The adult life of The Marauders
10 Capítulo 10
Notas iniciais
#Sirius
O moreno ouviu o despertador tocando e tentou desligar mas falhou na missão, olhou então a hora e deu um pulo da cama.
— Marlene, acorda! Estamos atrasados! – falou balançando a amiga que estava deitada do seu lado.
— Me deixa dormir, Sirius, hoje é sábado — disse virando de costas para ele.
— Hoje é sexta, Lene, vamo! Tamo atrasado – falou levanto e indo abrir seu guarda roupa em pegando a primeira coisa que via pela frente.
— Que horas são? – falou ela sentando enquanto coçava os olhos.
Sirius olhou para ela e por um momento ficou sem palavras, ela estava linda, como sempre, mas ali com cara de sono e com os peitos nus para fora do lençol ele achou que ela decididamente poderia ser uma pintura.
Ele piscou e pegou uma cueca e uma calça jeans preta.
— São 8 e 15! – falou entrando no banheiro.
— QUE? – gritou ela pulando da cama e pegando sua roupa do chão – a gente tinha que estar lá a 15 minutos e eu nem tenho roupa aqui!
— Você pode colocar a mesma de ontem e pegar um casaco meu – falou ele parando com a escova de dentes na boca e olhando para ela.
— Não ficaria obvio que eu não fui para a minha casa e estava o tempo todo com você? – perguntou colocando a roupa.
— Talvez, mas não temos outra escolha, na pior das hipóteses você realmente não dormiu na sua casa, mas não foi aqui que ficou – falou voltando para o banheiro.
— Ok – disse ela abrindo a porta do guarda roupa dele e pegando uma blusa de couro preta que contrastava completamente com sua roupa toda branca.
Eles foram no ministério o mais rápido possível, chegaram lá e receberam uma bela bronca mas puderam participar da reunião, depois que o líder dos aurores saiu da sala, assim como outros participantes, e ficaram apenas algumas pessoas mais chegadas a eles Heloisa perguntou:
— Será que já podemos considerar que nós ganhamos a aposta?
— Claro que não, isso não prova nada – falou Gian do outro lado da sala.
— É totalmente obvio! – falou Marie.
— Gente, desculpa, mas... que aposta? – perguntou Marlene sem entender.
Eles riram um pouco antes de Heloisa responder:
— Nós apostamos que vocês têm um relacionamento, ou alguma coisa. Quase todo o departamento está apostando que sim.
Sirius e Marlene gelaram, relacionamentos não eram bem a praia deles, e além disso, não queriam nem que as pessoas soubessem dessa amizade deles, nem seus amigos sabiam direito.
— Pois fale que o time vencedor é o que apostou que não temos nada – falou Sirius sentando-se do lado da loira.
— Eu ainda acho que é mentira, vocês sempre são vistos saindo juntos, vivem chegando juntos, de cabelo molhado e tal, hoje vocês se atrasaram, juntos, e a Marlene está com a mesmo roupa de ontem, ou seja, ela não dormiu na casa dela e está com um casaco que nós já vimos você usar, é só juntar – disse Marie fazendo um movimento de explosão com as mãos.
— Eu realmente não dormi em casa, mas acordei atrasada na casa do meu... amigo e pedi para o Sirius me trazer um casaco pois estava meio frio hoje e eu não teria tempo de passar em casa, ele se atrasou pois me esperou – falou ela com tranquilidade na voz, mas Sirius sabia que ela estava nervosa, via que estava mordendo o canto interno da sua boca.
— Isso me soou bem convincente – falou Gian.
— Claro, você quer sair com ela, quer muito acreditar que eles não têm nada – falou Heloisa rindo da cara vermelha de Gian que apenas tomou mais um gole do seu café.
Marlene riu com as pessoas presentes mas continuou mordendo o canto interno de sua boca e Sirius, por alguns segundos, sentiu algo que nunca havia sentido antes, ele apenas segurou um pouco mais forte o seu copo e sorriu normalmente.
#Lily
A ruiva entrou no três vassouras as nove horas da noite de sábado, havia se passado duas semanas desde o jogo de quadribol, e uma semana desde que havia encontrado seu antigo colega de trabalho John Westerned e havia marcado um encontro naquele local.
