The Zephyr

25 A Santa Meretriz


Notas iniciais
**Mensagem Importante ao Final**

A Santa Meretriz

Ela desce as escadas, vestida de branco...

Visualmente, sua imagem lembra a de um anjo.

Ou talvez uma estrela, com cauda de cometa...

Seus pés delicados tocam a velha madeira,

E, embora seu olhar transpareça alegria sorrateira,

Um véu sutil de olheiras esconde suas emoções verdadeiras.

É início de outono e as chuvas se tornam mais frequentes...

Tanto que, por isso, ela desce as escadas enrolada,

Em suas vestes quentes.

O sedoso cachecol branco cobrindo o pescoço,

As calças e o casaco brancos, desenhando o esboço,

Do corpo de uma mulher sedutora.

Contudo, por mais que ela ainda pareça minha...

Eu sei que, cada degrau que ela caminha,

Afasta-me mais e mais dessa inquieta rainha.

Talvez ainda reste alguma esperança que aqui resida...

Só que ela se faz calada dentro de mim.

Os olhos dela me cercam e ignoram...

Sei que estou errado em pedi-la,

Como ela é errada ao permitir-me assisti-la,

Tão linda em sua vistosa vestimenta.

Acolho cada pequeno demônio que me atormenta,

Sobre flores e amores do passado.

Sua voz calada me condena,

E seus passos me acalmam.

Ela é quase deusa, disso eu sei...

Enquanto a assisto abrir a porta e partir.

O negro dos seus cabelos eu toquei...

Quando o vento os atirou a mim.

Seu rosto se virou e pude contemplar...

O mel incandescente daquele olhar.

Era desprezo misturado com pesar,

E, embora ela o contivesse,

Eu percebia sua nítida vontade de chorar.

É... minha concubina voltava à porta, onde eu me encontrava...

Seus olhos fugiam dos meus.

Porém, ela voltava, agora...

Uma vez mais para os braços meus.

Dançarina puritana da noite,

Encontrei-a seduzindo a outros amores,

E trouxe-a para passar uma noite.

Uma eternidade se passara então...

Diante de meus olhos, estupefato.

Perdi-me entre o sensato e a razão...

Quando a agarrei em meus braços.

Seu soluço pouco pesado me fazia imaginar...

Se, às vezes, o amor é insuficiente.

Tanto me aflige ter que lhe mostrar...

Um revólver no coldre, esfumaçando e quente.

Ela agora está lá em cima, cativa em meu quarto...

Estou esperando-a vestir sua linda roupa branca e puritana.

Daqui uns minutos, ela descerá essas escadas...

E eu contemplarei uma vez mais,

Tão longe das luzes vermelhas onde a conheci...

Essa eterna e pura Santa.

~Gabriel.

Notas finais
E é por intermédio deste quê, termino essa minha singela coletânea de poesias, assim como minha trilogia encerra seu ponto aqui. Essa trilogia se iniciou em “The Feeler”, foi sucedida por “The Senser” e termina aqui, com “The Zephyr”. Dessa vez, realmente pretendo terminar a coletânea, deixando-lhes uma trilogia com 100 poesias, um número que eu almejei alcançar com esse humilde trabalho e, agora, está completo. Aqui, deixo meus sinceros, profundos e mais honestos agradecimentos a todos que leram, comentaram, favoritaram, recomendaram, apreciaram, enfim... a todos que leram o que aqui postei. Fico muito agradecido e me sinto agraciado por todos os que me ajudaram e motivaram a continuar essa escrita, seja em qualquer das ações acima mencionadas. Vale a ressalta que isso tudo foi graças a todos que, à sua forma, contribuíram para esse projeto. Daqui deixo meu profundo e sincero, muito obrigado! Bem, esse é o fim da coletânea e o fim da trilogia, então... esse é meu adeus. Mais uma vez muito obrigado a quem me acompanhou, seja desde o começo, seja a partir de qualquer um dos subsequentes, enfim... Obrigado e, até a próxima~ ~Longos Dias e Belas Noites a todos! The Feeler (1º Vol.) -> https://fanfiction.com.br/historia/680505/The_Feeler/ The Senser (2º Vol.) -> https://fanfiction.com.br/historia/719019/The_Senser/
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