The World Can Be Wonderful
13 Chapter 12
Notas iniciais
Está... acabando ;-;
Não me matem depois de ler esse capítulo, tá? É pra fazer o último ficar bom (>-<)!!
Boa leitura xD
Ahhh, um aviso. O último capítulo eu vou postar no dia trinta, é um dia especial pra mim ^-^.
Agora sim, boa leitura *-*
Quando a ambulância chegou, eu fui com Kaito para o hospital. Nossa diretora nos acompanhou. Ele ainda estava apagado, mas respirava. Mordi os lábios. O que acontecera?
A diretora entrou em contato com os pais do Kaito, que, pelo que descobri, moravam longe. Kaito era emancipado e nunca tinha me falado.
Não consegui ficar irritada com ele. Sempre soube que ele guardava segredos, porém não imaginava que fossem tantos.
Fiquei na recepção. Os médicos falaram para a diretora o que tinha acontecido, mas não me falaram nada apesar de eu perguntar várias e várias vezes.
Sentei em uma das cadeiras e me abracei. Como estava Kaito? Onde os outros estavam? Por que não vieram vê-lo? Por que Luka chorava desesperada? Por que não me diziam o que ele tem?
Não me permiti chorar. Kaito não iria morrer, ou algo do tipo, ficaria tudo bem. As horas se arrastavam.
Finalmente amanhecera e eu não tinha dormido ainda. Meus amigos chegaram. Meiko também tinha vindo. Quando ela me viu, baixou os olhos para o chão.
- Desculpa. – pediu. Não sabia muito bem porquê, e não estava querendo descobrir.
- Miku, você não foi para casa? – Rin perguntou.
Neguei com a cabeça.
- Vamos, Miku, você precisa ir para casa. – Luka disse. Seus olhos estavam inchados.
- Não. Não vou. – fiquei emburrada como uma garotinha.
- O Kaito não vai acordar tão cedo assim. Você tem que se arrumar por ele. – Len comentou. Foi o gatilho que me fez ir para casa. Gakupo me levou e disse que esperaria. Corri e tomei um banho rápido, escovei os dentes e coloquei uma roupa qualquer. Queria vê-lo logo. Precisava disso.
Desci as escadas e encontrei meu pai na porta.
- Otou-san! – exclamei.
Ele deveria estar viajando. O que estava fazendo em casa?
Meu pai me fuzilou com o olhar.
- Posso saber o que você está fazendo aqui? – perguntou. Ele mostrou o iPad pra mim. No vídeo Luka e eu cantávamos.
Engoli a seco.
- Perdão! – pedi.
- Quais são as regras dessa casa, Miku? – meu pai gritou.
Fiquei olhando para o chão.
- Nunca se envolver com música. – murmurei.
- E o que isso significa? – Todos na casa poderiam escutar os berros de meu pai.
- Eu estou me envolvendo com música. – murmurei.
Meu pai respirou fundo.
- Você, garotinha, vai aprender a obedecer às regras do pior jeito possível. Vim aqui pra te levar a um internato. – disse meu pai, em um tom sombrio.
Isso me fez olhá-lo.
- Não. – falei.
- Como é?
- Não. Não vou para um internato. Não vou. Você mente pra mim. – Quando dei por mim, estava gritando. – Você manda não se envolver com música porque a mamãe cantava não é? Ela cantava não é?
Papai me olhou assustado. Eu o pegara. Definitivamente. Logo se recompôs.
- Miku... seus modos são horrendos. Uma Hatsune não deveria ser assim.
Ficamos um tempo em silêncio.
- Você não vai tirar de mim tudo o que eu conquistei. – Eu estava chorando. – Não vai!
Sai de casa correndo e bati a porta com toda a força que tinha. Gakupo ficou assustado quando entrei no carro. Ele perguntou se estava tudo bem.
- Só me tire daqui. – pedi, limpando as lágrimas.
