The Zuera Never Ends
5 Capítulo 4 – Eles vão sentir na pele
Notas iniciais
Esther Foreman POV
–O-o que?- perguntei.
Que história era aquela de eu estar traindo meu namorado?
E porque este estava na casa do Sirius?
E porque tinha uma criança na porta da casa deste?
Não pude fazer nenhuma dessas perguntas, pois Spike, meu namorado, já estava inundando-me com as dele.
–O que faz aqui a essa hora? Por que diabos está com uma criança no colo? Como está sua vó? Não era para você voltar só semana que vem? Você... –interrompi-o .
–Cale a boca! Eu voltei antes porque minha vó na verdade estava bem, só com uma caganeira, e eu sou vizinha do Sirius, e como não estava conseguindo dormir por conta de um choro de criança vindo daqui vim falar com ele. – despejei.
Nesse momento Algumas garotas e outros garotos estavam atrás de Spike. Os garotos com cara de enterro.
–Agora senhor Spike, – comecei vendo a cara envergonhada dele – posso saber o que faz aqui a esta hora? Você este me traindo com o Sirius?
–O QUE?!? – berrou Sirius enquanto os outros riam.
–Olha, não estou nem ai para o que aconteceu. Só quero que vocês façam essa belezinha ficar quieta. Ok? – perguntei passando a bebê do meu colo para o colo de James.
Todos me olhavam com cara de taxo.
–Boa noite.
Virei as costas e saí.
Logo percebi que Spike vinha na minha cola.
–O que você quer?
–Oras, te explicar o que eu estava fazendo na casa do Sirius. Via que esse boato que estamos namorando vaza?
–O que é que tem se vazar? – virei-me
Obviamente já estávamos na porta de casa.
–É uma história muito longa, — falou – vamos entrar.
–Ah Spike, estou cansada. Amanhã nos falamos ok?
–Por favor!
–Ok, mas tenho que acordar cedo para ir no centro amanhã. Seja rápido e não atrapalhe meus planos.
Nesse momento sua expressão se tornou desesperada.
–O que foi?
–Acho que acabei de ferrar com a vida dos meninos.
–Como é que é?
–Eu realmente preciso me explicar.
Revirei os olhos e bufei enquanto abria a porta de casa.
–Entre quieto e suba para o meu quarto. Meus pais estão dormindo.
Pareceu que eu estava falando com uma porta.
Spike tropeçou no fio do controle do videogame, caiu da escada e meteu a cabeça na porta do meu quarto.
Suspirei e corri para cima, implorando para que meus pais não tivessem acordado.
Sentei na cama com o estrupício de bode azedo ao meu lado.
–Pode começar.
–Então...
Will Grayson POV
Fechei a porta sem me atrever a olhar para as garotas.
–Hora de se explicarem. – disse Clarisse estralando os dedos.
Nico fechou os olhos e começou a cantar com o Leo:
–Amo você, você me ama, somos uma família feliz, com um forte abraço...
Quando perceberam o silêncio lentamente abriram os olhos, se deparando com doze adolescentes os olhando sem entender nada.
–Esquece- disse Leo.
Lene e Thalia estralaram o pescoço e trocaram olhares assassinos.
–Vou contar até 10. – ameaçou Lily.
–Ok! Ok! – disse Potter ajeitando Skyler no colo – Nós abrimos o jogo. Mas vamos sentar, porque a história é longa e um bebê pesa.
Assim que sentamos todos no chão da sala (que estava coberto de colchões) Annie pegou a bebê em seu colo.
–Por favor, não nos matem, esperem nós contarmos tudo antes. – pediu Lupin.
Elas assentiram e assim começamos nosso discurso de últimas palavras.
A cada parte da história contada era um pouco mais de ódio e indignação que se somava aos seus olhares.
Ao terminarmos a história Annie logo berrou:
–UM BEBÊ! NÃO DA PRA PENSAR EM ALGO MAIS IRRESPONSÁVEL, NÃO?
–Eu achei que o nível de demência de vocês já estivesse no máximo, mas me enganei. – lamentou-se Dorcas.
–Eu só não mato vocês agora porque eu não tenho o endereço da casa dos pais dessa criança. – sorriu Thalia.
–Deve ser o hospício que fica ali perto do shopping, porque ninguém que esteja são emprestaria essa criança para vocês, mesmo sob sua ameaça. – disse Lene
–Mas afinal, vocês acharam que esse plano ia dar certo? Meu santo Vaider. – desaprovou Lily
–Mas ele tinha tudo para ser perfeito! – protestei junto com os outros meninos, que assim como eu se mantinham quietos.
–Ok. Antes que eu perca todo esse auto-controle, vamos devolver Skyler. Depois nos tratamos de matar vocês. – avisou Annie.
Decidimos que iriam James, Sirius, Annie, Lily e Clarisse (que até então estava quieta) e o resto ficaria arrumando a casa, já que estava quase amanhecendo e todos precisavam tomar café antes de voltarem para suas casas.
Ordem de mãe.
Enquanto dobrava os cobertores no quarto falei para Percy e Leo, que estavam ao meu lado:
–Sortudo foi o Spike, que ficou dormindo e não participou de nada.
