The Years Went By And I Still Loving You
24 Capítulo 24
Notas iniciais
Ierowaay-chan aqui ^^
Bem, desculpem a demora. O capítulo ficou ruim e curto demais, portanto me desculpem novamente.
Ah! E talvez esse seja o ultimo cap. que eu escrevo aqui, tirando o epilogo :c
Enfim, Boa Leitura
Abri um pouco os olhos lentamente, sem a mínima vontade de realizar tal ato. Estendi a mão até o relógio que soava irritantemente e o desliguei, suspirando profundamente. Não havia conseguido dormir direito pela noite, devido algo que me perturba há tempos e agradeci mentalmente por já ser sexta-feira. O que me perturbava? O fato de eu não agüentar mais esconder meus sentimentos. Eu conseguia me segurar até um tempo, mas agora parece algo tão impossível e desesperador...
Cocei os olhos e sacudi a cabeça, afastando os pensamentos e me lembrando que se eu parasse para pensar, chegaria atrasado à escola. Levantei-me e arrumei minha cama, logo pegando uma roupa qualquer e seguindo para o banheiro.
Após realizar minha costumeira higiene matinal, desci já com a mala nas costas e fui em direção à cozinha, mas a fome não se fazia presente. Notei que a mesa já estava arrumada, sendo assim minha mãe já havia ido trabalhar. Guardei as coisas e bebi uma xícara de chá, logo lavando a mesma e pondo-me a caminho da escola; a cada passo, mais pensamentos, perguntas e assim hipóteses surgiam em minha mente, me atormentando ainda mais.
Cheguei ao local e me dirigi onde sempre ficávamos antes do sinal soar. Já havia se passado algumas semanas desde a volta das férias, o que nos ajudava a acostumar. Mikey e Ray estavam sentados abaixo da árvore, ambos com vídeo-games na mão olhando fixamente para a tela. Um pouco mais para o lado, em um pequeno banco de madeira encostado à parede, estavam Frank, Gerard e Brendon no meio dos dois. Brendon tinha a feição num misto de seriedade e preocupação; Se mantinha calado, com os cotovelos apoiados nas coxas e a cabeça nas mãos, ouvindo o que os outros diziam. Estranhei tal fato e achei melhor não atrapalhar a conversa, mas quando me virei para caminhar até outra direção do colégio, ouvi Brendon me chamar. Suspirei e me virei, já com o coração acelerado. Ele deu um pequeno sorriso e acenou, retribui o sorriso e caminhei até lá um pouco sem graça.
- Bom Dia, Ryan. – Disse, logo em seguida os outros, exceto Frank e Gerard, que apenas acenaram com a mão, como de costume.
- Er, Bom Dia. Hum... Tinha algo para hoje? – Perguntei a Frank. O mesmo olhou para cima, como se tentasse puxar da memória algo e logo balançou negativamente a cabeça. – Ah, ainda bem. Não tive cabeça para fazer nada ontem. – Falei em um tom cansado. Gerard e Frank trocaram um rápido olhar que nem mesmo analisando de forma complexa era possível entender.
- Você não dormiu essa noite? – Brendon perguntou com um leve tom preocupado na voz.
- Como soube?
- Você parece cansado. Ainda bem que não temos aulas cansativas demais hoje.
- Ah, sim. – Terminei o assunto, em seguida o sinal soou. O clima estava estranho entre nós dois; Não sei se eu estava pensando assim devido aquela necessidade de dizer aquilo que está preso a tantos anos em minha garganta, a necessidade de saber se aquilo tudo era recíproco – Por mais que eu ache que isso é totalmente fora de cogitação. Mikey e Ray se despediram de nós, seguindo para suas salas que ficavam do lado oposto à nossas. Fomos até essa em silêncio e nos sentamos em nossos devidos lugares e logo o professor da primeira aula entrou, iniciando a aula que seria para tirar dúvidas sobre a matéria. Não possuía dificuldades com o conteúdo, portanto passei as duas aulas seguidas da mesma matéria bolando uma sequencia qualquer de acordes para uma música que já havia algum tempo desde que a escrevi.
Três aulas haviam se passado, até que o sinal para o recreio havia soado. Na primeira aula Frank me passara seus costumeiros bilhetinhos, neste ele questionava para passarmos a hora do intervalo na sala; Concordamos e Gerard avisara Mikey e Ray. Fitava despropositalmente minha carteira, com os dedos entrelaçados no cabelo, tentando arrumar uma solução para tudo aquilo, mas simplesmente nada me vinha a mente.
- Galera, eu vou comprar algo para comer e já venho, não tomei café direito hoje. – Brendon disse apressado e concordamos com a cabeça, logo ele se fora correndo. Suspirei, voltando para as perguntas intermináveis e sem resposta em minha mente, até que senti que me olhavam. Desviei o olhar da mesa para os dois únicos na sala e estes tinham um olhar estranho sobre mim. Frank tinha os braços cruzados contra o peito, assim como Gerard.
- O que houve? – Perguntei confuso.
