The Zuera Never Ends

15 Bônus – The End Of Hate


Notas iniciais
Bom, pessoal, é incrível dizer que já estamos no capítulo 15. Só temos a agradecer a todos vocês que nos deram força para continuar escrevendo essa loucura. Sem seus comentários ou visualizações nós estaríamos cada vez piores. A única coisa que temos a fazer por vocês é continuar agradecendo, porque vale apena. Obrigada por lerem. Amamos vocês. Fiquem com o especial!

Autoras POV

Todos estavam olhando horrorizados para a criatura no quarto de Annabeth.

–Isso é... – começou Spike.

–FOFO! – berrou Dorcas com uma carinha levemente assassina.

–Temos que chegar perto dele antes dele fugir! – disse Thalia.

–Ok... Vamos indo rápido. Eu e o Will levamos o Nico. – disse Spike novamente.

–Por que sempre eu que tenho que levar os pesos mortos?

–Hey! – reclamou. – Eu também estou levando ele, viu?

–Eu estava falando de vocês dois...

Decidiram deixar quieto. Mas apenas porque estavam diante da criatura mais amada do mundo e tínhamos que correr para poder vê-la de perto.

Enquanto desciam as escadas James falou:

–Gente... Acho que o cocô de unicórnio é mágico! Eu li isso no livro das criaturas fofinhas. Aquele que lançou da Barbie...

Lily arregalou os olhos e quase tropeçou num degrau.

–COMO É QUE É? VOCÊ LEU ALGUMA COISA? Achei que acéfalos não liam... Minha vida é uma mentira! Vou me jogar a escada!

A dramatização dela tinha sido ótima.

Chegando na calçada, os dois garotos ajeitaram o peso de Nico nos braços.

A cabeça do garoto estava pendurada para trás e ele estava babando na própria cara.

–E ainda não sabe porque está solteiro... Tsc, tsc... – disse Spike para si mesmo.

Annie abriu a porta de sua casa e todos subiram sorrateiramente para o quarto.

Ela abriu a porta e então entraram, dando de cara com um belíssimo unicórnio.

E não. Não sabemos como um unicórnio poderia abrir uma porta. Mas até alguns minutos atrás eu nem sabia que essas criaturas existiam.

Largaram o Nico na cama da garota ainda em transe.

Quem quebrou esse foi Dorcas, que estava sendo segurada por Lene e Lupin, enquanto dava um ataque de histeria, como o que o Percy havia dado tempos atrás ao ver o cabelo da Coope.

–Dorcas! – berraram quando ela pulou nas costas do unicórnio, que guinchou e se sacudiu.

Tiramos ela de lá e Lily ameaçou:

–Dorcas! Se você não parar eu te deixo lá na estrada com a Clô!

Na hora a criança aquietou e virou envergonhada para o unicórnio.

–Desculpe Senhor Unicórnio...

–Dorcas, ele não entende o que você fal... – Thalia foi cortada.

–Entendo sim, e te desculpo, Dorcas. Mas eu sou fêmea.

Ficaram todos olhando estáticos para o unicórnio.

Este puxou a cadeira do computador e se sentou.

–Me chamo Pitanga. E antes que me perguntem, vou explicar porque estou aqui. Sentem-se.

Se sentaram e ele começou:

–Depois que os humanos começaram a se evoluir, os unicórnios, com medo de que eles descobrissem os segredos mágicos do nosso cocô, decidiram fugir para uma caverna desabitada e desconhecida da Amazônia.

Antes que ele pudesse sequer continuar, James berrou:

–EU SABIA! A BARBIE NUCA MENTE!

Pitanga pigarreou e continuou:

–Sim. Exatamente. Com o passar do tempo, um unicórnio burro chamado Charlito das Meias se apaixonou por uma produtora da Barbie, e revelou nosso segredo a ela, que por sua vez passou adiante no Livro de Criatura Fofinhas da Barbie.

Respirou fundo como se fosse difícil lembrar.

–Então desde então nós nos mantemos em completo sigilo, viajando apenas por portais mágicos abertos nas fendas do universo. Mas enquanto eu ia para o Evento Anual de Unicórnios Rechonchudos, acabei caindo aqui. Provavelmente porque essa cidade é relativamente estranha... Não só num modo científico... Mas também num modo populacional.

E ao dizer isso os avaliou da cabeça aos pés.

