The beginning of tomorrow

2 Coisas estranhas acontecem e apenas pioram.


Notas iniciais
Genteeeeeeee! Demorei pra postar um capítulo porque as aulas voltaram e eu não tinha muito tempo, mas eu vou ter 1 semana de feriado, então vai ser 2 capítulos pro diaaaaa!! A outra fic não existe mais, pois achei que ela estava ficando sem graça e um pouco chata demais, essa vai ser mais emocionante e com mais ação! Espero que gostem! Bjusssssss *3*

Eu estava dormindo super tranquila, quando uma maldição que eu chamo de despertador começa a tocar, eu tento desligar mas não obtenho sucesso, então com a minha delicadeza em pessoa, eu pego o despertado e taco ele no chão, ele para de tocar, enfio minha cara no travesseiro e volto a dormir, mas a minha tranquilidade não dura nem 5 minutos.

— ALLY! — gritou minha madrasta....pera aí!....minha madrasta?!, eu levantei em um pulo, pensei que ela iria voltar apenas em 3 semanas, então ela entra de uma vez no meu quarto — ANDA LOGO ALLYSON! OU VAI SE ATRASAR! — gritou minha madrasta, eu bufei e revirei os olhos, ela saiu do quarto, é gente, nada melhor do que começar o dia com sua madrasta gritando e você saber que tem que ir pra escola, não existe outra coisa melhor pra mim ( sentiu o tom irônico? ), eu me levantei contra a minha vontade e fui pro banheiro, eu quase me joguei no chão e voltei a dormir, mas me controlei, eu fiz minha higiene matinal, eu estava com uma dor de cabeça que você nem imagina, eu fui escolher uma roupa: peguei uma blusa branca sem mangas, um short preto, minha boina vinho, passei um batom vermelho e calcei meu salto/bota, me olhei no espelho e arrumei meu cabelo:

—>http://www.polyvore.com/lookally/set?id=189590397

Eu peguei minha mochila e desci pra tomar café, mamãe estava servindo meus pais, então minha madrasta olhou pra mim e suspirou.

— Finalmente! Você demora um século pra se arrumar! — ela disse tomando um gole de café.

— Sua gentileza me encanta Lolla — eu disse em um tom irônico sorrindo, minha mãe olhou sorrindo pra mim, ela parecia segurar o riso, ela foi pra cozinha, eu apenas peguei uma maçã.

— Tchau Pai, tchau mãe — disse indo até a porta.

— Tchau querida — disse minha madrasta e meu pai juntos, mas a Maddison não disse nada, ela sabia que eu ia responder, apenas esperou, eu olhei com raiva pra minha madrasta, ela fez uma expressão confusa.

— Me desculpe, mas minha mãe não é você, Lolla — disse e sai de casa, minha madrasta me tratava mal sempre, me criticava e falava que eu não ligava, não dava valor ao que ela fazia por mim, uma completa mentira, minha madrasta só fala o que ela acha e nunca a verdade, eu fui andando pra escola, passei no Star Buckers e comprei um cappuccino, minha dor de cabeça foi melhorando aos poucos, eu estava entrando na escola, então um menino se esbarra em mim, meu café caiu da minha mão, mas eu consegui pegar ele em um movimento super rápido, eu segurei o copo e fiquei encarando minha mão, como eu tinha conseguido ser tão rápida assim?, o menino apenas murmurou desculpa e foi embora, eu fui em direção ao meu armário super confusa, estava boiando nessa situação, eu abri meu armário e peguei o necessário, peguei meu phone e fechei o armário, fui em direção ao refeitório e me sentei em uma mesa, eu liguei a música e fiquei ouvindo, um tempo depois, uma menina joga sua mochila em cima da mesa e se senta ao meu lado.

— Tá ouvindo o que? — perguntou Thalita, ela era minha melhor amiga, ela tinha cabelos negros cortados na altura do queixo e eram um pouco repicados em cima, ela tinha olhos verdes bem claros, pele bem branquinha e era da minha altura.

— Demons — disse lhe entregando um phone de ouvido, ela pegou o phone e ficou ouvindo musicas comigo, nossa felicidade e paz não dura muito, e já tem gente pra estragar, a Carly estava se aproximando com suas amigas, ela era com certeza uma patricinha, eu bufei e revirei os olhos.

