Notas iniciais
Voltei :) Como foi o Ano Novo de você? O meu foi bem... Entediante[haha] mas divertido, com toda a certeza.
E muitíssimo obrigado pelas três! [T R E S haha] novas Recomendações. Estou encantada! Estão perfeitas e simplesmente maravilhosas!! *--*
IsabbelaToorres, Mrs Styles e Samara Jackson! Muito obrigado pelas lindas recomendações!! ♥
*Desculpem-me os erros e aproveitem*

- Por que você não quer me responder? – Perguntei meio atordoada e segui até a sua direção. – Matthew, onde ela está?

- São Francisco. – Falou por fim, deslizando as mãos sobre os cabelos novamente. O mesmo começou a andar freneticamente para um lado e para o outro, parecendo estar arrependido de ter falado para mim.

São Francisco. São Francisco. São Francisco. Você está em São Francisco... e Harry também. O nome da cidade começou a me rondar e instantaneamente, a ideia de que Harry tivera ido se encontrar com ela, começou a me atordoar. Praticamente, joguei-me no sofá atrás de mim e levei as mãos ao meu rosto. Harry não faria aquilo, ele não faria, ele não me trairia... Por que não? Ele já fez isso uma vez, por que não faria de novo?

Minha boca se formou em um ‘O’ devido ao meu pensamento e senti meus olhos marejarem ao pensar em que ele provavelmente me trairia com ela. Fechei os olhos, para impedir que as lágrimas escorressem por meu rosto e que Matthew visse. Ele ainda a ama, Harry ainda ama Beatrice. Minha consciência, repetia para mim, repetia igual a cd arranhado. Repedia com firmeza e convicção.

Senti as lágrimas rolarem descontroladamente por meu rosto e em uma tentativa fula de limpa-las para que Matthew não visse, passei as mãos freneticamente em minhas bochechas. Eu já não tinha nenhum pensamento ou momento, em que eu pudesse acreditar. Do mesmo modo que Harry falava que me amava e que demonstrava, ele também já fizera isso com Beatrice. Você o perdeu.

Você o perdeu. Ele deve estar com Beatrice agora. Desculpando-se por ter sido um completo idiota e ter estragado o seu relacionamento de mais de 2 anos com ela, por culpa de uma mera puta de uma boate. Por uma qualquer. Ele provavelmente não estava pensando direito ao fazer tamanha burrice. Os ‘eu te amo’, ‘estou aqui’ ‘você é especial’, nunca foram verdadeiros. Não, não, não, não. Não podia, não podia. Comecei a balançar a cabeça freneticamente.

Senti as mãos de Matthew em meus ombros. Ele estava agachado a minha frente, olhando-me, percebendo o meu desespero. Eu soluçava incessantemente e as lágrimas deslizavam por meu rosto, sem que eu impedisse. Meus olhos deveriam estar totalmente vermelhos e meu nariz rosado.

- Leeah... – Interrompi-o

- Por que eu estou aqui? – Falei em meio aos soluços. – Por que, eu, você e Harry estamos aqui? Fale-me a verdade. Seu pai não está doente, ou está? — Senti os dedos macies de Matthew tocarem em rosto, seguindo o caminho de uma lágrima que insistia em cair.

- Leeah. Não sou eu quem deve responder a essas suas perguntas. Mas se irá deixa-la melhor, nosso pai realmente está doente. – Falou olhando-me nos olhos. Quando ele queria, ele conseguia ser uma pessoa extremamente acolhedora. Matthew era o tipo de cara perfeito, perfeito para ser um amigo. Aquele que na hora da brincadeira, ele brincaria e até nos momentos sérios, apenas para abaixar a tensão do momento.

Sem pensar muito, pulei em cima de si, para abraça-lo. Ele caiu de costas no chão, ao sentir meu corpo sobre o seu e foi inevitável não deixar de escutar sua risada. Agarrei seu pescoço com os braços e pude sentir suas mãos em minhas costas. Deslizando para cima e para baixo, fazendo um carinho aconchegante.

- Desculpas. – Falei soltando de seu pescoço e sentando ao seu lado, timidamente. Ele sorriu para mim e piscou calmamente. Matthew era encantador, tinha um sorriso encantador e poderia ser amoroso quando queria. Assim como o irmão... Seus cabelos bagunçados e dourados, lhe dava um ar jovial e na medida certa de perfeição.

- Sem problemas. – Disse passando seu olhar de mim, para seus dedos que estava em seu colo. – Por um lado, eu sou o culpado disso. – Seu olhar, subiu para meu rosto novamente, e ele parecia estar enfrentando uma batalha interna, culpando-se.

Ele não era culpado, não ele. Seu irmão talvez. Por ter escondido de mim o fato de Beatrice estar na mesma cidade que eu. Por ter encobrido de mim, a verdade e não ter falado para mim, que sua ex esposa estaria na mesma cidade que eu e ele... sem nenhum propósito. Ou pelo menos era o que eu achava.