–Mas senhora unicórnio! Não vá ainda! Faz tanto tempo que não visita o mundo! Será que pode ficar hoje conosco e aproveitar algo divertido? – sugeriu Coope com água nos olhos.

–Olha querida, como vocês disfarçariam? – interrogou-a de modo bondoso.

–Não precisa nem disfarçar! Aqui na cidade é comum ver as pessoas levando suas girafas e hienas de estimação para passear... O que seria um unicórnio a mais?

Pitanga respirou fundo e avaliou.

–Eu não poderia... Mas sou rebelde! Então aonde vocês vão me levar hoje?

Nico levantou e comemorou junto com todos os outros.

É... Ele havia acordado no momento em que jogaram-no na cama de Annie.

–Que tal um parque de diversões? – sugeriu Esther.

Todos concordaram, e antes de saírem, James perguntou para Pitanga:

–Quando você for no banheiro... Pode me trazer seu cocô?

–JAMES! –repreendeu Sirius. – Não esqueça de pedir as caquinhas de nariz que são colantes! Por favor!

–Ah, é! Então...

–Chega! Eu não mereço! – bradou Lily e foi puxando o garoto pela orelha até a van de Luke.

No final, como não cabia todo mundo nos bancos, jogaram Leo e Nico para o porta-malas.

Ligou-se o rádio e Pitanga pediu para colocarem Wiggle.

Imagine a cena.

Um unicórnio e uma penca de adolescentes malucos cantando numa van em alta velocidade.

Pois é...

Ao chegar no Parque Velho (sim, era esse o nome) haviam se passado apenas alguns minutos.

Entraram lá depois de tirar os dois capachos do porta-malas.

–O que faremos agora? – perguntou Esther numa oz rouca.

–Vamos na roda gigante! – berrou Clarisse.

Thalia dispensou, pois tinha medo de altura, então Will teve a BRILHANTE ideia de desafiar Nico.

–Niquitoooo! – começou. – Eu duvido que você consiga acertar a Thalia com UM CUSPE lá de cima.

Nico engoliu em seco, mas sorriu para disfarçar o nervosismo.

–O-Ok... Aposta o que?

–Se você conseguir eu viro seu escravo por um mês, se não conseguir... Você vira o meu.

Percebeu-se que Nico queria recusar, mas para se mostrar forte e para honrar sua promessa de nunca rejeitar apostas, aceitou e apenas os dois embarcaram na roda gigante, enquanto todos ficavam vendo lá de baixo.

Uns dois minutos depois a roda parou com eles no topo.

Nico catarrou e respirou fundo.

Então cuspiu e...

ERROU!

Will começou a festejar e quase caiu do carrinho.

Nico tentou se jogar, mas Will o segurou.

Quando desceram, Nico estava com a cabeça baixa e Will vinha montado nas costas dele.

–Perdeste, mi amigo!

O gótico bufou e deu de ombros.

–E agora, Nico... Para estrear meu poder, quero que você fale com...

Avaliou a sua volta e sorriu maléfico.

–Aquela garota. Chame todos eles para passarem o dia com nós.

Ele havia apontado para uma garota de cabelos pretos, cercada de caras emos e góticos.

–Tá louco? E se ela for namorada de algum deles? Eu não quero morrer cedo!

Will se limitou a rir e observar enquanto Nico ia derrotado até lá.

Ele disse algumas coisas e abaixou a cabeça envergonhado, enquanto a garota corava e os meninos nos encaravam.

Disse mais algumas coisas e os olhos deles se arregalaram.

Eles assentiram e vieram correndo.

Um deles veio na frente, e se agarrou à Pitanga.

Spike sorriu meio amarelo quando eles se aproximaram. E enquanto um cara gigante (literalmente, ele parecia ter quase dois metros) afastava o outro do unicórnio... Ou seria unicórnia?

–Quem são vocês? – Coope perguntou sorrindo para a garota.

Eles se apresentaram em ordem, como Andy (o gigante), Ash (o que havia se agarrado à Pitanga), Sammy (a garota), Jinxx (um garoto que estava meio calado) e CC (que estava comendo um cachorro-quente de pipoca com caramelo).

~Antes do passeio~

–Andy... Se forem assassinos canibais... Vou te jogar para eles primeiro! – sussurrou Ash.

–Cala a boca.

Jinxx se meteu na frente e rapidamente girou a maçaneta.

–Se tivermos que morrer, que seja rápido.

Ao abrirem a porta se deparam com uma das cenas mais estranhas da vida deles...