— Affz! Lá vem o bicho! — disse Thalita, a Carly se aproximou da nossa mesa e parou naquela pose, quadril pro lado e mãos na cintura.

— Nosso deus Ally! Isso que você chama de roupa? — disse a Carly rindo, as outras meninas também riram, não acredito que ela veio até aqui, me tirou da minha paz, apenas pra dizer isso, eu me segurei pra não dar um soco nela, apenas respirei fundo.

— Sim, e estou muito feliz com o que estou vestindo, agora você pode ir embora, patricinha — disse sorrindo, ela me olhou assustada mas depois começou a rir.

— Você precisa ir a um psicólogo, porque você com certeza não está bem — ela disse caiu na gargalhada, sério?, qual é o problema dessa menina, ela vem aqui e simplesmente começa a me provocar, que ser humano faz isso?

— Carly se você veio pra me atormentar, é melhor você se virar, e ir para aquele seu chiqueiro que você chama de " Mesa das populares " — disse trocando um soquinho com a Thalita.

— E por acaso você manda em mim? — ela disse com ódio.

— Posso não mandar, mas posso fazer você ficar longe de mim assim! — disse pegando meu café, então joguei meu café todo nela, ela deu um grito fino, eu e a Thalita apenas no levantamos e saímos rindo como se nada tivesse acontecido, quando chegamos na sala paramos de rir.

— Cara, essa foi demais! — disse a Thalita levantando a mão para um High-Five e eu bati.

— É melhor ela pensar duas vezes antes de se meter comigo outra vez — eu disse sorrindo maldosa, a Carly merecia muito aquilo, ela torturava tudo e a todos, xingava e fazia as pessoas se sentirem menores, eu odiava aquilo. Eu e a Thalita estávamos conversando, então alguns alunos foram chegando e depois a professora Liliany chegou, ela olhou com um olhar reprovador pra mim e para a Thalita, ela realmente não gostou da ideia de estarmos juntas, às vezes eu meio que converso um pouquinho — muito — com a Thalita quando nos sentamos juntas.

— Senhorita Levesque, pode trocar de lugar com o senhor Skaper? — ela perguntou apontando para o Logan, eu sorri pra ele e ele pra mim, ambos demos de ombros e nos levantamos, a Thalita obviamente odiou a decisão, mas não protestou, eu me sentei no lugar do Logan e ele em meu lugar, o cara ao meu lado era o Will, ele era super gente boa e éramos muito amigos.

— Eaê loira — ele disse trocando um soquinho comigo, eu sorri pra ele.

— Oi Will — disse, ficamos conversando e rindo das piadas dele, o Will era um cara muito engraçado é divertido, além de ser super bonito, eu olhei pra mesa onde a Thalita estava, ela estava rindo com o Logan, eles pareciam um casal, se você não conhecesse eles, e observassem bem, pareciam estar juntos, mas na verdade são apenas amigos mesmo, eles não combinam em nada, a Thalita gosta de briga e adrenalina como eu, o Logan é mais na dele, meio tímido, ele se solta um pouco quando está com a gente, então o sinal tocou e todos ficaram em silêncio, a aula foi de física, a professora passou um relatório de 50 questões, foi um pouco chato, mas então o Will fez um barulho de pum com a mão assim que a professora estava se sentando, todos começaram a gargalhar, até a professora começou a rir também, ela não brigou com ninguém, apenas continuou normalmente com a aula, ela não briga quando fazem isso na aula dela, apenas aceita, pois realmente foi engraçado, ela gosta de manter uma boa relação com os alunos. Quando o sinal do almoço bateu, todos nós levantamos e fomos em direção ao refeitório, eu peguei minha comida e fui em direção a minha mesa, mas então eu passei pela mesa dos populares, eu vi a Carly colocar o pé na minha frente, mas em um movimento rápido e automático, eu apenas fui pro lado e voltei por onde eu estava indo, eu tinha agido por puro reflexo, não tinha entendido o que aconteceu exatamente, tentei ignorar, eu fui até minha mesa e me sentei, estava lá o Logan, Thalita, Will e Nathaly, eles eram meu melhores amigos em todas as horas, estávamos rindo e conversando até que me senti estranha, como se eu corresse perigo, não sei explicar, olhei em volta, mas não percebi nada de estranho, aquela sensação continuava ali, então por puro reflexo de novo, me virei, eu segurei o pulso de alguém, então vi que era o pulso da Carly, ela estava com um copo de suco de uva quase entornando em mim, com um movimento rápido, tirei o copo de sua mão e joguei todo o suco nela, eu não sabia o que estava acontecendo, eu não estava me controlando, naquele momento, a raiva controlava meu corpo, com ela podia fazer aquilo na frente de todos?, nunca fiz nada de mal pra ninguém ter que fazer isso, já ela sim, então me levantei e sai correndo pro banheiro, eu me sentei no chão e coloquei as mãos na cabeça, o que estava acontecendo?, como eu consegui ser tão rápida?, como eu sabia que tinha alguém atrás de mim?, como?, eu ficava repetindo as mesmas perguntas em minha cabeça, eu estava tão afundada em meus pensamentos, sentia raiva, estava confusa e surpresa, não percebi nada acontecendo em minha volta até o sinal bater, eu me levantei e fui pra aula de história, eu não prestei atenção na aula, fiquei o tempo todo pensando o que tinha acontecido, então do nada eu levanto a mão por puro impulso e reflexo, seguro uma bolinha de papel, ela ia em direção a um menino, eu me virei e vi alguns meninos rindo, eu joguei a bolinha em um deles, eles olharam pra mim e deram língua, eu me virei de novo e não dei atenção, estava tentando prestar atenção na aula, mas cada palavra que o professor dizia, eu não compreendia, era como se ele na falasse nada, eu estava afundada demais em meus pensamentos, então outra vez minha mão se levantou, ela segurou um lápis pequeno, eu olhei pra trás e os meninos se seguravam pra não rir.

