The Young Blood Chronicles
12 Under The Dome In We Could Be Immortals
Notas iniciais
Sob a Redoma Nós Podiamos ser Imortais
Percy temia quanto ao que sua mãe pretendia fazer. Ele, pelo pouco que conhecia Annabeth, sabia que ela faria o que Courteney pedisse, se isso não fosse machuca-lo.
Duas Rat's seguravam seus braços e o levavam por um corredor escuro e longo. Courtney ia à frente.
– Bom querido — ela se dirigiu a ele — Vai doer um pouco. Mais em você do que em mim, é claro. Mas vai ser necessário. Todos os três — Alicia, James e Annabeth — fariam de tudo para vê-lo bem. E eu preciso da garota. Não vou fazer nada de mais, fique calmo. Apenas manda-la de volta de onde ela veio. Antes que ela estrague meus planos.
– Deixe-a em paz! — Percy se soltou das Rat's, e prensou Courteney na parede com o braço — Se você ousar, ou até mesmo pensar, em fazer algum mal a ela, eu juro que eu acabo com você. E eu não me importo se vai doer. Eu prefiro morrer. Mas eu morrerei sabendo que ela vai estar bem e vai derrotar você. Ela pode até não saber, mas ela é a mais corajosa que esse reino já viu e ela vai nos salvar.
Ele a soltou, ela parecia surpresa. Ele deu os braços novamente para as Rat's segurarem e prosseguiu o caminho com elas.
– Você mudou muito, Percy — Courtney gritou, de trás deles — Já não é mais um menininho covarde que nunca teve um pai.
Percy suspirou.
– Quando sua mãe se torna uma louca que quer acabar com tudo que você ama, você precisa mudar.
– Fico feliz que pense assim.
– Porque você está fazendo tudo isso? — ele se virou para ela — Por quê? O que foi que aconteceu com você, mamãe? — Percy sentiu seus olhos se enxerem de água — Vo-cê não era assim — ele prendeu um soluço e uma lagrima caiu.
Courtney parecia abalada.
– Meus planos não são do seu interesse — ela desviou os olhos do garoto a sua frente.
– COMO NÃO SÃO?! — Percy gritou, deixando as lagrimas de tristeza e ódio caírem — Você sequestrou meu líder, quer acabar com meu reino e matar a garota que eu provavelmente amo — Percy gesticulou com as mãos — Porque você quer tanto aquela maleta? E o que Patrick tem a ver com isso?
– Dentro daquela maleta tem algo que eu quero — ela disse com o rosto próximo ao de Percy — Algo que foi tirado de mim há muito tempo e Patrick vai abrir ela pra mim.
– Só isso? — Percy disse abismado — Tudo por que tem algo que você quer lá? POR QUE SIMPLESMENTE NÃO PEDIU DE VOLTA?
– PORQUE O QUE EU QUERO NÃO É ALGO! É ALGUÉM! E EU NUNCA VOU TER ESSE ALGUÉM! NUNCA MAIS! A única coisa que me resta é o que está naquela maleta. Eu preciso ter minha vingança. Preciso ter meu final feliz.
Percy riu.
– Eu vou contar um segredo pra você, mamãe — ele ironizou o "mamãe" — Vilões não tem finais felizes. Nunca.
Ele se virou e andou. Deixando uma Courtney digerindo a verdade que ela já sabia.
oOo
Annabeth olhou para as estrelas acima de si e ficou imaginando o que ele estaria passando.
Seu Cabeça de Alga.
Ela sabia que a culpa era sua, deveria ter ficado, deveria ter lutado com ele. E se fossem para o Vale, provavelmente teriam ido juntos.
– Annabeth — escutou James a chamar — Vamos andar mais um pouco, estamos quase lá.
– Você tem um plano pra entrar? — ela perguntou — Pelo que você me disse, lá é meio... Difícil de entrar.
– Eu tenho um plano — ele confirmou — Vai ser difícil, mas temos que tentar, afinal... Meu irmão está em perigo. Se for para salvar ele, nada vai me impedir.
Alicia estava atrás dele.
– Eu posso entrar sozinho, encontro-o e tudo dá certo, ou não — James disse.
– Não! — Alicia o reprendeu — James, somos uma equipe, vamos juntos. Percy é meu cunhadinho — ela sorriu — Às vezes ele me irrita, mas eu não aguentaria perder ele, assim como você o ama, eu também amo. Então ou eu vou com você, ou você não vai.
– Eu podia arrumar uma namorada menos mandona, não podia? — Ele disse olhando para Annabeth.
Ela riu.
