Notas iniciais
Heyyy-oooooo!!
HAHAHA
Olá pessoinhas! Eu demorei, mas cheguei com o último capitulo da fic.
Preparem-se, respirem e leiam.
Aproveitem!

Chegou, então, o dia que eu julgava que seria o melhor da minha vida, meu aniversário de dezesseis anos. Por um lado até que era bom saber que eu poderia tirar minha carteira de motorista, fazer coisas das quais antes eu precisava ser acompanhado pela minha mãe, chegar à maioridade parecia legal... Mas daí chega aquelas antigas memórias de mim, Brendon e Spencer escolhendo os carros que usaríamos no futuro, planejando muitas coisas que faríamos quando o dia de nosso aniversário chegasse.

Nós sempre fomos umas crianças sonhadoras, que ficavam pensando que tudo seria fácil, porque também naquela época a gente não brigava, nenhum de nós nos preocupávamos com a namorada e não discutíamos com nossos pais por coisas fúteis. Antes a gente só pensava em joguinhos, brincadeiras e falávamos o quanto era difícil a nova matéria da escolinha.

Funguei enquanto secava uma lágrima que escorria pelo meu rosto. Minha mãe me fitou preocupada, eu nunca chorei em nenhum aniversário meu, mas dessa vez foi diferente.

- O que foi querido? – Perguntou enquanto acariciava meus cabelos. Mesmo que ela tenha me pedido várias vezes para falar com o Brendon e esclarecer as coisas, eu não havia feito e aquilo estava acabando comigo juntamente com o meu aniversário. – Eu sei que é sobre o Brendon, mas...

- Ele já está no túmulo para mim. – Falei com a voz embargada. Eu não acreditava em minhas próprias palavras, nunca tamanha mentira saiu da minha boca.

Minha mãe me olhou assustada com a boca entreaberta, ela sabia o tanto aquilo estava me machucando por dentro e o quanto eu havia sofrido nessas semanas que estavam passando. A campainha tocou e minha mãe se levantou em um pulo da cama.

- Eu vou atender, vá se trocar, nós não queremos que a visita te veja deste estado e ainda de pijama. – Falou se retirando do quarto sem demora.

Suspirei longamente e fui para o banheiro tomar um banho, escovar os dentes e dar um jeito naquela minha cara amassada. Assim que eu já estava pronto, desci para ver quem estava ali, provavelmente seria alguém para me desejar feliz aniversário. Minha mãe estava sentada no sofá conversando alegremente com as pessoas que eu mais queria ver nessa minha manhã: Todos os meus amigos, quando eu digo todos, são todos mesmo. Pete, Patrick, Mikey, Ray, Frank, Gerard e Spencer. Só um me fazia muita falta.

- Oi gen—Fui interrompido por todos eles.

- FELIZ ANIVERSÁRIO! – Gritaram todos de uma só vez correndo para me abraçar, mas aconteceu uma coisa horrível: Todos acabaram me derrubando e caindo em cima de mim. Como eu sou um gravetinho, eu quase morri debaixo deles.

- Ai, gen... Gen... SERES! Saiam de cima de mim! – Gritei tentando empurrá-los. Todos finalmente obedeceram a minha ordem e saíram de cima de mim. – Uffa... Seus gordos! Nunca mais façam isso! – Me levantei com certa dificuldade e sorri. – Espero não ter quebrado nenhum osso.

- Uuh! Que drama! – Spencer disse divertido. – Quer saber? Eu sempre te achei muito gordo também. – Todos começaram a rir com a piada de Spencer, mas eu não achei graça debocharem da minha falta de peso. – Epa! Não acredito que aquele filho da mãe do Urie não está aqui. Ele sempre dizia que seria o primeiro a te desejar feliz aniversário. — Frank pigarreou em sinal para Spencer trocar de assunto. – Quero dizer, quem é Brendon mesmo?

- Obrigado. – Falei tentando segurar o riso. Era incrível que eu sempre poderia contar com eles para me fazer rir. – Que tal a gente ir dar uma volta?

