The Zephyr

2 Sistema Solar


Sistema Solar

À ótica do céu que se apresenta sobre nossas cabeças,

É palpável o desespero que esses ventos trazem.

Ante tanta magia e incerteza,

Certas dúvidas sucintas ainda me cabem...

Quando observo o negro substituir o dourado

Das tardes.

O crepúsculo incandescente traz estrelas mortas aos milhares...

É sutil analisar tal beleza ignorada pela arte.

Estrelas cadentes caem como cometas,

Como responsabilidades serenas que ardem.

Pergunto-me por sua destreza ou aspereza,

Enquanto certezas não me acham.

Ainda me quieto inquieto diante de tamanha magnitude...

Vejo um céu cobrir-se de negro de norte a sul.

Esqueçam-se do azul, por ora, pois ele complementa mais...

Da insignificância.

Ó, tamanho infinito etéreo que se forma defronte meus olhos cegos...

Posso vê-lo em cada canto desse céu, mas pouco o enxergo.

Percebe a astúcia do Criador a nos fazer pequenos?

Como em contemplação a um aquário de fino vidro,

Que nos dá o gosto de infinitos.

Ah... As estrelas, elas brilham.

Tão longe, mas meus olhos iluminam com sua intensidade.

Sou pequeno, estou perdido além da zona de alardes.

Deitado sob os anéis de Saturno,

E as luas de Júpiter.

Tão longe, mas meus instintos enganam-me com a fragilidade,

Dos diamantes que chovem em Netuno.

Rochas espaciais não são meteoros,

Ou chuvas especiais.

Sinto-me ignorante quando a verdade é tão simples,

Que sua particularidade não me atrai.

Pouco faço além de julgar-me infinito enquanto

Ainda sou finito como humano.

Transcendendo os pensamentos terrenos de uma mãe displicente...

Alimentando uma mente crescente como lua.

Tudo se resume a uma noite, em que ela aparece única no céu...

Com seus álibis de papel alumínio, brilhando e a escondendo com seu véu.

Oh, eu analiso o céu...

E meu eu natural disserta,

Percebendo que nada é tão mortal quanto a terra.

~Gabriel.