- Não, você não é culpado. – Falei pensando nas palavras certas que eu diria a seguir. – Provavelmente, você é a única pessoa, que nesse momento está ao meu lado. – sorri em sua direção sem mostrar os dentes.

O que realmente não era mentira. Pois Elizabeth, conseguiu fazer besteira comigo, e nem saber onde ela estava hospedada, eu sabia. Provavelmente na casa do cara que estava parado em minha sala de estar. Eu queria ter ela de volta para mim, apesar das besteiras feitas, ela ainda era minha única família. Sim, eu ainda estava com raiva dela, mas não era de um dia para o outro, que eu esqueceria de quem cuidou de mim desde os meus 16 anos.

- Você precisa descansar. – Disse firme, encarando-me. – Amanhã, você conversa com Harry e se precisar de algo, apenas me ligue.

Levantei-me do chão, ajeitei minha roupa que provavelmente estaria amassada. Segui até onde as malas estavam e apenas peguei a minha. A casa era grande, assim que levantei-me pude perceber isso. A sala de estar tinha uma área enorme ao seu redor e a cozinha era junta com a mesma, as paredes todas em cor cor-de-pele.

- Você pode... hum... – Falei confusa para Matthew e apontando para o andar de cima. Ele assentiu, já sabendo o que eu iria pedir e sorriu. Puxou a mala preta de Harry e seguiu, subindo as escadas.

O Segui, escada a cima. Pude perceber que a casa era de três andares, e tinha apenas dois quartos, todos os dois, no segundo andar. Pergunto-me o que teria no andar superior, tomando conta de totalmente todo o piso. Matthew entrou em um dos quartos, falando que era o único aberto. Harry provavelmente teria pedido para fecharem o outro.

Adentrei o quarto indicado por Matthew, que por acaso era extremamente grande. Com apenas uma cama de casal encostado na parede principal, e atrás, uma janela panorâmica mostrava a belíssima vista de São Francisco a longe. Uma tevê de direcionada para a cama, já um pouco longe da cama, pois era projetada, na parede e em baixo, uma pequena e eletrônica lareira.

Deixei a mala ao lado da porta e Matthew fez o mesmo. Despedi-me dele com um abraço e um obrigada e deixei que fosse sozinho até a porta. Puxei minha lada, para cima da cama e retirei uma roupa mais leve, para usar. Depois do banho, eu iria arrumar as coisas.

***

Adentrei o closet do quarto, já devidamente vestida, e vi a grandiosidade daquele compartimento. Haviam gavetas e portas de vidro por toda a extensão, e no meio havia uma pequena ilha de mármore, onde ficavam os sapatos.

Pergunto-me por que Harry precisava de tanto espaço para roupas. Por que suas casas eram todas grandiosas e incrivelmente caras. Sim, ele tinha dinheiro para investir em todos aqueles locais, mas era algo extremamente assustador. Harry provavelmente mandava e comandava em mais da metade das empresas de Londres. Todo seu império, fora o próprio quem construiu.

Balancei a cabeça, tirando-me de meu devaneios e comecei a arrumar as roupas em uma pequena parte do Closet. Não demorei muito a fazer o que tinha que fazer e logo acabei. Harry ainda não tivera chegado, o que deixava-me mais triste ao pensar que ele estaria com Beatrice.

Como eu consegui gostar tanto dele, em tão pouco tempo? Eu sentia sua falta, sempre que estava longe, eu senti falta de seus carinhos, de sua voz, de seu cheiro. E apenas o que eu queria, seria que ele não estivesse com Beatrice, que estivesse com seu pai, ou resolvendo algo importante.

Segui para a cozinha, no primeiro andar da casa, para fazer algo para comer, ou procurar algo apenas para passar o tempo a espera de Harry. Abri a geladeira e deparei-me com ela totalmente cheia de comida. Provavelmente alguém teria arrumado a casa para quando Harry chegasse.

Ouvi alguns passos atrás de mim, pensando ainda ser Matthew, mas por que razão ele ainda estaria ali? Virei-me e deparei-me com uma mulher, já de idade. Dei-lhe uns quarenta e poucos anos. Seus cabelos brancos já apareciam e a tonalidade de Preto se mostrava clara em seus fios. Olhos verdes iguais a esmeraldas destacavam-se em sua face branca e pálida.

- A senhorita gostaria de algo para comer? – Sua voz baixa e delicada soou pelo ambiente. Olhei para a roupa em que eu vestia. Um curto short e uma regata branca, colada.

- D-Desculpe. – Falei puxando o short preto, mais para baixo. Em uma tentativa fula de cobrir mais minhas pernas. – Pensava que estava sozinha.

Em seu rosto, um sorriso acolhedor surgiu em seus lábios. Ela caminhou em minha direção e sinalizou para que eu saísse dali, pois eu estava obstruindo o caminho até a geladeira.

- Tudo Bem. Agora responda-me, você quer algo para comer? – Falou gentil. Olhei para o relógio em meu pulso e vi que já marcavam 10 horas da manhã e eu ainda não tivera comido nada. – Waffles, Panquecas, ovos com bacons? É a penas pedir.