Quatro caras estavam naquele quartinho.

Na verdade quatro caras e um elefante.

Ash deu um berro e caiu apagado no chão.

Sammy estava em estado de choque. E CC começou a murmurar coisas estranhas e vomitar algo que poderia claramente ser um arco-íris.

–O-o que...? – Jinxx tentou formular alguma frase qualquer enquanto Andy berrava.

Essa loucura causou mais um pouco de desespero em Chris, Guy, Jonny e Will.

Depois de mais alguns segundos, Grace se cansou da gritaria e berrou, fazendo Ash acordar:

–Dá pra calarem a boca? Eu quero dormir!

–Ai meu Senhor... Meu santo amendocrem... – murmurou CC maravilhado.

Antes que a discórdia voltasse a reinar, Grace começou a explicar novamente sua história, sobre como ela era uma descendente dos elefantes mais raros do mundo, que na época dos primatas, ANTES DO BIG BANG, era mais numerosos que quaisquer outros seres e então foram quase extintos, só sobrando dois em cada continente e que os adolescentes de 21 anos estavam levando-a para um zoológico do outro lado do mundo, numa cidade chamada Lolalandia.

–E-então vocês não estão aqui para nos sequestrarem e nos usarem de cobaia científica...?

–Não... E você não estão aqui para nos comerem na janta?

–Também não...

E foi aí que o clima ficou mais leve.

–Ah! Então tranquilo... Falando nisso... Vocês viram uma aranha do tamanho de um rinoceronte geneticamente modificado? – perguntou Andy.

–A Grace acabou de mandar pro lado de fora... – respondeu Will meio pensativo.

–Quer dizer do lado de fora, onde nós estávamos? – disse Sammy.

–É. – respondeu Chris.

Naquele segundo, a cabeça de Jinxx foi virando lentamente até seu ombro.

Berrou enquanto Ash dava tapas na aranha, que saiu voando.

–Ok. Agora esse bicho tá a solta aqui. Legal, legal. Só não é mais divertido por que ainda estou MORRENDO DE FOME! – lamentou-se Sammy.

–Ah... Vocês estão indo para onde? – perguntou Guy.

–Praia. – disse Ash.

–Bom... Têm alguma em mente? – perguntou Jonny.

–Não... Só estamos seguindo o que o mapa fala sobre a praia mais perto. – explicou CC.

–Então nos acompanhem até Lolalandia. Ouvi dizer que lá tem algo melhor que uma praia... – Grace fez suspense.

– O que? – perguntaram todos ansiosos pela resposta.

–É um parque de diversões em que nenhum funcionário liga para os clientes... Ou seja... É um parque de diversões livre de regras... E bem, nós vamos para lá de qualquer jeito, já que minha amiga Pitanga, o unicórnio estará me esperando lá. – continuou a explicar.

–Isso não parece muito especial... E por que deveríamos confiar em você? E... espera... Unicórnio?– perguntou Andy desconfiado.

–Depois que os humanos começaram a se evoluir, os unicórnios, com medo de que eles descobrissem os segredos mágicos do seu cocô, decidiram fugir para uma caverna desabitada e desconhecida da Amazônia. Então desde então eles se mantêm em completo sigilo, viajando apenas por portais mágicos abertos nas fendas do universo. Mas enquanto Pitanga for para o Evento Anual de Unicórnios Rechonchudos, acabará caindo lá. Provavelmente porque essa cidade é relativamente estranha... Não só num modo científico... Mas também num modo populacional. E bem... Vocês confiariam porque, seres espertos demais, estão indo para o lado errado. – ironizou Grace.

–Como isso é possível, elefoa? Você não sabe de onde stamos vindo, ou o caminho que fizemos. – questionou Ash com os olhos semicerrados.

–Porque a única praia por perto fica a dois dias de estrada! – falou.

Ash engoliu em seco, logo sendo presenteado por tapas e mais tapas.

–Idiota! E o tempo precioso que nós perdemos? – berrou CC.

Depois de mais alguns empurrões e xingamentos, eles aceitaram ir com os novos colegas para Lolalandia, afim de ter um final de semana pelo menos, descente.

Decidiram comer um pouco enquanto conversavam sobre assuntos nada importantes, como os hits do momento e explicando como foram parar naquele lugar no meio do nada.

Depois de uma janta à base de salgadinhos e sorvetes meio moles, encheram os tanques no posto abandonado perto da parada e voltaram à sua viagem.

