The World In Other Eyes
7 Capítulo 7
Notas iniciais
Bom na verdade eu estava com preguiça HAHAHAHA
Mas aqui está outro capítulo o/
Agradeçam a RiNneh-chaN que me enviou um e-mail pedindo atualização dessa fic ^^
como sempre, boa leitura, ignorem erros de digitação e português, não tenho beta T^T HAHAH [Capítulo Revisado]
- VOCÊ O QUE?
- Yuu estou do seu lado, não precisa gritar.
- MAS COMO ASSIM VOCÊ ME AVISA SÓ AGORA? QUANDO VAI COMEÇAR?
- A-amanhã...
Ambos adolescentes se encontravam na porta da casa do Kouyou, Yuu estava pasmo, como Kouyou poderia ter escondido algo tão importante? Algo que ele já sabia há uma semana atrás?
- E... Me avisa justo, HOJE?
- Sabe...Nunca entendi por que gosta tanto de GRITAR!
- Ai Kou, eu to aqui do seu lado. – Disse o moreno bufando, massageando o ouvido.
- Poxa, até que enfim sabe como é ficar do seu lado a tarde inteira.
O moreno não deixou do sorrir levemente, adorava ficar do lado de Kouyou, menos esse reclamando que o mais velho se exaltava fácil demais.
- Vai que horas pro hospital...?
- Depois do almoço...
- Por que está assim com essa cara de triste? Você vai se curar Uru!
- Aoi... Eu tenho medo... Vou ser o primeiro, e...Pode não dar certo...
- Hein... – Yuu havia se aproximado do loiro, acariciando levemente a face deste. – Vai dar tudo certo sim, vou te visitar todos os dias com o pessoal, ai você vai se recuperar mais rápido ainda! – Beijou a bochecha do loiro levemente sussurrando perto de seu ouvido, sorrindo em seguida. – Pra perder o medo, pensa assim: Vou sempre estar do seu lado, seja lá onde for.
- Eu me sinto bem do seu lado Yuu...Obrigado.
-*-
- MIYAVI SEU IDIOTA, VOCÊ SÓ AVISA A GENTE HOJE QUE O URU-CHAN VAI COMEÇAR A SE TRATAR?
- HEIN O ESTRANHO, PARA DE GRITAR! – Disse o moreno tatuado, tampando seus ouvidos.
- ESTRANHO É VOCÊ COM ESSAS TATUAGENS E PIERCINGS!
- OW REITA, PARA DE GRITAR COM O MIYAVI! – Defendeu Yutaka.
- É EU TAMBÉM TENHO PIERCING! – Disse Aoi.
- Yuu, você só tem um... O Miyavi-kun...
- AH NÃO ENTRA NO PAPO NÃO TAKA! – Disse novamente o moreno, literalmente Yutaka não estava ajudando em nada.
- NÃO GRITA COM O CHIBI!
- E VOCÊ NÃO GRITA COM O KAI!
- AAHH PAREEEM! A GENTE TEM QUE IR VISITAR O URU DEPOIS, SÓ ISSO QUE EU QUERO QUE VOCÊS COLOQUEM NAS SUAS CABEÇAS! – Gritou por fim o moreno, bufando levemente, enquanto os outros paravam de discutir. – Mas agora... Poxa Miyavi, porque você não avisou que o Uru ia pro hospital, HOJE?
- Calma lá Reita, ele me obrigou a guardar segredo! – Disse o maior bufando levemente, enquanto abraçava Yutaka. – Nem o Yutaka sabia, né Kai-chan?
- Uhum... – Concordou o moreno, se distraindo, acariciando as mãos em volta de sua cintura.
- Temos que ir lá e fazer uma grande festa! – Disse o menor do grupo, com um sorriso infantil.
- Não chibi... Ele ainda vai se operar, não está garantido que vá se curar... – Reita se aproximou de seu amado, segurando sua mão discretamente.
- Mas Rei, é chato ficar em um hospital, temos que animá-lo né... – Disse ficando levemente corado, mas sem alterar a voz entristecida.
- Taka tem razão, pretendem ir hoje?
- Eu acho melhor não, Yuu...Deixa ele se acostumar com o lugar né? – Yutaka disse, sorrindo levemente.
- Melhor Yuu, vai você visitar ele. – Respondeu o tatuado, fazendo todos presentes sorrirem, menos Yuu.
- Por que só eu???
- Lerdo...
- O que disse Taka?
- Nada Yuuzinho! – disse o menor rindo.
- Helloooo??? Terra chamando Shiroyama Yuu.
- Cala a boca Rei, o que é?
- Porra meu! Cara lerdo. – Bufou o loiro, ajeitando a faixa levemente.
- Hã...Então eu também sou lerdo...? Não to entendendo nada!
- Cala Kai-chan...Você ta entendendo, só que tem vergonha de admitir isso. – Riu o moreno tatuado, logo voltando a fitar Yuu. – Vai lá e arranca um beijinho da loira...
-....O QUE DISSE?
Todos riram da cara de assustado que Aoi havia feito, estava na cara que ele gostava de Uruha, mas o único que não sabia da situação parecia ser ele, ou então o próprio Uruha.
- Vocês estão ficando nóias. Tão me afetando com essa doença aí – Apontou para Kai e Miyavi que estavam abraçados, assim como voltou o indicador para Reita e Ruki que estavam com as mãos entrelaçadas.
