The adult life of The Marauders
4 Capítulo 4
Notas iniciais
~ 1 ano depois – sexta-feira ~
Lilian abriu a porta do apartamento com um sorriso enorme no rosto e foi até a cozinha procurar a amiga.
Marlene estava com um avental rosa e a varinha na mão, apenas coordenando o almoço, ao ouvir a amiga se aproximar foi lhe dar um abraço e logo percebeu o sorriso da ruiva.
— Esse sorriso é o que eu acho que é? – perguntou ela após soltar a amiga.
— Se você está pensando que é porque eu passei na prova do departamento e ainda tirei a maior nota entre os iniciantes, então SIM – disse Lilian gritando a última parte enquanto quase pulava de alegria.
— Aí, eu estou tão orgulhosa de você – falou Marlene abraçando a amiga novamente, porém mais forte dessa vez.
— Estou tão feliz – falou Lilian abrindo a geladeira e pegando a jarra com água se servindo – isso quer dizer que além de ganhar os melhores casos eu vou ter uma sala só minha!
Lilian percebeu que dividir sala não era nada fácil, as pessoas eram extremamente irritantes e sem noção, o holandês que sentava ao seu lado não tinha a menor vergonha de arrotar o mais alto que pudesse, assim como não pensava duas vezes antes de limpar o nariz na frente de todos.
Então quando a Sra. Venan, chefe do departamento de execução das leis da magia, disse para eles que haveria uma “promoção”, de que quem ficasse com a maior nota no final do exame teria sua própria sala, Lilian não pensou duas vezes em aumentar, ainda mais, o quanto vinha estudando.
Afinal depois de vários livros lidos, várias aulas e casos hipotéticos concluídos em seu primeiro ano de estágio ela, finalmente, iria começar a trabalhar de verdade, claro que não iria resolver os casos sozinha, nem muito menos pegaria os mais complexos, mas isso era algo no qual ela batalharia para conseguir dali para frente.
— Acho que isso pede uma comemoração! – disse a loira levantando uma sobrancelha para a ruiva que apenas a olhou duvidosa – vamos! Nós podemos ir no três vassouras tomar umas cervejas amanteigadas ou uns Firewhiskys
— Normalmente eu falaria que não, mas realmente acho que a gente merece, ainda mais porque agora eu terei um aumento — falou Lilian rindo da cara de brava da amiga, que sabia que não teria aumento por mais um ano ainda.
— Já que é assim, você banca a nossa noite – disse Lene voltando a olhar para a comida que tentava preparar.
Ela descobriu que era uma boa cozinheira, e que gostava disso, ajudava ela a relaxar depois de um dia cheio, então era ela quem ficava encarregada do almoço e Lily da janta, já que a ruiva chegava antes.
Elas almoçaram conversando alegremente, a mesa de jantar foi a última parte do apartamento que elas compraram, apenas a dois meses e agora sim ele estava completo.
O dia das duas seguiu sem nenhuma anormalidade, Lilian fez uma pequena mudança de sala, mesmo que a sua nova fosse bem menor que a outra, tinha agora seu próprio espaço, e não precisaria ficar vendo os hábitos estranhos de seus companheiros.
Lilian chegou primeiro, como de costume e após pegar um pouco da bagunça que havia na casa ela já foi para o banho, Marlene chegou um tempo depois, também com novidades. Quando a amiga saiu do banho em direção ao quarto a loira a seguiu.
— Lilyzinha – falou Lene com a voz mais meiga que podia fazer.
— O que você aprontou, Lene? – perguntou Lili, apenas com uma toalha envolvendo o corpo, virando-se para a amiga e colocando as mãos na cintura.
— Eu chamei os marotos para irem também – ela encolheu os ombros esperando o grito que a amiga normalmente soltaria.
— Você o que? – perguntou Lily tentando parecer calma mas sentindo seu rosto esquentar.
— É, eu chamei os marotos, bem, na verdade o Sirius me mandou uma carta falando que estavam chegando do acampamento hoje, e estavam livres essa semana, então eu chamei ele e o Rem para ir com a gente e, bem, eles falaram que iriam, mandei um convite para o Pedro também, mas ele disse que trabalharia hoje.