O caminhão com Grace na frente e o carro com os adolescentes de Manhattan atrás.

Durante mais cinco horas de estrada sem parar, Chris ligou o som, e junto com seus amigos foram escutando e cantando músicas de uma rádio de rock.

No carro, CC ganhou no jogo da meia hora de música, que se tornaram duas horas, e colocou para tocar Green Day. Uma de suas bandas favoritas.

Depois de mais três horas com apenas Ash e Sammy acordados e escutando um pouco de Folk, o caminhão a sua frente parou numa parada funcionando de verdade.

Os únicos acordados lá eram Will, Chris e Grace.

Pararam os dois carros apenas para que os motoristas descansassem um pouco dentro dos veículos mesmo.

Tiraram duas horas para dormir, já que não eram todos ali com carteira de motorista.

Grace, durante esse tempo, comeu e falou um pouco ao celular.

~Ligação ON~

–Amiga? Oieeee! – disse Pitanga feliz.

–Oie amiga! Você nem acredita! Eu estou indo pra Lolalandia também! Quando você chegar ai, porque nenhum unicórnio consegue passar por aí sem ser parado pela força vital da cidade, vai com quem for que te achar pro parque de diversões!

–Pode deixar, amiga! E você? Está aguentando esses caras?

–Você nem imagina! Eles estão levando junto uns outros garotos que nos viram, tsc, tsc. Mas deixa quieto! Contanto que eu vá para o parque... Está tudo bem.

Riram juntas e então se despediram.

–Até amanhã então, amiga.

–Até! Beijo, beijo!

–Beijo!

~Ligação OFF~

Depois de os despertadores tocarem decidiram voltar logo á viagem.

Já era por volta de umas oito da manhã, então eles meteram o pé na estrada.

Alguns quilômetros depois, quando a estrada estava vazia, o caminhão parou numa brecada, quase fazendo com que Ash batesse o carro.

–Mas que diabos...?

Guy e Will desceram do caminhão, logo sendo acompanhados de Sammy e CC.

Antes que esses pudessem falar algo, garotos e uma garota voaram de trás de uma moita e se colocaram junto aos cones na estrada.

–Nós não fizemos nada! Tenho carteira própria para transportar animais! – justificaram-se.

Os estranhos olharam meio confusos para as pessoas a sua frente e um deles disse:

–Sou Ross – jogou o cabelo para o lado. – Ross Lynch.

Como Justin? – Guy jogou seu cabelo curto para o lado, sem fazer muito efeito. – Justin Bieber?

Todos o encararam meio entranho.

–É... Vocês entenderam...

–Não. Eu sou Ross e esses são: Riker, Rocky, Rydel e Ellington. Nós somos a R5.

–Hum... Interessante. O que vocês querem? – perguntou Sammy.

–Uma carona, oras! O que mais caras no meio do nada poderiam querer?

–Ér... Esquece. Não temos como leva-los. Só temos lugar no contêiner.

–Nós vamos nele.

–Na verdade... Não seria muito adequado. Acho que vocês não vão querer.

–Oras, vamos! É só nos deixarem numa cidadezinha daqui a uns 20 quilômetros!

Will deu de ombros.

–Se quiserem vir, ok. Mas se aceitarem não tem mais volta depois.

–Tranquilo! – respondeu Riker.

Eles tiraram os cones enquanto Guy abria as portas do local onde eles se acomodariam e os outros voltavam para seus carros, explicando para seus companheiros o que haviam conversado.

Depois de uns 5 minutos, os estranhos estavam na frente a porta do contêiner.

–Então, cara... O que guarda de tão especial ai?

Naquele momento Guy abriu s portas, assustando a todos.

–Uma elefoa!

E com isso empurrou os 5 para dentro do local e fechou a porta, trancando-a.

–Avisei que não ia ter volta... – murmurou.

E nisso se foram mais alguns quilômetros com os novos passageiros berrando.

Quando bateram os 20 quilômetros, Chris desceu e abriu a porta.

Os adolescente saíram correndo sem nem agradecer e entraram na cidade.

–Ingratos... – disse Chris enquanto voltava para dentro do caminhão.

Uma hora depois, eles já viam placas anunciando Lolalandia.

A maioria pichada com palavras como: cuidado, cidade de malucos, hospício, etc.

Minutos depois, eles entraram na cidade.

E enquanto se encaminhavam para o parque, viram pessoas passeando com girafas e elefantes, adolescentes e idosos correndo e cachorros de rua dançando.

