Notas iniciais
Hey :) vcs já seguiram @POAlencar??
Eu teria postado antes, mas fiquei sem tempo de terminar de escrever esse capitulo :)
Obrigada pelas maravilhosas reviews *--* e muitíssimo obrigada, Bunny Boo, pela incrível recomendação ;D
*Desculpem-me os erros de digitação e aproveitem*

– Leeah! – Escutei Matthew me chamar. Com as mãos o mesmo sinalizou para que eu me aproximasse e assim fiz. Dei poucos passos até chegar ao seu lado. Ele levantou-se e se aproximou de meu rosto. – Vou falar com o médico. Fique com ele por favor. – Sua voz soou perto de meu ouvido em um pequeno sussurrou. Acenei positivamente e ele sorriu para mim, agradecido enquanto já se direcionava a porta do quarto em que estávamos.

Olhei para Lucca, que me analisava curiosamente. Senti minhas bochechas queimarem e abaixei o rosto envergonhada. Olhei para o meu braço, ao sentir algo se prender a ele e vi que era Lucca. Seu sorriso reconfortou-me e com um aceno de queixo, pediu-me para que me sentasse na cadeira que se encontrava ao lado da cama.

Olhei-o, após sentar-me ao seu lado. Suas mãos tremiam levemente e ele já parecia exausto com tudo aquilo. Seus cabelos brancos rebeldes caiam sobre sua testa e seus lábios ficavam sempre entreabertos. Os fios conectados em seu corpo parecia não incomoda-lo, ao contrario, ele parecia aceita-los.

– Poderia me trazer o copo d’agua por favor? – Escutei sua voz fina e calma. Olhei para onde sua mão apontava e avistei uma jarra transparente de água ao lado de um copo, na mesa atrás de mim. Silenciosamente, levantei-me e derramei o liquido dentro do copo e levei para ele.

Observei-o tomar a água, cada movimento cauteloso para não deixar o copo escorregar de suas mãos. Coloquei minha mão em sua costa, para ajuda-lo a se sentar para poder beber melhor, mas o mesmo não aceitou minha ajuda. Guardei o copo na mesa novamente e voltei a me sentar.

– Ainda não escutei sua voz... – Disse sorrindo para mim. – Quando você pretende falar algo? – Não pude deixar de sorrir de volta para ele. Lucca parecia ser um homem doce, carismático e cuidadoso, o que fazia-me encantar por ele.

– Desculpe. Eu só estou um pouco exausta. – Ele olhou-me parecendo compreender minhas palavras.

– Harry as vezes pode dar um pouco de trabalho. – Disse calmo e analisando minha reação as suas palavras, mas permaneci do mesmo modo. Nem sorrir, consegui.

– Ou muito. – Pude escutar sua risada fraca ao ouvir minhas palavras.

– Sim, muito. Harry não é um garoto normal, gostaria que você entendesse isso. As alterações de humor dele, ou até sua falta de controle.

– Eu gostaria de fazer algo para ajuda-lo. Mas não sei como, não consigo arrancar seus problemas dele. Quero que ele saiba que se eu o aceitei, é porque eu vou e quero combater seus problemas junto a ele. – Suspirei cansada.

– Vou lhe ajudar. – Ele disse sorrindo para mim. Assenti calmamente esperando por ele se pronunciar. – Vamos voltar a 14 anos atrás. Ele era um garoto fechado, e continua sendo, isso nunca mudou e provavelmente não irá mudar. Os problemas de alto-controle surgiram durante a sua adolescência, Em uma tarde, Harry voltou do colégio com o canto dos lábios cortados e com seu rosto gravemente danificado. Eu e sua mãe Perguntamos para ele o que tivera ocorrido com ele, mas o mesmo recusou-se a falar o motivo. Cuidamos dele durante o resto do dia e sempre que tentávamos descobrir o motivo de seus machucados, seu humor se alterava e ele apenas falava que não iria dizer. Eu e sua mãe, deixamos o incidente passar. Harry era teimoso, e continua sendo. Quando ele põe em sua cabeça algo, as chances dele fazer ao contrario são quase insignificantes. Alguns dias depois, vimos quando ele chegou em casa com os mesmos ferimentos, mas desta vez, piores. Matthew sempre chegava junto a ele do colégio, e sempre que questionávamos ele, seu olhar demonstrava aflição. Talvez pelo irmão ter apanhado...

Agarrei-Me mais aos braços da poltrona em que eu estava, apenas ao imaginar, Harry quando menor com o rosto cheio de ferimentos. Seus lábios cortados, seus lábios inchados, seu rosto totalmente danificado. A imagem de um garoto forte, mas talvez levado também, me veio a cabeça, deixando-me aflita.

– ...Quando aproximei-me de Harry naquela tarde, para tentar saber os motivos dos machucados, descobrir que ele estava diferente, com brutalidade, eu tivera sentido suas mãos empurrarem-me para trás. Para um garoto de apenas 13, ele estava mais forte do que o normal. Seu corpo tivera ganhado músculos e fora algo que passou despercebido por mim e sua mãe – A voz de Lucca desapareceu assim que ouvimos a porta atrás de mim, ser aberta.

