The Years Went By And I Still Loving You
25 Capítulo 25
Notas iniciais
EvellynUrie aqui, tentei fazer o melhor, mas acho que não foi o bastante.
Por isso que demorei para postar, sabe como é...
espero que vocês gostem.
Abri os olhos suspirando ao perceber que eu não teria aula, que era sábado! Levantei animado correndo em direção ao vídeo game até que a primeira pessoa que veio em minha mente foi “Brendon”. Tinha que ser! Era o dia que eu iria falar com ele, nada de ficar com vergonha, eu tenho que ter coragem. Sentei na cama e fiquei ali pensando no que eu iria falar a porta do meu quarto se abriu e minha mãe entrou no quarto, ela já mostrava fazia alguns dias que estava preocupada com o modo que eu estava agindo. Sentou-se ao meu lado e acariciou meus cabelos.
- Você está preocupado com alguma coisa? – Perguntou tentando fazer com que eu levantasse a cabeça. – Hoje eu não tenho que ir trabalhar... Se quiser me contar o que está acontecendo, eu sou todos ouvidos.
- Eu... Hoje eu tenho que ir falar com o Brendon. – Falei me levantando rapidamente da cama deixando minha mãe um tanto assustada, ela abriu a boca para falar alguma coisa, mas eu a interrompi. – Exato! Vou falar aquilo para ele, nada mais importa nesse momento. – Falei sério e ela se levantou para me abraçar.
- Se é assim... Vá se arrumar logo! O que é que você está esperando? Eu já esperei demais para vê-los juntos. – Falou me soltando e me empurrando para que eu fosse logo até o banheiro.
- Okay, mamãe! – Falei rindo pelo modo que ela agira.
Fui para o banheiro, tomei um banho bem demorado para ver se o meu nervosismo passava, mas nem um banho que durasse quatro dias iria me acalmar, nada poderia me acalmar. Sim isso parece ridículo, mas só as pessoas que já se declararam para alguém sabem como é, e eu estava com medo de estragar tudo como eu sempre faço. Sai do box do banheiro e enrolei uma toalha na cintura, minha mãe já não estava no quarto quando eu entrei, abri o armário e achei uma roupa legal, mas não poderia parecer nada formal nada de mais, para ninguém ficar dizendo besteira depois. Vesti uma camisa xadrez vermelha com azul e uma calça jeans escura.
- Uuh eu gostei dessa roupa! – Minha mãe entrou quase gritando.
- Ah, mãe, por favor, né... Eu tenho que parecer normal. – falei revirando os olhos enquanto procurava aquele perfume que eu sempre usava, achei-o e espirrei em mim.
Fiquei algum tempo arrumando o cabelo, parecendo mesmo uma menina quando vai para algum encontro, ao pensar nisso comecei a rir que nem um idiota agradecendo por ninguém presenciar a estranha e horrível cena. Meu celular fez um breve barulho avisando que alguma mensagem havia acabado de chegar, peguei de cima da mesa do PC e vi que a mensagem era de Frank, para variar. A mensagem dizia: “E ai? Está pronto para dizer a verdade?”. Frank sempre fazia o favor de não ajudar nada, nem tive vontade de responder a mensagem, depois o baixinho iria ficar fulo comigo. Vi meu reflexo no espelho dando uma breve e última arrumadinha no cabelo e desci as escadas e vi que minha mãe estava no sofá assistindo TV, assim que me viu levantou-se e me olhou de cima a baixo.
- Escuta aqui, Ryan. – Falou me olhando nos olhos, daquele jeito cuidadoso dela como sempre. – Não importa a resposta, importa apenas que você estará sendo franco com ele falando a verdade. Eu sei que isso já deveria ter acontecido há muito tempo, mas se o seu coração está dizendo, acho melhor nem pensar em desistir. – Gosto do jeito daminha mãe de falar, que nos passa confiança, eu sabia que ela só queria me ajudar, mas acho que a única coisa que ajudaria sou eu dizendo tudo para ele.
- Obrigado, mãe. – Sorri sem dentes e dei um breve aceno com a mão para ela e ela respondeu apenas com um sorriso.
Comecei o caminho do qual antes parecia normal, agora parece torturante, apenas de pensar o que eu estou indo fazer lá. Parece um tanto quanto errado ir me declarar para o meu melhor amigo, é um tanto quanto estranho dizer a verdade, já que eu vivia tão bem sem contar nada. Agora de repente algo me diz para fazer isso, mas uma coisa estava me avisando que algo daria errado, eu não sabia bem o que era.