– Você nunca encontraria uma melhor que Alicia — Annabeth disse, sorrindo.
– Justo — James olhou para a namorada, que estava corada.
– Mas então, Annabeth — Alicia a olhou, mudando de assunto — Você vai?
– Eu... Não poderia deixar de ir — ele disse, erguendo a cabeça — Percy fez por mim coisas que eu nunca pensei que alguém iria fazer. Eu nunca tive... Amigos. E eu não vou perde um dos únicos que eu tenho. Não posso — Ela olhou pra eles — Acho que já esta na hora de deixar de ser a Annabeth frágil e indefesa que eu sempre fui e aceitar quem eu sou. Hora de mostrar para Courtney quem ela está enfrentando.
– Nossa — eles escutaram uma voz atrás de si — Como ela está decidida. Não acha querido?
Courtney estava perto de uma arvore. As Rat's, que Annabeth reconheceu como Reyna e Calipso, seguravam os braços de Percy. Esse estava com o rosto meio abatido e sem camisa. Annabeth tinha que admitir que todo aquele treinamento fizeram bem ao seu físico.
Ele sorriu pra ela. Annabeth deduziu que ele havia escutado tudo que ela tinha falado.
– Sim — ela disse — Estou. Solte-o.
– Ah — Courtney disse — Eu não vou precisar dele por muito tempo. Eu não o quero, quero você.
– Annabeth, não — Percy disse.
– Calado — Courtney bateu em seu rosto com uma luva de couro — Já falou de mais. Amarrem-no.
As Rat's jogaram Percy de joelhos virado para arvore e amarraram seus braços por trás da mesma.
– Sabe, Annabeth — Courtney disse — Eu não posso deixar que me atrapalhasse, então...
Ela apontou os dedos pra James e Alicia e eles caíram.
– O que você fez?
– Pó do sono — ela disse — Agora, você, quero que assista.
Annabeth não escutou mais nada, apenas o som de uma respiração compassada.
– A respiração que esta escutando é a do meu amado filho.
– Amado — Percy murmurou com desprezo — Como sou amado.
– Tudo que ele falar, ou fazer, você vai escutar. Apenas ele. E só disso que eu preciso.
Percy estava de costa pra ela. Então ela viu as Rat's segurarem o que pareciam ser chicote de couro.
Não...
– Não — ela bateu na redoma que estava sobre ela.
– Não vai adiantar — Courtney disse — Podem começar queridinhas.
Elas deram a primeira chicotada nas costas do garoto, ela o escutou arfando e arqueou as costas. Na segunda ele soltou um gemido. Annabeth escutava as unhas do garoto arranhando o casco da arvore, para não se deixar demonstrar dor.
Elas continuaram. E Annabeth sentia as lagrimas caírem a cada gemido de dor que ela escutava.
– Pare — ela pediu desesperada — É a mim que você quer. Largue ele.
– Não, Annie — Annabeth escutou o sussurro de Percy, cheio de dor — Tá-tá tudo bem.
– Não tá tudo bem — Ela bateu na redoma — Por favor. Pare.
– Já chega — Courtney disse — Peguem o rum.
– O que? — Annabeth não entendia para que o rum, agora.
– Não sabe o que é Rum? — Courtney perguntou.
– Sei... — Annabeth disse — Gancho bebe toda hora...
– O que? — Courtney estranhou — Deixa. Você sabe o que rum faz em uma ferida aberta?
– Não... — Annabeth se desesperou — Não faça isso. Ele é seu filho.
– E eu me arrependo todo dia por isso.
Annabeth escutou Percy arfando e depois um soluço baixo.
– Joguem — ela ordenou a Rat's.
Assim que o liquido entrou em contato com a costa de Percy, ele gritou e Annabeth gritou junto.
– Pare! — ela tinha que fazer alguma coisa.
Lembrou-se da adaga que Pete lhe deu.
"Ela sempre vai te ajudar", ele dissera.
Ela pegou a adaga e com toda a força que tinha, a fincou na redoma. Esta abriu uma fenda, que desceu até chegar na terra e explodiu, como se fosse feita de vidro.
Annabeth ficou de pé e olhou para Courtney.
– Saia de perto dele — ela apontou a adaga para a mulher.
– Você nunca me venceria, garota idiota — ela rosnou — Eu não sou Foxes.
– Eu sei — Annabeth rebateu — E eu não medirei esforços para fazer a mesma coisa que fiz com ela, com você. Agora, saia de perto dele.
– Pode ter conseguido dessa vez, Única Esperança — ela foi se afastando, entrando nas sombras — Mas, ninguém é imortal.
Ela desapareceu na escuridão da floresta.
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