Notas iniciais
Obrigada pelas duas recomendações...
Uma da Fabi Alencar (risos internos) e outra da Marianna :) Muito obrigado! Estão perfeitas *-*
*Desculpem os erros e aproveitem*

Arrastei minha mão para o lado oposto que eu estava na cama e senti apenas os lenções desarrumados e o travesseiro. Abri os olhos e vi que Harry já não estava mais lá. Olhei para o Relógio que se encontrava em cima do criado mundo e observei que marcavam exatas oito e quinze.

Levantei-me lentamente da cama, ainda com sono e segui para o banheiro. Me despi cuidadosamente e com um certo trabalho tomei um rápido banho de ducha. Peguei um toalha qualquer no banheiro, sabendo que todas ali eram de Harry, enrolei-me e segui para o quarto.

Lembrei-me que não estava em casa e que provavelmente eu não tinha roupa ali. Olhei par os lados em meio a preocupações e tive a brilhante ideia de vestir uma roupa qualquer de Harry. Abri a grande porta do closet e me deparei com várias roupas em cabides, gavetas e até um pequeno puff no centro.

Tudo muito sofisticado e se eu fosse uma criança, poderia ate dizer que eu conseguiria brincar de pique-esconde ali. Fui abrindo as gavetas e em cada uma delas havia um tipo de camisa diferente. Peguei uma camisa branca lisa e vesti-a. Abri uma ultima gaveta e vi cuecas box. Peguei uma preta e sai dali. Ele provavelmente não iria me brigar.

Voltei para o quarto e vesti-me. A camisa de Harry bati na metade de minhas coxas e sua cueca um pouco frouxa, mas nada que me impedisse de usa-la. Desci as escadas e segui para a cozinha a procura de Harry, mas não o encontrei ali.

Rodei a casa a sua procura, abrindo porta por porta do enorme apartamento e acabei descobrindo que o mesmo tem uma sala de jogos, outra de cinema e um espaço inutilizado, somente no andar de baixo. Assim que segui para a ultima porta, abri-a devagar e observei pela brecha da porta um escritório. Adentrei a sala e percebi que Harry estava no seu computador, mas pareceu não perceber minha presença ali.

Pigarreei baixo e só então o mesmo parou o que estava fazendo e me observou. Seus cabelos pareciam molhados e ele estava despreocupado. O mesmo passou seu olhar por todo o meu corpo, de cima a baixo e somente parou em um ponto físico ao analisar-me por inteiro. Seus olhos estava vidrados em minhas coxas descobertas e por um instante senti-me corar brutalmente.

Caminhei lentamente na sua direção e parei a sua frente, onde estiquei-me para conseguir dar um beijo de bom dia em seus lábios.

– Bom Dia. – Falei assim que ele separou sua boca da minha.

– Minha roupa está perfeita em você. – Harry disse sorrindo maliciosamente. – Venha aqui. – Ele fez sinal com as mãos para que eu desse meia volta até seu encontro e assim fiz. Quando parei ao seu lado, suas duas mãos foram para minha cintura, onde apertaram-na. Harry puxou-me para si, fazendo-me sentar em seu colo.

Coloquei minhas pernas por dentro dos dois braços da cadeira, para uma posição melhor. Senti as mãos de Harry irem para minhas costas e em seguida o mesmo puxou-me para perto de si, fazendo-me abraça-lo. Escondi meu rosto na curva de seu pescoço o máximo que pude. Senti seu cheiro adentrar minhas narinas e dei um rápido delírio, ali mesmo. Abracei-o, apertando o máximo que podia meu corpo junto ao seu e ficamos ali por alguns minutos, ou horas, não sei. Quando eu estava com Harry, o tempo era a ultima coisa com que eu me importava, e 24 horas do dia parecia tempo pouco de mais para ficar com ele.

– Já tomou café da manhã? – Harry perguntou, fazendo com que o clima silencioso e relaxante da sala, quebrasse. Tirei meu rosto da curva de seu pescoço e sorrindo neguei com a cabeça. – Está com fome?