— E o Potter? – perguntou ela, ela gostava dos marotos, desses três citados por Marlene, pelo menos, o verdadeiro problema tem nome e sobrenome: James Potter.
— Bem, eu até perguntei para o Six como é que ele estava, se estava disponível hoje e tal mas o Six disse que provavelmente não, que faz quase seis meses que ele não volta para cá, e que tem um importante jogo amanhã, então ele não vai.
Lilian relaxou depois disso e sorriu para a amiga falando que estava tudo bem então, que ela estava até com saudade deles.
As 20:30 elas chegaram no Três Vassouras e não encontraram os meninos, deduziam que estes estavam atrasados então pegaram uma mesa em um canto mais vazio. O bar estava bem movimentado, com pessoas entrando e saindo o tempo todo, falando alto, andando por aí. Tinha casais se beijando, bêbados cantando e pessoas solitárias sentadas no balcão.
Quando Marlene chegou no balcão para pedir as cervejas amanteigadas Lily percebeu que Sirius e Remus haviam acabado de chegar e procuravam por elas, então ela ergueu o braço e eles logo a viram, rumando para ela que se levantou.
— Boa noite, Lily – disse Remus abraçando a amiga – quanto tempo.
— Nem me fala Rem, estava com saudade – falou retribuindo o abraço – oi Six – disse abrançando o outro amigo.
— Você cresceu ou é impressão minha, ruiva? – perguntou ele depois de solta-la.
— Acho que faz tempo que você não me vê e eu estou de salto – disse rindo indicando o sapato para o amigo.
— Mas é claro, não entendo como vocês andam nisso – falou ele realmente parecendo indignado mesmo que o salto da garota fosse grosso e nem tão alto – cadê a Lene?
— Está no balcão pegando bebida pra gente – disse ela indicando a amiga com a cabeça depois de se sentar.
— Vai querer o que, Aluado? – perguntou Sirius ainda de pé olhando para o amigo que se sentava em frente a ruiva.
— Uma cerveja amanteigada por enquanto – disse para o maroto que logo se afastou – então, estamos comemorando uma promoção? – perguntou Remus olhando para a ruiva que abriu um mega sorriso.
— Sim, agora eu finalmente vou trabalhar de verdade. Mas e vocês, como anda o treinamento?
— Bem, o primeiro ano já foi, e talvez fosse o mais intenso, agora nós podemos ir em pequenos casos, mas ainda temos aulas e treinos. A novidade é que agora começamos uma parte nova que é a de investigação, eles querem nos ensinar mais ou menos como é ter a “sensação”, como pensar e por quais caminhos ir sabe? – disse ele meio desanimado.
— Acho que isso parece legal, mas não acho que você concorde comigo – falou ela olhando ele nos olhos.
— Não é a pior coisa do mundo mas eu prefiro as aulas, práticas e teóricas e elas reduziram drasticamente – disse ele dando os ombros.
— Olá Rem – disse Marlene colocando uma cerveja amanteigada na frente da amiga que apenas proferiu um “obrigada”.
— Oi Lene – falou Remus se levantando para abraçar a amiga.
— Bom, então eu proponho um brinde – disse Sirius após todos estarem sentados – a Lily! – e ergueu a caneca.
— A Lily – disseram Marlene e Remus enquanto Lilian apenas sorria envergonhada no brinde.
Eles conversaram a noite toda, sem nenhum imprevisto, colocaram o papo em dia e podiam estar um pouco mais alterados que o normal, já que após algumas cervejas amanteigadas eles decidiram que iriam tomar FireWhiskey.
Era a vez de Lily pegar bebidas para a mesa, foi então em direção ao balcão sentando-se em um banquinho enquanto esperava Madame Rosmerta a atender. Um homem alto, com ombros largos, cabelos loiros encaracolados e olhos verdes sentou-se ao seu lado e se virou para ela.
— Está sozinha? – perguntou sorrindo para a ruiva.
Ela normalmente não ficaria de conversa afiada, mas o sorriso do rapaz era realmente encantador.
