The beginning of tomorrow
6 Reencontrando uma velha amiga.
Notas iniciais
Três mulheres estavam segurando as crianças e a Thalita, o Victor lutava para se soltar de uma delas, elas pareciam ser caçadoras, vestiam roupas como tal e tinham arco e flechas nos ombros, antes que eu percebesse, meu braço começou a latejar e queimar, ele sangrava, eu gemi alto, uma das mulheres atirou em mim de raspão, eu botei a mão do braço, evitando o sangramento, puxei o Ethan pro outro lado, atrás de uma parede, no abaixamos tentando pensar em algo, mas nenhum dos dois sequer disse uma palavra, arranquei as mangas da minha blusa e enfaixei meu braço, o Ethan me ajudou, o corte não tinha sido profundo, mas continuava sangrando um pouco.
— Conhece elas? — ele me perguntou, eu neguei com a cabeça, uma onda de ódio e raiva percorreu meu corpo, eu não iria deixar elas levarem meus amigos, transformei meu arco e sai de trás da parede já mirando, meu braço latejava mas tentei ignorar a dor, umas 3 caçadoras estavam amarrando cordas nas janelas, elas iriam fugir, então atirei uma flecha nas cordas, cortando-as, elas olharam pra mim e deram passos para trás, peguei outra flecha e mirei nelas, eu observei melhor e meu coração quase parou, fiquei em choque, eu reconheci umas das garotas, era a Carly, ela parecia estar mais baixa, seu cabelo estava raspado na lateral, mas tinha ainda aquela cara de menina metida e mimada, minha vontade era de atirar uma flecha na garganta dela, como aquela imbecil ainda estava viva?, como ela nos achou?
— Carly — eu rosnei, a menina pareceu um pouco confusa mas então arregalou os olhos.
— Allyson? — ela perguntou, eu não respondi, estava me controlando por dentro, ela começou a rir — Nossa, agora finalmente posso me vingar de você, colega — ela disse a última palavra com ironia, eu não me segurei e atirei, mas a flecha não acertou nela, ela passou ao lado da sua cabeça e atingiu a parede, eu ainda não queria matá-la.
— Solta os meu amigos agora — eu disse com ódio, peguei outra flecha e mirei rápido, ela riu com desgosto.
— E porque eu faria isso? — ela disse se aproximando devagar, então dessa vez eu sorri e me aproximei mais.
— Eu acho que você ainda quer viver por uns anos, certo? — eu disse em um tom ameaçador, e eu não estava mentindo, daria qualquer coisa pra matá-la.
— Sim, mas pra isso eu preciso me alimentar, ou seja, eu preciso dos seus amigos — ela disse isso como se fosse óbvio, eu simplesmente não acreditei naquilo, ela quis dizer que iria comê-los?, eu não me segurei e gritei atirando no mesmo tempo, a flecha acertou o ombro dela, fazendo a caiu de joelhos gritando de dor.
— Você é louca?! — ela berrou, todas as outras caçadoras foram socorrê-la, então o Ethan apareceu, nosso amigos vieram correndo até nós, que agora tinham sido soltos, todos nós saímos correndo, só tive tempo de ouvir a Carly gritando — Suas idiotas! Vão atrás deles! — depois disso, não ouvi mais nada, além de passos e flechas sendo atiradas, nós descemos para o primeiro andar, todos pegaram suas mochilas e saímos o mais rápido possível do galpão, assim que saímos nos deparamos com vários cavalos, olhei pro Ethan, ele concordou com a cabeça, peguei a mão da Penélope e botei ela em cima de um cavalo preto, o Ethan fez o mesmo com o Lucas, a Thalita com o Alexandre e o Victor com a Caroline, eu subi no cavalo, a Penélope se agarrou a minha cintura, saímos correndo a tempo de ver as caçadoras para trás, correndo e gritando.
**********
Estávamos correndo durante uns 20 minutos, e teríamos continuado, mas então de longe eu consegui ver uma coisa, não estava acreditando, não pensei duas vezes.