– Não, depois nós comemos. – Parei para analisa-lo. Seus olhos azuis brilhantes, eram o seu ponto fraco sobre mim, eu poderia ficar olhando-o por horas e quem sabe pelo resto de minha vida. – Na verdade, eu preciso falar com você. – falei assim que consegui concentrar-me novamente.

– Algum problema? – perguntou para mim e sua voz transmitia preocupação. Eu neguei com a cabeça rapidamente, aliviando-o. – Então, o que aconteceu?

– Você pode me levar para casa?

– Não quer ficar aqui comigo? Não quer que eu cuide mais de você? – Falou triste. Minha cabeça rapidamente deu um giro de trezentos e sessenta graus. Por que Harry iria querer cuidar de mim, quero dizer, nós não estamos nos relacionando serio, mas ele desde sempre demonstrou se preocupar comigo, algo que acho um pouco errado. Pois não temos nada... Ou temos? Harry as vezes demonstrava ser frágil e sozinho, o que me deixava triste e preocupada.

– Não, não! – Falei rápido. – Claro que quero ficar aqui com você.

– Mas... – Ele me interrompeu.

– Mas eu ainda tenho uma vida, Harry. Preciso voltar a trabalhar e voltar para a minha rotina. – Suspirei apenas ao me lembrar do trabalho e das coisas a parte que teria que voltar a fazer.

– Tudo Bem. – Falou por fim, sabendo que eu realmente tinha que voltar a trabalhar e que não poderia viver a suas custas. Eu ainda tinha uma vida toda para fazer. – Quer que eu a ele depois do café da manhã? – Disse aproximando seu rosto do meu, com um sorriso no rosto.

– Quero. – Falei já sentindo seus lábios roçarem os meus e no segundo seguinte, nós já estávamos nos beijando. Não um beijo bruto, mas sim um calmo. Nossas línguas tinham a sincronia perfeita, aquele beijo estava-nos fazendo desejar um ao outro. A mão de Harry estava em minhas coxas, apertando-as e as minhas já se encontravam em meio aos seus cabelos.

Senti a mão de Harry deslizar lentamente por baixo da camisa que eu estava vestindo. Suas duas mãos percorriam o mesmo caminha, mas de lados opostos. Harry passou sua mão com cuidado por cima do curativo, onde se encontrava os pontos. A camisa branca que eu vestia já se encontrava na altura de meus seios, cobrindo-os, pois eu estava sem sutiã.

Pressionei meus lábios mais ainda aos seus, já quase sem folego. Harry nos separou e em seguida senti seus lábios em contato com a pele de meu pescoço. Com a ajuda de uma de suas mãos, o mesmo puxou a camisa, esgarçando-a um pouco e tendo o resultado de meu ombro a amostra. Joguei minha cabeça para o lado oposto de onde ele estava beijando e me deixei levar. Sentia seus lábios tocarem minha pele, fazendo-me fechar meus olhos e delirar.

Escutei o barulho da porta da sala abrindo e rapidamente virei meu rosto. Harry parou de subir minha camisa, ao invés disso, baixou-a o máximo que conseguiu e segurou-me pela cintura, para que eu não saísse dali. Seus lábios continuavam em meu ombro, mas ele olhava por cima deles em direção a porta, impedindo-me de virar.

– D-Desculpe, Harry. Volto out... – Escutei um voz masculina ecoar pelo escritório e logo a Harry o interrompeu.

– Pode falar, Keaton. – Disse Harry, retirando seus lábios de meu ombro e apoiando seu queixo no mesmo local onde estava beijando segundos atrás. Virei-me de relance e vi um homem parado a porta da sala. Usava uma calça jeans e uma camisa azul marinho lisa. De primeira impressão, parecia ser educado e com boa postura.

– Josh pediu para que avisasse para você que a reunião da empresa está marcada para as 10 horas. – Falou Keaton. Tentei sair do colo de Harry, mas o mesmo não deixava. Ao invés disse, ele voltou a beijar meu ombro, enquanto o tal cara falava. Senti-me totalmente envergonhada com aquilo. Eu estava parecendo uma... Vadia?