— Será que dá pra vocês pararem de jogar esses trapos nos outros e prestarem atenção na aula? — gritei, fazendo todos e até o professor olharem pra mim, os meninos ficaram um pouco constrangidos, eu peguei o lápis e joguei, ele fincou na borracha do menino da esquerda, o professor deu um grande esporro neles, todos olhavam rindo, mas eu não liguei, apenas me virei outra vez, a aula continuou normal, quando ela terminou, como sempre sou uma das últimas a sair, eu fico fazendo alguns deveres, quando a maioria já tinha saído, eu arrumei minhas coisas e me levantei, fui indo em direção à porta, mas então eu senti algo, eu me virei e segurei a mão de alguém, era a mão de um dos meninos, ele estava tentando agarrar meu braço, então começou a me empurra e me prendeu contra a parede com força, mas eu não senti nenhuma dor.

— Acha que pode me humilhar na frente de todos e ainda sair ilesa? — ele perguntou entre os dentes, então entrei modo automático, eu segurei o braço dele e girei, me soltei e dei um chute com o joelho em sua barriga, ele caiu de joelhos, eu dei um soco em seu nariz fazendo ele cair de costas no chão.

— Nunca, mas NUNCA mais, toque em mim! — eu gritei, nem esperei ele se mexer ou dizer alguma coisa, e fui saindo da sala, eu guardei algumas coisas no meu armário e peguei outras, eu fui pra minha próxima aula, e por incrível que pareça, o resto do dia foi normal, em todos os intervalos, ia para lugares escondido, queria ficar sozinha e refletir um pouco, assim que a última aula terminou, eu não esperei a Thalita, e já fui saindo da escola, iria falar com ela depois, eu passei no Star Buckers e comprei um cappuccino, eu não estava com dor de cabeça, só comprei porque era uma delícia, eu precisava me acalmar e isso me acalmava, eu fui andando até em casa, fiquei pensando nas coisas que estavam acontecendo, eu estava completamente louca, primeiro eu consigo saber quando as pessoas vão fazer alguma coisa, isso é tão idiota que dá vontade de rir, eu cheguei em casa e como sempre, apenas minha mãe estava.

— Oi Ally, como foi na escola hoje? — perguntou ela sorrindo pra mim, ela estava na cozinha fazendo alguma coisa.

— Foi bom, um dia qualquer — menti indo até ela, não queria deixá-la preocupada, ela estava cozinhando macarrão, eu assobiei fazendo ela rir, eu ri também e me sentei no sofá — O que vamos fazer?, hoje é sexta, temos que fazer alguma coisa — disse, ela olhou pra mim e sorriu.

— Não sei, que tal um filme? — ela perguntou desligando o fogo, então eu pensei por um momento e sorri.