- Agora não, apressado. – Frank disse me puxando pelo braço até a cozinha. – Compramos umas coisas, que vão te fazer engordar que nem um balão!

Inclinei-me para ver direito, então me deparei com uma cesta gigante — mas gigante mesmo- cheinha de chocolate e outras coisas, que podiam só ser obra dos meus amigos viciados em doces.

- Então, cada um de nós escolhemos ai umas coisas que você gosta e o Frank decorou tudo aí. Sem falar que a idéia disso também foi dele. – Spencer disse e eu olhei abismado para meus amigos.

- E vocês acham que eu vou comer tudo isso sozinho? – Perguntei colocando a mão na cintura. – Obrigado pelo presente e... Vocês também venham comer comigo, por favor. – Falei apontando para a gigante cesta posicionada no meio da mesa da cozinha.

Nós ficamos comendo doces e conversando no jardim dos fundos da minha casa a tarde toda. Meus amigos ainda fizeram umas menções de como eu ficaria gordo quando eu fosse um velinho, umas piadas que realmente me fizeram ficar com bom — humor. Quando já era aproximadamente umas quatro e meia da tarde a campainha tocou.

- Espera ai, galera, eu vou atender. – Fui até a porta da sala e a abri-a um pouco incerto, mas assim que eu vi quem era sorri.

- Olhe só como nosso afilhado mudou desde a última vez que o vimos! – Meu padrinho disse sorrindo e me abraçando em seguida. – Feliz aniversário, campeão!

- Obrigado! – Falei sorrindo.

- Realmente, ele parece bem mais feliz. – Minha madrinha completou me abraçando também. – Feliz aniversário.

- Entrem. A minha mãe saiu, mas já deve estar voltando. – Disse. Então eles entraram e sentaram-se no sofá da sala. – A viagem de Chicago até aqui foi muito cansativa? – Perguntei.

- Que nada, querido, tudo para ver nosso bebê! – Tia Lily disse apertando minhas bochechas. Fiz uma careta de desagrado então ela parou. – Então? Você está melhor desde aquele dia? – Perguntou dessa vez me fitando preocupada. – E eu quero conhecer a garota que partiu seu coraçãozinho!

- Ah, er... Não, não foi nenhuma garota. – Falei cabisbaixo.

- Então o que foi? – Meu padrinho perguntou inclinando-se para frente.

- Eu briguei com meu amigo, só isso. – Falei e percebi a expressão dos meu padrinhos mudarem, mudaram para expressões de espanto. Odeio mesmo quando as pessoas reagem assim.

Ficamos algum tempo em silêncio até que a minha madrinha decidiu falar alguma coisa. – Querido, eu tricotei um cachecol lindo para você! – Disse enquanto retirava um cachecol cor-de-rosa da bolsa, me assustei um pouco devido aos coraçõezinhos estampados no mesmo.

- Ora, Lily, não assuste o garoto! – Tio Ben se levantou do sofá e pegou uma caixa média perto da porta, enquanto tia Lily ria da própria piada. – Abra.

Abri o embrulho e me deparei com outra caixa, mas nessa caixa tinha vários DVD’s do Harry Potter, perfeito.

- Obrigado, eu amo Harry Potter! – Falei sorrindo.

- De nada, nós já sabíamos desse detalhe. – Minha madrinha disse e começou a rir. – Você não achou mesmo que te daríamos um cachecol rosa com coraçõezinhos, achou?

Rimos até que a porta da sala se abriu e minha mãe apareceu, sem entender muito bem a conversa, falou conosco. Deixei-a conversando com os meus padrinhos e voltei para o jardim assim que me lembrei dos meus amigos.

- Demorou hein. – Reclamou Mikey, ele tinha que ser sempre o primeiro a reclamar. – Você perdeu a grande história que Pete contou para a gente, é hilária!