O mesmo momento em que eu pensei nisso, senti meu corpo se arrepiar e as lembranças de quando eu trabalhava no clube de Strip, me vieram a tona. A imagem de Drew a minha frente, vieram a minha mente e de repente senti-me diferente, a lembrança de quando o mesmo abusou de mim sem dó nem piedade. Harry parou de me beijar ao perceber meu corpo totalmente arrepiado e inquieto. O mesmo afastou seu rosto e encarou-me preocupado.

– Algum problema? – Sussurrou para mim e eu rapidamente neguei com a cabeça. Meus olhos queimavam e algumas lágrimas torciam para cair. Levantei meu rosto numa tentativa de parar com a vontade de chorar e de impedir das lágrimas a caírem mais foi em vão. Minha visão começou a ficar embaçada e eu já estava chorando, coloquei meu na curva de seu pescoço, para que não me visse naquela situação desagradável. Harry pareceu ficar desesperado com o que tivera acabado de ver. – Pode se retirar, Keaton. – Falou para o tal cara sem tirar os olhos de mim. Assim que escutou o barulho da porta se fechando, o mesmo colocou suas mãos em meus ombros e afastou meu rosto de seu pescoço.

Levantei-me rapidamente de seu colo, fazendo-me com que não caísse por pouco, com as mãos ao rosto, impedindo-o de ver meu estado provavelmente drástico. Percebi que ele levantou-se logo em seguida. Suas mãos foram para cima das minhas e com cuidado as retirou de meu rosto e em seguida fitou-me. Parecia preocupado de mais.

– O que foi? – Disse.

– Nunca, está ouvindo? Nunca mais faça isso comigo. – Falei ríspida controlando o choro. Harry encarou-me confuso e ao mesmo tempo triste.

– O que fiz de errado?

– Nunca mais me faça sentir desse jeito, muito menos na frente de um conhecido seu. Você conseguiu fazer-me sentir uma – Falei com a voz embargada. A ultima palavra da frase não queria sair de minha boca, e com isso, as lagrimas voltaram a cair. – Uma vadia Harry. – Praticamente gritei as ultimas palavras. Percebi Harry recuar poucos centímetros. Ele parecia estar desesperado e ao mesmo tempo parecia não acreditar no que eu tivera acabado de lhe falar.

– Vadia? – Disse olhando para mim incrédulo. – Como pode achar que eu a tratei como uma vadia, Leeah?

– Mão falei que você me tratou como tal, mas fez-me sentir como uma, Harry. – Falei limpando as lágrimas que teimavam em cair. – Você conseguiu fazer-me lembrar de quando Drew.. – Minha voz falhou. – Você sabe. – completei baixo, sendo forçada a lembrar do ocorrido novamente.

Harry ficou com pena de minhas palavras e então seguiu em minha direção, na intenção de quebrar o espaço que havia entre nós, mas eu recuei assim que o mesmo se aproximou. Eu estava com raiva dele, apesar de não ter sido sua culpa, eu ainda estava me sentindo mal. Aquela parte de minha vida, é algo que eu queria esquecer, apagar da memoria, mas isso não é impossível.

– Onde estão minhas roupas? – falei baixo, encarando os seus sapatos. Ele recuou um passo e não falou nada. – Harry... Por favor.

– No quarto a frente do nosso. – Disse calmo, mas ao mesmo tempo era possível perceber culpa em suas palavras. Mas algo me incomodou na frase, o “nosso”, por que diabos ele falou isso? Agora estou sentindo-me culpada por minha grosseria.

Sai do escritório e segui para o segundo andar e adentrei o quarto. Minha roupa estava dobrada em cima da cama e era a mesma. Bem, eu nunca tivera visto aquela roupa antes, provavelmente era nova. Tranquei a porta e troquei-me ali mesmo. Vesti a calça e logo em seguida a camisa. (http://weheartit.com/entry/40936852/via/pallomaalencar_) As roupas eram exatamente do meu tamanho, e eu me pergunto como Harry sabia disso.