— Não, estou com uns amigos – apontou a mesa com a cabeça – apenas esperando a bebida.
— Que pena para mim – ela lançou um olhar questionador para ele – você parece uma ótima companhia,...
— Lilian Evans – falou ao ver que era isso que o rapaz esperava.
— Lilian Evans, gosto do nome, sou Miguel Thomson – disse estendendo a mão para a garota.
— Prazer Miguel Thomson, você é daqui? Não lembro desse nome em Hogwarts – falou enquanto chamava Madame Rosmerta que finalmente virava em sua direção – vou querer 4 firewhisky dose única.
— Vou querer um dose dupla por favor – disse Miguel aproveitando que a mulher estava ali – não Lilian, eu estudei em Drummstang estou por aqui por trabalho, eu trabalho pesquisando veneno de algumas plantas, de forma a descobrir um antídoto para uma virose recorrente na Bulgária – explicou ao ver que ela perguntaria isso – e você?
— Trabalho no ministério, departamento de execução de leis e magia – falou ela sorrindo e sacando a varinha para flutuar seu copo e de seus amigos até a mesa – foi um prazer te conhecer Miguel.
— Calma ai Lilian, será que você aceitaria sair comigo algum dia desses? Ir em um restaurante ou algo do tipo? – perguntou ele bebendo um gole de sua bebida que também havia sido entregue.
Lily ponderou, mal conhecia o rapaz, por mais que parecesse uma boa pessoa era a primeira vez que se viam.
Mas fazia mais de 6 meses que não saia com ninguém, e a última vez havia sido com um conhecido de Marlene, que havia a levado para um péssimo restaurante árabe e não conseguia nem comer de boca fechada, além de passar o encontro inteiro falando sobre si próprio.
Ela decidiu dar uma chance ao rapaz, afinal, ela era humana e sabia que o rapaz em sua frente era muito atraente e ele parecia alguém que saberia comer de boca fechada.
— Claro – respondeu sorrindo – sábado que vem? – perguntou.
— Por mim está ótimo – ele disse sorrindo – gosta de comida trouxa italiana? – ela assentiu alegremente, amava uma boa massa – que bom, conheço um ótimo lugar no centro de Londres, chama-se Mamma Mia, conhece?
— Claro, já fui umas duas vezes com a minha família lá – “pelo menos tem bom gosto” pensou ela.
— Então nos encontramos as 8 e 30? – ela assentiu e ele pegou a mão dela que não segurava a varinha e depositou um beijo ali – então estarei esperando ansiosamente por sábado que vem.
— Até mais Miguel – disse corando e indo até a mesa dos amigos.
— Que demora em Lilyzinha – falou Marlene pegando um dos copos.
— Me desculpe, fiquei conversando – falou ela se sentando.
— Tudo bem, agora eu tenho um convite vindo diretamente da Irlanda do Norte – falou Sirius chamando a atenção de todos – falei com o Pontas antes de virmos para cá e ele disse que arranjou alguns ingressos para o jogo dele na semana que vem, será o segundo jogo dele como profissional, e ficaremos no camarote – terminou de dizer com um sorriso enorme no rosto.
— Que dia? – perguntou Marlene – faz anos que não vejo um jogo profissional.
— Sábado, 5 horas – falou Sirius – eu e o Reminho aqui vamos, Pedro conseguiu uma folga e vai também. Vamos! – falou ele olhando para as garotas.
— Ah, eu topo! Vocês vão por chave de portal né? – perguntou Marlene e recebeu uma afirmação com a cabeça de Remus – posso ir junto? – juntou as mãos como se implorasse.
— Claro, a gente vai sair as 4 da casa dos Potter, te mando o endereço depois – falou Sirius e se virou para a Lily – ele disse que tem um convite especial para o “Lírio dele” – disse fazendo as aspas com os dedos.
— Diga para ele que se refira a mim como Evans, E-V-A-N-S. E que não poderei ir porque tenho um encontro com um cara bem bonito e inteligente – falou ela com raiva, mesmo de longe o Potter não parava de importunar sua vida.