Perto do parque, passaram por uma taberna cheia de galinhas, o que era um tanto incomum.

Logo estacionaram, e enquanto Chris, Will, Jonny e Guy iam atrás de uma coleira para Grace, Andy, Ash, CC, Jinxx e Sammy entraram no parque, a procura de barraquinhas de comida.

Quando estavam perto da roda gigante, um garoto meio estranho chegou perto deles e disse para Sammy:

~Durante o passeio~

–Hum... Olá, garota... É... Desculpe estar incomodando você ou seu namorado... – olhou para todos os garotos enquanto Sammy corava. –Mas... Queríamos que vocês nos acompanhassem hoje no parque.

–Aquilo é um unicórnio? – perguntou CC.

–É sim... Mas não se desesperem... – Nico foi cortado por Andy.

–Nós já sabemos da história da Pitanga.

–C-como...? A, esquece... Acho melhor nem saber... Mas então... Vão ou não.

–Nós não temos opção... Então... Sim! – respondeu Sammy.

CC disparou na frente, agarrando o unicórnio, enquanto os outros vinham atrás.

Andy desgrudou o amigo de Pitanga e logo eles se apresentaram por ordem.

–Olá... Eu sou Andy.

–Eu sou Ash.

–Eu sou Sammy.

–Eu sou Jinxx.

–E eu sou CC.

Ao todo, os outros eram dezessete adolescentes que se apresentaram como Nico, Will, Leo, Luke, Spike, Sirius, Dorcas, Copeland, Thalia, Lily, James, Marlene, Percy, Remo, Annabeth, Esther e Clarisse.

– Pessoal, eu estava no telefone com a minha amiga Grace, e ela disse que alguns góticos estavam junto com os caras que vão trazê-la, esses são de confiança — falou Pitanga.

– Desculpe Sra. Unicórnea Pitanga, mas quem é Grace? — perguntou Dorcas.

De repente, começou a tocar Complicated, da Avril Lavigne no celular de Pitanga, e Lily agarrou o pescoço da criatura e não soltou mais.

– Por favor, dona Lila-cor-de-abóbora, é a Grace, pode me soltar para eu atender? — Pitanga pois as mãos na cintura, e Lily saiu chorando.

~Ligação On~

– Grace! Onde você está? Encontrei os caras góticos que você falou.

– Os humanos idiotas foram comprar uma coleira tamanho quinhentos e sete para mim.

– AHH...

– Queria que você comprasse entradas para a montanha russa, contando com uma tamanho quinhentos. Te pago depois.

– Ok. Vem logo amiga!

– Estou a caminho! Me espere na fila!

~Ligação Off~

– Cambada, vamos pra montanha russa. Eles aceitam dololarcórniofante?

– Aceitam... — respondeu Percy — deve ser por isso que eu nunca soube pra que servia.

– Mas Sra. Unicórnea Pitanga, você ainda não me respondeu, quem é Grace!? — questionou Dorcas.

– Calma loira! Tudo na sua hora!

A criatura comprou dois ingressos com dololarcórniofante. Um tamanho quinhentos e sete e outro tamanho duzentos e três.

Os humanos foram comprar o restante dos ingressos, e Andy comprou quatro a mais para os novos colegas.

Logo, Chris, Will, Jonny e Guy chegaram com a elefanta presa numa coleira tamanho quinhentos e sete.

Ninguém se surpreendeu.

Todos se apresentaram novamente e Pitanga abraçou Grace.

– Ahh... — Dorcas disse entendendo o caos.

Ela era a única garota que não havia desmaiado quando Guy chegou. Bom, ela e Lily, que havia se agarrado a suas pernas, o que deixou James incomodado.

Will não parecia incomodado com a ruiva, mas mesmo assim Dorcas disse:

– Lily, se você parar de se agarrar em todo mundo eu faço brigadeiro quando chegar em casa.

Imediatamente a garota soltou dele.

– Como eu já disse antes: Sempre funciona — gabou-se a loira.

– Quem seria essa bela ruiva? — perguntou Guy.

– Esta é Lilian Evans — respondeu James antes que a garota pudesse se quer abrir a boca — Isso mesmo, pra você é Lilian, não Lily, ouviu seu...

– Potter! — Lily berrou — eu sei muito bem me defender sozinha. Sou Lilian Evans sim, mas nem minha mãe me chama assim. Pode me chamar de Lily.

– Sou Guy Barryman, muito prazer.