John era um cara bonito, loiro de olhos claros e um belo corpo, não que Lily se interessasse muito com isso, mas naquele momento tudo contava, ainda mais quando ela sabia que ele era extremamente arrogante e egocêntrico.
Ela viu que ele estava sentado em uma das mesas perto das janelas e meio afastada do bar, passou as mãos pelo cabelo e tirou o fino casaco, foi em direção a ele que abriu um sorriso ao vê-la.
— Boa noite, Lilian, está lindíssima – falou beijando uma de suas mãos.
— Boa noite, John, está lindo também – sorriu graciosamente – posso? – perguntou apontando para a cadeira na frente dele.
— Claro – falou – vai querer beber alguma coisa?
— Uma cerveja amanteigada já está de bom tamanho.
— Eu já volto então – falou indo em direção ao bar.
Ela ficou observando o movimento e pensando sobre os possíveis assuntos que poderiam tratar, talvez sobre as coisas no ministério, o tempo, sobre a bebida boa... Não tinham muitos assuntos em comum na verdade.
— Voltei, Lilian – falou entregando a caneca pra ela – e então... – disse tomando um gole do seu whisky de fogo.
— Como vão as coisas no ministério? – perguntou apoiando o braço na mesa.
— Estou com tanto trabalho, tem um caso novo, uns bruxos estão mostrando magia para vários trouxas e nenhum departamento está dando conta deles, é uma revolução! E é claro que isso caiu na minha mão...
Lily continuou olhando pra ele mas sem realmente prestar atenção, sabia que se realmente fosse algo grande igual ele estava falando as coisas não estariam nas mãos dele e isso já teria sido exposto no jornal.
Toda vez que a porta do bar se abria Lily olhava para os novos frequentadores, já haviam chego amigos bêbados, casais apaixonados, homens e mulheres com cara de derrotados, outros chorando e dessa última vez entrou James Potter.
A ruiva desviou o olhar dele para John que estava falando algo sobre um antigo caso de um dragão fugitivo que ele tinha tomado conta, ela apenas respondia “uhm”, “que legal”, “claro” e coisas do tipo enquanto pensava “O que caralhos o Potter está fazendo aqui? Será que nem um encontro eu posso ter em paz?”
— E em Hogwarts, como andam as coisas? – perguntou e ela piscou voltando a prestar atenção.
— Vão bem, os alunos estão... – ela não terminou pois ele a cortou.
— Eu era um ótimo aluno, sabe? Sempre dava pontos para a Sonserina, mas nunca consegui realmente entrar para o time de quadribol, e eu sempre fui um ótimo jogador...
Ela começou a não prestar atenção novamente, ele já havia falado sozinho por quase 20 minutos e já estava no terceiro copo porque pedia gritando para a madame Rosmerta, ela não duvidava que ele passaria mais vinte falando quando este começou a descrever toda a sua trajetória pela escola, trajetória que ela não tinha a mínima questão de escutar.
“Não pode ser que eu esteja fazendo isso, eu vim aqui por causa dele e vou pedir ajuda para o dito cujo? Ohh Deus, o que eu tenho na cabeça?”
Ela começou a direcionar olhares para o Potter que estava sentado de costas para ela no balcão na esperança de que ele a olhasse, quando ela percebia que John a olhava ela olhava para ele de volta e sorria com graça, apenas para voltar a olhar para James depois de um tempo.
Quando ele finalmente olhou ela fez uma cara de dó e ele ergueu uma das sobrancelhas como se perguntasse o que estava acontecendo, ela apenas coçou o pescoço com a lateral do indicador, para parecer uma coceira, querendo que ele entendesse que ela tava morrendo, por isso o movimento que ela escolheu fazer, de tédio ali e que ele precisava ajudar ela.
James falou a seguinte frase sem exibir som: “Precisa de ajuda?” e ela acenou que sim na mesma hora, afinal, aquele encontro foi uma péssima ideia e nada poderia ser pior.
Naquela hora John falou que iria no banheiro e se levantou, ela suspirou aliviada e pensou em sair dali correndo mas viu que alguém sentou na sua frente antes que fizesse qualquer coisa.
— O que aconteceu, Lily? – perguntou Potter com uma voz séria – ele está tentando abusar de você ou algo do tipo? Eu vou queb...
— Não, claro que não – ela se apressou a dizer – ela está me matando de tédio, eu só quero ir embora, mas sou educada demais para sair do nada.