Então ficamos conversando lá por umas duas horas, até que eles tiveram que ir. Parecia até que eu esqueceria tudo o que havia acontecido entre mim e Brendon, até que a minha mãe chegou assustada com o telefone na mão.

- Filho... O Brendon está em Los Angeles. – Falou boquiaberta. Meu coração falhou algumas batidas, eu não imaginava que ele realmente se mudaria para lá, não mesmo. – Eu ia ligar para ele, mas Grace disse que ele e Sarah pegaram o avião hoje.

- Para quê você foi ligar? Eu já disse que eu não quero ver nem falar com esse insignificante! – Falei – gritei — enquanto segurava um copo de água quase quebrando o mesmo. – E para falar a verdade, eu não estou nem aí para ele!

- Mas—

- Não tem mas, mãe! Não existia e nunca vai existir nós dois. Não deveria nem ter existido amizade. – Coloquei o copo na pia. – Eu vou subir, não deixe ninguém entrar no meu quarto.

- Tudo bem. – Falou cabisbaixa.

Subi para o meu quarto em passos largos, sentei na cama e me pus a chorar. Como eu pude pensar que tudo aquilo poderia acabar bem? Eu achava que eu poderia ignorá-lo, mesmo assim vê-lo todos os dias. Era óbvio que um dia ele iria embora, mas eu não imaginava que seria algo tão rápido, isso não poderia acabar assim, meu aniversário não poderia acabar assim.

Só de pensar que nunca mais poderia ver aquele sorriso, aqueles olhos... E pensar também que isso tudo é culpa minha, se não fosse por mim talvez ele não tivesse ido embora, talvez não tivesse ficado bravo. Mais uma lágrima escorreu pelo meu rosto, limpei-a em seguida com as costas da mão. Joguei meu corpo para trás e continuei me culpando por tudo aquilo. Nem tudo acaba como esperamos, a maioria das vezes quando estamos apaixonados estragamos tudo e podemos acabar com uma amizade. Principalmente eu que sou um idiota sem coração.

- Querido, você tem visita. – Minha mãe entrou no quarto com um sorriso nos lábios.

- Não deixe entrar, eu já vi quem eu tinha para ver hoje. – Falei mal-humorado. Cindy ficou séria e saiu do quarto.

Não demorou muito para que a porta do meu quarto se abrisse, levantei rapidamente para ver quem era a pessoa que ousara entrar no meu quarto. Abri a boca, meu coração quase pulara para fora devido à surpresa.

- Eu falei para não entrar, muito menos você. – Falei encarando Brendon que estava lindo, para variar e acabar com a minha vida. – Você deve estar aqui para algo importante, então diga logo. – Desviei meu olhar para a janela.

- Tudo bem... Para começar, olha para mim. – Falou. Virei contragosto voltando meu olhar para ele, apenas por olhar naqueles belos olhos hipnotizantes dava vontade de me matar por ter ignorado-o. – Eu já sei por que você ta bravo comigo. Foi alguma coisa que a minha mãe e Sarah disseram?

- Foi. – Falei baixo e apenas fiz um gesto com a cabeça para que ele prosseguisse.

- Eu nunca falaria mal de você. Nunca me casaria com a Sarah. E nunca deixaria você e meus amigos. – Brendon disse enquanto se sentava ao meu lado.

- Eu não estou entendendo, tia Grace nunca... – Fui interrompido.

- Uns dias antes eu havia contado uma coisa para ela... Então ela fez de tudo para me afastar dos meus amigos e de você, ela mentiu para você. Aquilo foi só uma das atuações baratas dela. – Brendon finalizou. Abracei-o mais rápido possível, como aquela mulher pode... E como eu pude ser tão ridículo á ponto de não escutar Brendon de novo?

- Desculpa, e-eu não sabia disso. – Sussurrei então me afastei dele.

- Tudo bem. – Falou balançando a cabeça negativamente. – Acho que ta na hora de eu te dizer o que eu estava querendo te dizer antes de tudo isso acontecer. – Pegou um papel do bolso com alguma coisa escrita. – Eu escrevi essa música aqui, e queria saber o que você acha dela... – Me entregou o papel.