- Apenas ovos com Bacons, por favor. –Falei sentando em dos bancos encostados na enorme bancada de mármore.

- Desculpe-me, meu nome é Fernanda. Sou a Governanta do Senhor Noan. – Falou pegando os ingredientes e colocando-os sobre a pia, para preparar a refeição.

- Sou Leeah. – Disse carismática analisando seus ágeis movimentos com as mãos. Segundos depois, os ovos já estavam a fritar sobre a frigideira, no fogão embutido no balcão de mármore.

- Devo fazer para o Senhor Noan, também? – Perguntou em duvida, antes de pegar mais ingredientes. Assenti negativamente, triste com a ideia de não saber a hora na qual iria voltar de onde ele estivesse. – Você está bem? Aceita água com açúcar?

- Não, obrigado. – Consegui colocar todo meu animo naquelas simples palavras, para não deixar a pobre senhora preocupada.

Ela seguiu em silêncio a continuar a fazer o café da manhã e eu não fiz esforços para falar algo. Fiquei analisando a porta de vidro ao meu lado esquerdo um pouco a longe. Através dela, era possível ver uma enorme área de lazer, e um piscina seguida de um enorme gramado verde, reinavam sobre meus olhos.

- Se quiser pensar um pouco... – Escutei a voz de Fernanda entrarem em meus ouvidos e rapidamente desviei os olhos da porta de vidro e parei-os na governanta, que me olhava preocupada. – A área de lazer é um excelente lugar para isso. Aconselho que coloque uma roupa de banho, pois o sol já irá aparecer.

Pensei na ideia um tanto quanto tentadora de Fernando e não pude nega-la. Assenti silenciosamente e a mesma sinalizou que colocaria a comida ao microondas, para não esfriar enquanto me trocava.

Subi as escadas ligeiramente e procurei uma roupa de banho que eu tivera visto em minha mala, quando eu estava arrumando as coisas no Closet, Harry tivera trago, já que não tivera sido eu quem arrumou minhas coisas.

Vesti-me (http://weheartit.com/entry/46202642/via/pallomaalencar_) procurei algum tecido para me cobrir, e surpreendentemente encontrei. (http://www.polyvore.com/saida_praia/set?id=67717731) Desci as escadas e encontrei Fernanda ainda na cozinha.

- Está radiante, Senhorita. – Falou sorrindo em minha direção, após analisar-me por alguns segundos

- Obrigado, Fernanda. – Disse devolvendo o sorriso, docemente.

- Sua refeição já se encontra na área de Lazer. – Falou e eu assenti com a cabeça.

Abri as duas enormes portas de vidro que ia do teto ao chão e davam para a área da piscina e deparei-me com um local extremamente bonito. Alguns sofás de descanso estavam organizadamente espalhados por toda a superfície de lajotas antiderrapante, brancas.

Uma churrasqueira, que supus ser de ultima geração, repousava de baixo de uma enorme área protegida da chuva e algumas mesas de madeira escura estavam por ali, também.

Vi minha refeição em cima de uma pequena mesa ao lado de uma das espreguiçadeiras acolchoadas. Direcionei-me para o local e digeri sem pressa, minha refeição. Que por acaso, estava bem preparada.

Ajeitei a espreguiçadeira, para que ficasse totalmente deitada e logo em seguida, Deite-me aproveitando aquele baixo sol da manhã de São Francisco. Retirei a roupa por cima de meu biquíni, que protegia meu corpo dos olhares alheios e coloquei-a de lado. Fechei os olhos, afins de descansar e fora o que eu consegui. Acalmei meus nervos e a imensa vontade de saber por onde Harry estava naquele momento e acabei adormecendo.

Acordei, sentindo um corpo ser debruçado sobre o meu. Pude sentir a pele de sua barriga sobre a minha, e tive uma rápida sensação de estar completa. Logo pude sentir toda a sua estrutura sobre a minha, fazendo-me sentir pequena e protegida. Não abri meus olhos e nem me mexi, indiferente. Apena apreciei o momento, antes de enche-lo de perguntas.

Notas finais
Já seguiram @POAlencar?? Pois se eu fosse vocês eu seguiria! :D Eu postei a capa da 2ª Temporada lá! ;)
Bem, o proximo capitulo já está pronto, e agora só falta a parte de você para que eu poste mais rapido!! *u* Pois o que me faz escrever, são as reviews, não a criatividade. Pois quando eu percebo muitas reviews, a vontade de escrever apenas aumenta!
Será que consigo chegar aos 550 ou 600 comentários? Por Favor!!
Você que tem conta aqui no Nyah! e escreve/escrevia fic, sabem muito bem, como reviews sempre é bom certo? *-*
Se você não tem conta, vai lá no twitter ( @POAlencar ) e comenta, e se você não tem Twitter, pode ir no ask! ( http://ask.fm/PallomaStylesMcguiness ) que nem precisa de conta! okay?
É apenas isso que eu peço para vocês!