— Pode ser de comédia romântica? — perguntei com as mãos em forma de súplica, ela deu um risinho baixo e tirou a panela do fogo.

— Pode — ela disse, eu dei um grito baixo e fui pra cozinhar comer, o macarrão estava uma delicia, tudo que a Maddison fazia era uma delícia, a comida podia ser simples, mas a dela era muito melhor do que qualquer coisa, além de ser um dos meus pratos preferidos, depois que terminei de comer, fui até a sala escolher um filme, enquanto a Maddison prepara a pipoca, eu fiquei procurando por vários filmes, então achei um chamado " Plano B ", ele era uma comédia romântica, era muito engraçado, coloquei o filme assim que a Maddison chegou na sala, eu me deitei em seu colo e ficamos assistindo, comendo pipoca, rindo e comendo mais pipoca. Quando o filme acabou, eu não estava com sono, diferente da Maddison que já estava quase dormindo, ela me deu um beijo de boa noite subiu pro seu quarto, eu fui pro meu e fiquei mexendo no Facebook, eu olho meu celular, vi que tinha varias mensagens da Thalita:

" Hey, ficou sem fome ou tá fazendo os deveres de novo? "

" Onde você tá? Não te acho em lugar nenhum! "

" Cadê você? Foi embora mais cedo? "

" Você não me esperou, aconteceu alguma coisa? "

" Ally, amanhã nós vamos sair e você vai! ", eu sorri, a Thalita era direta e mandona, eu expliquei pra ela, na verdade disse uma versão falsa, disse que passei mal e tive que ir mais cedo pra casa, falei que tinha melhorado e que ia sair com ela amanhã, ela não me perguntou nada, apenas disse que ficou aliviada e disse que iria me ligar quando fosse me pegar amanhã depois do almoço, ela queria fazer um programa pra nós, apenas duas amigas juntas em um dia especial, então recebo um pedido de amizade no Facebook, eu disse que tinha que ir e me despedi dela, sempre saímos e ficamos juntas na escola, então eu entendo a preocupação dela, eu fui ver quem me solicitou, era um menino chamado Ethan, na verdade já conheço ele, nos conhecemos no Twitter, acho desde do ano retrasado, resolvi falar com ele.

— Oi — ele disse.

— Oi — eu respondi -

— Tudo bem? — ele perguntou.

— Sim, e com você? — falei.

— Tudo ótimo. — ele respondeu.

— Ótimo, agora vamos falar sobre coisas aleatórias — respondi rindo, não tinha nada pra falar mesmo.

— Qual seu filme favorito? — ele perguntou, eu ri.

— A 5ª onda — disse, mesmo que ele já saiba.

— O meu também — ele respondeu, eu dei um sorriso bobo.

— Qual sua cor favorita? — perguntei, mesmo sabendo a dele.

— Azul , qual a sua? — ele disse.

— Azul, e também gosto muito de verde e cinza — respondi

— Legal, parece que temos coisas em comum — ele disse, eu começei a gargalhar sozinha.

— Me conte um pouco sobre você — eu disse, eu sei o que estão pensando, se vocês se conhecem porque vão falar um sobre o outro?, é porque somos dois retardados sem assunto para conversar, nós ficamos contando um sobre o outro, o Ethan tinha 18 anos, ele também era filho único, morava com seus pais e ficava muito na casa de sua prima, e essa prima é a Thalita, eu ainda não sei porque eu e o Ethan não nos conhecemos ainda, acho porque não temos muito tempo esses dias, ensino médio não é fácil, ele morava em New York igual a mim, mas estudava em uma escola diferente, ele ama comida japonesa, tem uma paixão por animais marinhos e selvagens entre outras coisas... , tínhamos muitas coisas em comum, até pensamos em nós encontrar algum dia, já que nunca nos vimos pessoalmente, nós ficamos conversando até tarde, tipo acho que até umas 3 da manhã.

— Preciso ir Ethan — disse a ele.

— Ahhh, Pq? — ele perguntou.

— Tá tarde bobo, eu marquei de sair com a Thalita amanhã — disse.

— Pq? — ele perguntou.

— Amanhã é meu aniversario, ela quis fazer um programa pra gente e tal — eu respondi.

— Seu aniversário? — ele perguntou.

— SIM! Porfavor me diz que você não esqueceu? — perguntei um pouco irritada, porque poxa, a gente se conhece a 2 anos.

