava ir ao Três Vassouras e beber a deliciosa cerveja amanteigada que vendia lá.
O garoto estava andando em direção a entrada do castelo, onde os amigos já estavam o esperando, quando viu Vanellope — uma garota da Lufa-Lufa que Jack conhecia de vista — sentada aos pés da escada e parecia chateada.
– Ei — chamou ele — Tudo bem ?
– Na verdade não. — disse ela.
– Qual é o problema ? — perguntou Jack.
– Você não tem um passeio a fazer ? — perguntou a garota.
– Isso pode esperar. Pode contar o que aconteceu, foi alguém que mexeu com você ? Porque eu posso dá um jeito nisso — disse ele fazendo a rir um pouco.
– Quando descobri que era uma bruxa fiquei muito animada, achei que ia enfrentar muitas aventuras. Mas, quando cheguei aqui, inventaram esse torneio e cancelaram as aulas de voo, me proibiram de ir para a floresta proibida e não posso ir para Hogsmeade...
– Tem certeza que você é da Lufa-Lufa mesmo ? — perguntou Jack — Só uma menina da Grifnória falaria uma coisa dessas.
– Do que adianta ser de outra casa ? — perguntou Vanellope. — Não muda nada, vou continuar sem poder voar.
– Ah, quem disse que você não pode voar ? — perguntou Jack sorrindo e se abaixando. — Sobe aqui no meu ombro.
– Oque ? — perguntou Vanellope surpresa.
– Não confia em mim ? — perguntou ele arqueando a sombrancelha. — Só finja que eu sou sua vassoura.
Por fim Vanellope subiu e Jack começou a correr e brincar com ela em cima do ombro. Vanellope nunca rira tanto na vida. Jack ficara feliz, a garota lembrava um pouco a irmã, era baixinha e ria das piadas horríveis que ele fazia. Então ele avistou Merida do outro lado, olhando para ele surpresa.
– Merida ? — chamou ele.
A garota balançou a cabeça como se tivesse saído de um transe e disse:
– Hã... O pessoal mandou eu chamar você, a gente já está saindo.
Jack balançou a cabeça em concordância e tirou Vanellope dos ombros.
– Tenho que ir, vai ficar tudo bem ? — perguntou ele, olhando para ela.
– Sim, obrigada. — disse Vanellope e abraçou o garoto. — Cara, queria que você fosse meu irmão...
Jack sorriu e seguiu Merida até a entrada do castelo.
– Porque você está me encarando ? — perguntou Jack para a ruiva.
Merida ficou vermelha da cor dos seus cabelos.
– N-nada é só que... nunca pensei em você alegrando as criancinhas por aí.
– Porque ? Porque sou uma cobra da sonserina, fria e sem amor ? — perguntou ele.
– Eu não disse isso — protestou a garota.
Jack balançou a cabeça e riu.
– Não agora...
***
– Não acredito que a gente já tem que voltar — reclamou Jack no caminho de volta para Hogwarts.
– Se ficasse mais você beberia a cerveja amanteigada toda dos Três Vassouras. — disse Rapunzel rindo.
– Eu queria que tivesse uma festa em Hogwarts... — disse Jack.
– Mas isso já teve e eu não quero aquilo de novo. — disse Merida lembrando do fracasso que foi o baile.
– Não aquela porcaria de baile. To falando de uma festa só entre amigos, que a gente pudesse dançar qualquer música que não fosse lenta, que tivesse cerveja amanteigada e não aquele ponche horrível e que a gente pudesse fazer o que quiser. — disse ele com um sorriso malicioso nos lábios.
– Ah tá... vai sonhando Jack — disse Rapunzel.
Soluço olhou para os amigos, apreensivo. Não aguentava mais guardar o segredo sobre o Banguela. O garoto tinha passado a semana toda pensando em um jeito de concertar a cauda do dragão, se sentia extremamente culpado pelo que fizera com ele... e se os amigos tivessem alguma ideia de como ajudá-lo ?
– Pessoal, eu preciso mostrar uma coisa pra vocês. — disse Soluço, quando eles chegaram na entrada do castelo.
– Oque ? — perguntou os três em uníssono.
– Temos que passar na cozinha primeiro. — disse ele.
– Cozinha ? — perguntou Jack — Ta parecendo até a Merida cara.
– Não sou eu quem vai comer. — retrucou Soluço. — Vamos!
Os quatros foram para a cozinha e os elfos receberam ele de braços abertos. Começaram a servir todo tipo de comida a eles: bolo, biscoitos, frutas...
– Meu senhor vai querer peixes de novo ? — perguntou o mesmo elfo que atendia Soluço todas as vezes que ia lá.
– Poixi ? — perguntou Merida com a boca cheia de biscoitos.