Eu estava pensando ainda no que falar, parecia que cada palavra que eu pensava ficava mais ridículo. Avistei a casa dos Urie, assim que eu apertei a campainha um frio na barriga, qual seria a resposta dele? E o mais difícil, o que eu diria?
- Ryan, querido! – Tia Grace abriu a porta com um sorriso forçado, sem falar que ela pareceu querer esconder algo. – O que te trás aqui? – Perguntou e eu sorri meio sem graça.
- Ah, eu queria falar com o Brendon. Ele está? – Perguntei e ela fez uma careta olhando para trás.
- Desculpe, ele não está... – Grace disse parecendo desapontada.
- Grace? Quem está aí? – Sarah apareceu na porta vestida com um vestido de noiva. O que ela faria lá? Por que ela estava com um vestido de noiva? Arregalei os olhos assim que ela me olhou com desprezo. – Ah, é só você.
- Será que dá para ficar quieta um instante? – A Senhora Urie pareceu um pouco brava com Sarah. – Nós tivemos uma discussão... Brendon e Sarah fizeram as pazes, mas ficaram falando umas coisas que me deixou irritada.
- Aff, vai começar? – Sarah disse. Eu não entendo por que Grace quis que ela se casasse com Brendon, Sarah não trata ela bem.
- O-o que eles disseram? – Perguntei já sentindo uma pontada forte no peito, essa coisa de Sarah e Brendon ter feito as pazes e dito coisas que a tia Grace não gostou não estava me cheirando bem.
- Acho melhor você ir para casa, querido... Brendon já vai, já vai voltar. – Falou preocupada, mas aquilo não me convenceria, eu vou saber o que Brendon disse.
- Diga, po-por favor. – Gaguejei e ela respirou fundo.
- Ela disse algo sobre você e os outros meninos e os dois riram, Ryan... Não fica bravo com ele... Ele... – Senti meu coração falhar algumas batidas e voltei a sentir uma pontada no peito.
- Não falou a melhor parte. – Sarah interrompeu com um sorriso gigante no rosto. – Ele me pediu em casamento. – Disse mostrando um anel que estava em seu dedo. Me segurei para não bater naquele ser ridículo, cheio de base na cara, batom vermelho e com aquele sorriso sínico. Ela quer acabar com a minha vida. – Nós não vemos a hora de nos mudar para Los Angeles e viver bem longe de vocês esquisitos.
- Escuta aqui, sua patricinha ridícula! – Dei um passo ameaçador para frente, mas respirei fundo, eu não vou me sujar batendo em uma pessoa tão baixa quanto ela. – Eu não bato em garotas. Principalmente as iguais á você! Eu... Eu vou embora. – Falei me retirando da casa com certa rapidez.
Deixei espaçar algumas lágrimas soluçando algumas vezes, eu esperava que ninguém fosse me ver. Comecei a andar rápido com a intenção de chegar em casa antes que alguém me visse daquele estado. Eu realmente não acreditava que aquilo estava acontecendo, Brendon se casar? E o que mais me machucou foi ele ter ousado falar alguma coisa sobre mim com aquele bicho que é a Sarah.
Quando eu pensava que aquela situação não poderia piorar, ouvi meu nome ser chamado por alguém, ergui minha cabeça para ver quem era até que eu vi alguém que eu realmente não queria ver.
- Eu tenho que falar com você uma coisa que... – Brendon parou de falar assim que se aproximou mais de mim. Encarei o chão tentando não ter contato visual com aquele idiota. – Você ta chorando? – Pareceu preocupado tentando levantar meu rosto, mas eu não deixei. – Te fizeram alguma coisa?
- Como se um idiota como você fosse se importar. – As palavras saíram secas da minha boca. Eu nunca havia imaginado que diria isso para ele, essas palavras não só atingiram a ele quanto a mim também. A minha vontade era abraçá-lo e dizer para ele ficar, mas eu ainda tinha meu orgulho. –
- Ryan, eu queria falar uma coisa, fui correndo para a sua casa, mas sua mãe disse que você tinha vindo atrás de mim. Você tem tempo? – Perguntou e eu balancei a cabeça tentando afastar aquela vontade de dizer tudo que estava preso na minha garganta.
- Eu não tenho mais o que falar com você, Urie. – Falei fitando-o sério enquanto secava algumas lágrimas que insistiam em escorrer pelo meu rosto.
- O que eu fiz para você me tratar assim? – Perguntou. Mas aquele otário está tentando me fazer de idiota.