- Nós é que perguntamos, por mais que já esteja visível o porquê desse clima estar tão estranho. – Frank disse calmo, se sentando junto com Gerard na carteira frente a minha. Apoiaram os cotovelos sobre minha mesa e a mão abaixo do queixo, como se esperassem uma resposta. Não estava seguro sobre nada, mas eles devem saber muito bem como resolver problemas desse tipo. Suspirei, logo comecei a falar.
- Eu não agüento mais, simplesmente. Eu queria muito saber se ele também sente algo a mais por mim. Eu não consigo mais segurar a vontade de falar tudo o que está guardado há 5 anos! – Falei, passando a mão pelo rosto.
- Vocês dois são tão lerdos... – Frank disse baixo com um sorriso calmo, quase que de forma impossível de escutar. Gerard riu baixo, deitando a cabeça na de Frank. – O mesmo caso, huh?
- O-O que quis dizer com isso?
- Quis dizer que você tem que fazer o que seu coração está pedindo. Se não consegue mais agüentar, vá lá e conte, só assim você ira acabar com suas dúvidas, só assim isso que te atormenta sumira. – Falou calmo e Gerard concordou com a cabeça.
- Mas... Eu tenho medo de destruir todos esses anos, de destruir nossa amizade. Eu quero contar, mas ao mesmo tempo isso me apavora tanto...
- Se a amizade de vocês durou por todos esses anos, o que significa que ela é realmente forte, nem mesmo isso a destruirá. Se você não tentar, nunca vai ter resposta para nada. É nas tentativas que conseguimos nossas conquistas. – Gerard disse. Fiquei em silêncio; De fato, se eu não tentar, nunca vou saber a resposta das infinitas dúvidas que tenho. E nossa amizade realmente é muito forte para se desmanchar por tal motivo, além do mais, Brendon é o tipo que não te abandona por nada. Respirei fundo.
- Você tem duas opções: Falar com ele ou Falar com ele. – Frank disse, sorrindo forçado. Gerard riu e eu ri baixo, balançando negativamente a cabeça.
- Eu... falarei com ele amanhã, certo?
- Mas não é simplesmente falar, você vai dizer tudo, absolutamente TUDO que está guardado ai. – Gerard apontou para o meu coração e sorriu assim como Frank. Retribui o sorriso e balancei positivamente a cabeça, confiante. Eu vou fazer isso, não importa o que aconteça. Vai ser complicado, mas se eu esperar mais, simplesmente não conseguirei mais viver em paz.
- Obrigado, de verdade. – Falei sincero.
- Não fizemos nada além de nosso trabalho de conselheiros amorosos. – Gerard deu de ombro e rimos. – Pode contar com a gente sempre que precisar, Ryan. Nós confiamos em você, vai dar tudo certo.
- Espero que sim. — Suspirei, logo ouvimos passos apressados até nossa sala. Brendon entrou ofegante com uma garrafa pequena de refrigerante na mão.
- Você demorou... – Falei.
- Também, com aquela fila infernal...! Querem? – Nos ofereceu o refrigerante.
- Não, Obrigado. – Gerard e Frank disseram em uníssono, em seguida riram por tal fato. – Para de me imitar! – Frank falou, fingindo estar irritado.
- Isso acontece, pois você pensa 24hrs em mim. – Gerard sorriu convencido e eu e Brendon rimos.
- Convencido que tem razão. – Frank o olhou com falso desprezo, em seguida lhe mostrou a língua, logo Gerard lhe puxando para um selinho.
- Quer Ryan? – Perguntou Brendon tímido. Corei de leve e sorri de canto de forma sem graça, dando de ombros. Ele me estendeu a garrafa ainda fechada e eu a abri, bebendo um pouco do liquido ali dentro, em seguida devolvi para Brendon e agradeci, o mesmo bebeu um pouco também. Frank e Gerard se entreolharam de certa forma boquiabertos e voltaram o olhar para nós dois.
- O que foi? – Falamos eu e Brendon em uníssono, confusos.
- Naada...! – Os outros dois responderam, desviando o olhar. Em seguida eu me liguei do ocorrido e corei fortemente. Brendon fora sentar em seu lugar e logo uma mensagem de Frank chegara ao celular. “Isso se chama beijo indireto, Ryan... Hum, Interessante...” Senti as bochechas estalarem e dei um chute no pé da cadeira da frente, ouvindo risadas baixas. Vi que Brendon também olhara o celular e estava com as bochechas vermelhas. Será que eles... Não, acho que não. Dei de ombros e suspirei, logo o sinal soou novamente e os pombinhos foram para seus lugares. Não demorou muito para a aula começar novamente, mas pelo menos eu estava mais disposto. Por sorte, logo o horário da saída já havia soado. Despedi-me de Frank e Gerard – Que me lançaram um olhar que dizia nitidamente para eu não me esquecer — Mikey, Ray e Brendon. Fui para a casa, tomei um banho e comi algo leve, logo não agüentei e cai na cama, adormecendo na hora, mas antes confirmando para mim mesmo que tudo daria seguinte no dia seguinte.
Bem, pelo menos eu espero...
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