– Sim, por favor. — disse Soluço pegando um balde de peixes e saindo do castelo com os amigos.
– Cara você ta muito misterioso. — disse Jack — Para aonde a gente ta indo ?
– Para a Floresta Proibida — disse Soluço.
– OQUE ?!? — exclamou os três juntos.
– Você ficou doido Soluço ? — exclamou Rapunzel — Lembra da última vez que a gente se aventurou na Floresta Proibida ? eu não vou voltar para lá...
Soluço parou e virou para os três de maneira séria.
– Gente, é sério. Eu preciso mostrar uma coisa importante e só tem como eu mostrar lá dentro. — disse ele apontando para a Floresta em frente. — Vocês confiam em mim ou não ?
Merida e Jack concordaram logo. Merida porque não tinha medo de nada e Jack já tinha se aventurado tantas vezes na floresta que tinha perdido a conta. Rapunzel hesitou no começo, mas acabou cedendo. Então lá estavam os três por dentro da floresta fria seguindo Soluço, sem fazer ideia de onde ele estava os levando.
– Banguela ? — chamou Soluço segurando um peixe com as mãos.
– Banguela ? Meninas, eu acho que Soluço ficou doido de vez, acho melhor levá-lo para a enfermaria. — disse Jack rindo.
De repente, um imenso dragão negro apareceu na frente deles. Assustando todos. Merida pegou sua varinha e apontou para o bicho.
– Não! — exclamou Soluço ficando na frente do animal. — Ele é inofensivo, por favor se acalmem e abaixe suas varinhas.
– Do que você está falando Soluço ? — perguntou Merida aflita. — É um dragão, o mesmo dragão que te atacou na primeira tarefa.
– Sim, mas é diferente. Ele não me matou lembra ? ele fugiu...- disse Soluço alisando o focinho de Banguela. — E eu arranquei a cauda dele...
O dragão começou a rugir para os três garotos que olharam para Soluço assustados.
– Ele só está assim porque vocês estão apontando uma varinha para ele. — disse Soluço com cautela. — Soltem as varinhas por favor, confie em mim.
Os três fizeram o que Soluço pediu e o dragão foi em direção a Jack, que começou a tremer de medo. O animal não arrancou a cabeça do garoto como ele esperava, mas lambeu a cara dele todinha.
– Argh! — exclamou Jack — Soluço!
Merida, Rapunzel e Soluço caíram na gargalhada.
– Awn, você é um bom garoto. — disse Rapunzel abraçando o dragão que sorriu, um sorriso sem dentes. — Ah, agora entendi o porque do Banguela.
– Fala sério você deu o nome dele de Banguela só porque não tem dentes ? — perguntou Jack com descrença. — Porque não Spike ? ou algum nome assustador.
– Isso é nome de cachorro Jack — disse Soluço rindo. — Além disso ele gosta desse nome né banguela ?
Banguela que estava sorrindo e brincando com Rapunzel, ficou sério e balançou a cabeça negando, fazendo os garotos rirem ainda mais.
– É por isso que seu patrono é um dragão — disse Rapunzel sorrindo para Soluço.
– Patrono ? — perguntou Merida surpresa — Vocês sabem fazer um patrono com forma ?
–Sim, vocês não tiveram essa aula não ? — perguntou Rapunzel para Jack e Merida que balançou a cabeça negando.
– É porque nosso professor de Defesa Contra a Arte das Trevas disse que a gente é mais avançado Punzie — disse Soluço sorrindo.
– Se Merida não tivesse me atacado na aula dele, ele talvez ensinasse a gente — disse Jack — Valeu Merida.
– Eu ? Quem é que fica jogando bolinha de papel nas pessoas na aula ? — disse Merida fechando a cara para ele. — Enfim, qual é o seu patrono Punzie ?
– Um unicórnio — respondeu a loira.
– Tudo a ver com você — disse Merida rindo.
– Há quanto tempo você tem vindo aqui ver ele Soluço ? — perguntou Rapunzel ignorando as risadas dos amigos.
Soluço mordeu os lábios envergonhado.
– Desde a primeira tarefa.
– Oque ?! — exclamou Jack, Rapunzel e Merida.
– Ah qual é ? até parece que vocês nunca esconderam um segredo... — disse Soluço e os três morderam a boca culpados.
– Tudo bem — disse Rapunzel.
A garota pegou uma pedra bem afiada que avistou no chão e começou a fazer um corte grande e profundo na mão que pingou sangue.
Os três amigos a olharam horrorizados.
– O que você está fazendo ?!? — exclamou Soluço.