— Claro que não, to só brincando — ele respondeu rápido, eu apenas ri.

— Sei , boa noite Ethan, amanhã a gente se fala — disse.

— Ok, boa noite Ally — ele respondeu, eu sorri e fechei o computador, o Nathan transformou um dia terrível em um dia feliz e divertido, quando conversava com ele, me esquecia de tudo que tinha acontecido, ele me fazia rir, era muito gentil e fofo, eu me deitei na cama e encarei o teto, fiquei pensando em tudo que estava acontecendo e acabei dormindo.

***********

Eu acordei sozinha dessa vez, estranhei, geralmente a minha mãe me acorda, fazemos caminhada nos finais de semana, talvez ela tivesse deixado eu dormir por que hoje é meu aniversário, olhei pro teto e fiquei pensando na conversa que tive com Ethan ontem, eu sorri ao lembrar disso, me sentei na cama e fiquei olhando em volta, me levantei e fui em direção ao banheiro, fiz minha higiene matinal e tomei um banho, sai do banheiro e fui em direção ao guarda roupa, peguei umas roupas: um vestido preto sem mangas, um casaco branco, um salto preto um pouco aberto, fiz uma maquiagem leve e uma trança de lado.

Quando terminei de me arrumar, desci, não tinha ninguém em casa, mas a mesa do café estava arrumada, eu fui até a geladeira, tinha um bilhete lá.

" Ally tive que sair pra resolver umas coisas, pois seus pais vão voltar hoje à tarde e depois irei no supermercado, seu café já está na mesa, eu volto pra fazer o almoço.
Beijos Mamãe"

Rasguei o bilhete e joguei no lixo não queria mais confusão com minha madrasta, já estava de saco cheio dela, me sentei na mesa e comi algumas uvas com suco de uva ( muita uva :3 ), quando terminei de comer, fui ver a hora, já eram 10:00, então poucos segundos depois, a porta é destrancada e a minha mãe entra em casa com um monte de sacolas, eu vou até ela e pego algumas sacolas, eu ajudo ela a colocar tudo na mesa e lhe dou um abraço, ela me deu um beijo na bochecha e vai pra cozinha, eu me sentei no sofá e um tempo depois recebo uma mensagem, na verdade duas, eu sorri ao ver de quem era uma das mensagens.

— Feliz aniversário Ally, espero que seu humor esteja melhor que o da minha prima! — disse o Ethan, eu sorri, a Thalita não era nada agradável de manhã, mas depois do almoço tudo ótimo.

— Happy birthday Nerd! — disse a Thalita, eu ri e mandei uma foto pra Thalita, ela disse que eu estava sexy.

Eu fechei meu celular e fiquei olhando pro teto, esperando o almoço ficar pronto, então minha mãe me chamou pra almoçar e disse que a Thalita iria passar daqui a pouco pra me buscar, eu assenti e almocei, minha mãe tinha feito salmão grelhado, arroz japonês e algas, era mais um dos meus pratos preferidos, eu amava salmão mais que tudo na minha vida, eu comi dois pedaços de salmão ( tava muito bom :p ), quando terminei de comer, eu ajudei minha mãe a colocar tudo na pia, quando já estava voltando pra sala, a campainha toca, eu corri pra atender, mas quando atendo, eu fico paralisada, sinto que minhas pernas amolecem, não consigo me mexer, o mundo ao meu redor não existia mais, o Ethan estava na minha frente, isso mesmo, O ETHAN!, mas porque você tá tão surpresa Ally?, bem, eu combinei de me encontrar com ele um dia, mas tipo, não hoje!. Acho que fiquei apenas 10 minutos observando ele, ele estava muito lindo, então percebi que estava olhando ele por tempo demais , eu logo desviei o olhar.

— Oi — ele disse dando um sorriso de tirar o fôlego, eu não consegui me segurar e olhei pra ele de novo.

— Oi — eu respondi.

— Tudo bem? — ele disse.

— Sim e com você? — perguntei.

— Tudo ótimo, eu só estou impressionado, você é ainda mais bonita pessoalmente — ele pareceu não perceber o que tinha falado, pois segundos depois ele corou violentamente, eu não devia estar diferente, consegui dar um sorriso leve, ele me abraçou, eu fiquei sem reação, mas então achei melhor retribuir o abraço, ele tinha cheiro de mar, achei estranho essa comparação mas era verdade.

