The Zuera Never Ends

9 Capítulo 8 – Praia e uma possível compra da própria morte.


Notas iniciais
Prometi que voltaria rápido, então... Aqui estou! Antes de gerar insatisfações só quero dizer que eu foquei um pouco na Coope porque quero que daqui a alguns capítulos (um ou dois) vocês já conheçam ela muito bem, a ponto de que eu e Ruby não precisemos encher o saco de vocês com explicações e mais explicações. Espero que o capítulo esteja bom. Obrigada por acompanharem.

Annabeth Chase POV

Depois daquela serenata eu não podia deixar de desculpar Percy.

Tinha sido algo perfeito.

–Obrigada a todos vocês. – agradeci limpando as lágrimas.

Rimos um pouco.

–Acho melhor deixar os pombinhos... – disse Leo.

Então todos nós nos despedimos e eu entrei com o ser maníaco por azul atrás de mim.

–O que acha de irmos para o cinema? – sugeriu.

–Para ver um filme de verdade? – perguntei.

Sorriu.

–Sim.

Então coloquei um vestido qualquer e fomos de táxi, porque eu não tenho idade para dirigir e porque Percy havia deixado o carro em casa.

Já sentados no banco do táxi, a caminho do shopping, e ouvindo “Too Close To Touch — Someday", perguntei para Percy:

–O que achou da amiga da Thalia?

–Da Coope?

–É... – disse meio a contragosto.

–Achei ela legal, pena que ninguém conseguiu conhecer a garota direito.

–Hum... – murmurei.

–Mas valeu a pena, porque conhecemos o Nubilson!

–É, ele é legal.

Rimos juntos.

–Bom, só espero que no final a garota se encaixe no grupo... A Thalia gosta muito dela.

Bufei.

Alguns minutos depois já estávamos no cinema.

Íamos ver Exterminador do Futuro.

Sentamos e aguardamos o filme começar.

Tudo estava bem novamente.

Copeland Roux POV

Estava terminando de arrastar a última caixa da mudança para a garagem.

O entregador havia se perdido, então demorou muito para chegar.

Havia pintado meu quarto e colocado os papeis de parede, agora só faltavam os móveis, mas já sabia como eu queria posiciona-los.

A mãe de Luke havia me garantido que só ficaríamos em sua casa dois meses, e então, nos mudaríamos para a casa ao lado de Thalia.

Havia ficado com o sótão, mas estava arrumadinho e era aconchegante, então não teria problemas.

Claro, só ignorando o fato de que a maioria dos móveis e coisas só seriam tirados da caixa daqui dois meses.

Me joguei no sofá da sala.

Fechei meus olhos por um segundo, e meu celular começa a tocar.

“Starset — My Demons” começou a tocar, fiquei com dó de atender, porque amava aquela música, mas sabia que era Thalia, e que se eu não atendesse ela ia me matar depois.

~Ligação ON~

–Fala Thalia... – murmurei.

–OI AMOR DA MINHA VIDA! TA DE RESSACA?

–Para a sua sorte não... – rimos. – Só cansada.

–Fez o que?

–Estava terminando de arrastar minhas caixas para a garagem.

–Ah... Ok!

–Pra que me ligou?

–Estou te avisando que nós vamos para a praia hoje e vamos voltar amanhã de noite.

–Ok... Boa viagem.

–Mas você vai junto!

–Ah não, Thalia...

–Ah, sim!

–Que horas?

–Arrume suas malas para dois dias e me espere com uma roupa vaporosa hoje as 16:20.

–Ok... Beijos.

~Ligação OFF~

Tinha vontade de chorar, mas levantei a cabeça e saí de casa.

Luke estava na casa de Spike, parece que eles e Will iam jogar alguma coisa qualquer (que eu amaria estar jogando).

Infelizmente não tive a cara de pau de pedir para ir junto.

Tranquei a porta e fui a caminho do correio.

Aqueles malditos haviam me mandado ir retirar meu skate lá. Mas como eu não quero sair matando todo mundo (como se eu conseguisse), fui até lá.

Subi umas duas ruas.

Na volta para casa, decidi ir de skate mesmo, era mais rápido e tal.

Quase atropelei umas três pessoas, mas no final eu é que fui atropelada.

O pior é que o Maníaco da Bicicleta nem fez menção de voltar.

Bufei e ajeitei meus cabelos.

Quando levantei o olhar, vi o paraíso.

Do outro lado da rua tinha um estabelecimento próprio para que eu fizesse tatuagens colocasse piercings, e como eu estava com sorte, eles vendiam camisas de banda.

Era tudo o que eu precisava.

Em caso de dúvida, eu sou maior de idade e só estudo com a Thalia porque fiquei um ano sem ir para a escola, por conta das viagens de meu pai e repeti outro ano.

Entrei no local e logo fui atendida.

Quem quer que fosse procurar as camisetas de banda que eu pedisse... Estava ferrado.

Thalia Grace POV

Estava com as meninas, separando biquínis.

–Então, infelizmente as aulas começam segunda... – lamentou-se Lene.

–Pois é... – assenti também triste.

–Mas vamos deixar isso de lado, meninas. O que importa é que até amanhã estaremos livres daquelas coisas nojentas que são os meninos! – comemorou Lily.

–O Percy não é nojento...

–Ah não... Não foi ele que comeu cabelo não. – ironizou Dorcas.

–Falando nisso, chamei a Coope também. – anunciei.

–Tranquilo. – murmurou Clarisse girando a faca na mão.

–Clarice, querida. – Annie chamou a atenção dela. – Guarda essa faca de pão. Não quero morrer hoje... Obrigada!

A garota só bufou e jogou a faca pela janela.