–E também não vai morrer. – se intrometeu Lene, que estava colocando o último colchão inflável no armário.
Revirei os olhos.
–Eu não pensaria assim. Ele teve que se desenroscar com a namorada. – falou Leo.
–Assim como eu também vou. – bufou Percy, cansado.
–Ah, caras... Eu estou acabado... Quase nem dormi! – reclamei.
–E todos os outros garotos também! – berrou Nico entrando no quarto enquanto tentava calçar os tênis sem cair.
Todo o esforço do garoto foi em vão, pois este deu de cara com o chão alguns segundos depois de a frase ser proferida.
–Só espero que as garotas não matem os meninos no caminho de volta. – murmurou Lene entrando no quarto.
–Marlene! – choramingou Lupin.
–Nem vem com essa. Só vim avisar que o café tá pronto.
Logo já estávamos todos descendo as escadas.
Ainda eram 6:00 da manhã.
Tínhamos combinado que voltaríamos para casa 10:30.
As garotas teriam tempo o suficiente para matar-nos, esconder os corpos e tomar café.
Menos de 20 minutos depois, o café já estava acabando, sobrando só o necessário para os que estavam fora, que logo chegaram.
As meninas entraram enfurecidas e os garotos com feições assustadas, e isso logo se espalhou.
Os outros tomaram café rapidamente e sem que ninguém trocasse uma sequer palavra.
Depois da louça lavada, as meninas se trancaram no banheiro.
–Ah, meus Deuses! Não permita que a morte nos alcance hoje!
–Já sei! Não podemos ficar aqui esperando as garotas. Vamos nos esconder e bolar uma defesa! – exclamou Sirius.
–Como? – questionou Luke.
–Cada um pega um travesseiro ou duas almofadas e garrafas de água. – falei
–Quantas?
–Uma só, para ser fácil carrega-la. Mas bem cheia. – completou Nico.
Sorrimos e executamos tudo.
–E agora? Estamos parecendo bonecos de posto fajutos e atropelados!- reclamou Leo
–Se escondam nos lugares menos improváveis. – disse Sirius
Todos olharam para ele com cara de taxo.
–Ok. Eu, Leo, Nico e Luke ficamos no sótão. James fica dentro do armário mais alto da cozinha e o resto fica embaixo da escada, no meio das caixas.
Assentimos e fomos para postos.
Depois de alguns minutos escutamos uma correria pela casa e a porta do banheiro batendo de novo.
Suspirei.
Provavelmente as garotas haviam buscado armamento.
–Meninos, é melhor correrem... – cantarolou Annie de cima da escada.
Então escutamos a risada maldosa de Lene.
Era agora que íamos sentir o que era dor de verdade.
Spike POV
–Entendeu? – perguntei para Esther.
–Sim... Mas espero que as meninas me expliquem essa história de bebê direito depois...
Rimos.
–E agora? Perdi o sono! – lamentou-se.
Eu, que também havia o perdido, sugeri:
–Que tal assistirmos Hora de Aventura?
Sorrimos.
Era o nosso desenho favorito da Cartoon.
Corremos escada abaixo e pegamos qualquer salgadinho na cozinha, depois nos jogando no sofá como moribundos e ligando a TV.
Liguei para minha mãe a avisei que ia passar o dia com a Esther e que a avó dela estava bem.
E lá se ia mais uma tarde vendo o desenho que tanto amávamos.
Annabeth Chase POV
Os garotos iriam sentir na pele a dor do desespero.
Pena que eu não poderia arrancar os olhos deles.
Eu e as outras meninas havíamos dividido a casa em setores e nos armado com um galão de água e uma vassoura, além de termos nos coberto com lençóis com buracos nos olhos e narizes.
Eu ia com a Thalia checar a cozinha e a despensa, que eram cômodos que ficavam praticamente colados.
–Você checa a despensa, ok? – perguntou Thalia.
–Ok.
Mal havíamos entrado nos respectivos cômodos que fomos chamadas pelo grito de guerra:
–TORRADA!!!!!!!!! – alguém berrou.
Corremos de volta para o banheiro.
–O que foi? – perguntei revirando os olhos.
–Tive uma ideia melhor. – começou Dorcas — Os garotos estão escondidos, não é?
–É claro, oras! – falou Clarisse.
–Se ficarmos mudando rondas, eles vão perceber e bolar uma estratégia. Então temos que fazer eles se revelarem logo.
–E como vamos fazer isso, gênio? – Perguntou Lily.
–Fácil! Annie, eu, Lene e você vamos berrar da sala, os garotos que vivem na nossa cola vão vir correndo!
Olhei para ela abismada.
Até que a ideia podia dar certo.
–Faremos assim: as garotas continuam com ondas disfarçadas, perto dos pontos da escada, outras de nós ficam atrás dos sofás e perto da passagem da cozinha, que é praticamente do lado da escada.
–Perfeito!
–Todas para fora. Contem até vinte e comecem a gritar.
Assentimos e descemos.
Tudo como planejado.
Começamos a gritar.
Derrubei uma cadeira para parecer que tinha esbarrado em algo.
Logo os garotos estavam a nossa volta, e outros no topo da escada.
–Olá garotos... – Ri sarcástica.
–O que diabos...?
–TORRADA!!!!!!
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