- Ai Yuu, para de falar assim, poxa quando vai pedir o Uru-chan em casamento? – Taka disse com um enorme sorriso.
- Rei. TAMPA a boca do nanico ai, antes que eu a quebre.
- Credo Yuu, você fica muito mal humorado sem o Kou-chan por perto. – Agora era a vez de Miyavi, que começou a rir levemente com a cara de indignação do moreno.
- Eu recomendo que faça o mesmo com esse ai, Kai.
Os mencionados, apenas sorriram, logo todos estavam se depedindo, amanhã iriam visitar Uruha. Mas Aoi queria muito vê-lo, achou melhor ir para casa apenas tomar um banho e ir para o hospital.
-*-
O loiro estava sentado na cama, aquele quarto de hospital não lhe agradava muito, não podia enxergá-lo, mas o sentia. O sentia frio demais. Faltava algo ali para completá-lo, mas não sabia o que.
- Kouyou...? – Aquela doce voz lhe preencher os tímpanos.
- Sim mãe...
- Este é o Doutor Naoki, ele vai ajudá-lo no tratamento, e vai ser um dos médicos que irá operá-lo...
- Como vai, Kouyou? – Um médico moreno e um tanto alto se aproximou de Uruha, estendendo-lhe a mão para comprimento, por educação Uruha apenas levantou sua mão, já que não podia saber aonde o tal médico se encontrava, logo sentindo elas serem levemente apertadas em um comprimento.
- Olá Doutor...
- Está triste em ficar aqui?
- Não, é só, estranho... Faz um bom tempo que não visito um hospital! – Disse em um tímido sorriso.
- Kouyou, gostaria de lhe explicar o tratamento... Vai ficar uma semana em observação, apenas fazendo exames, vai tomar alguns remédios para vermos se ajudará seu corpo a reagir mais rápido. Como você sabe, é a primeira pessoa que vai fazer essa operação e... — Mas o médico foi interrompido pela mão de Uruha que estava levemente levantada, como se quisesse fazer uma pergunta. – Diga Kouyou...
- E-eu... Sempre quis fazer essa pergunta, mas, minha mãe nunca saberia a resposta, e muito menos o meu pai...Por você ser um profissional...Doutor... — Kouyou estava com os olhos cheios de lágrimas, o doutor estava agora sentado ao seu lado, estava olhando interrogativo para a sra. Takashima, que estava um tanto espantada com a reação de seu filho.
Kouyou estava estendendo as mãos, queria tocar nas mãos de alguém para se sentir seguro. O médico lhe ofereceu as dele, segurando as mãos finas e tremulas do loiro com firmeza.
- Doutor... Por que, a doença me escolheu...? – Disse em um tom baixo, mas audível aos presentes daquele cômodo.
Dr. Naoki arregalou levemente os olhos com aquela pergunta, sra. Takashima não agüentou ficar naquele quarto, saiu em disparada, escondendo seu rosto, lógicamente, estava chorando e procuraria seu marido.
- Kouyou...
- Por quê? Ela poderia ter escolhido outra pessoa, né? Eu sei que to sendo egoísta... Mas por que eu, doutor? – Kouyou tremia, estava com medo, não queria morrer, e sabia muito bem que tinha possibilidades. Afinal, todos um dia morrem, mas Kouyou tinha um único e simples desejo antes que sua hora chegasse. Mas será que Deus permitiria que se realizasse? Deus lhe deu aquela doença? Deus poderia ser tão cruel? Mas todos dizem que é o ser mais divino e bondoso... Porque ele teve que escolher algo chamado doença? E porque Kouyou tinha que tê-la? Seus olhos ardiam, lágrimas querendo sair dos seus olhos, estava esperando por muito tempo pela resposta, mas pelo visto nem o doutor saberia dizer o porquê do loiro ter sido escolhido. Quando a luta contra as lágrimas em seus olhos estava quase terminando, quando o mar de tristeza estava lhe corroendo, quando estava desistindo de batalhar para não chorar, a voz que menos esperava naquele momento, lhe preencheu os ouvidos.
- Vai mesmo chorar Kou? Vai deixar que a doença te vença...? Deus escolheu você pra isso, porque com todo esse esforço que você ta tendo, vai aprender uma grande lição de vida, tanto pra você, quanto para todos a sua volta, principalmente para mim...
Kouyou estava espantado. Sentiu as mãos de o doutor lhe abandonar, assim ouvir leves cochichos, e passos se afastando, assim como passos se aproximando de si, e um leve peso afundando no colchão. Mãos... Mãos tocando seu rosto, estava com vergonha, queria se esconder nas cobertas, aqueles carinhos no rosto, suas lágrimas estavam escapando, tinha que prende-las. Uma mão em volta de sua cintura estava lhe puxando, o que era aquilo tão quente...? Um abraço... Era isso que estava precisando, e como era bom receber um abraço, principalmente daquela pessoa. Deixou as lágrimas saírem finalmente de seus olhos, mas não de tristeza, estava feliz. Aquele quarto não estava mais frio, não estava mais com medo. Sorriu de forma doce sem desfazer aquele abraço acolhedor, sussurrando por fim ao receber carinho em seus cabelos.
- Arigatou... Yuu.
Continua...
Notas finais
Eu sei que tá chato, mas toda fic tem essa fase (?)
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