— Um encontro? – perguntou Marlene pouco acreditando na amiga.
— Pois é, aquele cara loiro de camiseta azul marinho acabou de me chamar para sair – falou apontando Miguel discretamente com a cabeça — ficamos conversando enquanto esperávamos os pedidos, ele me chamou para sair sábado que vem e eu aceitei.
— O Pontas ficará duplamente desapontado – falou Remus rindo.
— Problema dele – falou rispidamente Lily.
— Ei, calma aí, ele não tá aqui não, não precisa ficar nervosinha – falou Sirius também rindo.
A conversa voltou a assuntos banais, por mais que no meio desses eles mencionassem James apenas para ver a ruiva irritada e dando “patadas” gratuitamente. A noite terminou e cada um foi para sua casa, sabendo que no dia seguinte estariam sofrendo com a ressaca.
~ um ano e meio depois ~
Depois de todo esse tempo algumas coisas haviam mudado, para Marlene ainda faltava um ano e meio para finalmente se formar e ser uma medibruxa, mas já estava buscando lugares para fazer sua especialização em casos emergenciais. Faltava poucos dias para que Lilian completasse um ano de namoro com Miguel, já que ela havia aceitado o pedido apenas 6 meses depois do primeiro encontro, já que não se sentia pronta para um relacionamento antes, e nem sabia se estava pronta agora. Na vida profissional ela estava crescendo no ministério cada vez mais, já recebia grandes problemas para resolver e tinha até um novato como assistente.
James estava mais feliz do que nunca, era apanhador oficial do time, estava cada vez mais famoso, vários times já haviam mandado propostas para ele, mesmo que ele não aceitasse nenhuma, amava onde jogava, ainda mais quando a sintonia do time fez com que ganhassem a última liga.
Pedro, com o dinheiro que juntara do trabalho, foi até a Itália participar de um curso de culinária bruxa mundialmente conhecido, estava morando lá a 3 meses, e ficaria por lá por pelo menos mais 7, já que o curso tinha 10 meses de duração.
Sirius e Remus estavam na reta final do seu treinamento de 3 anos para se tornarem, finalmente, aurores, este último ano era totalmente feito no ministério, no qual eles basicamente iam para pequenas missões e participavam, ou iam para as grandes mas não lutavam, apenas assistiam acontecer.
Eles tentaram moram em suas respectivas casas, mas perceberam o quão mais fácil, e divertido, seria se morassem juntos, então buscaram um apartamento em um bairro bruxo perto do ministério.
Ambos estavam terminando de colocar as coisas no lugar quando a campainha toca, não havia porteiro no prédio, apenas um olho mágico preso a porta de cada apartamento, que permitia que a pessoa visse quem estava na rua esperando a permissão de entrada depois que a campainha de seu apartamento fosse tocada.
— Ai caralho – exclamou Remus depois de olhar pelo olho e liberar a entrada.
— O que? Quem é? Não me diga que é a louca da Clare? Aquela mulher não sai do meu pé, não me surpreenderia se ela descobrisse onde eu moro – falou Sirius abrindo uma cerveja trouxa e se sentando no sofá.
— Não, é o ... – um barulho de aparatação foi ouvido, já que depois que a entrada é permitida é possível que se aparate na frente do apartamento até que o dono negue essa “passagem”.
Remus logo abriu a porta e encontrou um James, com o cabelo arrepiado de sempre, calça jeans e uma camiseta vermelha, segurando uma garrafa de FireWhisky.
— Feliz casa nova! – falou abraçando Remus.
— VEADO! O que você tá fazendo aqui? – disse Sirius levantando-se em um pulo.
— Caralho Cachorro, é cervo, já te disse! – disse James indo abraçar o amigo e depositando a garrafa em cima de uma mesa que tinha ali perto – se você me irritar eu já vou embora.
— Agora que você já se deu o trabalho fica né – disse Remus fechando a porta e revirando os olhos como se realmente a presença do amigo não o alegrasse.
— Nossa, eu achei que o mais novo apanhador da seleção Britânica iria ser melhor recebido – falou James se sentando no sofá com um sorriso.
