The Young Mage's Adventure
6 Vila Amaldiçoada, parte 01
Após descansarmos da última missão, levei Quildranth e Lotte para minha base de operações, repleto de pergaminhos, materiais para poções e um enorme caldeirão no centro.
Saquei o último frasco com líquido borbulhante dentro, calmamente o colocando em meu cinto de utilidades.
— Já terminou aí? — O dragão esperou, batendo levemente um dos pés contra o piso de madeira.
— Sim, caso a gente encontre eles, não serei inútil! — Proclamei com grande animação, finalmente poderei fazer algo.
Lotte andou pela mesa, até estar de frente para mim.
— Você não é inútil, ok? Nos ajudou da última vez e também tentou da primeira, não se cobre tanto!
Ponderei por uns instantes.
— Tem razão. — Coletei o pergaminho que se assentava na mesa. — Agora, voltando à missão: temos que ir para a Vila Élfica do Norte, eles sofrem com uma maldição de infestadores há anos.
— Vamos, então. — Quildranth caminhou até a saída, eu e minha familiar fomos atrás.
Subi em minha vassoura, levantei voo e acompanhei nosso colega até chegarmos acima de um conjunto de casas de madeira, algumas tinham fenos e estábulos ao redor, outras comércios de artefatos mágicos.
Pousamos, adentrando o território dos elfos.
— Em que podemos... — Ele grunhiu, segurando sua cabeça desesperadamente. — Vá embora.
Um grande bando veio nos atacar, o dragão sacou seu machado, eu o impedi de atacá-los porque não estavam agindo como eles mesmos.
Lotte aumentou de tamanho e foi para a nossa frente, eles continuavam vindo.
Porém, nós ouvimos uma bela voz cantando, isso acalmou as mentes de todos, ou melhor dizendo, seus parasitas. A autora da voz então correu pelos arbustos, pude perceber que é uma elfa negra, diferentemente dos elfos da luz que residem a vila.
— Nos perdoe, aquela bruxa maligna nos enfeitiçou novamente. — O líder se aproximou.
Franzi o cenho. Alguma coisa está errada, a vi ajudando ambos de nós agora pouco.
— Tem certeza? Nós ouvimos ela ajudar vocês com os infestadores nesse exato momento!
Ele olhou para mim como se quisesse me degolar.
— Elfos negros são todos iguais, não estudou isso, bruxinha? Encontre-os e force-os a nos dar um antídoto. Ou... Iremos arrancar isso deles. — Com o hospedeiro ou não, esse cara não me passa uma sensação boa.
— Claro, que estupidez a minha. — Menti. — Iremos trazer o que desejam até o final do dia, não se preocupem.
Saímos dali, em busca da Vila do Sul.
Quando chegamos, todos se esconderam em suas casas de madeira escura em meio ao manguezal.
— Os elfos da luz planejam atacar vocês, viemos apenas avisá-los. — Declarei, esperando alguma reação.
A moça de antes saiu de sua moradia e se acercou de nós, segurando seu banjo, olhando para nossos pés.
— Sou Eva, senti que deveria ajudá-los mesmo que nos odeiem, mas olha o que causei com isso. — Seu semblante entristeceu.
Dei uns tapinhas em seu ombro.
— Hey, você fez muito bem, tá? — Sorri. — Precisamos que nos ajude a acabar com tudo isso!
Ela se animou.
— Aceito, o que planeja?
— Você verá.
Voltamos para a residência dos elfos da luz, tendo Eva como "prisioneira".
— Nos entregue ela! — O homem esbravejou, vindo como um raio até nós.
Quildranth ficou na frente dela, Lotte gigante atrás e eu à frente de todos, espada e escudo prontos para o uso.
— Primeiro, faça um juramento, de que não irá machucá-la, nem atacar a vila dos elfos negros.
Ele pareceu mais calmo.
— Tudo bem, eu aceito em nome de todos nós. — Pude ver alguns olhares preocupados de outros residentes atrás, espero que não seja um mau sinal.
Com um pouco de pesar, entreguei a garota. Logo, um grupo de elfos pegaram suas tochas para queimá-la, o líder deles sorrindo à distância.
Não me preocupei. Saquei minha vassoura, levantei voo, a manobrei para levar a elfa comigo e voltei para o céu, Quildranth transformou-se.
— Vocês não deveriam ter feito isso! — Quebrar um juramento mágico é algo bastante grave, terei de pensar rápido antes que toda a vila se transforme em zumbis.
Os infestadores voltaram, piores.
O corpo e mente deles começou a mudar, logo, todos estavam caminhando lentamente com o único obejtivo de transformar tudo o que encontrarem em infestados.
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