Dorcas e James ficaram de boca aberta.

James porque tinha um amor não correspondido por Lily e Dorcas porque apoiava isso.

O resto não tava nem ai.

As garotas acordaram e todos entraram na montanha russa. Grace e Pitanga tiveram que ir atrás porque o tamanho de seus bancos eram diferenciados, mas a gangue foi logo a frente.

O carrinho começou a subir, subir, subir...

– MEUS DEUSES! — Thalia berrou — QUANDO UM ELEFANTE E UM UNICÓRNIO ENTRARAM NA MONTANHA RUSSA EU ACABEI ME ESQUECENDO QUE TENHO MEDO DE ALTURA! AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHH!!

O carrinho desceu com tudo e todos gritaram como loucos.

– ISSO É MELHOR QUE DORITOS! — Leo gritou.

– MELHOR DO QUE BROWNIES DE MERTILO! — gritou Percy também.

– PERCY, O CÉU NÃO É DE COMER — repreendeu Annabeth

– MEU CABELO VIROU UM TOMATE AMASSADO — gritou Esther.

– MEU SANTO AMENDOCREM! — CC berrava junto.

– DEIXEI O MC LANCHE FELIZ LÁ EMBAIXO! — lamentava Nico

– VOCÊS ESTÃO ME DEIXANDO COM FOME! — reclamou Sammy

– VAMOS MORRER! — os dois Wills berraram em sintonia.

– SE EU MORRER OLHANDO PRA ISSO, MORRO FELIZ! E NÃO ESTOU FALANDO PARA A VISTA LÁ DE BAIXO! — Lily gritou olhando para Guy, enquanto ele sorria para ela.

– EU DIGO O MESMO! — disse Copeland olhando para Jinxx.

– ECAAAA! — GRITOU Clarisse.

– JAMES TEM UM CUTELO NO BOLSO DO MEU CASACO! — informou Dorcas.

– SE UMA FACA VOAR ABAIXEM AS CABEÇAS! AH, VOCÊ NÃO GUY! — James alertou.

– É COMO MÁGICA! — Chris gritou levantando os braços.

– VAMOS DESCEEEEEEER! — avisou Ash.

– NÃO INTELIGENCIA, VAMOS SAIR VOANDO! — Ironizou Andy.

– ESTOU SONHANDO COM O PARAÍSO — disse Jonny.

– VAMOS SUBIR DE NOVO — anunciou Luke.

– NÃO, VAMOS NADAR NO AR! — Disse Spike com sarcasmo.

– CALEM A BOCA, TEM UMA POMBA AQUI! — disse Sirius espantando a pomba com as mãos.

– É, CALEM A BOCA! SABIAM QUE AZUL É MINHA COR FAVORITA?! — berrou Jinxx observando Coope.

– E A MINHA É LARANJA! — Guy complementou olhando para Lily.

– GUARDA AGORA ESSE CUTELO DE VOLTA NO BOLSO DA DORCAS , JAMES! — ordenou Remo.

– ESTOU SENTINDO UMA TRETAAAA! — provocou Marlene.

– HUMANOS... — disseram Pitanga e Grace em uníssono.

Depois de todo o escândalo, a montanha russa parou e todos desceram.

– Foi de mais! — Os Wills gritaram e fizeram um hi-five.

Então, a cena foi roubada por um beijo entre Lily e Guy. Não foi um celinho qualquer, foi um beijo mesmo.

James ficou vermelho de raiva e já ia pegando o cutelo do bolso de Dorcas, mas esta apontou pra uma ruiva qualquer que vinha passando.

O garoto puxou a menina e deu-lhe um beijo profundo como o de Lily e Guy.

Quando Lily percebeu isso, parou o beijo imediatamente. James vendo isso, fez o mesmo e ajeitou os óculos com um olhar superior.

– Eita amiga, agora a treta vai rolar... — disse Grace.

– Vou ali pegar a pipoca — disse Pitanga.

– Você...! Seu galinha! Acéfalo, cobiçador de ruivas! Eu vou...

– Lily! — Guy interrompeu a garota — você se importa de James beijar uma garota?

A ruiva corou.

~Pitanga volta com a pipoca~

– N-não! Claro que não! É só que... Nada. Não me importo nem um pouco.

A outra ruiva deu um tapa na cara de James. Depois, até que foi simpática.

– Olá! Não precisa me dizer o motivo da pegação, porque eu já entendi. Mas quem é você.

