Ansiedade

A verdade ainda é crua, mesmo que a observe por detalhes...

As escolhas pífias que faço são

Nada mais que fardos que eu deixo me assumir.

Sei que escondê-las em mim é errado.

Indignado pelas acusações que me calam,

Espero que o tempo as afaste de mim.

Deixo que minha própria mente sabote,

As escolhas pífias que eu não tomo.

Deixo que minha própria mente sabote,

E me engane com suas facilidades em omitir.

Mesmo preferido eu me sinto preterido...

Ainda quando me dizem para ficar.

Todos os amores e amigos perdidos...

Afastados pelo meu medo de errar.

Mais insegurança transborda verdades que não quero encarar.

Instigam-me toda a vez que penso em me deitar...

Nunca deixam que a cabeça descanse,

Hora atrás de hora, elas me perseguem em transe.

Além da minha proteção tão falha,

Só a sinto percorrer e afligir toda a alma.

Venho me perdendo entre tantos questionamentos...

Ou criando paredes para repelir arrependimentos.

No mesmo lugar, sinto-a farfalhar como vento...

Todos os malditos pensamentos evasivos.

Alimentando minha busca por saída,

Destrinchando a casca que confina minha alma, vazia.

Elucido minhas angústias em palavras sucintas...

Só significantes nas metáforas de minha poesia.

~Gabriel.