— Parem um pouco! — disse ao mesmo amigos, fomos parando devagar, eu observei melhor e realmente era o que eu pensava, você deve estar me perguntando o que eu tinha visto, bem lembra daquele laboratório onde criaram o vírus?, então, nós estávamos praticamente do lado dele, o nome daquele laboratório se chamava " Experience ", ele era um laboratório apenas de experiências e testes, onde, quase todos os testes de medicamentos e vacinas por exemplo, eram feitos lá, alguns eram até criados nesse laboratório.
— Se eu pedisse para vocês ficarem aqui? — perguntei aos meus amigos sem olhar para eles, o Victor e a Thalita, tenho quase certeza que ele ficariam, já o Ethan, tem 99,9% de chance dele vir comigo, eu não esperei eles responderem e já fui descendo do cavalo, fui até a porta do laboratório e quando ia abrir a porta, o Ethan aparece ao meu lado ( não disse? ).
— Porque veio até aqui? — ele me perguntou, eu abri a porta e entrei dentro do laboratório, ele entrou logo depois de mim.
— Aqui vamos poder achar medicamentos e curativos — disse, ele não disse nada, apenas assentiu, o laboratório era um pouco pequeno, mas ainda sim era grande, pois comparando ele com outros laboratórios, ele era pequeno, eu fui até um armário onde achei que teria primeiros socorros, e eu estava certa, ali em cima tinha uma caixa enorme, eu peguei a caixa e abri, ali dentro tinha remédios, algodões, faixas, medicamentos para injetar, curativos e algumas pomadas, peguei alguns algodões, faixas, álcool e alguns curativos, percebi que tinha um remédio para a melhor coagulação do sangue, esse remédio iria fazer meu corte cicatrizar mais rápido, mas eu precisava de uma seringa, olhei em volta, o Ethan estava pegando algumas coisas parecidas com as que tinha na caixa de primeiros socorros, então ele abriu uma gaveta cheia de seringas novas, eu fui até ele e peguei uma, dei um selinho nele e voltei até o balcão, peguei um par de luvas e quando ia colocar, o Ethan parou minha mão, ele sorriu pra mim e pegou as luvas da minha mão com delicadeza.
— Posso? — ele perguntou, eu assenti, ele foi tirando as mangas da minha blusa que envolviam meu machucado, elas estavam encharcadas de sangue, meu machucado ainda sangrava, o Ethan foi passando o algodão com álcool em meu braço, ardeu muito, mas eu me limitei a apenas dar um suspiro, ele botou as luvas e abriu a seringa, eu mostrei a ele qual o remédio certo, ele pegou uma certa quantidade e injetou em mim, de início ardeu pra caramba, parecia que minha pele iria entrar em combustão, mas depois a dor foi passando, ele fez o curativo correto em meu braço, depois, envolveu a área com a faixa, quando ele terminou eu lhe abracei.
— Obrigada — disse assim que nos separamos, ele sorriu e me beijou.
— Temos que cuidar uns dos outros — ele disse, eu sorri e lhe dei um selinho, depois disso, ele foi procurar outras coisas, eu peguei vários medicamentos como aquele, peguei outros tipos de medicamentos também, peguei seringas, curativos, álcool e outras coisas que poderíamos precisar, eu fui guardando tudo isso em uma bolsa, o Ethan também fazia o mesmo, depois de termos pegado uma quantidade favorável de suprimentos, nós fomos sair dali, mas então quando estávamos saindo, eu vi um isqueiro em cima de um balcão, eu peguei ele e o guardei em meu bolso, vai que a gente precise também?, nós saímos do laboratório, nosso amigos esperavam sentados ao lado da porta, os cavalos estavam presos em árvores ali perto.
— Podemos ir? — perguntou o Victor se levantando e ajudando a Thalita a se levantar.