Ele bagunçou os cabelos e olhou por cima dos óculos.

– Eu sou James Potter, gata. E você quem é?

– Prazer, Hayley Willians — ela apertou a mão dele — não sei se já te disseram, mas você beija bem.

Lily dava o máximo de si para não transparecer raiva, mas era mais forte que ela. Mesmo assim, continuou a tentativa fracassada de fingir que nada aconteceu.

– Hayley, gostaria de passear com a gente?

– Claro! Mas... Não era pra você estar furiosa comigo e esfregar a minha cara no asfalto?

– Claro que não... Eu não me importo...

– Onde vamos agora? — perguntou Ash. Provavelmente ele nem percebeu o clima constrangedor, mas mesmo assim, livrou Lily deste.

– Como já está anoitecendo... Vamos ao trem fantasma... — disse Marlene com um olhar maléfico.

Todos concordaram e foram comprar ingressos.

Pitanga tinha feito amizade com o dono da bilheteria, então ele deixou ela levar a dela de graça. Já com Grace...

– Moço, me dá uma entrada em um banco tamanho quinhentos e sete — pediu a elefanta.

– Desculpa Sra. Elefanta, mas...

– O você me da, um o meu bumbum vai esmagar a sua carinha linda...

Em dois segundos, ela pegou seu ingresso e se encaminhou ao vagão com a amiga.

Todos compraram os seus. Então, uma conversa de WhatsApp é ativada.

~Mensagens de WhatsApp On~

James: Dorcas, preciso de sua ajuda.

Dorcas: E por que não fala em voz alta?

James: Porque todo mundo vai ouvir!

Dorcas: Certo... O que manda?

James: Diga a Lily que estarei esperando por ela no final do trem fantasma. Vou esperar por ela até o trem chegar, se ela não vier até lá, nunca mais encho o saco dela. A decisão é dela.

Dorcas: Acho que é bem óbvio o que ela vai escolher, mas eu aviso mesmo assim

James: Obrigada.

Dorcas: Boa sorte!

James: Com o Lírio eu não preciso de sorte, eu simplesmente sei o que fazer.

~Mensagens de WhatsApp Off~

O garoto se encaminhou para a entrada proibida e desapareceu.

Todos entraram no trem fantasma, que estava preste a partir.

– Ah Lily! Preciso te dizer uma coisa! — Dorcas explicou tudo para a ruiva, está riu.

– Ai Dorcas, como vocês dois são hilários... Acham mesmo que eu vou... Que ótima piada...!

A loira ficou sem falar. As duas estavam no ultimo vagão.

O trem andou. Por meio minuto, a ruiva ficou sentada, mas depois, pela sua expressão, estava óbvio que não passaria mais nem um segundo lá.

A garota pulou o vagão e saiu correndo.

– NÃO ME ESPEREM! — Lily berrou e Dorcas sorriu.

– Garotinha, me empresta essa bicicleta? — ela pediu.

– Não!

– Desculpe, mas vou ter que pegá-la de você a força então.

– MÃÃÃÃÃÃÃÃE!

Antes de ela tomar conta do perigo que estava correndo com a mãe da garota, saiu correndo com a bicicleta e arrombou a porta de entrada proibida.

A porta dava no fim do trem fantasma, onde a lua cheia iluminava árvores tortuosas.

– Sabia que viria — Lily deu de cara com James.

– Diga o que você quer, Potter!

– Não, primeiro você me diz, porque veio até aqui?

Um silêncio perturbador tomou conta do ambiente.

– E-eu... Eu vim aqui porque... Eu vim... Bom... Eu não sei porque vim.

– Eu sei.

A garota o encarou com os braços cruzados.

– Então porque eu vim?

– Lembra do que a Hayley falou?

Ela hesitou.

– Sim.

– Você veio tirar suas próprias conclusões.

O silencio constrangedor retornou.

– É, talvez pode ser isso mesmo.

Então ela o beijou.

Naquele momento, o trenzinho com todo mundo chegou.

–Ai caraca! – disse Marlene perplexa.

CC e Chris, que estavam juntos em um banco mais a frente, viraram a cara e vomitaram para fora do carrinho.

–FOFOS! – berrou Dorcas levantando plaquinhas escritas Lily+James dentro de um coração.

Começaram a descer.

As garotas pularam para cima de Lily, que estava um pimentão.

–AI QUE FOFURAAAAA! – berrava Dorcas parecendo uma criança.