- Pergunta para a sua namorada, vai lá, ou devo dizer a sua noiva. – Falei alto rindo sarcasticamente. – Agora eu vou embora. – Tentei me retirar, mas ele me puxou pelo braço e me empurrou em um portão branco para que eu não conseguisse sair. – Eu quero ir embora.
- Não vou deixar você ir. – Brendon disse parecendo um pouco magoado. – Fala o que ta acontecendo com você. – Pediu, porém eu empurrei-o com certa força e voltei a andar, achando que eu já estava sozinho suspirei. – Volta aqui, Ryan. – Gritou autoritário e eu parei, virando para trás e encarando com os braços cruzados. – Você não está entendendo que hoje era para ser um dos melhores dias da minha vida e você está estragando?
- Oh! Desculpa se eu estou estragando a sua vidinha com a sua noivinha, eu esqueci que sou só um conhecido. – Falei sorrindo ironicamente.
- Do que merda você ta falando? – Gritou. – Se ainda não percebeu você é uma das pessoas mais importantes na minha vida! – Disse me olhando indignado.
- Importante, claro, as únicas pessoas importantes para você é quem está aqui na minha frente e aquele monstro que está com um vestido de noiva na sua casa. – Gritei enfurecido. Não suportava quando ele mentia para mim, não suportava quando ele dizia coisas que me faziam voltar a ser a pessoa mais idiota do mundo e eu não suportava saber o que ele fez e ainda vir na minha frente dizendo que ele se importa comigo. –Descubra sozinho o que você fez e depois venha falar comigo.
Dei as costas para ele e comecei a correr em direção a minha casa, dessa vez agradeci por ele não ter me seguido. Cheguei em casa, entrei e me pus a chorar novamente. Odiava parecer a garotinha indefesa que sempre tem seu coraçãozinho quebrado por um idiota, mas aquela era a minha realidade, era o preço á pagar por gostar do meu melhor amigo. Sentei-me no chão apoiando as costas contra a superfície de madeira da porta, cobri o rosto com as mãos e fiquei ali por alguns segundos até que ouvi passos apressados cada vez mais próximos.
- Querido, o que foi? – Minha mãe perguntou acariciando meus cabelos. – Pode me falar.
- Eles vão se casar e... Eles estavam falando de mim e... Dos meninos. – Falei tentando respirar. – E ele ainda tem a coragem de me parar na rua e mentir para mim.
- Vamos subir... É melhor você descansar. – Levantei-me de onde estava e subi para o quarto com a ajuda da minha mãe. – Eu vou fazer alguma coisa para você comer, você não comeu nada hoje.
Deitei na cama fazendo um gesto positivo com a cabeça. Não demorou muito para que eu ficasse cansado, minhas pálpebras ficassem pesadas e eu caísse no sono antes mesmo que a minha mãe voltasse.
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Abri lentamente os olhos ao que percebi algumas vozes no meu quarto. Lá estavam Frank, Gerard, Ray e Mikey conversando baixinho, assim que perceberam que eu acordara me olharam apreensivos. Levantei com um pouco de dificuldade e fiquei esperando que eles dissessem alguma coisa.
- Já ficaram sabendo? Como? – Olhei-os confusos, já que ninguém começou a dizer nada.
- Eu e Gerard estávamos saindo de casa quando ouvimos alguns gritos e vimos você e Brendon brigando. – Frank disse sério. – Ligamos para Ray e Mikey e viemos aqui.
- Eu vou socar tanto a cara do Brendon, que amanhã você não vai reconhecer mais ele. – Ray disse batendo com o punho na outra mão e fazendo uma cara ameaçadora, eu ri baixinho mesmo que não quisesse que Brendon ficasse com a cara deformada Ray falou de um jeito engraçado demais. – Não ria não! Ele sempre esteve perto de nós e agora vem com essa de nos zoar e fazer nosso amiguinho sofrer?
- Cala a boca, Ray, o Ryan deve ter algo para nos dizer. – Frank disse de forma irritadiça. – Então, Ryro, você ta melhor? – Perguntou.
- Eu to melhor sim, eu só não quero mais ver a cara dele. – Falei sério e logo vi Gerard e Ray levantarem-se de onde estavam sentados de um jeito tanto quanto ameaçador, viraram-se todos para a porta. – Q-quem está aí? – Perguntei tentando olhar.
- Sou eu. – Ouvi a voz de Brendon soar alta e clara vinda da porta.
- Vem cá seu filhinho de uma puta! Quero ver se vai falar da gente sem os dentes. – Ray avançou para cima de Brendon, mas antes que ele conseguisse acertar o primeiro soco Mikey puxou-o pelo braço.