- Vamos ver então... Do you know what I’m seeing... – Li o os primeiros versos, a letra era linda. Brendon pegou o violão que havia trago consigo e posicionou-o no colo. – Você vai tocar?

- Vou. – Falou rindo baixinho. – Não vai zoar de mim! Só vou tocar uma parte, para ver se você gosta.

- Tudo bem, todas as letras que você já escreveu são lindas. – Falei fazendo-o rir mais uma vez.

Brendon ajeitou a mão nas cordas do violão, tocou umas notas e começou a cantar.

-I know it’s sad that I never gave a damn about the weather; and it never gave a damn about me; no it never gave a damn about me. – Tirou sua atenção do violão e me olhou sorrindo apreensivo, eu apenas retribui o sorriso e ele voltou a tocar. - I know its mad but if I go to hell will you come with me or just leave
I know its mad but if the world were ending would you kiss me or just leave me
Just leave me.

- É perfeita. – Falei sorrindo. – É a musica mais bonita que eu já ouvi, de verdade.

- Er... Eu, bem... Eu escrevi para alguém que eu gosto muito. – Riu corando de leve.

- Ah é? Quem é? – Forcei o sorriso dessa vez, mataria quem fosse essa pessoa.

- Essa pessoa, é uma pessoa que fica muito fofa com ciúmes, brava, sorrindo... De qualquer jeito. E eu acho incrível esse ser ainda não ter percebido nada... – Sorriu divertido ao ver minha expressão completamente confusa. – Você é um grande idiota, Ryan.

- Como a—

Brendon impediu que eu continuasse a frase me puxando pela cintura para mais perto dele. Colou nossos lábios antes mesmo que eu ousasse dizer alguma coisa – o que eu com certeza não faria – nossas línguas ser enrolaram causando em mim um arrepio por todo o corpo. Ficamos por um tempo naquela “dança” até que o ar faltou e tivemos que nos separar.

- Agora você já sabe quem é? – Perguntou sorrindo cínico e eu ri fazendo um sinal positivo com a cabeça. – Ah... E como hoje é seu aniversário... Eu comprei uma coisa para você, se você aceitar é claro. – Tirou do bolso do casaco uma pequena caixa de veludo me estendendo a mesma em seguida. – Ryan, você quer namorar comigo? – Falou bem formal ajoelhando-se no chão e me fazendo rir. Até com isso ele adora fazer graça.

- Aceito! – Senti minhas bochechas queimarem pelo tal modo de Brendon ter agido. Retirou da caixinha um anel de ouro. – E quando eu penso que você não pode ficar mais maluco...

- Por você... – Completou e eu corei mais ainda.

- Nunca pareceu... – Falei olhando-o sério.

- Isso... Por que eu sempre soube disfarçar, ao contrário de você. — Me olhou divertido e sentou do meu lado na cama. — Me dá sua mão.

- Isso aqui ta com uma cara de casamento. – Ri e estendi a mão para ele que colocou o anel no meu dedo. – Você é muito fofo, sabia?

- E você mente muito bem, sabia? – Falou bem humorado. Aproximei-me dele e selei nossos lábios demoradamente.

- Espera ai... E quanto a sua mãe? Se você não se casou com a Sarah, o que ela disse? – Perguntei, esperava que ela não tivesse feito nada que pudesse atrapalhar a nossa relação. Ta vendo? Eu tenho uma relação com o Brendon, nem to acreditando nisso. – Me conta toda a história, que eu quero saber.

- Primeiro, eu pensei que podia contar com a minha mãe, contei para ela que eu gostava de você e ela fingiu que estava tudo bem. Depois que eu sai de casa, ela e Sarah inventaram essa mentira. – Respirou fundo revirando os olhos, ele parecia tentar conter a raiva. — Eu descobri, elas tentaram me levar à força para o aeroporto, eu fugi e antes de vir para cá falei com a minha tia então decidimos que eu irei morar com ela.