— Não se assuste Ally, meu primo não morde — disse a voz da Thalita, ela ria, eu ri também e vi ela atrás do Ethan, percebi que estava um pouco tensa, tentei relaxar e dei um abraço nela, ela estava linda também.

— Ally você esque... quem é esse? — perguntou minha mãe olhando pro Ethan, eu e a Thalita rimos, a Meddison era extremamente curiosa, ela era bem direta também.

— Esse é o Ethan, primo da Thalita — eu disse, minha mãe sorriu e estendeu a mão, o Ethan sorriu também e apertou a mão da Maddison

— Você esqueceu a sua jaqueta Ally — disse minha mães me entregando a jaqueta, ela se voltou pro Ethan — Sou Maddison, prazer em conhecê-lo — ela disse sorrindo gentilmente.

— Igualmente — ele disse, era tão educado... ok parei.

— Ally, eu só vou pegar seus pais e vou voltar, então quando chegar com seus amigos, já estarei aqui — ela disse entrando no carro, eu apenas assenti, ela entrou no carro e foi embora, então eu olhei pro Ethan e depois pra Thalita, eu queria uma explicação.

— Tá, calma que eu te explico tudo! — a Thalita disse e levantou as mãos em forma de rendição, eu fiz uma expressão de seria, como quem diz " É melhor mesmo " — Olha, o Ethan me contou hoje de manhã sobre você, pois ele foi almoçar lá em casa, eu disse que era seu aniversario e tal, então eu tivemos a ideia de eu levar ele pra vozes se conhecerem pessoalmente, na verdade, o Ethan me implorou pra ver.... — ela não conseguiu terminar, pois o Ethan tampou sua boca.

— Fica quieta Grace! — ele disse olhando nos olhos dela, eu estava me segurando pra não rir.

— Credo! Que isso menino?, Ela não pode saber que você queria...- ela ia falando mas ele tampou sua boca outra vez.

— Qual a parte do " Fica quieta " você não entendeu? — ele perguntou um pouco irritando, então não consegui me segurar mais, comecei a rir que nem uma hiena com dor de barriga, eles olharam meio confusos pra mim.

— Ethan não tem problema nenhum em saber que você queria me conhecer — disse dando um empurrãozinho em seu ombro, ele corou um pouco, eu e a Thalita começamos a rir muito.

— Tá... É melhor a gente ir — ele disse meio atrapalhado, a Thalita deu um soco de levei nas costas dele e foi rindo pro carro, nós fomos no carro do Ethan, na verdade, eu não fazia a mínima ideia aonde estávamos indo, eu tentava descobrir, mas eu não achava nada que pudesse me dizer, depois de um tempo rodando a cidade, o Ethan parou em frente a uma loja, nós descemos e a Thalita tampou meus olhos com um tapa olho antes que conseguisse olhar em volta.

— Thalita... — eu comecei a falar.

— Eu sei que você não gosta de surpresa, mas dessa você vai gostar — ela disse me interrompendo, eu apenas ri e deixei ela me guiar, eu tropeçava toda hora, às vezes eu desequilibrava pro lado e pro outro, a Thalita e Ethan apenas ficavam rindo, de vez enquanto a eles me ajudavam, pois se não fosse pelo Ethan ter segurado minha mão uma hora, eu teria batido com tudo no chão, depois de um eternidade andando ( exagerada :/ ), a Thalita me parou em lugar e tirou meu tapa olho.

— Surpresa! — ela e o Ethan disseram em uníssono, a minha boca se abriu em um perfeito 'O', eu estava na calçada da praia, mas essa praia era minha preferida, eu não ia nela desde os meus 2 anos, ela tinha uma vista linda, e agora estava ainda mais linda, ela parecia ter mudado, o sol já estava de pondo no horizonte, deixando o céu em uma cor meio alaranjada, mais na minha frente, tinha um piquenique todo montado na areia, eu podia ver que tinha bastante sushi, o lugar era lindo, o por do sol deixa aquilo ainda mais perfeito, o melhor ainda não falei, na toalha tinha um filhote de pastor alemão deitado, ele olhava pro mar, meus olhos se encheram de lágrimas, eu olhei sorrindo pra Thalita e por Ethan, eu fui até a Thalita e dei um abraço forte nela.