— Claro, já pegamos tudo mesmo — disse, nós fomos até os cavalos, tinham cordas presas na cela do cavalo, eu peguei uma e amarrei minha mochila e minha bolsa na cela, os outros também fizeram isso, seria menos peso nas costas, ajudei a Penélope subir no cavalo e logo depois subi também, então a Thalita disse algo que me interessou.
— Pessoal, encontramos o Mike — ela disse subindo no cavalo — Ele passou por aqui para nos avisar que viu as caçadoras indo pro leste, ele seguiu elas, viu-às entrando em uma acampamento fechado, ele disse que apenas veio até aqui para nos dizer isso, ele vai ficar vigiando o acampamento.
— Mas.. Espera, como sabe disso? — perguntei, que eu saiba, a Thalita não consegue ler mentes de animais.
— O Victor também pode ler mentes de animais — ela disse.
— Então elas estão acampadas em um acampamento no leste provavelmente, certo? — perguntou o Ethan.
— Sim, elas estão em um acampamento chamado " Canibal ", o Mike não conseguiu entrar lá, pois ele era vigiado por guardas, o que pode dificultar se chegarmos muito perto — disse o Victor.
— A gente tem que ir lá — eu disse — Aquele grupo de caçadoras são canibais, quantas pessoas elas não já devem ter matado?, não podemos deixar que esse número continue aumentando.
— Verdade, mas o problema é, como vamos entrar lá, sem sermos pegos no lado de fora, e lá dentro, temos que bolar um plano, de entrarmos e saírmos sem sermos vistos ou percebidos — o Ethan disse olhando pra mim.
— Mas tem outro problema, as crianças, não podemos deixá-las sozinhas, principalmente à noite — disse a Thalita.
— Vamos pensar em alguma coisa, quando tivermos tudo planejado, botamos o plano em pratica e entramos lá — disse o Victor.
Todos concordamos com essa ideia, já estava anoitecendo, continuamos andando pela cidade até nós entrarmos em um bairro, paramos na frente de uma casa, deixamos os cavalos presos em árvores ali perto, a casa era bem grande, então iria caber todo mundo, eu já estava dentro da casa com a Thalita, estávamos botando as crianças pra tomar banho, os meninos estavam pegando nossas coisas dos cavalos, aquela casa tinha 6 quartos, 1 banheiro cada um, por isso ela era grande assim, depois que as crianças já tinha tomado banho, eu resolvi tomar um banho também, arrumei uma roupa: uma blusa leve cinza e uma calça jeans, peguei essa roupa e entrei no banheiro, assim que a água caiu sobre meu corpo, senti um choque percorrer minha espinha, todos os músculos do meu corpo relaxaram, eu não queria sair mais nunca dali, acho que fiquei uns 10 minutos no banho, queria ficar mais, mas não podia, desliguei o chuveiro, eu dei um longo suspiro, me troquei e sai do banheiro, o Ethan estava na deitado na cama olhando pro teto, depois de uns 3 segundos ele se sentou na cama.
— Não quero ser grossa, mas o que faz aqui? — disse no maior tom gentil possível.
— 4 banheiros estão interditados, apenas o que você estava usando e o da Thalita estão funcionando — ele explicou — Então eu divido um com você e o outro o Victor divide com a Thalita.
— Hum... Ok — disse sorrindo, ele se levantou e veio até mim como se fosse me abraçar, mas eu botei a mão em seu peito — Nem pensar, eu acabei de tomar banho.
— Nem um beijo? — ele perguntou fazendo um biquinho, eu parei pra pensar um pouco, sorri e revirei os olhos, dei um selinho bem rápido nele e fui em direção a cama — Só isso? — ele me perguntou.
— Tome um banho primeiro, aí eu penso no seu caso — disse me deitando na cama, ele bufou pegou sua roupa em cima de uma mesa e entrou no banheiro, eu aproveitei pra ler um pouco, me levantei e fui até minha mochila, peguei um livro que a Thalita tinha me emprestado a um tempo atrás, ele falava sobre os puros, então resolvi pegar ele para estudar um pouquinho, não li nem 2 páginas e o Ethan pulou na cama, se deitando ao meu lado.