- E seu pai? – Perguntei arregalando os olhos, só de ficar sabendo de toda aquela história.

- Ele tentou me matar. – Abri a boca assustado e abracei-o rapidamente. – Calma, eu ainda to aqui. Nada de ruim vai acontecer comigo. – Disse afagando minhas costas.

- É que... Por alguns instantes eu pensei que nunca mais te veria. – Dei uma risada chorosa e ele me empurrou para frente para que pudesse olhar nos meus olhos.

- Você ta brincando né? Eu nunca voltaria com a Sarah e nunca deixaria de estar perto de você. – Fiquei um pouco mais aliviado ao ouvir aquelas palavras, então sorri. Brendon se jogou para trás deitando-se na cama e eu o olhei assustado. – Vem cá, vem, deita comigo. – Disse abrindo os braços, eu ri com o jeito divertido que ele falou e deitei com ele. Ficamos um tempo abraçados em silêncio até que Brendon decidiu falar algo. – Ei, olha ali, aquilo são olinhos nos observando? – Sussurrou apontando para a porta que estava com uma brecha aberta, por essa brechinha dava para ver dois pares de olhos verdes e outros três pares de olhos castanhos.

- O que que é isso hein? – Sentei rapidamente olhando-os indignado. – Vocês não têm outra coisa para fazer além de ficar nos espionando? Entrem logo.

Entraram no meu quarto Frank, Gerard, Ray, Mikey e minha mãe com sorrisos idênticos. Encarei-os em reprovação e eles fizeram umas caras de inocentes.

- Idéia do Ray. – Disseram todos juntos apontando para Ray que estava com um sorriso malicioso no rosto.

- Mas a gente viu os dois se pegando ai. – Ray fez questão de completar mantendo seu sorriso malicioso. Senti minhas bochechas queimarem ao perceber que todos me lançavam o mesmo olhar.

- AAAAAAAAAAW QUE FOFO! – Minha mãe chegou correndo para apertar as minhas bochechas. – Deixe-me ver... – Observou eu e Brendon que no momento estávamos sentados lado a lado. – Vocês formam um casal tão lindo! – Disse com um sorriso de orelha á orelha. – E você... – Se dirigiu á Brendon dessa vez séria. – Cuide bem do meu bebê.

- Pode deixar. – Sorriu Brendon segurando a minha mão sobre seu colo.

- Vou deixar vocês meninos conversarem... E assim terão um tempo para desculpar Brendon. – Cindy se retirou do quarto sem demora então todo o quarto ficou em silêncio.

- Então, senhor Urie... – Frank disse colocando as mãos nas costas e olhando-o em reprovação. – Você acha que pode apenas vir aqui e pedir para namorar com o nosso Ryan sem a nossa autorização? – Estreitou os olhos abaixando-se para ficar no mesmo nível que Brendon.

- Posso sim. – Levantou o nariz convencido fazendo com que todos rissem.

- A mãe do Ryan nos contou o porquê de toda aquela história. – Ray disse cabisbaixo. – Nos desculpe se agente foi um pouco... Um pouco severos demais com você.

- Tudo bem, gente... Eu entendo muito bem vocês. Se alguém fizesse mal ao Ryan ou a algum de vocês eu também reagiria assim. – Sorriu e Mikey fez um gesto que eu acho que só meus amigos entenderam.

- Então, bem... Vamos deixar os pombinhos á sós, sabemos que vocês precisam ficar sozinhos um pouquinho. – Frank disse piscando para mim, franzi a sobrancelha fazendo Frank revirar os olhos.

- Juízo. – Mikey disse bem-humorado e todos se retiraram do quarto. – E, feliz aniversário, Ryan.

- Obrigado. – Acompanhei-os com os olhos até que tive a certeza que eles saíram.

- Nossos amigos são ciumentos, não? – Brendon sorriu de canto e me abraçou pelos ombros.