Virei-me para a mesma, e vi Matthew e Harry adentrarem o quarto. Meus olhos viajaram em Harry, fazendo-me lembrar do que Lucca falava há alguns segundos atrás. Analisei seu rosto calmamente e pude observar um pequeno risco de um ferimento em sua sobrancelha direita, provavelmente quando tivera brigado com Matthew.

O vi vindo em minha direção e rapidamente levantei-me da poltrona ao pensar que ele estaria vindo falar comigo, mas enganei-me. Senti seu perfume forte e masculino ao passar ao meu lado e parar a frente de seu pai, fiquei a fitar suas costas, seus músculos eram visíveis mesmo estando com camisa. Seus ombros largos chamavam minha atenção e minhas mãos coçavam para poder abraçar e beijar cada centímetro de suas musculosas costas. Fiquei paralisada por um momento, meus pés pareciam estar grudados no chão e eu não conseguia me mover. Eu queria abraçar Harry, beija-lo, demonstrar todo o meu amor por ele, mas eu não conseguia. A coragem me faltava e o medo tomava conta de meu corpo.

– Você está bem? – Escutei a voz de Matthew, só então pude observar que o mesmo estava a minha frente e suas mãos balançavam freneticamente na frente de meu rosto. Pisquei algumas vezes e me dei conta que ainda estava olhando para as costas de Harry, bem, era o que eu achava. Harry me fitava de um modo extremamente suave, seus olhos estavam colados nos meus, assim como os meus nos dele, era possível perceber o esboço de um sorriso em seus lábios.

Virei meu rosto rapidamente e vi que Lucca me olhava, sorrindo. Matthew tinha sua mão em meu ombro, ainda preocupado e Harry continuava a me olhar. Baixei minha cabeça instintivamente ao sentir minhas bochechas queimarem.

– Leeah? – Matthew levantou o meu rosto pelo queixo e me encarou. – Está tudo bem? – Assenti ligeiramente.

– V-vou esperar no corredor. – Falei. Ele sorriu para mim, ao perceber que eu tivera me trapalhado com as palavras e eu voltei a ficar envergonhada. Antes que eu pudesse me virar para seguir caminho em direção à porta do quarto, escutei a voz de Harry soar diante o ambiente silencioso a minha volta.

– Pode ficar, se quiser. – Não tive coragem de olha-lo, apesar de querer muito, não consegui. Apenas sinalizei que não, em um simples balanço de cabeça e segui meu caminho para fora da sala.

Fechei a porta atrás de mim e andei em direção a sala de espera. Matthew e Harry mereciam um pouco de espaço com o pai. Provavelmente eles não se viam a algum tempo, já que moravam em países diferentes. Sentei-me em uma das cadeiras vazias ali e fiquei a olhar o nada.

A sala estava praticamente vazia. Apenas duas recepcionistas estavam ali, uma delas, sendo a ruiva que tivera atendido a mim e a Matthew algum tempo antes. As duas conversavam sobre algo que parecia ser importante, já que a empolgação era algo que poderia ser percebido de onde eu estava.

Olhei para o corredor a minha frente, e ele estava vazio. Realmente, não havia muita coisa para fazer ali. Retirei o celular de meu bolso e vi que marcavam cinco horas da tarde. Eu não fazia ideia de que o tempo tivera passado. Eu não tivera almoçado, e a ultima refeição que eu fizera fora o pequeno café da manhã, às 10 horas, que Fernanda tivera feito para mim.

Retirei a carteira de minha bolsa, decidia a ir à lanchonete do hospital, comer qualquer besteira. Levantei-me e segui em direção a ruiva e a outra mulher, que estavam ali. Assim que parei-me na frente do balcão na qual elas usavam de encosto, elas pararam imediatamente de conversar. A mulher ruiva, olhou-me azedamente, já a loira ao seu lado, conseguiu sorrir de modo amigável em minha direção.

– Posso ajudar? – Ela disse. Direcionei meu olhar da ruiva, para a loira e sorri em sua direção.

– Onde fica o refeitório?

– Primeiro andar, meu amor. – Sorri para ela e virei as costas, seguindo para o elevador.


Sentei-me em uma das diversas mesas vagas dali e beberiquei meu copo de café. O local estava vazio, assim como a sala de espera no segundo andar. Alguns médicos, devidamente uniformizados, passavam de um lado ao outro por ali, mas nada além daquilo. Para um dos melhores, se não o melhor hospital de São Francisco, estava tudo muito calmo.

Uma figura masculina surgiu na porta de entrada do refeitório, eu modo de vestir se diferenciava dos outros ali presentes. Este por sua vez, usava uma calça jeans escura e uma camisa branca social, tendo as mangas esgarçadas até os cotovelos. Ele assim como eu, comprou um copo de café. Logo ele se dirigiu para uma das mesas vazias ali, e se sentou.

Levei o liquido presente em meu copo em encontro com meus lábios e beberiquei um pouco. Matthew e Harry ainda não tinham dado algum sinal, mas não me importei, eles estavam com seu pai. Eu os daria todo o tempo possível. Peguei meu celular, que se encontrava em cima da mesa e comecei a mexer, afins de distrair-me.