–E VOCÊ NÃO CONTOU NADA PRA GENTE SOBRE ESSA NAMORO, NÉ? – acusou Marlene.

–GENTE! SE ELA NÃO CONTOU É PORQUE TEM MAIS QUE ISSO! LILY, SÓ SAIBA QUE EU QUERO SER A MADRINHA! – disse Clarisse.

–O NOME DO FILHO DE VOCÊS PODE SER LEO LINDO JÚNIOR? – perguntou Leo de modo intruso, sessando o falatório.

Os garotos só davam tapinhas na costas de James ou riam da cara de taxo dele.

–Aí cara... Quero ser padrinho... – disse Grayson.

Riram mais um pouco da cara de James, para variar, e então se juntaram novamente para ir comer algo.

Já perto dos carrinhos com comida, CC disse:

–Gente... Acho que eu não consigo comer nada...

Sammy cuspiu a pipoca que estava comendo em cima de Thalia, que já estava acostumada a levar cusparadas.

–Meu Deus... O mundo vai acabar... Vai chover mais do que o ano todo... Vai... Esquece. Ai meus deuses.

–Sabe... Acho que eu vou sentar um pouco... – disse Leo com a aparência cansada.

Esther deu uma olhada de rabo de olho para Spike e disse num tom alto:

–É. Realmente. O mundo vai acabar HOJE.

Todos pegavam alguma coisa para comer.

Alguns optaram por cachorro quente, outros por pipoca.

Depois de alguns minutos, acabaram optando por ir no Kamikaze. O que foi uma péssima escolha depois de comerem.

Na fila, Pitanga falava para Grace sobre seus casos na caverna na Amazônia, enquanto Lily e James mal se olhavam, e Leo não parava de encher o saco dos dois.

–Cala a boca, Leo. Nós sabemos que você ama a Grace. – acusou Coopeland.

Naquele momento a elefoa maravilhada se virou para o garoto.

–É verdade?

Leo engoliu em seco.

Ele queria dizer não. Mas corria o sério risco de ser esmagado.

–N-na verdade... Eu... Ér, quer dizer...

Grace sorriu e saiu da fila, indo na direção de Leo, que assustado saiu correndo, com a amada em seu encalço.

Depois de muito correrem e das risadas dos amigos ainda na fila, Grace pegou Leo, então fez o que o garoto tanto temia.

Enquanto a elefoa volta corada para a fila, o magricela vomitava as tripas numa lata de lixo qualquer...

–Depois eu morro... E não sabem porque foi.

As risadas duraram pouco... Só até o momento em que a vez deles chegou.

–Minha nossa senhora da Perfect Weapon. Nós não fizemos QUASE nada de errado na vida... – Jinxx começou a rezar.

Guy ficava ajeitando os cabelos e mandando beijos para algumas garotas que saíam do brinquedo, mesmo sem que ela reparassem neles.

–Sabe... Acho que eu vou deixar essa pra outra hora, né... – disseram Sirius, Sammy e Jonny em uníssono.

Felizmente, os amigos os puxaram antes que pudessem fugir.

As risadas se transformaram em gritos quando o brinquedo os virou de cabeça para baixo.

–EU VOU MORRER! – berrava Dorcas.

–MORRER É TRANQUILO! EU VOU É VOMITAR! – berrava Chris.

–AINDA BEM QUE EU NÃO COMI NADA! – gritou CC.

Depois de alguns minutos de lamentações e gritos, eles desceram.

Alguns deles vomitando as tripas.

–Então gente... Em que atração vamos agora? – perguntou Leo ajeitando a gola da camisa.

Antes que alguém pudesse responder, dois celulares começaram a tocar.

O de Andy e o de Chris.

Os dois se afastaram do grupo para conversar, e quando voltaram anunciaram juntos:

–Temos que ir.

Como mal se conheciam, obviamente não perguntaram entre si o porquê, mas então, depois das despedidas (e dos esquivos de Leo para evitar Grace), Andy, Sammy e os outros garotos de Manhattan entraram no carro e partiram, Chris, Will, Jonny e Guy se despediram e arrastaram Grace até o caminhão.

E é claro que eles tiveram que usar os poderes dos Power Rangers.

Então assim todos se separaram depois de um dia relativamente louco.

Notas finais
Obrigada por acompanharem. Sério, sem vocês não chegaríamos nem perto disso. Mais reviews, por favor, favoritos também. Amamos vocês de coração. Obrigada mesmo. MachiMelo.