- Er... Mas a minha mãe vem com essa historinha de achar tudo fofo. – Revirei os olhos e Brendon balançou a cabeça negativamente.

- Se não fosse por isso, nós não estaríamos juntos agora. – Sorriu.

- Como assim? – Perguntei confuso e ele riu. – A minha mãe sempre foi uma bajuladora sua.

- Eu sei. Principalmente quando eu mostrei a letra da música para ela e falei que era para você. – Ao ouvir aquilo estreitei os olhos. Minha mãe sempre foi de achar tudo fofo, ela disse que isso começou assim que eu e Brendon viramos amigos.

- O que esperar da Dona Cindy? – Ri.

Voltei a deitar na cama e Brendon deitou do meu lado em seguida.

- Sabia que você também é muito ciumento? – Brendon perguntou levantando as sobrancelhas.

- Eu? – Olhei-o indignado e ele balançou a cabeça positivamente. – Você é muito convencido.

- Bipolar. – Sorriu divertido e eu fiz um bico.

- Chato. – Revirei os olhos.

- Irritante. – Ficou sério, lancei-o um olhar atravessado.

- Bobo.

- Eu te amo. – Sorriu e não tinha como não sorrir também, o jeito que ele falou foi muito fofo.

- Eu também te amo. – Brendon juntou nossos lábios e depois que nos separamos ele sorriu meio bobo. – O que foi?

- Nada... Sua culpa. – Cruzou os braços contra o peito, encarando o teto e fazendo um bico. – Faz favor? Para de ser fofo, okay? Combinado? Se não eu fico parecendo um bobo-alegre.

Senti minhas bochechas queimarem depois de ouvir aquilo.

- Viu só? – Apontou para a minha bochecha com os olhos levemente arregalados. – Olha que lindo!

Encarei-o confuso, acho que ele nunca se olhou no espelho.

- Aww fofo é você, eu achava que tinha espelho na sua casa. – Encostei a cabeça em seu ombro e olhei para o teto.

Ficamos só um tempo em silêncio até que o meu celular tocou anunciando que já era meia-noite.

- Eu vou deixar você dormir, Ryro... – Brendon tentou se levantar, mas eu segurei-o pelo braço.

- E quem é que te deu autorização para sair daqui? Eu não fui. – Falei autoritário. – Dorme aqui hoje. – Sorri infantilmente.

- Tudo bem. – Voltou a deitar na cama. – Você não ta com sono não? – Perguntou.

- Só um pouquinho. – Bocejei ao que coloquei a mão na frente da boca. – Vou dormir. Boa noite. – Coloquei a cabeça sobre seu peito e fechei os olhos.

- Boa noite. – Ouvi a voz doce de Brendon. – Te amo, tá? – Sussurrou no meu ouvido fazendo percorrer um arrepio por todo meu corpo.

- Também te amo. – Sussurrei ainda com os olhos fechados.

Não demorou muito para que ambos caíssemos no sono.

Eu ainda me perguntava se aquilo era um sonho. Tudo aquilo que eu mais queria na minha vida era que eu e Brendon um dia pudéssemos ficar juntos, ou que pelo menos ele sentisse o mesmo amor que eu sentia por ele.

O que realmente importava no momento era que tudo que tinha para acontecer aconteceu, tudo está como deveria estar, todas essas dificuldades que passamos eram apenas pequenos obstáculos para provar o que realmente sentíamos um pelo outro.

Notas finais
Aaaw
AAAATÉ QUE ENFIM!
Affe, que demora né gente?
Os dois são muito difíceis;
Mas enfim esse dois ficaram juntos, aleluia!
Esse aqui é o último capitulo da fic. Vai ter epílogo, acho que só vou conseguir postar o epilogo semana que vem.
Eu quero agradecer MESMO a vocês que acompanharam a minha fic até agora, vocês são a única razão para eu gostar mesmo de escrever.
Agora, fiquem de olho, pois o epílogo chega semana que vem.
Até depois.
Adiós.
Good-bye..