The Young Mage's Adventure
7 Vila Amaldiçoada, parte 02
Tive a ideia de levar a canção de Eva até os ouvidos de todos, até poder convencer o líder a manter sua palavra e assim quebrar a piora da maldição.
— Pode cantar para eles mais uma vez? Eu tenho um plano, prometo que vai dar certo agora. — Os elfos zumbificados já se aproximavam de um vilarejo humano próximo. — Quildranth, me ajude a conter eles!
O dragão pairou por cima das grandes e pequenas casas, soprando seu fogo e mantendo os infestados longe.
— Agora! — Nos aproximamos da multidão.
A elfa começou a cantar animadamente, fazendo a multidão dançar. Então trocou para uma canção melancólica, tornando-os mais quietos.
— As bruxas! — Alguns berraram. — Peguem elas!
Voei antes que pudessem nos alcançar, o que os tornou zumbificados novamente. Sem ideias do que fazer, apenas suspirei.
— Hey, Iris, ainda podemos pensar em algo! — O bando começou a morder Quildranth, o transformando em um deles.
O dragão veio voando até nós emanando suas chamas, manobrei a vassoura para desviar destas. Mas, se continuar fugindo, as pessoas serão infectadas.
— Eva, há algo que potencialize suas canções? — Questionei, mordendo uma unha.
Ela respirou fundo.
— Calma, há o meu banjo. Podemos ir pegá-lo, rápido.
Voei de volta para a Vila dos Elfos Negros, pousando frente à casa da moça. Ela recuperou seu instrumento e então voltamos para a área de contenção.
Quildranth havia queimado as casas dos civis, tornando-os alvos fáceis para o ataque.
Formei um escudo de luz e o atraí até mim, ele veio de uma forma que achei que nunca veria, a extensão de seu fogo quase quebrando minha barreira.
A garota sacou seu banjo, cantando uma canção calmante. O dragão foi pouco a pouco apaziguado, em poucos minutos Quildranth voltou ao normal, os infestadores saíram como um enxame por seus ouvidos.
— Obrigada. — Ele nos acompanhou, enquanto voàvamos para mais perto dos infestados.
Ela novamente usou suas canções, tornando um por um de volta a suas formas originais.
Neste momento, os elfos da luz se viraram contra seu líder, aplaudindo a elfa de outra tribo.
Ela sorriu, segurando seu objeto firme.
— Vocês estão agradecidos por isso!? — Ele gritou. — Desisto, se querem fazer amizade com estas pestes, podem fazer. — Ele caminhou para longe, humanos e elfos comemoraram isto.
E mais uma vez, a missão terminou em música e festa, antes de termos de reconstruir tudo. Foi cansativo, mas valeu a pena no final.
— Eva, não teríamos conseguido sem você. Agradecemos muito! — Lotte pulou nela, abraçando-a. A jovem devolveu.
— Eu que agradeço, mas... — Se calou por uns instantes — Quero ir com vocês.
Arregalei meus olhos.
— Ir com a gente? — Pulei de alegria. — Isso! Vou amar ter você lá!
— O carpete é meu. — Quildranth avisou.
— Gente, na minha casa tem espaço para todos vocês. Quil, o que acha de uma mudança? — Sugeri.
— Nada mal.
Nos despedimos dos locais, o dragão levou a jovem e eu levei minha axolote. Quando chegamos em casa, apenas nos separamos e fomos para nossos quartos, cansados.
— Ainda faltam duas missões. — Lotte me informou de seu aquário.
— Além do torneio bruxo. — Caí no sono, sem querer me preocupar com o futuro. — Boa noite.
— Boa noite, Iris.
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