— Porra Evans, você me assustou! Achei que era sério – falou colocando a mão no coração.
Lilian levantou uma das sobrancelhas meio risonha, ele nunca chamava ela de Evans, nem quando ela quase implorava pra ele fazer isso.
— Que foi? Não é engraçado! – falou ele sério e ela riu um pouco mais.
— Desde quando você me chama de Evans, Potter?
— Desde que você quase me fez ter um ataque do coração!
— Então esse era o segredo, esse tempo todo? – disse sorrindo marota.
— Hahaha, tomou a poção da gracinha hoje, Evans? – falou ele mas logo em seguida viu que ela olhava para trás e imaginou que o homem estivesse voltando.
James segurou a mão da ruiva que olhou com uma sobrancelha levantada para ele, esse falou baixinho:
— Calma, ria que algo que eu supostamente disse.
E mesmo sem entender ela o fez, começou a rir como se ele tivesse dito algo realmente engraçado. John chegou e encarou a ruiva e o moreno sem entender.
— Bem, nós estávamos em um encontro aqui – falou ele olhando sério para James.
— Que bom, vocês estavam, agora ela está em outro, não é Lily? – falou olhando para a ruiva que corou mas acenou positivamente.
— Mas ... – falou John.
— Viu só, agora cai fora e deixa a gente curtir em paz – falou James olhando novamente para a ruiva e acariciando a sua mão com o polegar, o que fez com que ela corasse mais ainda.
John abriu e fechou a boca algumas vezes até que decidiu sair e deixar os dois sozinhos, Lilian automaticamente puxou a mão de James e a colocou sobre o colo.
— E então... – começou James.
— E então o que? – perguntou ela sem entender.
— Obrigada James você foi incrível e salvou minha vida – disse ele afinando a voz.
— Eu não vou falar isso Potter – falou revirando os olhos.
— Eu vou lá chamar seu amigo então... – falou se levantando até que ela segurou ele pela mão.
— Você não se atreveria – disse ela e ele apenas levantou uma sobrancelha em desafio – ok, ok, Obrigada Potter.
— E...
— E você foi incrível.
— E....
— Eu não vou... – ele se soltou da mão dela e ela apenas continuou – e salvou minha vida.
— Isso aí, viu, não foi tão difícil – falou rindo e se sentando de frente pra ela.
— Agora eu vou indo – falou pegando o casaco.
— O quê? Não! O mínimo que você pode fazer por mim agora é ficar um tempo aqui comigo.
— Mas não será um encontro! – falou apontando o dedo pra ele.
— Claro que não, será apenas uma noite entre amigos, que tal? – falou ele levantando uma sobrancelha e ela acenou se acomodando – ótimo, vai beber o que?
— Acho que agora só me reste beber um pouco de Whisky – disse dando os ombros.
— Eu já volto então – falou e se dirigiu ao balcão.
Tudo que Lily queria era esquecer James Potter e por ironia do destino acaba em um encontro com ele. Calma! Aquilo não era um encontro, eram apenas bons amigos bebendo alguma coisa no bar, certo?
— Aqui, ruiva – ele voltou um tempo depois dando o copo pra ela que bebeu um grande gole quase acabando com o conteúdo – vai com calma, aí.
— Me deixa, Potter – falou cruzando os braços.
— Não precisa entrar na defensiva, mas então, como anda sua vida fora da escola? – perguntou tomando um golinho.
— Está bem, mas estranhamente parado, sinto que algo ruim está para acontecer – falou já pensando que algo ruim estava acontecendo naquele momento.
— Eu não acho, acho que é uma hora para você pensar em novas possibilidades.
— Como o que por exemplo? – perguntou levantando uma sobrancelha.
— Que tal um esporte, eu poderia te ensinar quadribol – falou sorrindo maroto sabendo que ela odiaria a ideia.
— Você tá louca é? Sabe que eu não gosto de esportes e muito menos de quadribol – falou tomando o resto do conteúdo.
— Acho que eu preciso ser mais rápido pra te acompanhar hein – falou olhando para o copo vazio dela.
— Eu quero outro, vou lá pegar, quer? – perguntou se levantando.
— Claro – falou ele virando o copo e dando na mão dela.