— Obrigada — disse a ela, ela apenas sorriu e me deu um beijo na bochecha, eu fui até o Ethan e dei um abraço forte nele também.

— Obrigada — disse a ele, ele riu e me deu um beijo na testa, eu corei um pouco mas logo me recuperei, nós fomos no sentar na toalha de piquenique, eu me sentei ao lado do filhote de pastor alemão, ele se levantou e ficou todo animado ao me ver, ele pulava em cima de mim e lambia meu rosto, eu ria e fazia carinho em sua cabeça.

— Ally, esse é o Mike, seu novo cachorro — disse o Ethan fazendo carinho no Mike, eu arregalei meus olhos pra ele, eu fiquei em choque.

— Meu? Ele é meu? — eu perguntava totalmente assustada, o Ethan sorriu e concordou com a cabeça, eu não estava acreditando, ele só podia estar brincando ou eu estava sonhando, eu fiquei totalmente imóvel e de olhos arregalados.

— Gente eu não posso aceitar isso.. — comecei a dizer, mas o Ethan não deixou eu terminar

— Pode sim, não tivemos nenhum prejuízo pra consegui ele — disso o Ethan olhando para o Mike, eu apenas suspirei e fiquei encarando o chão.

— Ally? Você tá bem? — perguntou a Thalita tocando meu ombro, eu me virei pra ela.

— Eu ganhei um filhote... — disse com a mesma expressão, a Thalita riu, então ela apontou pro Ethan e deu um olhar pra mim como " A ideia foi dele ", eu olhei pro Ethan, ele me olhava sorrindo, eu dei um abraço forte nele, o qual retribuiu, ele disse que tinha um pastor alemão em casa, e ela tinha tido 4 filhotes, então ele e a Thalita decidiram me dar um como presente de aniversário, eu comecei a chorar e abracei eles de novo. Eu estava comendo sushi, estava muito bom, estávamos rindo e conversando, então ouvimos uma buzina alta e longa, nos levantamos em um salto, um carro capota bem na nossa frente, ele sai girando e para batendo em um poste, eu me levantei por puro instinto e fui correndo até o carro, o Ethan e a Ju gritavam meu nome mas eu não dava atenção, eu corria desesperada ate o carro, eu reconheci o carro, era o carro que a Maddison estava dirigindo, eu sabia que ela estava lá, eu puxei a porta do motorista a arranquei ela com uma força que não sei de onde tirei, a Maddison estava lá, mas ela não estava normal, ela estava louca, ela se mexia com violência no banco, então ela me viu e se soltou do banco, ela pulou em cima de mim, ela não parecia um zumbi não gente, ela apenas estava descontrolada, não queria me morder, apenas me machucava.

— MÃE! PARA! — eu gritava, mas ela não parava, ela tentava me socar, então eu peguei ela e virei ela jogando-a no chão, eu sai correndo, ela vinha atrás de mim, eu vi um policial mais à frente, então só ouvi um barulho de tiro, eu me agachei no chão com as mãos no ouvido e dei um grito, eu tirei as mãos devagar, eu olhei pra frente, o policial estava ainda um pouco mais a frente, tinha outros policiais ao seu lado, o Ethan e a Thalita estava atrás deles me olhando assustados, eu fui correndo até eles e abracei os dois ao mesmo tempo, eles retribuíram o abraço.

— Tirem eles daqui agora! — o policial deu uma ordem a outro, alguns polícias começaram a nos puxar, eles me separam da Thalita.

— NÃO! ESPEREM! — eu gritava, a Thalita tentava se soltar, mas o policial não soltava ela, o Ethan também chamava ela, ele me abraçou, eu não estava entendendo mais nada, eu comecei a chorar, o desespero estava tomando conta de mim, então eu entrei no carro com o Ethan, ele me abraçou de novo, eu comecei a chorar ainda mais.

— O que está acontecendo? ME DIGAM O QUE ESTÁ ACONTECENDO! — eu berrei, um policial olhou pra mim.

— Vírus, um laboratório estava fazendo testes, mas acabou criando uma arma, esse vírus deixa as pessoas descontroladas, não são como zumbis, elas não querem comer umas às outras, elas apenas querem matar qualquer ser humano que vêem pela frente, uma mulher que trabalhava nesse laboratório foi contaminada, e foi apenas se espalhando, ele está em quase todo o lugar, pode tanto ser transmito por toque do vírus, quando por sangue contaminado, por esporos, e outros meios, isso já estava durando a semanas, mas agora foi pra valer, estávamos nos preparando caso isso ficasse mais sério — ele disse, eu estava muito confusa, o que isso significava?, estávamos entrando em um apocalipse?.