Sai do quarto e adentrei o de Harry. Peguei meu celular que estava no criado mundo ao lado da cama e desci as escadas seguindo para a cozinha. Harry estava sentado em um dos bancos que se encontrava atrás do balcão que dividia a cozinha da sala de jantar. Ele não estava comendo, porem seu café da manhã estava a sua frente.

Aproximei-me dele e rapidamente senti o clima tenso entre nós dois. Peguei uma maçã que se encontrava na fruteira de vidro em cima da bancada e dei uma mordida. Harry cutucava com a colher os ovos mexidos e o bacon que estavam em seu prato. Senti meu celular vibrar no bolso traseiro de minha calça e assim que olhei a tela viu que era uma mensagem de Thomas. Harry olhou de relance para o celular e imediatamente fechou a cara assim que viu o nome de Thomas na tela touch.

“Você vem hoje? Estamos com saudades – eu – de você. Xx”

Ri assim que terminei de ler a mensagem e em seguida digitei algo rápido em resposta. Guardei novamente o celular e encarei Harry que continuava a mexer em sua comida. Aquilo já estava me agoniando. O barulho do garfo rangendo no fundo do prato e o fato de estar sendo ignorada por ele.

Virei-me na sua direção e segurei seu rosto com minhas duas mãos. Toquei meus lábios aos seus rapidamente, sem nem ao menos dar tempo para que Harry pensasse em algo. Passei a língua em seus lábios entreabertos. Harry virou-se totalmente para mim e pois suas duas mãos em minha cintura, apertando-a. Sorri entre o beijo e logo parti. O folego já me faltava e eu ainda estava com raiva dele.

– Ainda estou com raiva de você. – Falei antes que ele pudesse colocar um sorriso em seu rosto. – Preciso ir. Poderia me levar na Poev?

– Poev? Você vai trabalhar? – olhou-me incrédulo.

– Sim, agora, pode me levar?

– Você não pode ir trabalhar, você ainda não está em condições para isso, Leeah! – Seu tom de voz saiu como se estivesse mandando em mim, me obrigando. Bufei já sem paciência e o encarei seria.

– Harry, se você não quiser me, tudo bem. Eu posso ir andando. – Disse virando as costas e começando a caminhar em direção a porta, quando eu estava quase chegando ao elevador senti as mãos de Harry em minha cintura. Brutalmente o mesmo me virou na sua direção e selou nossos lábios.

Arregalei meus olhos com esse seu movimento brusco e de inicio hesitei em beija-lo. Mas acabei cedendo e entreguei-me totalmente para ele. Senti sua mão em minha coxa, puxando-me para cima. Apoiei-me em seu pescoço, ainda sem parti o beijo e com a ajuda de sua mão, enrolei minha perna em sua cintura. Suas mãos foram para minha bunda e as minhas para seus cabelos.

Paramos o beijo com muitos selinhos e ficamos com as testas coladas. Eu podia sentir sua respiração pesada bater em meu rosto e se misturar com a minha. Nós dois ainda tínhamos os olhos fechados, e estávamos apenas apreciando o momento calmo.

– Me desculpe. – Falou Harry, roçando seus lábios aos meus. Deslizei minha língua por seu lábio inferior e o puxei com os dentes, devagar.

– Tudo bem. – Disse por fim e o senti apertar meu corpo mais ainda ao seu.

– Você volta, certo? – Disse fraco e inseguro. Quem diria que Harry Edward Noan era inseguro. Aquilo seria uma novidade para que não o conhecesse. Desgrudei nossas testas e o encarei. Seus olhos estavam vidrados aos meus, o que estava me deixando um pouco tímida com a situação.

– Vamos ver. – Falei por fim, sorrindo marota e pude escutar sua risada alta.

– Claro que irá voltar. Se não eu mesmo a trago, sendo por bem ou por mal. – Sorriu e pois-me no chão.


Notas finais
Devo perguntar o porque que eu recebi tão poucas reviews no capitulo passado?
Não sei quando irei postar. Depende das reviews.
encham minha paciência no ask, quem não tem conta aqui para deixar reviews okay? :) http://ask.fm/PallomaStylesMcguiness