Gakupo me levou para o hospital. Entramos e não encontramos ninguém.
- Eles já foram. – comunicou Gakupo.
Um médico com jaleco branco perguntou o que estávamos fazendo.
- Eu preciso ver... – comecei. – Eu preciso muito ver Kaito Shion.
O médico me olhou bem.
- O senhor Shion está se recuperando, mas acho que você pode visitá-lo. Afinal, outros já o viram. – o médico assentiu. Corri até o quarto de Kaito. Gakupo iria embora. Ele não iria me interromper.
Kaito estava de olhos fechados, o soro pingava e entrava em suas veias. O cabelo bagunçado, e a coberta desarrumada. Peguei a coberta e o cobri devidamente. Ele abriu os olhos.
Quase gritei.
Ele procurou algo e me viu. Sorriu. Estava o mesmo Kaito de sempre, tirando o fato de estar no hospital. E de estar fraco.
- Oi. – ele começou, estava fraco.
Comecei a chorar. O que estava acontecendo comigo? Kaito tentou se sentar mas não conseguiu. Ele passou a mão em meu rosto.
- Está tudo bem. – sussurrou.
Assenti, tentando parar de chorar.
- Ei, ei, Miku. Eu não estou morto. Veja. Continuo o mesmo galã. – Comecei a rir.
- O que você tem? – perguntei depois de um tempo.
- Beleza, talento e inteligência. – sorri e bati fraquinho nele. – Brincadeira, na verdade foi – ele suspirou. – foi porque eu tive arritmia cardíaca.
- Espera... seu coração parou de funcionar? – perguntei, desesperada.
Ele assentiu.
- Só um pouco. – Suspirou e desviou o olhar.
- Kaito... eu... eu fiquei preocupada. – observei-o.
- Não precisava se preocupar. – Kaito não me olhava.
Depois de um tempo resolvi contar sobre meu pai. Kaito escutou atento. Esperou que eu terminasse para dar sua opinião.
- Vá ao internato, Miku. Seu pai te arrastará de qualquer maneira. Só... lide com isso. – Kaito fez uma careta. – Afinal de contas, é só um ano.
Mordi os lábios.
- Mas é um ano sem te ver... sem ver os outros. Não quero isso. – balancei a cabeça. Ele mexeu no meu cabelo.
- Todos vão estar aqui quando você voltar. – Kaito disse. – E... Bem, vou receber alta daqui a dois dias. Não vou poder me despedir.
Eu odiava admitir, mas Kaito estava certo. Meu pai me arrastaria até o internato de um jeito ou de outro.
- Não tem problema. – me inclinei e dei um beijo em Kaito.
- Devo ficar doente mais vezes. – Eu ri.
- Não brinque com isso. – falei.
- Desculpe. – pediu.
Dei mais alguns beijos nele, mas meu celular tocou. Não atendi. Era papai. Alguém entrou no quarto.
Yuki estava vestido com seu uniforme. Olhei para Kaito. Ele me fitava intensamente.
- Yuki, eu já estou indo. – avisei.
Yuki saiu do quarto. Kaito se esforçou para sentar direito. Ele deu um beijo em minha testa.
- Você é a pessoa mais forte que conheci, Miku Hatsune. – sussurrou. – Você vai aguentar isso. Eu sei que vai.
Segurei-me para não chorar.
- E eu aviso os outros. – murmurou Kaito. Ele também suspeitava que eu iria direto para o aeroporto.
Assenti. Segurei seu rosto por um momento.
- Eu te amo. Fique bem. – pedi.
- Eu também te amo, Miku. Seja forte. – Kaito se deitou. Assenti. Não queria sair dali.
Só um ano. Só um ano. Só um ano.
Esse ano seria muito longo.
Yuki me levou até o aeroporto. Não troquei uma palavra com meu pai. Enquanto embarcava no avião, vi Tóquio outra vez.
É só um ano. E eu teria tudo de volta.
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