The Wrong Choice - a Escolha Errada

1 Capítulo Único: A Escolha Errada


Notas iniciais
Bem, eu escrevi isso em um dia que estava revoltada!
Aviso que pode fazer voce ter pesadelos á noite =D

Porque os assassinatos não tem idade.

Era meia-noite.

Uma meia-noite fria e escura. Extremamente escura.

Ela estava em pé, próxima ao cais. A água se mexia, revoltada pelo frio, e os peixes fugiam, temendo a moça.

Devia ter vinte e poucos anos. Era de estatura mediana, magra. Os cabelos caramelo e liso adornavam seu peito, os olhos verdes estavam duros e frios como duas esmeraldas encarando a água.

Mais uma noite... Mais um assassinato, pensava ela enquanto o vento batia em seu cabelo.

Vestia um curto vestido preto, magnífico, diria qualquer estilista. Um casaco da mesma cor. Uma bota preta, até os joelhos, e com um salto enorme.

Ela retirou devagar uma enorme adaga do casaco. Ficou admirada durante um bom tempo, sob o holofote que a enquadrava; a bela e enorme lua.

Fechou os olhos com força, respirou fundo. Saiu andando devagar pelas ruas, o salto do sapato fazendo um barulho alto quando entrava em contato com o granito.

Parou em frente á casa. Encarou a porta, a madeira avermelhada com desenhos medievais. Segurou a tranca, pronta pra abri-la e matar a vítima.

Mas um flashback da pior parte de sua vida lhe veio á mente e a fez, inevitavelmente, gritar.

Ela era nova, uns 19 anos, por aí. Ainda sorria como uma criança. Seu pai a obrigara a seguir seus passos, segundo ele, a única forma de sobreviver aos mundos de hoje.

Uma garotinha de cinco anos. Filha de um mafioso que devia quase á vida a um dos melhores clientes deles. Seria essa mesma a ficha¿ Devia ter algum engano.

Mas não havia nenhum.

Ela foi relutante, mas amedrontada, até a casa da garotinha. Ela estava somente com a babá, o pão havia saído, tratar de “negócios”.

A garotinha abriu a porta, dizendo um caloroso “OI!”. A assassina de aluguel quase desistiu ao ver o quanto a menina era adorável, mas não pode. Era, até o dia de hoje, a melhor oferta que ela já havia recebido para matar alguém.

Ela entrou, conversou durante mais ou menos meia hora com a garota.Em um momento em que ela estava desconcentrada, encarando a TV, a assassina enfiou a adaga no lado esquerdo de seu peito, por trás. A assassina chorava, de repulsa e ódio de si mesma e de seu trabalho.

E agora ela estava ali, á frente da casa do pai da garota. O homem se assustou ao ouvir seu grito e escancarou a porta de imediato, enquanto fitava a moça que desmoronava á sua frente.

-Moça¿ O que foi¿ -disse o homem, mal se lembrando de quem era a moça.

Ela simplesmente saiu correndo, espantada com o que estava prestes á fazer, mas determinada.

O pai vivia lhe dizendo que ela era a peça mais importante, a mais letal. A rainha.

E que se fosse embora, mandaria um de seus guardas e certamente seria morta.

Se jogou de joelho no cais, retirando a adaga do bolso do casaco mais uma vez. Observou a enorme fênix desenhada que, sob a lua, parecia pegar fogo.

Passou o dedo sobre a parte afiada, fazendo um corte profundo no mesmo. Decidiu acabar já com isso. Cravou a lança e esperou até que, lentamente, o torpor á levou á um lugar melhor. Ou não.

Notas finais
Gostou? Odiou? Quer me bater? Quer me dar os parabéns? Á vontade, fale o que quer e o que achou nso reviews *--*
Te encontro lá...
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!