Revirei os olhos e fechei a mala.

–Vamos no carro de quem? – perguntei.

–Lene... – começou melosamente Dorcas. – Vamos no seu carro, por favor!

–Ok, mas só no meu não cabe.

–Faremos assim: No seu carro vai você, Dorcas, Annie e Clarisse, e no de Esther vamos ela, eu, Lily e Coope.

Assentimos e depois de mais um tempo de conversa fomos buscar Coope.

Copeland Roux POV

Thalia estava 20 minutos atrasada, e como eu estava cansada de segurar a mala, sentei nessa.

Fiquei batucando os dedos no queixo e 5 minutos depois reparei que dois carros estacionaram em casa.

Thalia desceu de um deles.

–E ai?

–Fala, senhora atrazilda!

Bufou.

Logo seu olhar se tornou surpreso.

–Desde quando você tem um piercings no nariz? – perguntou enquanto eu colocava a mala no porta-malas.

–Digamos que eu fui comprar umas blusas de rock, e vendedor gostou de mim e deixou que eu colocasse um piercings no nariz de graça, sem contar nas três tatuagens que eu fiz.

–Tatuagem de que? – perguntou me ajudando a colocar a mala e a prancha de surf no carro.

Sim, eu surfo.

Amo esportes, então no meu tempo livre aprendi alguns.

–Escrevi “I tried to save you, but let you drink the pain”, que é uma das frases que eu mais amo no mundo na nuca, fiz aquela chave que a gente achou quando era criança no pulso, — gesticulei meu colar, que nada mais era do que a chave no pingente. – e uma da Pena da Verdade na cintura. Você sabe que eu sempre fui apaixonada por mitologia egípcia.

–Verdade. – riu. – Vamos?

–Está esperando o que?

Pulamos no carro.

–Oi meninas! – cumprimentei.

–E ai? – cumprimentaram sorridentes.

Esther ligou o rádio.

Muse- Madness encheu nossos ouvidos.

Fomos cantando e berrando.

Faltavam 3 horas para chegar na praia, então decidi dormir.

No que me pareceu minutos depois, fui chacoalhada.

–Chegamos? – perguntei me espreguiçando.

–Não.

Dei de cara com uma Lily assustada.

–O que foi?

–Acabou a gasolina e Lene não viu que paramos. Aqui não tem sinal e nem posto de gasolina.

Agora eu estava assustada.

Desci do carro pronta para me juntar as garotas que estava sentadas no capô, mas tive uma ideia.

–CADÊ A CACHACEIRA DA THALIA? – berrei.

–Idiota... O que foi?

–Tem cerveja, ou alguma coisa com álcool?

–Esther trouxe três cachaças para jogarmos verdade ou desafio.

–Cadê?

Logo estava com as três garrafas em mãos.

–De acordo com meus cálculos o próximo posto fica daqui alguns minutos, mas não vou ficar empurrando o carro até lá.

–Não será preciso. Vamos abastecer o carro com esse álcool.

Lily bateu a mão na testa.

–Sabia que tinha alguma coisa assim na apostila de ciências.

Alguns minutos depois estávamos abastecendo no posto.

–Onde será que a Lene está? – perguntou Thalia tentando achar sinal.

–Bem aqui! – gritou ela.

–Lene! – comemorou Lily.

–Onde estavam?

–Acabou a gasolina.

–Meus Deuses...

Rimos e retomamos a viagem.

Depois que fui acordada não voltaria a dormir tão cedo, então peguei meu celular e fui jogando Agar.io até chegar lá.

Já era por volta de umas 20:30 quando chegamos.

Ficaríamos numa casa de praia de Jason, o irmão de Thalia.

Como elas estavam cansadas concordamos em arrumar as coisas e ir dormir.

Peguei um quarto qualquer, no qual ficaria com Lene e joguei as coisas na cama.

Abri a mala e peguei meu pijama e a toalha.

–Não vai desfazer a mala? – perguntou.

–Ah não... Tem pouca coisa, nem vou perder tempo.

Deu de ombros e então entrei no banheiro da suíte.

Tomei uma ducha e coloquei minha roupitcha do Batman.

Saí cantando I Am Bulletproof, do Black Veil Brides.

Lene já estava dormindo, então fui fazer um lanche na cozinha, e encontrei as outras meninas jantando macarrão.

Eu amo macarrão.

–Oi.

–Oi... Vai comer? – perguntou Dorcas meio desconfortável.

–Vou sim, obrigada.

–Viu a Lene? – perguntou Clarisse.

–Ela está dormindo.

Ficamos em um silêncio constrangedor.

–Que horas vamos para a praia amanhã?- perguntei tentando quebrar o clima.

–Acho que umas 8:00. – respondeu Lily.

Depois disso começamos a puxar assunto.

Achei todas a garotas bem simpáticas, apesar do desconforto da Annie e da Dorcas.

Contamos nossas trapalhadas de criança e elas me falaram do ataque das galinhas.

No final deu que eu ri tanto que saiu macarrão do meu nariz.

Aí todos perderam a fome ao ver aquilo (incrivelmente até eu).

Pouco antes de eu entrar no quarto Clarisse e Lily me puxaram para o quarto delas, que era na frente do meu.

–O que foi? – perguntei meio assustada.

Depois reparei que todas as garotas, menos Lene e Thalia estavam ali.

Lene dormindo e Thalia no banho.

–Quer assustar a Thalia e a Lene? – perguntou Annabeth.

Sorri maléfica.

–Estão perguntando?

Notas finais
Espero que vocês tenham gostado do capítulo. Acho que já deu para conhecer a Coope bem. Obrigada a todos que acompanham. Até logo. Lua.