— Algumas pessoas são diferentes, elas nascem com dons especiais, como força, raciocínio rápido, reflexos rápidos, comunicação por telepatia, elas sabem quando alguém está em perigo ou se vão ser atacadas, elas conseguem rastrear quem elas quiserem, além de serem ótimas para construir e serem muito inteligentes quando querem, essas pessoas são imunes ao vírus — disse o policial que dirigia, então eu fiquei em choque, tudo que ele falou, já tinha acontecido comigo.

— Eu sou uma delas — eu disse simplesmente, o policial parou o carro de uma vez e todos olharam pra mim — Tudo isso que você falou, já aconteceu comigo, eu só fui até o carro, pois sabia que tinha alguém que eu conhecia lá dentro, aquela mulher era minha mãe — eu disse olhando pra baixo, meus olhos começaram a se encher de lágrimas, o Ethan me abraçou, lágrimas rolaram por meu rosto.

— Temos que levá-la ao laboratório David — o policial disse ao policial que dirigia.

— Não — ele disse, nós olhamos pra ele — Eles vão matá-la e eu não vou deixar, se eles criaram esse vírus, que eles encontrem a cura para ele — ele disse e ligou o carro.

— Mas.. — o outro policial ia falando.

— Sem mas Karl! — disse o outro policial, o policial Karl suspirou e se virou pra frente, eu encostei minha cabeça no ombro do Ethan — Vamos levá-la ao abrigo, lá você estará segura, mas não deve contar a ninguém sobre seus dons e nem deixar ninguém descobrir — ele falou, eu apenas assenti — Eu vou treiná-la, vou te ensinar a usar seus dons de forma correta sem que ninguém perceba que você é especial — ele disse olhando pra mim pelo retrovisor, eu sorri pra ele e ele pra mim, continuamos a viagem em silêncio, nós chegamos em um portão de metal enorme, o portão se abriu um pouco apenas para que o carro passasse, o carro entrou e o portão logo se fechou, entramos em uma espécie de acampamento, a diferença é que tinha casas grandes, parecia um bairro, com umas feiras, barracas, tendas, polícias por todos os lados, pessoas correndo e sendo levantas de um lado pro outro, o policial foi até essas dessas casas, ele andou pro várias, então parou em frente a uma.

— Vocês vão ficar aqui — ele disse saindo carro, eu e o Ethan saímos também do carro, a casa era bem grande, era toda branca com o telhado azul, tinha várias janelas e parecia ter 2 ou 3 andares, o policial nos guiou para dentro dela, ela era bem decorada, mas não tinha muita coisa, apenas o necessário, com um sofá, mesa, cozinha e armários, geladeira, fogão, comida, quartos e camas, algumas roupas, banheiro e etc.... Depois que o policial nos mostrou toda a casa e nossos quartos, ele foi embora, então eu me lembrei da Thalita, eu fui correndo pra fora da casa, eu tentei pensar nela e fui andando pelo acampamento, eu de alguma forma sabia onde ela estava, eu sentia ela perto e mais perto, então eu cheguei em uma casa igual a que eu estava, eu não tinha percebido mas o Ethan estava ao meu lado.

— Você rastreou ela não foi? — ele perguntou baixo, eu concordei com cabeça e entramos na casa, a Thalita estava em uma poltrona sentada olhando pro lado, assim que entrei na casa ela olhou pra mim e sorriu, eu corri até ela e ela fez o mesmo, eu dei um abraço forte nela.

— Você também é "especial" não é? — ela cochichou em meu ouvido, eu ri e concordei com a cabeça, ela riu também — O Ethan também é, mas ele já sabe se controlar, ele descobriu quando tinha 10 anos, eu também sou, também já sei me controlar — ela disse num tom normal, mas ainda sim era um pouco baixo, eu olhei pro Ethan e sorri pra ele, eu estiquei os braços e eles me abraçaram em conjunto.

— Pra sempre juntos — dissemos em uníssono, aquela era minha nova família.

Notas finais
QueFofinho! Espero que tenham gostado! Bjusssssss *3*