— Agora pode? — ele perguntou.
— Agora estou lendo — disse sem tirar os olhos do livro, eu contei até cinco, então ele pegou livro das minhas mãos, jogou no chão e ficou em cima de mim, eu entre suas pernas e suas mãos ao lado dos meus ombros — Sério? — perguntei arqueando uma sobrancelha, ele riu.
— Sério — ele afirmou e me beijou, eu entrelacei minhas pernas em seu quadril, então trocamos de posição, ficando eu por cima, me separei dele e olhei em seus olhos.
— Agora posso ler? — perguntei.
— Não — ele disse e me abraçou forte, meio que me prendendo, então me rendi, me deitei em seu peito, ele ficou fazendo carinho em meu cabelo, eu estava quase dormindo, então o Ethan começou a me cutucar.
— Ally... Ally.... Ally .... — respirei fundo, e olhei pra ele.
— Sim?
— To com fome.
— Tem comida lá em baixo, é só descer — disse deitando a cabeça em seu peito de novo, mas assim que fechei os olhos ele disse:
— Não quero ir sozinho — então eu olhei pra ele de novo.
— Tá com medo? — disse segurando o riso.
— Não, só quero que você vá comigo — ele disse.
— To com sono.... — resmunguei, mas ele fez uma carinha tão fofa que não tinha como dizer não — Tá, tá, eu vou — disse saindo de cima dele, me sentei na cama e esfreguei os olhos, tentando afastar o sono, sem muito sucesso, prendi meu cabelo em um coque e me levantei da cama, o Ethan estava sentado ainda, ele me observava.
— Que foi? — perguntei.
— Você é linda — ele respondeu, eu ri.
— Eu sei — disse indo até ele.
— Convencida — ele disse sorrindo, pousei minhas mãos em seu pescoço e ele evolveu minha cintura com as mãos, eu dei um beijo rápido nele.
— Pensei que estava com fome — disse arqueando uma sobrancelha, ele riu.
— E estou, mas você me distraiu — ele disse, eu me afastei dele.
— Agora a culpa é minha? — disse rindo, eu fui saindo do quarto e o Ethan foi me seguindo, eu desci as escadas, estávamos no quarto de cima, juntos com meus sobrinhos, a Thalita estava no andar de baixo com o Victor, junto com as irmãs dele, eu fui até a cozinha, abri os armários, tinha apenas comida enlatada, eu bufei, tinha uma de frutas, que eu e o Ethan gostávamos, peguei duas, e levei para o balcão da cozinha, onde o Ethan estava sentado, dei uma lata a ele.
— Já pensou em algo? — ele perguntou abrindo a lata.
— Como assim? — disse.
— Se você já pensou em algo, para conseguirmos entrar naquele acampamento.
— Ah, sim.... Na verdade, mais ou menos, eu tenho algumas ideias.
— Tipo o que?.
— Bem, estava pensando o que fazer com as crianças, eu posso chamar o Mike quando quiser, ele podia se transformar em tigre e ficar protegendo as crianças enquanto ficávamos fora — expliquei, essa ideia não era tão ruim.
— Ótima ideia, podemos falar com o pessoal depois.
— Pode ser, até que não é tão ruim — eu disse dando de ombros.
— Pensou em algo mais? — ele perguntou.
— Hum... Eu estava pensando em... — eu não vou escrever, pois se aceitarem meu plano, quero que seja surpresa.
— Não acho má ideia, é bem inteligente, e tem chance de tudo dar certo — ele comentou.
— Pois é, amanhã falamos com o pessoal e vemos se eles gostam da ideia — disse me levantando.
— Ok — ele disse.
Nós voltamos para o quarto, eu já estava caindo de sono, me deitei na cama, o Ethan se deitou ao meu lado, eu me aconcheguei em seu peito, nós dormimos de "conchinha", dessa vez eu tive um sonho, mas foi um pouco esquisito, não consigo entendê-lo.
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