— QUE? Pontas! CARALHO! – Sirius parecia não ter palavras para o orgulho que sentia do irmão.
— Isso é sério Pontas? – perguntou Remus se sentando ao lado do amigo.
— Fiquei sabendo ontem, nem anunciaram no jornal ainda, só meus pais estão sabendo – falou abrindo a garrafa que trouxe – acho que merecemos, não é?
— Mais do que merecemos – disse Sirius fazendo com que copos flutuassem até eles.
— A casa nova e ao mais novo apanhador da seleção! – falou Remus quando brindaram.
Eles ficaram do fim da tarde até a madrugada bebendo, contando histórias e relembrando algumas outras, James acabou dormindo no sofá dos amigos por fim, já que não tinha forças nem para aparatar.
Faziam tempo que não riam e aproveitavam assim, um tempo só deles, como era antigamente. No dia seguinte eles almoçariam nos Potter e haviam marcaram de sair à noite com Marlene, já que fazia um ano e meio que está não via James. Lilian também estava de férias, mas havia ido a França conhecer o país e rever o amigo Severo Snape, o que rendeu comentários ácidos de James quando este descobriu que não veria sua ruivinha.
James não sabia exatamente quando realmente passara a gostar dela, mas no quinto ano deles em Hogwarts ela havia brigado com o melhor amigo, o que a fez se aproximar dos marotos, James não podia negar que já achava a ruiva linda, mas naquela ano algo estava diferente, ela estava com a aparência um pouco mais madura, e ele com os hormônios mais a flor da pele, e logo chamou ela para sair, tendo plena convicção que ela aceitaria, mas não foi o que aconteceu.
Ele não entendeu o porquê, começou a questionar a jovem sobre isso, porque negar sair com ele, já que ninguém nunca havia feito isso. Ela citava seus defeitos e manias, depois de uns dois meses perguntando por isso ela quase podia citar em ordem alfabética. Ele era, arrogante, convencido, mal-educado, metido, repulsivo e mais muitas coisas.
O maroto realmente não entende como pode se apaixonar por ela, talvez porque nessa de saber o porquê ele começou a reparar em seus jeitos, suas manias, costumes, detalhes. Começou a ver a delicadeza da menina, da mesma forma que via a força que havia nela, ele adorava a ver corada, fosse de vergonha ou quase explodindo de raiva dele, ele apenas gostava de ver ela.
Ver todos os detalhes apaixonantes dela, as poucas e pequenas sardas em suas bochechas, perto da raiz dos cabelos, os cabelos ruivos mais escuros do que ruivos costumam ser, dando um tonalidade mais vermelha aos compridos cabelos que passavam sua cintura com pequenas ondulações, o corpo magro mas com curvas nos lugares certos, a pele incrivelmente branca e os olhos. Ah, os olhos, ele não conseguia nem descrever, um verde tão intenso que mais parecia duas esmeraldas lhe encarando, normalmente esmeraldas raivosas olhando para ele.
Ela o odiava, e ele sabia, mas ele não conseguia deixar de sonhar com ela, pensar nela e de temer que algum mal acontecesse com ela. Ele sentia falta de irrita-la, de sentir aquele friozinho na barriga ao vê-la entrar no salão principal, sempre acompanhada de Marlene, e de espionar ela na biblioteca, reparando na mania da garota de ficar enrolando uma mecha do cabelo nos dedos enquanto estava pensando.
Ele pensou que ao se afastarem isso iria passar, que era coisa da cabeça dele, ou sei lá o que, que alguma outra mulher ocuparia seus sonhos e desejos, mas não. Ele não sentiu isso por mais ninguém. Claro que não era tonto de não ter seus próprios relacionamentos, ainda mais sabendo que agora ela se encontrava em um bem sério, mas nenhum deles fazia com que ele perdesse a cabeça e sentisse o quentinho no coração que os gritos dela faziam, imagine o que os beijos seriam capazes de faze-lo sentir.
Estava ansioso para revê-la, mas o momento parecia não chegar, nunca.
Ele ainda era apaixonado por ela, e não sabia se algum dia isso seria reciproco.
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