Rapunzel ignorou a dor e os amigos, pegou uma mecha de seu cabelo, enrolou na mão e começou a cantar:
Brilha linda flor,
Teu poder venceu
Trás de volta já
O que uma vez foi meu
Cura o que se feriu
Salva o que se perdeu
Trás de volta já
O que uma vez foi meu,
Uma vez foi meu
O cabelo que outrora havia brilhado, parou de brilhar assim que ela terminou de cantar. A garota desenrolou o cabelo da mão, que agora estava como se nunca tivesse a machucado e mostrou aos amigos que ficaram de queixo caído.
– O-oque ? Como ? Onde ? Porque ? — perguntou Jack, quebrando o silêncio que tinha se instaurado ali.
Rapunzel sorriu envergonhada.
– Eu tenho esse "poder" desde quando nasci. Minha mãe pediu para não usá-lo, para esconder, porque é muito perigoso. Diz ela que alguém mau poderia se aproveitar de mim por causa disso e então eu nunca mais usei, até o dia que o Flynn caiu da vassoura... mas isso não vem ao caso.
– Uau! — exclamou Soluço.
– O que acontece se cortar ele ? — perguntou Merida, que não tinha falado nada desde então.
– Ele fica marrom e perde seu poder. É por isso que nunca cortei e não porque eu odeie cabelo curto. — respondeu ela.
– Oque mais ele faz ? — perguntou Jack — Só cura ? Não podia me deixar com super força ou super velocidade não ? Eu falaria super beleza também mas eu já sou gato, não preciso disso... talvez a Merida precise.
– Jackson Overland Frost! — exclamou Merida furiosa.
Rapunzel suspirou.
– Ele cura e pode deixar a pessoa mais jovem e saudável. Mas eu não sei muita coisa, nunca usei ele muito...
– Sua vez Merida. — disse Soluço.
– Minha vez oque ? — pergunta a garota confusa.
– Sua vez de contar um segredo. — retrucou o garoto.
Merida arregalou os olhos e olhou para Rapunzel buscando ajuda. A amiga balançou a cabeça a encorajando. Então a ruiva suspirou e disse:
– Eu meio que gosto de um garoto e...
– Oque ?! — exclamou Soluço surpreso. — Merida ta apaixonada é isso mesmo ?
Soluço começou a rir e Merida conseguiu ficar mais vermelha que seus cabelos.
– Cala a boca Soluço! — disse a garota envergonhada.
– Isso é sério ? — perguntou Jack em descrença.
– Por que eu mentiria ? Vocês sabem que eu tenho náuseas só de pensar na palavra romance. — retrucou Merida.
– E quem é esse garoto ? — perguntou Jack que tinha ficado sério.
– Nunca que eu vou te falar Frost! — respondeu ela.
– Ei, mas aí não vale. — reclamou Soluço — Tem que contar o segredo todo.
– Gente, só de Merida ter falado isso foi um grande passo, deixa ela em paz — interferiu Rapunzel, salvando Merida do maior constrangimento da vida dela.
– De qualquer forma não ia dar certo, ele gosta de outra e nunca me viu dessa maneira. Então esqueçam... — disse a ruiva.
– Que cara idiota — disse Jack.
Merida deu um meio sorriso.
– Sim , ele é...
– Sua vez Jack — disse Rapunzel.
Jack olhou para os três, queria contar a eles sobre a irmã mas não tinha coragem. Com Elsa era diferente, ela entendia ele, tinha uma irmã mais nova e quase passou pelo o que ele passou. Mas os amigos iriam entender ? e se o julgassem ? ele não queria perder uma amizade tão antiga e que ele tanto gostava. Merida, Rapunzel e Soluço eram a família dele, já que a própria o tinha deixado de lado.
– Hum... acho que não tenho segredo.
– Não acredito nisso, você tem um segredo sim, nem que seja pequeno. — disse Rapunzel.
E então Jack lembrou da Sala Precisa, não era um segredo grande comparado com o dos amigos, mas já era alguma coisa.
– Existe uma sala secreta em Hogwarts. — começou o garoto. — É onde estou ajudando Elsa com seus poderes. Lá dentro aparece o que você estiver precisando... se você pedir um lugar para se esconder, aparece um armário de vassouras, se você estiver apertado e quiser muito ir ao banheiro, aparece uma sala cheia de penicos...
– É sério ? — perguntou Soluço rindo.
– Sim. Eu chamo ela de Sala Precisa. O melhor de tudo é que ninguém te acha, se você estiver lá dentro; só se a pessoa precisar da mesma coisa que você, mas a porta do lado de fora some assim que você entra...
E então uma ideia se passou pela cabeça de Jack e ele deu um sorriso malicioso.
– Ah não! — exclamou Rapunzel. — Eu conheço essa cara.
– Vamos fazer uma festa!
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