- Acalme-se, Ray, Brendon já deve saber que não é bem-vindo aqui. – Mikey disse.
- Eu não me importo se sou bem-vindo ou não, eu só vim aqui conversar com o Ryan. – Falou tentando dar um passo para frente.
- Daqui você não passa não. – Gerard colocou a mão na frente. – A menos que ele deixe você entrar. – Completou apontando para mim. – Então?
- Brendon, vá embora. – Pedi calmamente sem mover um sequer músculo.
- Conversa com ele, Ryan. – Minha mãe disse calma, eu balancei a cabeça negativamente. – Então, Brendon, você vem quando ele se acalmar. – Minha mãe disse puxando Brendon pelo braço.
- Filho de uma égua, idiota, retardado, burro, traíra, ridículo, medíocre, baixo... – Ray disse rapidamente. – Essas são só as coisas boas dele.
- Ray, para. – Falei baixo. — Por mais que ele tivesse feito o que fez sem pensar, o idiota aqui ainda gosta dele.
- Você ainda gosta dele? – Frank perguntou surpreso.
- Me pergunta assim como se fosse errado amar alguém. – Revidei cruzando os braços.
- Nossa! Agora você vai ficar nervoso com a gente? – Gerard perguntou. – Nós aqui também estamos muito decepcionados com ele.
- Mas não é a mesma coisa. – Falei olhando-o sério. – Vai dizer que você estava indo se declarar para aquele merda quando fica sabendo que ele falou mal de você pelas costas?
Nós ficamos em silêncio, acho que eu não deveria ter falado aquilo, mesmo que eu não esteja com a minha cabeça no lugar. Suspirei e abaixei a cabeça.
- Me desculpem, eu não deveria ter falado assim com vocês. – Falei e eles me olharam sorrindo. – Vocês sabem como eu fico quando algo de ruim acontece.
- Tudo bem, eu já passei por isso, não é senhor Gerard? – Frank disse lançando um olhar atravessado para o maior.
- Putz! Não esqueceu isso não? — Gerard perguntou indignado.
- Nunca vou esquecer o dia que você me veio dizendo que estava apaixonado por umazinha ai e que pretendia ficar com ela para sempre. – O menor disse estreitando os olhos. Gerard selou seus lábios com os de Frank.
- Por isso que eu digo que o Frankiezito é muito ciumento. – Gerard disse abraçando Frank pelo ombro.
- Ora, vocês! Parem com isso! – Mikey disse emburrado. – Temos um amigo aqui que eu acho que não ta a fim de ver os dois se pegando, eu e Ray respeitamos isso.
- Ta okay... – Gerard disse tirando o braço do ombro do menor.
- Aff, gente! Nem precisa disso. – Falei balançando os ombros. – Vamos fazer alguma coisa que me faça esquecer.
Levantei da cama, abaixei para pegar a bolsa onde eu guardava meus jogos para vídeo game. Fui procurando alguma coisa de interessante até que me aparece o jogo que eu e Brendon costumávamos jogar quando ele vinha me visitar, beleza, agora foi foda.
- O que houve Ryro? – Mikey perguntou.
- Nada. – Respirei fundo e fechei a bolsa. – Não to a fim de jogar vídeo game.
- Hmm... – Ray pegou a bolsa da minha mãe e começou a ver quais jogos tinham. – Ah, desse aqui, você não precisa! – Disse me mostrando o jogo Mário Kart. – Eu vou jogar essa merda...
- Não! – Gritei pegando o disco de sua mão. – Nem ouse fazer isso.
- Por quê? Essa merda só o Brendon gostava mesmo. – Ray disse balançando os ombros. – E eu sei uma coisa que vai te irritar muito até você esquecer aquele cara! – Disse sorrindo maquiavélico. – Já ouviu falar do túnel da morte?
- Como assim? – Franzi o cenho e todos eles vieram perto de mim para me fazer cócegas. – Parem com isso! – Falei rindo, mas eles não me obedeceram.
Eles fizeram isso até cansarem e me deixarem quase roxo sem ar. Ficamos comendo umas porcarias, -só isso para me ajudar mesmo- conversamos, contamos piadas e depois eles foram embora.
Mesmo sentindo falta do Brendon e mesmo que ainda estivesse chateado, eu sabia que eu sempre teria aqueles malucos para me ajudar a me recuperar.
A pergunta era: Será que eu algum dia perdoaria Brendon?
Notas finais
Capitulo meio tristinho, nem tudo na vida são rosas! :S
A fic está chegando ao fim *cries*, alguns capítulos + o epílogo... Então... Preparem-se...
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