Senti-o tremer em minha mão, e logo em seguida, um baixo apito avisando uma mensagem nova. Abri-a pensando que poderia ser Harry ou Matthew, querendo saber onde eu estava, mas eu não tinha aquele numero salvo em minha lista de contatos.


“Espero que me desculpe algum dia, minha querida.

Abandona-la, não fora uma das coisas mais fácil em que fiz. Apenas não se esqueça,

Eu ainda a amo muito... xo”

Assim que terminei de ler a mensagem que o numero desconhecido tivera mandado para mim, fiz uma careta em direção ao próprio celular. Aquele numero já tivera me enviado outras mensagens a algum tempo atrás, mas nunca se identificava. A cada nova mensagem que eu recebia, eu me confundia ainda mais. Por que diabos, não falava logo quem era? Digitei uma rápida mensagem em resposta, e guardei o celular no bolso de minha calça jeans.


“Quem é?”

Assim que levantei meu olhar, vi que o homem que tivera aparecido ali no refeitório, minutos antes, agora estava parado em pé a minha frente. Olhei-o confusa, e o mesmo tinha um sorriso em seu rosto.

– Posso? – Disse apontando para a cadeira vazia a minha frente, balancei a cabeça em resposta e observei sentar-se. – Você pare incomodada, algum parente seu está aqui? – Analisei-o por um rápido segundo. Olhos escuros, cabelos pretos e rebeldes, barba por fazer e um sorriso meigo no rosto.

– Não, não é isso. – Sorri. – Estou apenas acompanhando um amigo meu. Seu pai está internado aqui. – Peguei a xícara de café a minha frente e bebi um pouco do liquido amargo.

– Oh, bem!

– E você? Algum parente, amigo... ?

– Na verdade, eu estou esperando meu expediente começar. – Disse sorrindo, retirando o crachá de um pequeno bolso em sua camisa social. Tão pequeno, que nem eu tivera percebido antes.

Sua mão ofereceu o objeto para que eu o pegasse, o que logo fiz e li as pequenas letras, que falava sobre ele. Sean Walker, vinte e quatro anos, cirurgião e logo em seguida uma pequena foto 3x4 sua. Sorri para o objeto em minhas mãos e em seguida devolvi para ele e o pequeno cartão foi guardado novamente no bolso de sua camisa.

– Agora você já sabe algo sobre mim. – Disse maroto. – Fale-me sobre você.

– Bem, tenho vinte e dois anos, sou fotografa, e me chamo Leeah, prazer. – Falei sorrindo, estendendo a mão na sua direção, que foi recebida acolhedoramente por seus dedos.

– O prazer é todo meu, Leeah. – Ele sorriu e largou minha mão. – Você não é daqui, estou certo? – Sinalizei que sim, com um calmo balanço de cabeça. – Inglaterra?

– Isso mesmo. – Sorri.

– Seu sotaque é bastante puxado. E algo extremamente encantador.

– Oh, obrigado. – Disse tímida. Coloquei minhas mãos envolta da xícara de café e despejei o restante do liquido amargo, em minha boca. Sean olhava-me atentamente, sorrindo. Parecia estudar-me, do mesmo modo de como eu tivera feito com ele quando o tivera visto adentrar o refeitório.

– Casada? – Ele disse observando o anel em minha mão esquerda.

– O que? Não. – Sorri. – É meu anel favorito, eu gosto de usa-lo ai.

– Muito bonito. – Deslizei minha mão para que ele pudesse observar mais de perto, e o mesmo brincou com a pequena pedra de diamante na pequena bijuteria.

– Leeah? – Escutei alguém me chamar, mas não tivera sido Sean. Esta voz tivera soado ríspida e arrogante. Olhei para o meu lado, e a algumas mesas de distancia, vi Harry terminar de adentrar o refeitório, parecendo nada contente com o que estava vendo.


Notas finais
Hey, :) Tenho algo para falar para vocês.
Se vocês leram as minhas notas de alguns capitulos atrás que dizia sobre a segunda temporada e tals, devem tbm ter lido quado mencionei que iria editar a fic, e que eu tinha um prazo curto. Bem, esse prazo é até a metade do mês que vem.
Eu ainda não comecei a fazer as alterações pois estou sem muito tempo esses dias. Irei começar nesses proximos dias e como terei que me focar muito, eu demorarei mais tempo para postar.
E a 2ª temporada, não irá sair de imediato! Assim que essa temporada acabar, eu irei focar-me em apenas editar a historia e só depois, irei começar a escrever os capitulos.
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Ou seja, Vou pedir para você, uma folga de pelo menos uma semana, uma semana e meia antes de começar a postar a 2ª temporada, será que dá para aguentar? :)) (Fiquem sempre checando o @POAlencar, pois irei falar por lá, os dias que irei postar, ou qualquer mudança)
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Beeeem, Não sei quando irei postar novamente!
Irá depender das reviews e se alguma alma boa quiser deixar mais uma linda e perfeita recomendação para mim, eu aceitaria. haha xD