Ela voltou e eles continuaram conversando bobagens e rindo, como bons amigos, que eles não era, o tempo foi passando e eles nem foram percebendo a quantidade de álcool que estavam ingerindo, quando viram que a madame Rosmerta estava expulsando alguns bêbedos dali decidiram que era hora de ir.
— Que hora são? – perguntou Lily abrindo a porta e segurando para James.
— Algo entre duas e três da manhã, eu acho – falou ele aproximando e afastando várias vezes o seu relógio de pulso dos olhos.
— Você tá tão bêbado que nem ver as horas consegue, James? – falou ela soltando a porta depois que ele passou e puxando o braço dele para tentar ver.
Depois de fazer a mesma coisa que o moreno e também não conseguir identificar as horas direito ela fechou a cara e saiu andando enquanto ele a seguia rindo.
— Que foi, ruiva, precisa de óculos? – perguntou quando alcançou ela.
— Talvez eu precise, deixa eu ver – falou pegando os óculos dele e colocando em seus olhos – meu Deus, James, você é cego!
Ele riu olhando fixamente pra ela, ela era o borrão mais bonito que ele conseguia ver, sem sombra de dúvidas, e a péssima imagem que conseguia enxergar dela com seus óculos permitiu que ele soubesse que ela ficava extremamente linda com eles.
— O que? Por que você está me olhando assim? – falou tirando os óculos e devolvendo pra ele.
— Você é... o borrão mais lindo que eu já vi na vida – disse ele antes de colocar os óculos.
— Obrigada, eu acho – falou corando enquanto entrava em uma carruagem.
Eles podiam usar as carruagens para ir até o vilarejo quando precisassem, vantagens de serem professores.
Eles foram em silêncio até o castelo, em algum momento Lily cochilou e apoiou a cabeça no ombro de James que ficou a observando. Ele queria tanto que aquele momento fosse real sem todo aquele álcool no corpo deles, provavelmente ela não estava brigando com ele porque não tinha condições para isso, duvidava que a ruiva estava acostumada a beber dessa forma.
— Lily, vem, a gente chegou – falou balançando um pouco o ombro para que a ruiva acordasse.
— Mais cinco minutinhos, mãe – falou ela respirando fundo e ele achou adorável.
— Eu não sou sua mãe, Lírio. Agora vem – falou acordando ela que olhou feio pra ele no início e sorriu.
— Eu achei que tava sonhando que tínhamos ido para Hogsmead – falou enquanto descia da carruagem com a ajuda de James.
— Felizmente não, Ruiva – disse ele encaixando o braço no dela e indo com ela na direção do castelo.
Ele não estava em suas melhores condições, mas tinha consciência de seus atos, mas não sabia se o mesmo podia ser dito de Lily, então resolveu leva-la até a porta do quarto dela.
— Entregue – falou parando em frente a porta.
— Obrigada por me ajudar a me livrar do... como ele chamava mesmo? – perguntou levantando uma sobrancelha.
— John – respondeu James rindo.
— Isso, John. Obrigada.
— Por nada, ruiva, sempre que precisar pode me chamar que eu vou correndo socorrer você.
— Sabe, James, você mudou – falou ela olhando bem nos olhos dele – eu gosto disso.
James ficou sem reação, ele nunca imaginou aquelas palavras saindo da boca da ruiva, não de verdade, ela definitivamente não estava bem e teria uma bela ressaca na manhã seguinte.
— Enfim, obrigada pela companhia, até amanhã – falou e se aproximou dele dando um beijinho no canto de sua boca e entrando no quarto.
James ficou paralisado ali depois que a ruiva entrou, o que diabos estava acontecendo? Ele deveria esquecer isso, decididamente, ela não estava em plenas condições mentais quanto fez tal coisa, não era um beijo, mas era o mais próximo que teve disso em anos! Ele nunca conseguiria esquecer, mesmo que tentasse.
Ele foi para o quarto dele e abriu sua maleta de poções, viu que seu frasco de poção revitalizante estava quase vazio, daria apenas para uma pessoa curar a ressaca. Ele pegou um frasco menor e colocou dentro, pegou um papel e escreveu “Achei que ia precisar – JP” e foi até a porta do quarto da garota e deixou em um cantinho, ela provavelmente veria.
Por fim apenas tirou as roupas e caiu na cama, sonhando que aquele quase beijo de Lily realmente tivesse sido um beijo.
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